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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Saca-rolhas criado em 1800 se integra a maior coleção do Brasil


Antiguidade foi encontrada em Belém e Ibravin itermediou vinda para Serra gaúcha

A maior coleção de saca-rolhas do Brasil acaba de ganhar uma nova e importante peça. O neurocirurgião bento-gonçalvense Carlos Fasolo adquiriu um abridor inglês fabricado em 1800 conhecido como Eclipse. A peça foi encontrada por um morador de Belém do Pará enterrado no quintal de casa. O cidadão, Pedro Mardock, entrou em contato com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) que indicou o colecionador gaúcho. O antigo dono havia recebido propostas de mandar o saca-rolhas para o exterior, mas viu por bem deixá-lo no país.
            
O saca-rolhas foi achado durante uma obra para a colocação de uma sapata de estruturação da casa de Mardock. “Estava junto com algumas garrafas que aparentam também serem antigas e um fogareiro”, lembra. Sem ter ideia de como os objetos foram parar onde foram encontrados, o paraense só sabe dizer que todo o terreno do quarteirão pertencia ao avô e o pedaço onde está instalada a casa havia sido vendida para o avô da sua esposa, a área permanecendo sempre em família. A descoberta ocorreu no final de agosto deste ano. “Levei a peça para um arqueólogo conhecido e alguns antiquários. Também fiz pesquisas na Internet. Na sequência, resolvi ligar para o Ibravin e logo depois o Fasolo entrou em contato”, narra, Mardock. Supervisor de companhia aérea e acadêmico de Engenharia Ambiental, o descobridor está feliz de alguma forma participar da história da peça.
            
A confirmação da antiguidade do saca-rolhas foi feita pelo colecionador Carlos Fasolo por meio da consulta a catálogos internacionais dedicados exclusivamente aos abridores. Ele encontrou referencias em uma relação italiana e em uma francesa como sendo do final de 1.800, mas sem uma data precisa. Conforme Fasolo, o saca-rolhas vindo de Belém não é a peça que ele pagou mais caro (cerca de R$ 1 mil), mas com certeza é a mais valiosa. “Pela antiguidade da peça e pelo estado de conservação”, argumenta o colecionador, salientando o inusitado de o objeto ter sido encontrado no Pará, região pouco tradicional no consumo de vinho.
            
A coleção de Fasolo tem cerca de 1.450 abridores, sendo que aproximadamente 500 deles são peças antigas. O resto são saca-rolhas recebidos de presente e comprados em viagens. No mais recente passeio pela Itália, o médico adquiriu 32 novas peças.

Fonte: Ibravin

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Rainha do Vinho? Pois é, na Alemanha já estão na 63ª Edição!!



Volta e meia me pego impressionado como a cultura do vinho no Brasil realmente só está engatinhando. Na Europa, por exemplo, é comum uma família normal ter umas 40 garrafas de vinho na adega, entre vinhos que precisam de um tempo de guarda e outros para consumo mais imediato.

Conversando com um alemão estes dias fiquei impressionado com o maior problema que ele teve quando foi mudar de uma casa para outra um pouco maior. Adivinhem o motivo da mudança? Ter mais espaço para a guarda dos vinhos! E, pior, adivinhem quantos vinhos o tal alemão tem em casa? Quer dizer, tinha há 2 meses atrás? 3.000, isto mesmo, três MIL garrafas de vinho que, segundo ele, foram todas compradas diretamente em vinícolas! Ele me garantiu que nenhuma foi comprada em uma loja. Loucura, não?

Isto me deixou curioso em estudar mais a cultura europeia, particularmente a alemã. Nestes estudos e leituras, me deparei com um concurso pitoresco! No dia 07 de Outubro, a alemã Annika Strebel foi eleita a 63ª Rainha do Vinho em seu país de origem! 23 aninhos de idade, viticultora da vila de Wintersheim em Rheinhessen. O mais curioso é que consegui falar novamente com o tal alemão das 3.000 garrafas e ele acompanha sempre este tal concurso!

O Juri do concurso envolve políticos, mídia, representantes de grandes empresas e, claro, o alto escalão do vinho na Alemanha.

A região de Rheinland-Pfalz ficou em festa com a notícia!

Muitos devem estar pensando. Ah, mas ela é bonita mesmo, tem que ser a rainha! E aí é que vocês se enganam! O concurso, além da parte de beleza, é técnico também minha gente. A Annika teve que detectar e descrever as notas técnicas de algumas delícias alemãs e isto fez parte da nota.

