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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Pizzato Legno Chardonnay 2013 - #CBE

Meu último post para a CBE (Confraria Brasileira dos Enoblogs) foi no início deste ano, com o Espumante Marco Luigi Brut 10 anos, relembre. Na ocasião também foi uma tentativa de retorno ao Blog, mas acabei me enrolando e não consegui seguir escrevendo.

Agora o retorno será definitivo. Como diz a música “Eu voltei e agora é pra ficar, pq aqui é que é o meu lugar”!. Escrever sobre vinhos é uma coisa que amo fazer. Não só pelo momento da degustação em si, mas é um momento de reflexão, estudo, aprendizado e magia!

Com este post estou seguindo a risca o ditado “Antes tarde do que nunca”. A escolha para o vinho do mês de Novembro coube a Ju Gonçalves do blog Vou de Vinho. A Ju escolheu o tema “Um vinho branco e brasileiro, sem exigências”. Veja aqui o post da Ju.

Também gosto de vinhos brancos. Veja uma degustação que promovi entre Brancos Brasileiros em 2012, na ocasião confrontamos 23 rótulos Brasucas.

Pelo que vi nos posts dos Confrades, o Legno não foi escolhido por ninguém. A Pizzato com certeza está entre as vinícolas mais conhecidas, e com maior qualidade, quando falamos de Brasil. Toda sua produção conta com vinhedos próprios totalizando 42 hectares distribuídos entre o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves e em Fausto de Castro, munício de Dois Lajeados, na região serrana.

Ah, o vinho faz parte da Denominação de Origem do Vale dos Vinhedos, uma iniciativa muito bacana. Se quiser saber mais sobre esta DO leia este post.

Vamos então ao que achei do Legno Chardonnay:

Visual: A garrafa é do estilo mais pesadona, imponente. A arte do rótulo é muito bonita. No lugar da cápula, o vinho é fechado com uma cera mais dura. É bonito e estiloso, mas confesso que dá trabalho na hora de abrir. Rs. A rolha, como é tradição na Pizzato, é de cortiça e contém o nome do vinho e a safra. Na taça a coloração é palha com reflexos dourados.

Olfato: Boa complexidade, destaque inicial para mel, um toque de amêndoa e baunilha. As notas de fruta remetem para abacaxi e pera. Um vinho de respeito já em sua análise olfativa.

Paladar: Pela análise olfativa eu esperava um vinho mais encorpado, mas ele é mais elegante, com corpo médio e boa acidez. A boca vai crescendo, com muita fruta e toques de especiarias. Um vinho elegante que, mesmo com passagem de 11 meses por madeira, está totalmente equilibrado. É também um vinho gastronômico, iria bem com carnes brancas, queijos mais suaves e até mesmo uma bela salsicha alemã que eu gosto tanto.

O que a Pizzato fala do seu vinho:

OS CHARDONNAY DO VALE DOS VINHEDOS PREZAM PELA DELICADEZA, FRANQUEZA E NITIDEZ DE AROMAS E SABORES. A PASSAGEM POR BARRIS DE CARVALHO (FERMENTAÇÃO ALCOOÓLICA, MALOLÁTICA E AMADURECIMENTO) ESPECIAIS, E DE MANEIRA PARCIMONIOSA, ENRIQUECE O CONJUNTO SEM SOBREPORSE À EXPRESSÃO DO LOCAL DE ORIGEM; ASSIM NASCE O PIZZATO LEGNO CHARDONNAY.

OS BARRIS UTILIZADOS, DENOMINADOS PERLE BLANCHE, SÃO FEITOS COM OS MELHORES CARVALHOS E PASSAM POR UM PROCESSO DE TOSTAGEM LONGO E SUTIL (COM REGULAÇÃO POR AR E UMIDADE).

O VINHO RESULTANTE APRESENTA TODA A RIQUEZA E PREDICADOS RELACIONADOS À DELICADEZA DOS CHARDONNAY DO VALE DOS VINHEDOS, ENRIQUECIDO PELOS TRAÇOS DE AMADURECIMENTO EM BARRIS DE CARVALHO QUE RESPEITAM A ORIGEM DO VINHO.

PROPOSTA DO PRODUTO: Pureza, frescor, nitidez, franqueza, corpo e complexidade Vinhedos próprios, conduzidos em espaldeiras. Das melhores parcelas da propr. de Sta Lúcia, Vale dos Vinhedos. Lotes limitados, com numeração das garrafas. Complexidade e riqueza, mas respeitando o frescor e a origem. DOVV : Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (2011-atual).

