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terça-feira, 29 de março de 2011

Crasto Superior DOC 2008 – Série Vinhos Quinta do Crasto

Chegamos então ao penúltimo vinho de nossa série! Muita coisa boa passou por aqui e as delícias só fazem aumentar a medida que vamos chegando ao final da série.

A região do Douro, visto do alto de um miradouro ou dos píncaros de um monte, desperta sensações e provoca emoções que, ao longo dos tempos, poetas, escritores e artistas tentaram, em vão, imortalizar em palavras ou traços de pincel colorido.

Fértil em assimetrias e contrastes, o Vale do Douro é uma aventura de três séculos de trabalho e paixão pela terra. Numa epopeia sem precedentes, populações inteiras, transformaram solos áridos e rochosos em fileiras de socalcos e vinha para que nascesse o célebre Vinho do Porto.

Toda a região é um convite à descoberta. De carro segundo o fluxo da água ou atravessando vilas e aldeias, de comboio serpenteando junto à margem; a bordo de um cruzeiro, respirando odores fluviais ou simplesmente de balão, apreciando os contornos mágicos da paisagem. Percorrer o Douro é apreciar os seus conventos e igrejas, conhecer o seu artesanato rústico, saborear a sua genuína gastronomia, inflamar o espírito com o folclore das seculares romarias e retemperar, por fim, energias em milagrosas termas ou em repousantes hóteis, pousadas ou unidades rurais de alojamento.

Pela diversidade das características climáticas, e também de fertilidade dos solos, definiram-se “naturalmente” três sub-regiões, com características e potencialidades algo distintas: o Baixo Corgo, compreendendo toda a bacia inferior da Região Demarcada de Barqueiros à foz do rio Corgo; o Cima Corgo, desta ao Cachão da Valeira – S. João da Pesqueira,;e o Douro Superior, que se estende até Espanha (Barca d’Alva)

A partir do Cachão da Valeira, surge o Douro Superior. É a sub-região de maior área, incluída na Região Demarcada do Douro, com uma superfície total de 110 mil ha. No entanto, apenas 7,3% desta área se encontram utilizados pela vinha. Em relação às restantes duas sub-regiões, o Douro Superior é menos acidentado, com encostas geralmente mais suaves e vales menos profundos. O clima é tipicamente mediterrânico, com as temperaturas estivais mais elevadas, e precipitações anuais próximas dos 400mm. É uma região onde se encontram produtos vínicos de elevada qualidade, nomeadamente Tintos do Douro, assim como vinhos generosos para as qualidades de LBV’s e Vintages.

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: Garrafa imponente e muito bonita. Toda ela muito bem trabalhada. A rolha, como os demais da linha, vem safrada e, claro, é 100% de cortiça. Ao servir na taça vemos uma coloração rubi bem intenso ainda com bastante reflexo violáceo nas bordas.

Olfato: Expressão aromática de muita presença. Frutos vermelhos recém colhidos do pé, especiarias e baunilha ao fundo devido aos 12 meses que passa em barrica. O exame olfativo passa elegência e corpo.

Paladar: Um belo vinho, com taninos tranquilos e sabores fiéis ao exame olfativo. As frutas se mostram mais em evidência. O ataque inicial é mais refrescante e evolui harmonicamente trazendo boa complexidade, com um final delicioso e persistente.

O que a Quinta do Crasto fala do seu vinho:

Castas: Touriga Nacional ; Touriga Franca; Souzão e Vinhas Velhas

Ano: 2008

Vinificação: As uvas, provenientes do Douro Superior da nossa Quinta de Cabreira, foram transportadas em caixas de plástico alimentar e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega. Após um desengace total e um ligeiro esmagamento o mosto foi transferido para cubas de fermentação em aço inox com temperatura controlada.

Cor: Rubi intenso, com tons de violeta vibrante

Nariz: Excelente intensidade aromática com notas frescas de frutos vermelhos, bem integrados com elegantes notas de especiarias.

