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segunda-feira, 12 de março de 2012

Casa Leoni Moscatel Demi-Sec #CBE




Amigos e amigas, na verdade este deveria ter sido meu post do dia 01/03. O corre corre do dia a dia não me permitiu, infelizmente, colocar meu post na data correta.

O tema este mês coube ao confrade Cláudio Werneck, do excelente blog Le Vin au Blog, e foi muito interessante, veja:

"Quanto mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor."Quanto mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor.Quando mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor!”.

Sensacional o tema, não?

Alguns dias antes da sugestão do tema, eu tive a oportunidade de provar um espumante Moscatel que é produzido pelo método tradicional, o chamado “champenoise”. Os espumantes Moscatel são, em sua grande maioria, produzidos pelo método Asti. O método Asti é o usado para a produção de espumantes doces, na Itália. O nome vem de uma região demarcada (DOC) na Itália, onde é produzido com uva Moscato. Consiste de uma única fermentação em grandes recipientes, que é interrompida quando se atinge de 7% a 10% de álcool, deixando açúcares residuais da ordem de 80 gramas por litro (10 vezes mais que um espumante Brut). Confesso que eu nunca encontrei um espumante Moscatel produzido pelo método tradicional. Você pode estar se perguntando no que consiste este tal método tradicional. Diferente do ASTI, o método tradicional possui duas fermentações. O método tradicional consiste na realização da segunda fermentação do espumante na própria garrafa.Na primeira fermentação (alcoólica) o processo ocorre como em um vinho normal,  em tanques, resultando em um vinho de alta acidez e baixo teor alcoólico. Em seguida o vinho é engarrafado com o licor de tiragem, uma mistura do vinho-base com leveduras selecionadas e açúcar para servir de alimento para estas leveduras, que darão início à segunda fermentação. O vinho então passa pela segunda fermentação na garrafa que gera um aumento no teor alcoólico e a formação de CO2.

Em teoria, um espumante moscatel produzido pelo método tradicional, deveria ter um teor alcóolico maior e um teor de açúcar menor, que foi exatamente o que encontrei neste espumante produzido em Jundiaí pela Casa Leoni.

Vamos então ao que achei deste espumante “curioso”:

Visual: A garrafa é em simples, com um rótulo que deixa, e muito, a desejar. O trabalho visual não é nada bom. Ao tirar a cápsula percebo que não possui rolha de cortiça, e sim aquelas rolhas de plástico. As surpresas começam ao colocar na taça. A perlage é surpreendemente persistente, de tamanho pequeno a médio e formando uma bonita coroa mesmo em baixas temperaturas. Coloração amarelho palha.

Olfato: Aroma típico da moscatel mas sem trazer tanto doce, o que me agradou. Um pouco de floral e mel completam a análise.

Paladar: A mesma perlage que surpreendeu no visual surpreende também ao explodir na boca.

Foi uma experiência interessante. A moscato é uma uva muito aromática e refrescante e o fato deste espumante não ter um teor de açúcar tão alto me agradou bastante.

É minha gente, o mundo do vinho é um aprendizado constante!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Casa Perini Marselan 2005



Tive a oportunidade de visitar a Perini em Maio de 2011 no Projeto Imagem promovido pelo IBRAVIN. Sem sombra de dúvidas uma das vinícolas mais promissoras de nosso país.

Há mais de 130 anos, os imigrantes Antonio e Giuseppe Perini chegavam ao Brasil trazendo da Itália a arte de transformar a uva em vinho, junto com a imagem do Santo Anjo da Guarda para abençoar o Vale onde a Família Perini iria viver. Acreditavam que seu amor pela terra, unido à benção do  Santo, daria um sabor especial às uvas que cultivavam. Lenda  ou não, há quatro gerações os Perini seguem produzindo  vinhos de excelente qualidade.

No entanto, a produção vinícola teve início mais tarde, com João Perini em 1928, quando a partir daí começou a expansão e, gradativamente, a aprimoração do processo de elaboração em todos os aspectos, desde o cultivo de novas variedades viníferas até o produto final.

Em 2005, a Perini adquire a Vinícola De Lantier em Garibaldi ( unidade da Bacardi – Martini Brasil), ampliando sua capacidade física total de 7,5 para 16 milhões de litros, além de verticalizar a elaboração dos Espumantes Casa Perini e aprimorar seus equipamentos tecnológicos utilizados para vinificação.