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO: Límpido e brilhante, de coloração amarelo palha dourado. No olfato apresenta aromas intensos de frutas tropicais maduras, abacaxi, manteiga, baunilha, especiarias doces e mel. Na boca, coplexo, equilibrado, com bom frescor, elegante e de boa persistência.

HARMONIZAÇÃO COM PRATOS: Carnes brancas, pescados, mariscos, queijos curados suaves, saladas e vegetais temperados.

SERVIÇO: Para melhor apreciar os pontos fortes deste vinho, sugere-se que a temperatura da bebida esteja entre 9 e 12 ºC.

DADOS DA COLHEITA: 2.800 garrafas de 750 ml, numeradas. Dados Técnicos Álcool (% vol.) : 13 Açúcar residual (g/l) : 1,8 Acidez total (g/l ác.tartárico): 5,7 pH: 3,4 Tempo de barril (meses): 11 meses, 1º, 2º e 3º usos

VINHEDO: Nome: Santa Lúcia, Vale dos Vinhedos Região: Vale dos Vinhedos, Denominação de Origem Localização: 29°10’17.91”S, 51°36’05.59”O, 495 m.a.n.m Arquitetura: Espaldeiras com orientação norte-sul. Guyot Solo: De origem basáltica, franco, com pedregulhos e argiloso Colheita: Totalmente manual, em Janeiro de 2013

ELABORAÇÃO: Desengace, moagem e prensagem em prensa pneumática com leve maceração. Fermentação em barris de carvalho Perle Blanche em baixas temperaturas, com adição de leveduras selecionadas. Fermentação malolática e amadurecimento sobre as borras finas em barris até o engarrafamento.

Não existem análises da Wine Advocate para este vinho. Um dia nossos vinhos chegam até lá! 

É mais um vinho de respeito sendo produzido em nosso país! Pena que sua produção seja tão reduzida, apenas 2.800 garrafas. A que degustei foi a 0985.

Normalmente não sabemos do tema do mês seguinte quando realizamos o post da CBE. Como estou MUITO atrasado, já fiquei sabendo que o tema será Chianti! Vamos entrar nesta viagem para Itália??

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

“Can´t We Be Friends” Dolcissimo by Onium?

Hoje mesmo, há pouco, falei sobre o primeiro vinho que recebi da Wines of Argentina para a promoção “Vinho e Música”, relembre.

Além do Lagarde Blanc de Noir, recebi também uma garrafa do Dolcissimo by Onium.

Como comentei em meu outro post, cada vinho tem sua própria melodia e gênero musical. Existem músicas que te fazem raciocinar melhor, outras te relaxam, te animam, harmonizam o ambiente. Músicas são utilizadas em templos religiosos para auxiliar na concentração, vide exemplo da música gregoriana e de diversos mantras budistas. A música sempre irá agir diretamente em nossos sentidos, sejam eles quais forem.

O Dolcissimo é um vinho que não estou muito acostumado a degustar mas que, em contrapartida, tenho certeza que poderá fazer muito sucesso entre aqueles que estão começando no mundo do vinho ou que estão procurando um vinho versátil para receber amigos.

É um vinho de cor dourada com tons esverdeados feito somente com a uva Semillión. No olfato traz aromas herbáceos e frutas brancas como, por exemplo, pera e, mais ao fundo, toques cítricos. Na boca tem corpo médio, clara percepção de damasco, dulçor perceptível e acidez um pouco abaixo do que contraporia com o teor residual de açúcar. Não acredito que isto seja um defeito e sim a proposta do vinho que, como o próprio rótulo diz, é um “Vinho Branco de Mesa Suave Fino”.

Um vinho fácil de ser bebido, que acredito irá agradar a todos. Não proporia uma harmonização gastronômica específica para ele. É um vinho para ser bebido batendo papo com os amigos.

Da mesma forma é a bela música “Can´t We Be Friends”, interpretada por dois de meus ídolos do Jazz, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong. A música também é informar, descontraída, não prende a atenção, perfeita para um Happy Hour e boa conversa com amigos num final de tarde.

Vale, uma vez mais, agradecer a Wines of Argentina, pela iniciativa nesta promoção. Ainda não li os posts de meus amigos blogueiros mas, tenho certeza, muito material super interessante deve ter sido produzido.

Viva o vinho argentino e viva a música!!

In Vino Veritas!

GK

segunda-feira, 12 de março de 2012

Casa Leoni Moscatel Demi-Sec #CBE




Amigos e amigas, na verdade este deveria ter sido meu post do dia 01/03. O corre corre do dia a dia não me permitiu, infelizmente, colocar meu post na data correta.