Boca: Excelente inicio, com notas de frutos vermelhos frescos que evoluem para uma estrutura firme de taninos finos e frescos. Excelente acidez que contribui para um equilibrado, agradável e persistente final.

O que diz a Wine Advocate, de Robert Parker:

Pontos: 88
Degustador: Mark Squires
Maturidade: Beber entre 2011 e 2018

Review:

The 2008 TINTO “CRASTO SUPERIOR” is a new (the 1st vintage, 2007, was not marketed in the USA due to its small debut quantity) Douro Superior version of Crasto’s regular (i.e, non-reserva) Tinto, a blend of Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz and Sousao. It is easily distinguished from the traditional Tinto by its fat, Burgundy bottle. Aged in oak for 12 months, Crasto is also using here, for the first time, some Sousao (from Quinta da Cabreira). Judging from this bottling, this may become a new sweet spot for value in Crasto’s lineup. This is rather charming and seems to one-up the regular Tinto. Initially fleshy, yet focused, this is aromatic, flavorful and penetrating, albeit without a lot of mid-palate concentration. It thins further with aeration. That said, it is beautifully constructed, a wine that has the backbone to hold awhile, yet the flavor and sex appeal to get your attention. It is a nice blend of qualities and very well done. There were approximately 30,000 produced. Production is expected to rise to about 100,000 bottles by the 2010 vintage. Drink now-2018.

O que diz a Wine Spectator:

Pontos: 88

Review:

Ripe and medium-bodied, offering dark plum and smoked cherry flavors that drip with plenty of spiced apple notes, with a firm finish. Drink now. –KM

Um vinho que merece ser provado por todos. Cada dia que passa os vinhos portugueses me encantam mais!

Todos os vinhos da Quinta do Crasto podem ser encontrados em lojas especializadas ou ou então diretamente pela importadora exclusiva, a Qualimpor. Vocês poderão também seguir a Qualimpor em suas redes sociais conforme abaixo:


In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

terça-feira, 15 de março de 2011

Flor de Crasto Branco 2008 - Série Vinhos Quinta do Crasto

Com este post passamos da metade de nossa série sobre os deliciosos vinhos da Quinta do Crasto. Já passaram por aqui:


Confesso que tenho sido super bem surpreendido em cada um dos vinhos que degusto. O fechamento da série promete, com o Crasto Superior e o Roquette & Cazes, dois vinhaços!

A Quinta do Crasto produz vinhos de altíssima qualidade elaborados com paixão, modernidade e tradição à margem direita do rio Douro.

Com localização privilegiada e importantes investimentos realizados nos últimos anos, esta tradicional vinícola conta com modernas instalações que produzem vinhos de altíssima qualidade.

A paixão que é colocada na elaboração dos vinhos faz com que a Quinta do Crasto tenha produtos reconhecidos internacionalmente.

Os vinhos Flor de Crasto são uma linha com um perfil moderno, fresco, frutado e fáceis de beber.

Vamos então ao que eu achei do Flor de Crasto Branco:

Visual: Garrafa interessante com bonito rótulo. Rolha de cortiça e safrada. Na taça, mesmo sendo um 2008, ainda está bastante claro mostrando coloração amarelho palha claro.

Olfato: Frutado e agradável. Uma verdadeira salada de frutas. Destaque para os aromas cítricos, mas traz também melão, maçã e abacaxi. Ao fundo aparece uma sutil nota de pimenta branca e floral.

Paladar: Aqui as frutas são um pouco mais comportadas. Um vinho bem seco. Acidez viva e muito agradável no palato. O retrogosto traz toques de floral e ao final temos uma persistência interessante.

O que a Quinta do Crasto fala sobre seu vinho:

Um vinho com notas aromáticas de fruta citrina fresca, bem integrada com suaves aromas florais e elegantes notas minerais. A boca tem início fresco, que evolui de forma consistente para um vinho de volume e estrutura equilibrada, com excelente sensação de frescura e persistência final.

Castas: Gouveio, Roupeiro e Rabigato

Envelhecimento: Em cubas de aço inox.