Atualmente, a Vinícola Perini conta com 12 hectares de vinhedos localizados em Garibaldi e 80 hectares em Farroupilha, agregando uma área total de 92 hectares, sendo que parte desta área possui o diferencial de ser produzida com uvas de videiras européias certificadas. Neste sistema, as parreiras são sustentadas por estruturas em forma de "Y" que garantem a elaboração própria dos Espumantes Premium, Licoroso e Suco Perini, Vinhos e Espumantes Casa Perini, Vinhos e Suco Jota Pe, Vinhos Santos Anjos e Licor de Grappa Pretinha.

Em minha visita a cepa que mais me agradou foi esta, a Marselan, uma uva pouco conhecida pela grande maioria dos enófilos. É uma cepa que vem tido excelentes resultados no solo gaúcho, não só na Perini como também em outras vinícolas. Esta uva é um cruzamento entre Cabernet Sauvignon e a Grenache. Foi criada no ano de 1961 perto da cidade francesa de Marseillan . A cepa é cultivada principalmente no Languedoc região com algumas plantações na Costa Norte da Califórnia. Produz um vinho tinto de médio corpo.

Vamos então ao que eu achei deste vinho:

Visual: Garrafa sem maiores chamarizes, rótulo simples mas elegante. Rolha de compensado de cortiça personalizada para a vinícola. Ao servir na taça vemos uma coloração muito escura e opaca. O halo apresenta sutis sinais de evolução, bem sutis. Lágrimas lentas, gordas e tingindo levemente a taça.

Olfato: Impressiona pela intensidade e tipicidade. Um aroma bastante intenso, que agrada bastante mas que não estamos habituados a sentir. Sim, apresenta frutas, aqui em especial as vermelhas já maduras. A diferença aparenta estar em notas defumadas perfeitamente integradas ao vinho. Aparecem também notas de chocolate amargo e, ao final, pitadas de especiaria para temperar. Uma complexidade muito interessante.

Paladar: Na boca também surpreende. Essencialmente frutado com corpo leve para médio. Os taninos ainda se mostram presentes, mas de excelente qualidade. Acidez também marcando presença. Final de boa persistência.

O que a Perini diz sobre seu vinho:

Uva de origem francesa, resultante do cruzamento entre Cabernet Sauvignon e Grenache-noir. Vinho de coloração intensa, boa estrutura, com taninos macios e aroma delicado de frutos vermelhos.”

Safra: 2008
Graduação Alcoólica: 12,0%
Apresentação: 750ml

Características Organolépticas: Elaborado com uvas selecionadas de variedade Marselan, cor vermelho-rubi intenso. Aromas complexos que lembram framboesa, cacau e damasco. Textura aveludada e sabor que remete a frutas em compota.


O que impressiona neste vinho não é só sua qualidade, mas também o seu preço, na casa dos R$30,00. Um vinho que encaixa perfeitamente com o Brasil. Aromático, com boa complexidade e, podemos dizer, com um toque refrescante e, claro, gastronômico. Não provei, mas este vinho com um galeto deve ficar delicioso.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Espumante Casa Pisani Brut Rosé

Continuando com meus posts sobre espumantes nacionais, desta vez vamos para as Serras Catarinenses, com a Casa Pisani.

Este é o segundo vinho da Pisani que falamos por aqui, o primeiro foi o Cabernet Sauvignon / Merlot 2009, confira.

A Casa Pisani adotou como missão surpreender e oferecer aos consumidores mais exigentes vinhos e espumantes da mais alta qualidade, resultado da combinação de dois ingredientes especiais: a matéria prima originária de um privilegiado terroir brasileiro e a paixão dos fundadores pelo vinho que se traduz em processos de absoluto cuidado em cada detalhe da produção.

A vinícola é recente e este foi um dos 2 rótulos iniciais lançados no mercado Brasileiro. Hoje o portfolio aumentou e, assim que tiver a oportunidade, vou provar os demais.

Cada baga da uva é selecionada manualmente. As uvas são cultivadas em parreiral de localização privilegiada na Serra do Marari, no Estado de Santa Catarina, a 1200 metros de altitude, com condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das melhores variedades européias para a produção de vinhos e espumantes finos.

Vamos então ao que achei deste do Espumante Casa Pisani Brut Rosé:

Visual: Bela garrafa, com destaque para o apelo festivo. Rolha de cortiça. Ao servir na taça mostrou uma coloração rosa claro, quase salmão, formando bela coroa. A perlage é fina, constante e bastante persistente.