Estas é uma daquelas ideias que deveríamos seguir. Já temos a garota do Brasileirão! Pq não elegermos a Rainha do Vinho?

Fica a idéia!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Designações de Origem em PORTUGAL

DOC ou DOP (Denominação de Origem Protegida)



DOP é a designação comunitária adotada para os produtos vitivinícolas cuja originalidade e individualidade estão ligados de forma indissociável a uma determinada região, local, ou denominação tradicional, e cujas qualidade ou características específicas, são devidas ao meio geográfico, factores naturais e humanos.

Estes produtos estão sujeitos a regras específicas de controlo que visam garantir a autenticidade e qualidade e podem ser rotulados como DOC.

As Denominações de Origem Protegidas para os produtos vitivinícolas europeus integram um registo comunitário único.

 
IGP ou IGP (Indicação Geográfica Protegida)



IGP é a designação comunitária adotada para os vinhos duma região específica cujo nome adotam na rotulagem, elaborados com pelo menos, 85% de uvas provenientes dessa região. Tal como os produtos com DOP/DOC, são sujeitos a regras específicas de controlo.

Estes vinhos podem ser rotulados como “Vinho Regional”.

As Indicações Geográficas Protegidas para os produtos vitivinícolas europeus integram um registo comunitário único.

Vinho

Os vinhos que não se enquadram nas designações atrás referidas são designados como “Vinho”. Contudo devem cumprir com as disposições nacionais e comunitárias em vigor.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Excentricidade dos Vinhos – Decanter com tampa e bomba à vácuo!



Irei começar a trazer algumas excentricidades do mundo do vinho!

Vamos começar com este curioso decanter!

Realmente útil e extraordinariamente prático, mesmo que esteticamente pouco atraente, é o Metrokane V1. Você pode consultar detalhes do mesmo clicando no link.

É um “decanter” incomparável. Porque dispõe de uma tampa hermética acessória que pode ser selada com uma bomba de vácuo. Que melhor forma de poder conservar, de forma segura, o vinho do “decanter”, não consumido?

A bomba de vácuo, por sua vez, inclui um prestimoso mostrador que anuncia a pressão dentro do “decanter”. Basta atingir o indicador vermelho para saber que o vácuo está assegurado! Inteligente e prático!

Não consegui encontrar este decanter a venda aqui no Brasil. Pode ser comprado facilmente nos Estados Unidos pelo custo médio de 70 dólares, veja.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

sábado, 9 de abril de 2011

A química desvenda o que os Faraós bebiam!!



Análises químicas de resíduos presentes em jarros ancestrais egípcios trazem novas evidências sobre a adição de ervas e resinas de plantas a vinhos produzidos na antiguidade.

Os pesquisadores do Museum Applied Science Center for Archeology, da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, analisaram os resíduos orgânicos depositados em dois jarros egípcios da antiguidade. O primeiro deles, de cerca de 3.150 a.C., foi localizado numa tumba na cidade de Abidos, no Egito, pertencente ao faraó Scorpion I (Escorpião I). O segundo, produzido entre o quarto e sexto séculos d.C., foi encontrado no sítio arqueológico de Gedel Adda e caracterizado como um recipiente para vinhos em função da forma e das inscrições presentes em suas alças.

Com base em estudos inovadores do grupo de arqueologia da Universidade da Pensilvânia sobre vinhos da antiguidade, McGovern e colaboradores investigaram a composição química dos resíduos dos jarros egípcios através das técnicas de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) e spot tests de Feigl (Quadro 1). Foi sugerida a presença de ácido tartárico (Figura 1), um marcador químico de uvas que ocorre em quantidades apreciáveis em vinhos. O emprego de técnicas espectroscópicas mais modernas como a CLAE acoplada a espectrometria de massas levou a confirmação, através de estudos de fragmentação dos íons característicos desta substância, de que os frascos em questão continham ácido tartárico e que serviram como recipientes armazenadores de vinhos na antiguidade.