O tema este mês coube ao confrade Cláudio Werneck, do excelente blog Le Vin au Blog, e foi muito interessante, veja:

"Quanto mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor."Quanto mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor.Quando mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor!”.

Sensacional o tema, não?

Alguns dias antes da sugestão do tema, eu tive a oportunidade de provar um espumante Moscatel que é produzido pelo método tradicional, o chamado “champenoise”. Os espumantes Moscatel são, em sua grande maioria, produzidos pelo método Asti. O método Asti é o usado para a produção de espumantes doces, na Itália. O nome vem de uma região demarcada (DOC) na Itália, onde é produzido com uva Moscato. Consiste de uma única fermentação em grandes recipientes, que é interrompida quando se atinge de 7% a 10% de álcool, deixando açúcares residuais da ordem de 80 gramas por litro (10 vezes mais que um espumante Brut). Confesso que eu nunca encontrei um espumante Moscatel produzido pelo método tradicional. Você pode estar se perguntando no que consiste este tal método tradicional. Diferente do ASTI, o método tradicional possui duas fermentações. O método tradicional consiste na realização da segunda fermentação do espumante na própria garrafa.Na primeira fermentação (alcoólica) o processo ocorre como em um vinho normal,  em tanques, resultando em um vinho de alta acidez e baixo teor alcoólico. Em seguida o vinho é engarrafado com o licor de tiragem, uma mistura do vinho-base com leveduras selecionadas e açúcar para servir de alimento para estas leveduras, que darão início à segunda fermentação. O vinho então passa pela segunda fermentação na garrafa que gera um aumento no teor alcoólico e a formação de CO2.

Em teoria, um espumante moscatel produzido pelo método tradicional, deveria ter um teor alcóolico maior e um teor de açúcar menor, que foi exatamente o que encontrei neste espumante produzido em Jundiaí pela Casa Leoni.

Vamos então ao que achei deste espumante “curioso”:

Visual: A garrafa é em simples, com um rótulo que deixa, e muito, a desejar. O trabalho visual não é nada bom. Ao tirar a cápsula percebo que não possui rolha de cortiça, e sim aquelas rolhas de plástico. As surpresas começam ao colocar na taça. A perlage é surpreendemente persistente, de tamanho pequeno a médio e formando uma bonita coroa mesmo em baixas temperaturas. Coloração amarelho palha.

Olfato: Aroma típico da moscatel mas sem trazer tanto doce, o que me agradou. Um pouco de floral e mel completam a análise.

Paladar: A mesma perlage que surpreendeu no visual surpreende também ao explodir na boca.

Foi uma experiência interessante. A moscato é uma uva muito aromática e refrescante e o fato deste espumante não ter um teor de açúcar tão alto me agradou bastante.

É minha gente, o mundo do vinho é um aprendizado constante!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Herdade do Esporão Verdelho 2009, a FICHA TÉCNICA do Vinho do Mês da #CBE


Como comentei no no post "Herdade do Esporão Verdelho 2009 (Monocastas) – O 20º Vinho do Enoleigos na #CBE!", no momento em que escrevia eu não havia conseguido as notas técnicas deste vinho, informação que, sempre que possível, eu também disponibilizo em meus posts.

Contatei a Qualimpor, importadora exclusiva dos vinhos da Herdade do Esporão para o Brasil e eles gentilmente me enviaram esta informação que compartilho com todos.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

Herdade do Esporão Verdelho 2009 - Ficha Técnica




ADEGA: Herdade do Esporão

CASTAS: Verdelho

COLHEITA: 2009

REGIÃO: Alentejo 

PAÍS DE ORIGEM: Portugal

CERTIFICAÇÃO: Regional

ENÓLOGO: David Baverstock / Sandra Alves




NOTAS DE PROVA

Visual: Aspecto cristalino, cor citrina esverdeada. 

Olfactivo: Aroma intenso e complexo, com notas citrinas e tropicais, sugerindo manga e maracujá. 

Gustativo: Paladar fresco e equilibrado, elegante e harmonioso. 

Acompanhamento: Óptimo aperitivo, acompanha desde Ceviche variados até carnes brancas grelhadas, passando pelos legumes da dieta mediterrânica, oferecendo um intenso exotismo à refeição. 

Temperatura de Consumo: 10 – 12ºC.

Quantidade Produzida: 15.000 litros.

VITICULTURA

Geologia do Solo: Natureza granítica / xistosa, estrutura franco-argilosa. 

Condução: Cordão bilateral. 