Olfato: Muito refrescante remetendo a frutas vermelhas, um sutil toque de banana madura. Praticamente não foi possível perceber os traços do contato com a levedura, o que deixa o espumante mais leve e refrescante, porém sem muita complexidade.

Paladar: Perlage ainda muito viva também na boca, explodindo no primeiro contato com o palato. Também na boca ressalto sua refrescância e seu caráter extremamente frutado. Sua textura é sedosa o que, particularmente, me agrada muito. O vinho em boca é bastante seco. Final de boa persistência.

O que a Casa Pisani fala sobre seu espumante:

Das frias encostas em Santa Catarina vem esta pequena declaração de amor ao vinho.

Elaborado exclusivamente com uvas tintas cuidadosamente selecionadas, apresenta coloração rosa claro e perlagem fina, abundante e persistente. O aroma é refrescante, com toques florais e de frutas vermelhas e na boca apresenta frescor com retrogosto leve e agradável.

Harmonização: Ótimo casamento com peixes e frutos do mar. Perfeito para os dias de calor à beira da praia e para celebrar momentos especiais. Esperamos que você tenha tanto prazer bebendo quanto nós tivemos ao fazê-lo.

Deve ser consumido à temperatura entre 6 e 8ºC

Graduação alcoólica: 11,5% vol


Em linhas gerais mais um excelente produto genuinamente Brasileiro. Um espumante leve, fresco, para ser degustado sem complicações, a qualquer momento, temperatura e lugar! A Pisani, sem sombra de dúvidas, está no caminho certo e mostrou um belo custo x benefício com seu espumante de lançamento.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Bella Quinta Cabernet Sauvignon Reserva 2005

E cá está mais um vinho Brasileiro que, confesso, até então eu não tinha conhecido. Ganhei este vinho do meu amigo João Felipe, autor do excelente blog Falando de Vinhos, dono da sensacional loja Vino & Sapore e, além disto tudo, confrade da confraria Saca Rolha!

Vindo do João, com certeza eu teria algo bastante interessante para degustar. Resolvi então abrir esta surpresa tendo como pano de fundo o show do Jamiroquai no Rock in Rio. Já que não pude estar por lá, pelo menos me divirto de casa!

A Vinícola Bella Quinta está situada em São Roque, interior de São Paulo. A década de 1920 marca o inicio da família na produção de vinhos na cidade de São Roque interior paulista. Inicialmente produzindo vinhos de mesa da variedade Niágara e Isabel.

A vindima de 2005 em Flores da Cunha Rio Grande do Sul marca o início da produção dos vinhos Bella Quinta.

Uma pequena parcela das uvas colhidas, selecionada de forma criteriosa, é vinificada segundo processos que misturam tradição e tecnologia, de modo a transmitir para cada garrafa toda a sabedoria da mãe natureza.

Vamos ao que achei deste Cabernet Sauvignon Brasileiro:

Visual: A garrafa é discreta, mas elegante e com bonitos traços. A rolha é de compensado de cortiça e não é personalizada para a bodega. Coloração rubi bastante escuro já mostrando um leve halo alaranjado mostrando sinais de evolução. Lágrimas gordas, rápidas e transparentes.

Olfato: Quem me acompanha sabe que gosto de falar a primeira impressão que o vinho me trouxe. Aqui foi a surpresa de encontrar uma complexidade nada comum para vinhos nesta faixa de preço. As frutas não são tão destacadas e se apresentam em frutas vermelhas (amora). Traz um eucalipto bastante presente. Continuando percebemos especiarias, um sutil toque de chocolate e o tostado da carvalho muito bem integrado.

Paladar: Ataque inicial médio e super elegante. Taninos com boa concentração, mas já maduros e finos. Corpo médio e com uma estrutura muito boa. Acidez presente mas não tão intensa. A complexidade na boca também surpreende, bem como a sua persistência. O final traz uma pequenina ponta de amargor.