Ao lado do ácido tartárico, encontrado livre e na forma de sais de cálcio, foram observados sinais de absorção na região do infravermelho, relacionados à presença de hidrocarbonetos, em torno da região de 2.900 cm-1, bem como entre 1.550 e 800 cm-1 que sugeriram a presença de outras substâncias. Associando as análises de CLAE com detecção por ultravioleta, cromatografia em fase gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM) e a técnica de microextração em fase sólida (SPME, do inglês solid phase microextraction, quadro 2) os pesquisadores suspeitaram da presença de ervas e de resinas de plantas nestes resíduos, como as de pinheiro ou terenbentina. A resina de Pinus pode ser confirmada pela identificação de derivados do diterpeno ácido abiético, um biomarcador químico dessas resinas, como o ácido desidroabiético, 7-oxo-desidroabiético e de reteno (1-metil-7-isopropilfenantreno). Vinhos resinados eram produzidos desde a antiguidade até a Idade Média e encontram-se descritos em tratados importantes como a Geoponica,uma coleção de 20 livros compilada em Constantinopla no século X. Estas preparações parecem ter sido usadas por povos distintos desde o Mediterrâneo, passando pelo continente europeu até o Oriente, e seriam fabricados principalmente para proteger contra a doença do vinho.

Estudos textuais de papiros médicos, como o papiro de Ebers (1.550 a.C., quadro 3) e outros relativos a antigas dinastias egípcias, descrevem o uso de preparados complexos como remédios prescritos como laxante, emoliente, expectorante, anti-helmíntico, analgésico, diurético ou mesmo como afrodisíaco.

Para tal eram usados diversos vegetais, como alho, cebola e melão, ao lado de ervas como o cuminho, endro e absinto, resinas de árvores como terebentina, pinheiro e mirra, sendo preparados como macerados, infusões ou decocções em mel, leite, óleo, água e bebidas alcoólicas, sendo as mais comuns o vinho e a cerveja.

Pela análise química do resíduo do jarro de vinho de Abidos, foi sugerida a presença de ervas como o coentro, a menta, a sálvia e resina do pinheiro, enquanto que no jarro localizado em Gebel Adda, as substâncias observadas sugeriram a presença de alecrim e de resina de pinheiro.

A confirmação da presença destas ervas nos vinhos resinados não depende somente de dados químicos, já que há poucas substâncias marcadoras nestas plantas que poderiam ser utilizadas para este fim, dada a semelhança na composição química destas espécies. Além disto, a transcrição dos papiros e a identificação das espécies vegetais citadas dependem da compreensão dos hieróglifos usados para identificá-las, e vários ainda estão por ser traduzidos.

Entre as ervas supostamente presentes nestes vinhos, há fortes evidências arqueoquímicas e arqueológicas quanto à presença do coentro. O coentro é reconhecido pelo seu antigo nome egípcio (š3w) nestas compilações e ocupava um lugar de destaque em prescrições médicas à época, além de ter sido encontrado em abundância na tumba do faraó Tutancamon.

A análise química dos resíduos presentes em frascos antigos abre as portas para o estudo da farmacologia ancestral. A principal matéria prima empregada pelo homem na cura de suas doenças sempre foi de origem vegetal, e muitas delas eram usadas na forma de macerados alcoólicos obtidos da fermentação de açúcares presentes em alimentos como arroz e frutas. Com a associação de técnicas espectrocópicas mais modernas e bastante sensíveis, como a ressonância ciclotrônica de íons por transformada de Fourier, será possível desvendar, em breve e com maior certeza, a presença de constituintes minoritários que levarão a identificação mais precisa da composição dos remédios usados na antiguidade.

Fonte: Claudia M. Rezende, A química desvendando o que os Faraós bebiam, Novidades na Ciência – SBQ Rio, 17 maio 2009.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Uma Adega Sensacional

Esta alguns de vocês já deve ter recebido por email. Uma adega subterrânea dentro de uma bela cozinha.

Achei interessante trazer aqui para o Enoleigos principalmente devido a última imagem. Apesar de estar em Francês, lá todos podem verificar detalhes do projeto que, acreditem, é real!!!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

 









segunda-feira, 16 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Rótulos de Vinho como você nunca viu!!! Parte 3/5.

Amigos(as),

Com este friozinho que está fazendo agora em Sampa, nada melhor do que abrir um belo vinho e se divertir com estes divertidos rótulos!

Espero que curtam bastante!

In Vino Veritas!

(GK)














Rótulos de Vinho como você nunca viu!!! Parte 2/5.

É meus amigos, tem muita gente criativa neste mundo!

Seguimos aqui com mais 10 rótulos como você nunca viu!

In Vino Veritas!

(GK)













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