Vinificação: As uvas, provenientes de talhões previamente seleccionados, foram transportadas em caixas de plástico alimentar de 25 kg e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega. Foram posteriormente desengaçadas e prensadas. O mosto prensado foi transferido para uma cuba de inox onde se manteve a uma temperatura de 8ºC durante 48 horas até à sua decantação. Seguidamente decorreu a fermentação alcoólica em cuba de inox com temperaturas controladas de 15º C durante um período de 45 dias.

Cor: Citrino

Nariz: Notas aromáticas de fruta citrina fresca, bem integrada com suaves aromas florais e elegantes notas minerais.

Boca: Inicio fresco, que evolui de forma consistente para um vinho de volume e estrutura equilibrada, com excelente sensação de frescura e persistência final.

Até o momento deste Post não haviam críticas da Wine Advocate e da Wine Spectator sobre este vinho.

Confirmou que a linha Flor de Crasto é campeã no quesito “Custo x Benefício”. Um vinho bastante gastronômico e versátil para os dias mais quentes do ano.

Todos os vinhos da Quinta do Crasto podem ser encontrados em lojas especializadas ou ou então diretamente pela importadora exclusiva, a Qualimpor. Vocês poderão também seguir a Qualimpor em suas redes sociais conforme abaixo:


Até semana que vem!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

quinta-feira, 10 de março de 2011

Flor do Crasto Tinto 2008 – Série Vinhos Quinta do Crasto

Depois de uma pequena parada durante o Carnaval, voltamos com força total para colocar em dia os pequenos atrasos que ocorreram.

Como decidimos ficar em casa, o friozinho que fez durante o carnaval acabou sendo positivo para provar alguns belos vinhos.

O tinto de hoje é o terceiro vinho que comentamos da Quinta do Crasto. Já passaram por aqui, e merecem sua visita, os seguintes rótulos:





Vale citar aqui a nota de boas vindas de Jorge Raquette:

"
...Foi em 1962, ano em que casei com Leonor Guedes de Almeida, neta de Constantino de Almeida, que tive o primeiro contacto com o Douro e com a Quinta do Crasto. É uma paixão que me acompanha há mais de 40 anos com grandes alegrias, mas também com muitos sacrifícios.

Começamos em 1994 a engarrafar e comercializar os nossos vinhos de mesa, aos quais juntamos a comercialização de vinhos do Porto Vintage que faziam parte do stock da Quinta, começando pelo Vintage de 1978. A partir deste momento tive o gosto de associar ao projecto os meus três filhos, Miguel, Tomás e Rita com quem compartilhei o grande prazer de colocar a Quinta do Crasto no mapa vinícola, tanto nacional como internacional.

Realizaram-se investimentos significativos começando pela vinha (o mais importante para a qualidade dos nossos vinhos) com a expansão de mais 35 hectares plantados nos últimos anos, continuando depois com a remodelação da adega, armazéns e a nova cave de barricas. Para poder responder ao mercado crescente decidimos investir de novo, neste caso no Douro Superior, com a recém adquirida Quinta da Cabreira, propriedade de 120 hectares, dos quais 100 são ocupados por vinhas.

Durante todo este percurso foi fundamental o trabalho dos nossos enólogos, que com as suas experiências e estilos diferentes mas altamente enriquecedores, têm sido os responsáveis pela elaboração dos nossos vinhos.

Esta tem sido uma grande aventura que felizmente ao longo dos últimos anos nos tem trazido muitos êxitos, e estou convencido, não será a última em que nos envolveremos. De certeza que haverá mais.

A paixão continua…
..."

Bacana, não?

Vamos então ao que eu achei deste vinho:

Visual: Garrafa bonita e com classe. Rolha de cortiça com a safra “08” em ambos os lados. Quem me acompanha sabe que adoro estes mínimos cuidados! Ver isto em um vinho desta faixa de preço me surpreendeu positivamente. A garrafa possui também o selo de denominação de origem do DOURO. Na taça mostrou uma coloração rubi escuro, deixando transpassar muito pouca luz. Gotas gordas e lentas, sem reflexos violáceos.