Idade das Vinhas: 7 anos. 

Produção Média: 35 hl/ha.

VINIFICAÇÃO

Refrigeração das uvas, escolha manual dos cachos, prensagem dos cachos inteiros, decantação estática do mosto, fermentação com temperaturas controladas em cubas de inox, centrifugação, estabilização e filtração.

ANÁLISES

Álcool: 14% 

Acidez Total: 6,5 gr/l 

Acidez Volátil: 0,35 gr/l 

SO2 Total: 114,0 mg/l

pH: 3,18 

Extracto Seco: 20,28 gr/l 

Açúcar Redutor: 2,3 gr/l 

SO2 Livre: 39,0 mg/l

Herdade do Esporão Verdelho 2009 (Monocastas) – O 20º Vinho do Enoleigos na #CBE!


Hora de começar mais um mês e, como sempre, começamos homenageando a tradicional, e deliciosa, Confraria Brasileira dos Enoblogs. Esta já é a 65ª edição, é tempo pacas! O responsável pela escolha do tema neste mês foi o confrade Luiz Cola, do blog Vinhos e mais Vinhos. O tema que o Cola escolheu foi o seguinte:

Vinho branco, Português e de até R$150,00”.

Enquanto escrevia este post fui conferir há quantos meses eu participo da CBE, já que parece que foi ontem que tive minha primeira participação. Tomei um susto ao ver que este é o 20º post para a Confraria. Desde que eu entrei, em 04/2010, consegui estar presente em todos os meses, mesmo que com um pequeno atraso uma vez ou outra. Como recordar é viver, meu primeiro vinho na CBE foi também um vinho branco, só que chileno, foi o Canepa Reserva Privada.

E você? Já participa de alguma Confraria? Não?!?! Pois não sabe o que está perdendo! Sempre temos muito o que aprender, mesmo que seja, como a CBE, uma confraria virtual. Vale repetir o que já comentei em um outro post, ou seja, a origem das Confrarias!

Na Idade Média elas reuniam religiosos em torno de práticas místicas e proteção social. Possuíam sempre um símbolo ou escudo, um santo como devoção comum e princípios compartilhados em grupo, acima de qualquer questão pessoal. Sempre tiveram um sentido agregador, por vezes desafiando normas estabelecidas por suas religiões de origem.

No Brasil imperial congregavam negros e brancos e, não raro, administravam fundos para compra de cartas de alforria. Na Europa, essas entidades fazem parte da história de um continente que procurava proteção contra suas próprias práticas predatórias e desumanas, resgatando valores e crenças derrubados com os muros dos feudos.

Assim aconteceu com os pedreiros das grandes catedrais francesas que mantinham técnicas secretas de construção, preservavam e assistiam as famílias de seus pares. Com as próprias ferramentas como símbolos, fundaram a Maçonaria.

As confrarias são essas organizações que lutam pela identidade de um grupo, produzindo, preservando e difundindo conhecimento. O mundo do vinho se apropriou desse tipo de estrutura para fazer valer o que tem de melhor: sua capacidade de reunir e agregar. Do Velho para o Novo Mundo, elas funcionam como pára-raios de qualidade e tradição, contra a banalização e a futilidade que, por vezes, tentam tomar conta do mercado.

O primeiro passo para degustar vinhos é escolher um grupo. Vale selecionar pessoas que estejam no mesmo estágio que você. Deste modo todos poderão descobrir juntos o prazer dos vinhos, compartilhando idéias e impressões. O mesmo grupo, uma vez harmônico, pode evoluir, publicar suas opiniões na internet e trocar informações com outras turmas e confrarias.

Vamos voltar ao nosso vinho!!

Acredito que não preciso mais falar sobre a Herdade do Esporão, uma das vinícolas de maior qualidade em Portugal. Temos diversos rótulos da Herdade do Esporão já comentados aqui no Enoleigos. Você pode conferir todos eles em nossa “Série Vinhos Herdadedo Esporão”.

A Verdelho é uma cepa mais utlizada em vinhos da Ilha da Madeira. Em Portugal a uva também se desenvolve no vale do rio Douro, onde é confundido com o "Gouveio" e é muito utilizada na fabricação de vinho do porto branco. Já em vinhos tranquilos, a região que mais de destaca na produção da Verdelho é o Alentejo.

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: A Esporão tem um trabalho visual de tirar o chapéu! A linha monocastas traz sempre a primeira letra da cepa em seu rótulo. Rolha de cortiça personalizada para a vinícola. Coloração amarelo claro com pequenos reflexos mais fortes.