O site da vinícola ainda está em construção. Consegui algumas informações técnicas deste vinho no site Vinhos de São Roque que seguem abaixo:

Colheita das uvas: 18/03/2005

Maceração: 10 dias em tanque de aço, com controle de temperatura

Fermentação Malotática: Finalizada em 17/04/2005

Estabilização Tartárica: Natural

Maturação: Barricas de Carvalho Americano por 8 meses

Teor Alcoolico: 13,27% vol


É minha gente, mais um vinho Brasuca que surpreende!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cava Chatel Brut Reserva #CBE

É hora de falarmos de mais um tema da Confraria Brasileira dos Enoblogs (CBE). Neste mês o tema coube ao Confrade Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte. O tema escolhido pelo Daniel foi:

"Aproveitando que o calor está chegando de novo, proponho bebermos um espumante Cava, de qualquer valor."

E cá estamos então neste momento tão especial do mês! Meu post atrasou um pouco por total falta de tempo!

Não conhece ainda o termo Cava? Leia então o texto abaixo:

Cava is the official name for sparkling wine produced in designated areas in various parts of northern Spain. The use of the word cava came about as a result of legal conflicts with France over the use of champán, Spain's word for champagne. The word cava (Catalan for "cellar") was chosen for Spain's sparkling wines because almost all such wines are made in the Catalan region. The Cava DO was established in 1986 and, unlike other Spanish dos, it has multiple geographic areas. In fact, eight specified regions have been authorized for sparkling wine production. Three of the provinces-Barcelona, Girona, and Tarragona (in the catalonia region around Barcelona)-make over 95 percent of the country's cava. The other regions are Álava, Aragón, Extremadura, Navarra, and Rioja. To qualify for Cava DO status, wines must be made by the méthode champenoise. The grapes used for most Cava DO wines are Macabeo, Parellada and Xarel-lo. However, Chardonnay is allowed in the cuvée (some producers use it extensively), and the companies using it as a major component include Codorníu, Raimat (owned by Codorníu), and Segura Viudas (owned by Freixenet). Additionally, some rosado (rosé) cava is produced using Garnacha (grenache), Monastrell (mourvèdre), and Pinot Moir. Cava DO rules require a minimum aging of 9 months. Top producers here are now producing crisp, fruity sparkling wines, which was not always the case. Still, they differ from the French models because they're more earthy and have less acidity.

Já postei aqui no Enoleigos outras duas delícias que foram a Codorniu Raventós e a Codorniu Pinot Noir Brut.

Vamos então ao que achei do vinho do mês:

Visual: Garrafa chama a atenção por sua elegância. Ao abrir vemos a cápsula que protege a rolha personalizada. Rolha em cortiça! Ao servir mostrou uma coloração palha um pouco mais escurecido, me aparentando que não é tão jovem. A perlage não é tão fina, mas é bem intensa e duradoura.

Olfato: De cara senti aromas mais adocicados, uma uva passa branca e uma dose de mel. Continuando a análise abriu um floral muito gostoso. Senti rosas brancas. Não é uma análise complexa, mas o vinho passa uma sensação gostosa e também de refrescância.

Paladar: A primeira coisa que me veio a cabeça foi que esta Cava entrega muito, mas muito mais do que custou! A boca traz uma complexidade interessante, um ataque de aromas com boa intensidade. Muito seca, mas trazendo aquele leve toque de adocicado no retrogosto. Intensidade também interessante e final de média intensidade. Ah, importante citar que a perlage envolve toda a língua.

Não consegui encontrar as notas técnicas do produtos e o vinho ainda não foi pontuado pelo Robert Parker e pela Wine Spectator.

É minha gente, mais uma vez apostei em um vinho mais barato e acertei na mosca! Esta cava é uma belíssima opção para quem ainda não conhece a “Champagne Espanhola”. Parabéns ao Carrefour pelo achado e pelo preço praticado! Não preciso nem comentar que entra para o time de custo x benefício do Enoleigos!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon 2009 - #CBE

Mais um mês se inicia e, é claro, mais uma edição da Confraria Brasileira dos Enoblogs (CBE) vai ao ar! A escolha deste mês coube ao confrade Cristiano Orlandi, do excelente blog Vivendo Vinhos. O Cristino sugeriu o seguinte tema:

"Um vinho de até R$ 40,00 que possa ser encontrado em grandes redes de supermercados. Pode ser branco, tinto, rosé, o que for..."

Como, por incrível que pareça, eu ainda não tinha falado sobre este verdadeiro campeão de vendas, optei pelo Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon e, atualmente, a safra que está sendo vendida é a de 2009. A linha Casillero, por sinal, só começou a ser comentada por aqui. Falei do Shiraz 2008 que, na minha opinião, é o melhor deles e comentei também o lançamento Reserva Privada, um corte de CS e Syrah.