Olfato: Frutado com intensidade média. Frutas vermelhas e maduras se destacam. Não traz nenhum traço de madeira perceptível. Ao fundo as frutas se completam com um sutil toque de pimenta.

Paladar: Um vinho gostoso, suave e delicado. Corpo médio, taninos equilibrados e boa estrutura. Fácil de beber e muito agradável na boca. Acidez presente e comportada. Final de médio para longo.

O que a Quinta do Crasto fala sobre seu vinho:

É um vinho com uma relação preço/qualidade muito interessante, e que é produzido apenas para alguns dos nossos mercados internacionais.

Pretendemos que seja um vinho com um perfil moderno, fresco, frutado e fácil de beber. Cor rubi intensa, aroma a frutos vermelhos, que remetem a framboesas e ameixa preta. Na boca apresenta-se um vinho bastante frutado, equilibrado com boa estrutura e taninos ligeiros que o tornam um vinho muito agradável.

Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional

Idade das Vinhas: 8 a 10 anos.

Álcool: 13%

Tecnologia de Vinificação: As uvas, provenientes de talhões previamente selecionados, são transportadas em caixas de 25 kg e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega, antes de serem desengaçadas e esmagadas e transferidas para cubas de fermentação em aço inox onde fermentam com temperatura controlada durante um período de 10 dias.

Envelhecimento: Em cubas de aço inox.

Cor: Violeta brilhante.

Nariz: Excelente projecção aromática com notas de fruta silvestre fresca, bem integrada com suaves notas florais.

Boca: Inicio fresco e muito elegante. Volume médio, bem envolvido por taninos redondos de grande suavidade. Boas notas de fruta silvestre fresca integrada numa estrutura compacta, que conferem uma correcta persistência.

O que diz a Wine Advocate, de Robert Parker sobre o Flor de Crasto Tinto:

Pontos: 85
Degustador: Mark Squires
Maturidade: Beber entre 2010 e 2012

Review:

The 2008 FLOR DE CRASTO is Crasto’s entry level wine, a blend of Tinta Roriz (60%), Touriga Franca (25%) and Touriga Nacional (15%) from young vines in the Douro Superior (planted in 2000) and aged wholly in stainless steel. This bottling was introduced to address a market segment aimed below the regular Tinto. This shows quite nicely this year, fruity but crisp, light but quite pleasing, with hints of earthiness. The tannins are soft and the wine has little upside potential. The principal caution with this and wines like this is to drink it young for best results. It hits peak fast, and is likely to decline just as fast, however long it holds in theory. There were 157,333 bottles produced. Drink now-2012.

O que fiz a Wine Spectator sobre este vinho:

Pontos: 88

Review:

Taut and juicy, with red plum and currant flavors joined by notes of sandalwood. Licorice and black olive hints mark the finish. Tinta Roriz, Touriga Franca and Touriga Nacional. Drink now through 2014. 700 cases imported. –KM

Um vinho que surpreendeu para a sua faixa de preço. Gostoso, apetitoso e correto. Excelente opção para o dia a dia, bem como uma excelente opção para quem nunca experimentou um vinho do velho mundo. Entra para nossa lista de “custo x benefício”!

Todos os vinhos da Quinta do Crasto podem ser encontrados em lojas especializadas ou ou então diretamente pela importadora exclusiva, a Qualimpor. Vocês poderão também seguir a Qualimpor em suas redes sociais conforme abaixo:


Até semana que vem!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Crasto Douro DOC Tinto 2008 - Séries Vinhos Quinta do Crasto

Nossa série começou na semana passada com o Crasto Douro DOC Branco que muito me agradou. É claro que a expectativa para o tinto aumentou.

As instalações da Quinta do Crasto são muito modernas. Ano após ano durante as vindimas as uvas, provenientes de talhões previamente seleccionados, são transportadas em caixas de plástico alimentar, e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega.

Uma parte é enviada para os antigos lagares de pedra onde são pisadas por homens seguindo o método tradicional. Outra parte é enviada para as novas adegas com diferentes tipos de cubas Inox onde fermentam com temperatura controlada.