Olfato:  Essencialmente frutado, com fortes traços cítricos e notas também de frutas tropicais como maracujá e manga. Analisando um pouco mais percebo também notas de mamão papaia. Um vinho bastante agradável e, ao menos no exame olfativo, que passa refrescância.

Paladar: Preenche bem a boca, se confirmando um vinho bem refrescante. As frutas aqui também continuam presentes e traz boa acidez. Volume médio. Traz também alguma mineralidade e com um final de boca comprido, persistente e delicioso. 

A ficha técnica deste vinho não está disponível no site da Herdade do Esporão. Solicitei a importadora no Brasil e, assim que receber, divulgarei para todos.

O que diz a Wine Spectator sobre este vinho:

Pontos: 89

Review

This shows fine concentration and focus to the lush flavors of Golden Delicious apple, peach and apricot, accented by plenty of spicy notes. Crisp, creamy finish. Drink now through 2014. 1,600 cases made. –KM

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre este vinho:

OBS: Não existe resenha sobre a safra de 2009. As informações abaixo se referem a safra de 2010.

Degustador: Mark Squires
Pontos: 88
Maturidade: Beber entre 2011 e 2013

Review:

The 2010 Verdelho "V" is quite green and exquisitely fresh, chock full of juicy fruit and nice acidity. Not everyone will love the herbaceous qualities, but no doubt this is intended to be this way, invigorating and refreshing, with a succulent finish that leaves your mouth watering. I tend to think these can hold a bit, but without question its best feature is its freshness. You will make the most of what it has to offer if you drink it at its young-and-fresh best. It will be at peak this summer. Of the winery's monovarietal offerings reviewed this issue, my pick would be this white rather than any of the reds, and it comes in at quite a nice price. Drink now-2013. 

This iconic Southern Portuguese winery has a lot of new labels this year, which generally look pretty good. The labels for the Reserva and Private Selection, of course, feature art by Portuguese artists - see all the back labels for details. The monovarietal wines now come with just a big letter or two on the front - like "S" for Syrah or "V" for Verdelho. The details are on the label in smaller print.



Definitivamente um vinho que agradou bastante e que passará novamente por aqui. E que venha a próxima CBE!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Robert Mondavi Private Selection Chardonnay 2008


Já fazia tempo que eu estava querendo abrir esta garrafa. Sábado, tempo gostoso, calor mas não aquele calor inusuportável, perfeito para um bom chardonnay no almoço e foi o que fiz!

O Mondavi é “o cara” quando o assunto são os vinhos dos Estados Unidos. Um verdadeiro poeta em tudo que faz. Uma das frases célebres dele é a “A meal without wine, is like a day without sunshine!”.

Robert Mondavi acredita que o caminho para uma vida mais graciosa conduz, através da apreciação do vinho, arte, alimentos e. Ele acreditava que o Napa Valley poderia ser o centro para esse estilo de vida, produzindo vinhos que pertencia na empresa dos grandes vinhos do mundo, e os vinhos que pertencia à mesa da família.

Criado em uma família tradicional italiana, Robert Mondavi entendeu que o compartilhar um bom vinho e boa comida com a família e amigos é um dos grandes prazeres da vida. Ele viu o potencial do então desconhecido Napa Valley para ser uma região vinícola eminente e centro cultural para a sua visão.

Em 1966, encorajado pelo entusiasmo sem limites, ele construiu o primeiro grande complexo vinícola no vale desde a proibição do consumo de álcool nos Estados Unidos: Robert Mondavi Winery. Desde então sua vinícola tem recebido milhares de convidados para compartilhar o amor de Robert de vinho, arte e alimentos

Através da inovação vinificação incansável, um olho intransigente de qualidade e fé inabalável nos vinhedos da Califórnia, Robert Mondavi percebeu que sua visão de criar uma coleção dos vinhos mais reconhecidos e mais amadas do mundo. Mais importante, ele percebeu que sua visão de Napa Valley como o centro do vinho em todo o mundo e da cultura de alimentos que enriqueceu a vida de milhões.

Podemos dizer, sem medo de errra, que Robert Mondavi foi o principal responsável pela revolução vinícola que ocorreu nos Estados Unidos. Só temos que agradecer a ele!

E a Chardonnay? A uva branca de maior prestígio no mundo! Leia mais sobre ela no artigo “Série Uvas – A Branca Chardonnay.

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: A garrafa é simples mas o rótulo é bem interessante com o recorte na parte superior. Rolha de material artificial, personalizada para a vinícola e com uma frase do Robert Mondavi. Na taça já mostra evolução em sua cor amarelo dourado.