Muitos iniciantes deste inebriante mundo de baco, para não errar, acabam optando por um “Cabernet Sauvignon Chileno”. É um fenômeno entre o mercado Brasileiro que continua a todo vapor. O Casillero del Diablo foi um dos primeiros que chegaram por aqui. Aliando sua qualidade, faixa de preço e o sensacional marketing da Concha y Toro, conseguimos explicar o porquê do seu sucesso.

Uma curiosidade sobre este vinho é o volume que é produzido. No ano de 2007, por exemplo, a CyT produziu 1.000.000 de garrafas só do Cabernet Sauvignon! Já no ano de 2008, o número aumentou para impressionantes 1.311.111. Não consegui a informação sobre o volume produzido na safra de 2009. Para vocês terem uma idéia do que é isto, a maio parte das pequenas vinícolas Brasileiras produzem em torno de 10.000 garrafas ano de cada um dos seus vinhos, isto quando chega a tanto! Esta produção superior a um milhão de garrafas ao ano de um único rótulo torna ainda maior o desafio de manter um padrão de qualidade em cada uma das garrafas produzidas.

Vamos então ao que eu achei deste Best Seller:

Visual: Conseguimos ver a garrafa de longe na prateleira. Um marketing digno de tirarmos o chapéu! Rolha de cortiça personalizada para a linha. Coloração vermelho bem intenso, quase negro, com bastante reflexos violáceos mostrando toda a sua juventude.

Olfato: Intenso, encorpado, com uma expressão aromática muito forte. Muitas frutas vermelhas e um toque de cassis. Traz também chocolate, café e baunilha, todos bem evidentes e fáceis de serem identificados. Não tem nada de sutileza aqui, mas agrada.

Paladar: De cara percebi uma intensidade menor do que aparentou na análise olfativa. Apesar de ser um vinho 2009, já está redondo, se mostrando um vinho para ser bebido bem jovem. Taninos delicados e uma boa acidez. O maior ataque na boca provém das frutas vermelhas, trazendo um leve toque de café tostado ao final. Retrogosto puxando pro adocicado e um final de persistência média.

O que a Concha y Toro fala do seu vinho:

É a cepa mais famosa do Casillero del Diablo. Sua colheita de 2005 foi premiada por Decanter como a melhor do planeta. Dono de intensos aromas de cerejas, ameixas e toques de baunilha e tostado. Entre os tintos, é o que possui mais corpo, sendo elegante e ideal para acompanhar carnes como um corte de rês com molho de pimenta.

Origem: Vale Central

Colheita: 2009

Solo: Encosta de colinas, lombadas e vales de ribeiras

Guarda: 70% guardado em pequenas barricas de carvalho americano por 8 meses

Cor: Vermelho rubi intenso e profundo

Aroma: Esplêndidas e cativantes notas de cerejas, groselhas e ameixas pretas, com uma madeira que aporta toques sutis de tostado

Sabor: Um corpo médio de taninos sedosos e firmes, um vinho elegante de taninos sedosos de um longo e persistente final

Acompanha: Carnes vermelhas, pratos condimentados e queijos maduros como o Gruyère

O que a Wine Spectator diz sobre o Casillero CS:

Não existem ainda notas sobre a safra de 2009. Colo abaixo as informações sobre a safra de 2008:

Pontos: 85

Review:

Focused and forward, offering a velvety edge to the medium-weight mint, currant and black cherry fruit, with a lightly toasted finish. Drink now. 1311111 cases made. –JM

Nâo existem notas da Wine Advocate, de Robert Parker, sobre o vinho.

Um vinho redondo, sem falhas, mostrando que não fez, e faz, sucesso à toa! É um vinho direto, do estilo pancadão, não traz muita complexidade, mas é muito agradável, se mostrando realmente um excelente custo x benefício.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Estancia Mendoza Cabernet Malbec 2006

Este é daqueles vinhos que está tão barato no supermercado que me dá uma curiosidade danada de ver o que tem dentro da garrafa. Custou R$13,00 na rede de supermercados Sonda!

A Vinícola Estancia Mendoza é localizada em Tupungato, terras altas de Mendoza. Esta região, conhecida como Valle de Uco e reconhecida como um dos melhores terroirs do mundo do vinho é um lugar ideal para o cultivo de videiras e fazer vinhos de alta qualidade. Localizado a 1.100 metros, solos pedregosos com boa drenagem, onde as plantações são rústicas pelo rígido verão inverno com muita neve, e regada com água mineral de derretimento dos Andes.