Após a vindima os diferentes tipos de vinho produzido são encaminhados para os respectivos armazéns:

- Armazém de Vinho do Porto onde estagiam em carvalho português
- Armazém de Vinhos Tintos onde estagiam em cubas Inox
- Cave de Vinhos Tintos onde estagiam em barricas de carvalho francês e americano

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: É curioso como o velho mundo não usa aquelas garrafas mais pesadonas que estamos acostumados a ver na América do Sul. A garrafa é bonita, com rótulo passando tradição e selo com a denominação de origem do Douro. Rolha de cortiça e contendo a safra "08" dos dois lados. Na taça mostrou coloração roxo bem escuro e muitos reflexos violáceos. Lágrimas médias, bem lentas e deixando um pouco de cor na taça.

Olfato: Excelente complexidade e expressão aromática. Nas frutas as negras se destacam. Traz também couro e tabaco e termina com um gostoso toque de café e pimenta. Na leitura aromática aparenta ter boa estrutura, corpo e sabor.

Paladar: Bom ataque inicial. O exame olfativo supera o palato na primeira impressão. Excelente estrutura, frutas muito presentes na boca, corpo médio, taninos e acidez bem presentes. Com certeza melhorará com mais alguns anos em garrafa. No retrogosto o café aparece em conjunto com um toque adocicado. O final surpreende pela persistência e sabor intenso.

O que a Quinta do Crasto fala sobre seu vinho:

Castas: Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional

Idade das Vinhas: 20 anos

Safra: 2008

Álcool: 2008

Vinificação: As uvas, provenientes de talhões previamente seleccionados, foram transportadas em caixas de plástico alimentar de 25 Kg e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega, antes de serem desengaçadas e esmagadas e transferidas para cubas de fermentação em aço inox onde fermentaram com temperatura controlada durante um período de 5 a 7 dias.

Envelhecimento: Em cubas de aço inox.

Cor: Violeta intenso.

Nariz: Excelente intensidade aromática de frutos silvestres frescos bem integrados com suaves notas florais.

Boca: Harmonioso, com volume correcto, taninos redondos que lhe conferem uma estrutura em perfeito equilíbrio. Muito rico em notas de frutos silvestres frescas que contribuem, para um conjunto, compacto, elegante e de boa persistência.

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre este vinho:

Pontos: 86
Degustador: Mark Squires
Maturidade: Beber entre 2010 e 2017

Review:

The 2008 TINTO “CRASTO” is a blend of 35% Tinta Roriz, 25% Tinta Barroca, 25% Touriga Franca and 15% Touriga Nacional, aged in stainless steel. Earthy and showing some funky notes, this is well put together this year, once past the aromatics. Well balanced and pointed, it has ripe tannins for support of its modest mid-palate, good flavor and a lot of character, but those gamey notes, which I personally thought would meld well with a venison or roast beef dish, may not be to everyone’s taste. There was a lot here to like, though. There were 361,180 bottles produced. It should hold pretty well. Drink now-2017.

O que a Wine Spectator fala sobre o Quinta de Crasto:

Pontos: 88

Review:

Nicely balanced, with a rush of juicy red fruit flavors that announce an elegant array of spice notes, especially sandalwood. The firm finish shows some smoky elements, as well as cappuccino hints. Drink now through 2016. 2,000 cases imported. –KM

Mais um vinho da Quinta de Crasto produzido com extremo cuidado e zelo. Um vinho sem defeitos e cheio de qualidades. Quem ainda não conhece os vinhos do velho mundo, é uma excelente oportunidade de começar a conhecer!!

Todos os vinhos da Quinta do Crasto podem ser encontrados em lojas especializadas ou ou então diretamente pela importadora exclusiva, a Qualimpor. Vocês poderão também seguir a Qualimpor em suas redes sociais conforme abaixo:


Até semana que vem!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Crasto Douro DOC Branco 2009 - Série Vinhos Quinta do Crasto

E mais uma série tem início aqui no Enoleigos. Outra falando dos vinhos de Portugal e que trará vinhos deliciosos.

Situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto, é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais, 70 são ocupados por vinhas.

Com localização privilegiada na Região Demarcada do Douro, é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. Tal como as grandes Quintas do Douro, a sua origem remonta a tempos longínquos (o nome CRASTO, deriva do latimcastrum, que significa Forte Romano).

Os importantes investimentos realizados nos últimos anos, permitiram modernizar as vinhas e instalações de vinificação, garantindo assim a produção de vinhos de mesa de elevada qualidade tais como o Crasto, Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, Monovarietais (Tinta Roriz e Touriga Nacional) e Monovinhas (Vinha da Ponte e Vinha Maria Teresa), bem como categorias especiais de Vinho do Porto (LBV e Vintage). Apesar da utilização das mais avançadas tecnologias de vinificação, continua a ser utilizado o tradicional método de pisa em lagares.

A concretização de todos os investimentos associada á paixão que é colocada na elaboração dos vinhos, levou ao reconhecimento da Quinta do Crasto no panorama dos mercados vinícolas Nacional e Internacional.

As primeiras referências conhecidas referindo a Quinta do Crasto datam de 1615, tendo sido posteriormente incluída na primeira Feitoria juntamente com as Quintas mais importantes do Douro. Um Marco Pombalino datado de 1758 pode ser visto na Quinta.

Logo no início do século XX, a Quinta do Crasto foi adquirida por Constantino de Almeida, fundador da casa de vinhos Constantino. Em 1923, após a morte de Constantino de Almeida foi o seu filho Fernando de Almeida que se manteve á frente da gestão da Quinta dando continuidade á produção de Vinho do Porto da mais alta qualidade.

Em 1981, Leonor Roquette (filha de Fernando de Almeida) e o seu marido Jorge Roquette assumiram a maioria do capital e a gestão da propriedade e com a ajuda dos seus filhos Miguel e Tomás deram início ao processo de remodelação e ampliação das vinhas bem como ao projeto de produção de vinhos de mesa pelos quais a Quinta do Crasto é hoje amplamente conhecida.

No decorrer da série irei trazer todas os detalhes da Quinta do Crasto.

Vamos então ao que eu achei deste vinho branco do Douro:

Visual: Garrafa simples, leve, mas com bonito rótulo e com toda “pompa” que as garrafas de Portugal acabam tendo, incluindo a denominação de origem. Rolha de cortiça com a safra (“09”) nos dois lados. Sei que é uma bobagem, mas adoro quando abro a cápsula de um vinho e o mesmo contém o número da safra. É um cuidado a mais que ajuda no ritual desta bebiba deliciosa! Ao servir mostrou uma coloração muito clara, um amarelo palha mas muito, muito claro, mostrando toda sua juventude. Gotas finas e lentas.

Olfato: Aromático, jovem e refrescante. Boa complexidade, surpreendendo pra faixa de preço do vinho. Traz frutas cítricas, frutas brancas (melão, pera e maçã) e também floral e mineral para finalizar o belo bouquet. Senti também pimenta no nariz.

Paladar: Equilíbrio é a palavra. Muito jovem e realmente trazendo muito frescor e fruta. Excelente textura no palato. Vai crescendo e se abrindo cada vez mais, o que agrada. Acidez nem alta nem baixa. As frutas foram comprovadas na boca e, aqui, senti a presença maior de maçã. Final longo. Acompanhou muito bem um cação ao molho de ervas finas e brócolis.

O que a Quinta do Crasto fala do seu vinho:

Na elaboração deste vinho são utilizadas castas brancas tradicionais do Douro – Gouveio, Roupeiro, Cercial e Rabigato. Através de uma selecção das melhores uvas, o Crasto Branco 2007 apresenta um estilo moderno de grande frescura e expressão aromática. Aroma de fruta citrina, espargos silvestres e elegantes notas florais encontram-se na perfeição, com um bom equilibrio, vibrante frescura e agradável persistência.