Olfato: No nariz não é tão aberto mas exibe uma pequena complexidade. Nas frutas destaque para abacaxi, pêssego e pêra. Boa dose de amanteigado e um pouco de baunilha proveniente de sua passagem pelo carvalho. Ao fundo uma pequena pitada de pimenta.

Paladar: O ataque inicial na boca é bem mais intenso do que no nariz trazendo também mais complexidade ao palato. Excelente acidez e um final bastante persistente.

O que Robert Mondavi fala sobre seu Chardonnay:

Our Central Coast Chardonnay grapes enjoyed an extended period maturing on the vine, resulting in fruit with impressively concentrated flavors and richness.

BLEND PERCENTAGE: 100% Chardonnay

APPELLATION: 100% Central Coast, including 75% Monterey County

ALCOHOL: 13,5%

O link para as notas técnicas não estava funcionando.

A Wine Spectator e a Wine Advocate ainda não comentaram a linha Private Selecion da Robert Mondavi.

Acompanhou um raviole recheado com queijo brie ao molho de camarões, alho poró, tomate cereja e cream cheese. Harmonizou muito bem, valorizando e muito os sabores do prazo que, por sua vez, enriqueceu a experiência de degustar este vinho.

Um vinhoaço! Gostei bastante. A Safra 2010 está a venda na Wine por R$110,00. Achei este preço caro. O degustado veio no ClubeW e saiu na faixa de R$50,00.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Espumante Sozo Imagination Brut 2009

Como ainda estamos em Janeiro, com um calor de derreter qualquer um, nada melhor do que falar sobre espumantes e principalmente sobre as jóias que já são produzidas aqui em nosso país.

Hoje é a vez da vinícola Sozo, situada em Vacaria / RS, um local belíssimo que vem produzindo belos vinhos na altitude gaúcha (mil metros de altitude). Estive em Vacaria em Julho de 2011 e você pode ver algumas fotos do local neste post.

A proposta de uma pequena adega familiar para produzir vinhos finos tem raízes históricas e se projeta em desafio para o futuro, participando do novo mercado com a diversidade de terroir, castas, tecnologias e a arte do enólogo para surpreender os consumidores.

José Sozo, bisneto de italianos que chegaram ao Brasil em 1878 e de três gerações que aqui sobreviveram da uva e do vinho, assina a marca da família com paixão e qualidade.

As uvas são todas cultivadas em Vacaria, mas a vinificação fica por conta da Embrapa.

Vamos então ao que achei do Espumante Sozo Imagination Brut:

Visual: Garrafa lindíssima, no estilo que acho a mais elegante que, por si só, já é um diferencial. O rótulo também está muito bem trabalhado. Achei a rolha um pouco curta demais. Na taça tem uma excelente perlage. Bem fina, abundante, aparecendo na taça toda e muito persistente. Na coloração mostra um palha com reflexos amarelos, demonstrando certa evolução e curiosamente alguns reflexos também róseos. Talvez a vinificação da Pinot tenha tido algum contato com a casca.

Olfato: Boa complexidade, mas não explode em aromas. Um aroma de pão e fermento, um leve toque de tostado e notas sutis de frutas brancas. Consegui identificar melão e abacaxi.

Paladar: A perlage também explode muito bem no palato, envolvendo toda a extensão da língua. Traz a complexidade também em boca que, aliada a acidez deste espumante, o deixa bem gastronômico. Boa cremosidade e final de persistência média.


O que a Sozo fala sobre seu espumante:

País: Brasil
Região: Campos de Cima da Serra
Produtor: Vinícola Sozo
Tipo: Branco
Safra: 2009
Composição: 60% Pinot Noir e 40% Chardonnay
Volume: 750 ml
Grad. Alcoólica: 12,5% Vol
Temp. de Serviço: Entre 7 e 9ºC
Combinações: Acompanha pescados e carnes brancas, em happy-hour, comemorações e na eleição de suas preferências.

Notas: De coloração clara, límpida e leve tonalidade cobre, perlage fino e intenso com permanência longa na taça, realçando aromas finos e delicados de pão tostado e frutas secas. Em boca é elegante, cremoso, com acidez firme e um final longo de frutas secas.


É, sem sombra de dúvidas, mais um belo exemplar dos espumantes Brasileiros. Acredito que ainda possa melhorar em sua complexidade de aromas.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Adolfo Lona ORUS Pas Dosé Rosé - #CBE

Como todo final de ano, além do tema de Janeiro da CBE, temos também um tema especial para falar de espumantes, esta delícia que combina, e muito, com o clima do verão Brasileiro. O tema, também escolhido pelo Deco (blog Enodeco), foi:

“Um espumante rosé fabricado pelo método tradicional (champenoise).”