Vinificação: As uvas, provenientes de talhões previamente seleccionados, foram transportadas em caixas de plástico alimentar de 25 kg e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega. Foram posteriormente desengaçadas e prensadas. O mosto prensado foi transferido para uma cuba de inox onde se manteve a uma temperatura de 8ºC durante 48 horas até à sua decantação. Seguidamente decorreu a fermentação alcoólica em cuba de inox com temperaturas controladas de 15º C durante um período de 45 dias.

Cor: Citrino vivo

Nariz: Excelente projecção e intensidade aromática de fruta tropical, citrina bem integrada com elegantes notas minerais que conferem uma excelente complexidade.

Boca: Inicio fresco, com estrutura elegante, acidez vibrante e correcto equilíbrio. Sensações minerais de boa intensidade, resultando num conjunto muito agradável de grande frescura e agradável persistência.

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, diz sobre este vinho:

Pontos: 88
Degustador: Mark Squires
Maturidade: Beber entre 2010 e 2013

Review:

The 2009 BRANCO is a blend of mostly Rabigato and Gouveio with some Roupeiro, and some old vines blend, sourced from the Douro Superior at high altitudes (600+ meters) and aged in stainless steel. Quite attractive, this relatively plump white is clean and still refreshing, laced with appealing aromas and some lemon-lime notes on the finish. It shows quite nicely and for those unfamiliar with Crasto white, it is a very good and extremely well balanced introduction. I think this will hold a bit—but it will be at its best when fresh and young. Its likely peak for my money is 2011, however long it theoretically holds. There were 27,797 bottles produced. Drink now-2013.

O que a Wine Spectator diz sobre o Crasto Douro Branco:

Pontos: 87

Review:

Good concentration to the ripe pear, apricot and apple flavors gives this white some depth. Melon, cream and spice notes linger on the finish. Rabigato, Gouveio and Roupeiro. Drink now. 200 cases imported. –KM

É bom demais quando o vinho degustado já possui resenhas da Wine Advocate e da Wine Spectator.O vinho me agradou bastante. O Jantar, que seria simples, virou um banquete com a harmonização!

Todos os vinhos da Quinta do Crasto podem ser encontrados em lojas especializadas ou ou então diretamente pela importadora exclusiva, a Qualimpor. Vocês poderão também seguir a Qualimpor em suas redes sociais conforme abaixo:

Site – www.qualimpor.com.br/
Blog – www.qualimpor.com.br/blog/esporao/
Facebook – facebook.com/esporao
Twitter – twitter.com/vinhoesporao

Até semana que vem!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Invasão de Portugal – Quinta do Crasto – Nova Série no Enoleigos ( !! )



Continuando com a invasão portuguesa no Enoleigos vou anunciar a outra série que teremos o prazer de iniciar. Além da Série que trará para todos os vinhos da Herdade do Esporão teremos, em paralelo, a Série que trará os Vinhos da Quinta do Crasto.

Situada à margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais, 70 são ocupados por vinhas.

Com localização privilegiada e importantes investimentos realizados nos últimos anos, esta tradicional vinícola conta com modernas instalações que produzem vinhos de altíssima qualidade.

A paixão que é colocada na elaboração dos vinhos faz com que a Quinta do Crasto tenha produtos reconhecidos internacionalmente.

A Série da Quinta do Crasto terá seis vinhos, a saber:

x Flor de Crasto Branco;
x Flor de Crasto Tinto;
x Crasto Douro Branco;
x Crasto Douro Tinto;
x Crasto Superior;
x Roquette & Cazes.

Assim como as outras Séries que já tivemos aqui no Enoleigos, esta terá periodicidade semanal, será publicada aos sábados, com início no dia 19/02!

Os Vinhos de Nossa Série

Todos os vinhos podem ser facilmente comprados no mercado ou então diretamente pela importadora exclusiva, a Qualimpor. Vocês poderão também seguir a Qualimpor em suas redes sociais conforme abaixo:

 

Conto com a participação de todos nesta deliciosa série!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)






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