Pouco tempo antes da escolha do tema tive a oportunidade, e a honra, de comprar 2 garrafas deste espumante Brasileiro que, sem sombra de dúvidas, chega a superar muitos Champagnes!

O Adolfo Lona é um cara gabaritadíssimo a quem tive o privilégio de conhecer no ano passado em uma de minhas visitas as Serras Gaúchas. Enólogo, nascido em Buenos Aires e formado na cidade de Mendoza, Argentina. Chegou ao Rio Grande do Sul em 1973, com 25 anos, para assumir a Direção Técnica da Martini e Rossi. Nos 30 anos que Adolfo Lona permaneceu nesta empresa foi o responsável pela produção de vinhos e espumantes de altíssima qualidade como o De Gréville e Baron Bacardi-Martin, o vinho mais premiado no Brasil desde 1986. Em março de 2004, Adolfo se retira da Bacardi-Martin e decide materializar um velho sonho: ter sua própria produtora de vinhos e espumantes.

Sua Bodega ainda é pequenina, mas percebemos os cuidados em cada detalhe de seu processo produtivo.

Ouvi falar sobre o Orus quando, em Maio de 2011, estive com o Adolfo em sua bodega. Na época não foi possível degusta-lo pois ele ainda estava em processo produtivo, em contato com as leveduras, o que iria finalizar em Outubro de 2011. O Orus possui uma produção super limitada que, neste ano, foi de 608 garrafas.

Vamos então ao que achei desta delícia:

Visual: Na taça é simplesmente sensacional. Coloração salmão bem clarinho, com um perlage que me deixou de queixo caído. Muito fino e persistente demais, formando uma belíssima coroa na taça.

Olfato: Delicioso. Boa complexidade com uma delicadeza dificilmente encontrada. Tudo se apresenta com delicadeza. Frutas silvestres, do bosque e leve floral. Continuando a análise percebo um toque, também sutil, de brioche, sinal de sua passagem pelas leveduras. Ao final um toque de frutas secas (nozes), um leve amanteigado e também uma sensação de refrescância.

Paladar: O perlage, também aqui, mostra toda sua delicadeza e persistência preenchendo cada pedacinho da boca. Comprova sua complexidade e refrescância também em boca. Acidez muito presente, deixando este espumante também uma excelente opção para a gastronomia. Final persistente e com o gostinho das frutas silvestres.

O que o Adolfo fala sobre seu espumante:

ORUS Rosé Pas Dosé, elaborado pela método tradicional ou champenoise e com ausência total de açúcares, o que equivale ao Nature.

A produção deste pequeno lote de ORUS é feito em homenagem os clientes que nos privilegiam com sua preferência e possibilitam o crescimento constante de nosso carro-chefe o Brut Rosé Adolfo Lona.

O lote de 608 garrafas anuais resulta de um volume de 500 litros que será a quantidade que irá caracterizar este produto durante toda sua trajetória. O ciclo de produção é de 12 + 12 meses, ou seja doze meses maturando sobre as leveduras onde ganha a complexidade aromática e gustativa que o tempo possibilita devido a autólises das leveduras e doze meses envelhecendo com a rolha definitiva quando ganha sutileza, elegância e potencia.

O assemblage é uma mistura de vinhos de 3 variedades, Chardonnay, que participa com seu frescor, Pinot Noir em rosado que agrega força, e uma pequena parcela de Merlot em rosado, que complementa com elegância e ameniza a acidez.

A cor é a típica dos rosados feitos pelo método tradicional, rosada laranja clara lembrando casca de cebola, seu aroma é intenso, complexo e convidativo e o gosto é longo, marcante e potente.

É um espumante que dignifica o Rio Grande do Sul e nos deixa muito orgulhosos. O ORUS será comercializado em estojo de papelão ou madeira diretamente de nossa cantina ou através de nossos distribuidores.


Parabéns Adolfo pela jóia que conseguiste produzir!! Seu ORUS é digno de premiações em todo mundo. É daqueles espumantes que não esqueceremos jamais.

Já estou na fila por mais duas garrafas da produção de 2012!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

Miolo RAR Viognier 2010 - #CBE



Amigos e amigas, um Excelente 2012 para todos!!! Como diz o mantra, “Eu te adoro 2012”!!!

Depois de um período de descanso o Enoleigos está de volta com carga total neste 2012 que, acreditem, promete muita coisa boa!

Nada melhor para começar o ano do que falar sobre o vinho da deliciosa CBE, a Confraria Brasileira dos Enoblogs. Este, na verdade, é o post do vinho principal que, desta vez, teve o seguinte tema:

”Vinho Branco do novo mundo, exceto Chardonnay e Sauvignon Blanc, sem limite de preço.”

Um tema desafiador, sem sombra de dúvidas. O tema foi escolhido pelo Deco, do excelente blog Enodeco. Não tenho o percentual em mãos, mas não restam dúvidas de que as cepas Sauvignon Blanc e a Chardonnay são as brancas mais consumidas em todo mundo. Cheguei a visitar alguns supermercados que, acreditem, não tinham nenhuma opção de novo mundo que não fossem Chardonnay e SB, é mole?

Como podem perceber estou meio atrasado com meu post que deveria ter sido postado no dia 01/01/2012! Peço desculpas a todos pelo atraso. Acabei escolhendo um vinho que eu já havia provado, gostei demais, e ainda não tinha escrito sobre ele aqui no Enoleigos. O Miolo RAR Viognier foi um dos vinhos selecionados para o Winebar com a Miolo. A foto que ilustra este post, inclusive, foi feita neste dia!

A RAR é o fruto de um sonho do Sr. Raul A. Randon, que sempre teve vontade de produzir o seu próprio vinho.

Primeiro, ele implantou mudas certificadas e cultivou seus vinhedos na Região de Campos de Cima da Serra. Depois, passou para a Família Miolo a responsabilidade de elaborar o seu vinho. O resultado você pode degustar. Quem conhece a história do Sr. Randon já sabe que é mais um produto de sucesso.

O vinho RAR Collezione traz varietais que melhor se adaptam a região de Campos de Cima da Serra – RS, onde se encontram os vinhedos de Raul. A. Randon, situados a uma altitude de 1.000m, beneficiando-se do clima diferenciado que está entre os mais frios do Brasil. Este vinho Viognier fermenta em barris de carvalho francês onde permanece por aproximadamente 12 meses.

O que eu achei deste Viognier Brasileiro:

Visual: Bela garrafa, com estilo! Ao abrir vemos uma rolha de cortiça e personalizada para a vinícola. Na taça mostra uma coloração dourado claro.

Olfativo: Mostra boa intensidade nos aromas. Destaque para os frutados, em especial frutas brancas bem maduras, boa dose de floral e um certo adocicado. Percebi também uma dose de baunilha que mostra o período em que ficou nas barricas.

Paladar: Traz todos os sabores que percebi no exame olfativo que se intensificam com sua textura aveludada. A acidez é mediana. Conversando com o pessoal da Miolo e pesquisando um pouco, descobri que esta é uma característica da própria cepa. Final médio.

O que a Miolo fala do RAR Viognier:

Descrição Simples: Este vinho apresenta boa cremosidade, acidez equilibrada e complexidade. Com marcante intensidade aromática. Com tonalidades do amarelo-esverdeado ao palha.

Variedades: Viognier

Terroir: Campos de Cima da Serra

Degustação: Análise Visual: Apresenta-se límpido com tonalidade de cor que vai do amarelo-esverdeado ao palha. Análise Olfativa: Possui uma marcante intensidade aromática,com notas de flores e frutas harmonizando com notas de carvalho. Análise Gustativa: Apresenta boa cremosidade com acidez equilibrada e retrogosto prolongado.

Processo de Elaboração:

- As uvas foram colhidas manualmente, em caixas de 20kg, em vinhedos próprios situados em Vacaria/RS;
- Desengace: As uvas foram desengaçadas em maquina especial e logo após o desengace as bagas de uva sofreram uma leve pressão, somente o necessário para liberação do suco em esmagamento da casca;
- Maceração a frio durante 5 horas a uma temperatura de 8°C;
- Prensagem em prensa pneumática;
- Fermentação Alcoólica, 100% do mosto fermenta em barricas de carvalho francês, a uma temperatura de 15°C;
- Amadurecimento, o vinho permaneceu por mais 12 meses em barricas com borras finas “Sur lie”;
- Engarrafamento, retirou-se o vinho das barricas, realizou-se a estabilização tartárica em frio, seguida de filtração e do engarrafamento. Dessa reserva foi elaborada um numero limitado de garrafas.

Até o momento deste post ainda não havia comentários da Wine Spectator nem da Wine Advocate.

Mais um Brasuca que precisa ser experimentado por todos!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)



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