As noites quentes e dias frescos criam as condições para amplitude térmica de até 20 º C em um dia, o que combinado com a radiação solar constante na primavera e no verão, oferecem condições ideais para a realização de excelentes uvas, que, indiscutivelmente, darão grandes vinhos

Estancia Mendoza tem uma linha de bi-varietais Merlot, Malbec, Cabernet-Malbec e Chardonnay Chenin-, uma segunda linha representada pelo jovem Cabernet, Malbec e Chardonnay, representantes exclusivos de vinhos do Novo Mundo, tanto em frutas e seu frescor. Uma recente adição a esta linha um Syrah, que tem conquistado o gosto dos críticos mais exigentes, mas principalmente as pessoas que procuram uma nova expressão no vinho, tradicionalmente.

A Safra de 2006 foi muito boa na Argentina, o que me deixou mais animado para provar este vinho.

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: Garrafa simples, mas que me chamou a atenção pelo corte (CS / Malbec) e, claro, pelo preço. Até os vinhos nacionais por este preço normalmente são muito fracos. Rolha, como era de se esperar, de plástico, mas com os dizeres do vinho. Cor de ameixa, mais pro opaco, mas límpido. Gotas gordas e lentas.

Olfato: Frutado adocicado, lembrando doces em calda. Frutas vermelhas (cereja), figo e um toque de ameixa. Não senti nenhum sinal de madeira.

Paladar: Um vinho tranqüilo, gostoso, mas bem tranqüilo. Corpo bem leve, taninos também leves e acidez correta. As frutas aparecem suavemente. O final é de curto para médio, mas persistente.

O que a Vinícola diz sobre seu vinho:

Variedad de Uva: Cabernet Sauvignon – Malbec

Vinificación: Fermentación alcóholica: leveduras selecionadas, máxima temperatura fermantación 28oC, durante 10 días y um tempo de encubado de 20 días. Fermentación maloláctica natural.

Nota de cata: De color rubí con matices violáceos. Aroma a frutos rojos con notas a hierbas. Al paladar especiado con taninos suaves de largo final.

Acompaña: Carnes rojas en general, pastas y quesos.

Até o momento não existem artigos da Wine Spectator nem da Wine Advocate sobre este vinho.

Olha, pro preço que custou, é uma excelente opção. Um vinho fácil de beber, simples é fato, mas gostoso. Sem maiores pretenções, e um vinho que eu compraria de novo e, por isto, dou a nota inicial dos vinhos que eu voltaria a comprar, ou seja, 3.5! E entra também pra lista de custo x benefício.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Chesini Gran Vin CS 2005, realmente um grande vinho e genuinamente brasileiro!

Sem sombra de dúvidas o Chesini Gran Vin Cabernet Sauvignon 2005 está entre as grandes, e deliciosas, surpresas que eu tive durante minha visita às Serras Gaúchas no início do mês de maio de 2011.

O dia era focado nos espumantes de Garibaldi que, diga-se de passagem, estão com uma qualidade fora do comum. Estávamos visitando a Courmayeur, Vinícola que foca 90% de sua produção nos espumantes e, na sequência, iríamos ser apresentados ao CPEG (Consórcio dos Produtores de Espumantes de Garibaldi). Além do pessoal da Courmayeur, vinícola que trarei minhas impressões em breve, estava presente o Ricardo Chesini, Diretor da Vinícola Chesini que participa do CPEG.

Confesso que a Chesini era uma total desconhecida até o momento para mim. Comecei a conversar com o Ricardo e ele contou seu projeto com o Gran Vin. A origem desse vinho tão diferenciado começou em um projeto acadêmico do próprio Ricardo de elaboração de um vinho conceito. A proposta da Chesini era chegar a um verdadeiro exemplar dos melhores vinhos do mundo. Para tal, foram empregados investimentos na adaptação e manuseio do vinhedo, irrigação controlada e colheita cautelosa. Depois de lapidado na vinícola, foram engarrafadas 2.770 garrafas numeradas deste vinho, importadas da França especialmente para o Gran Vin. Ao design, que emoldura com altivez a bebida, se junta o rótulo desenvolvido com exclusividade, que lhe confere visual único. Trata-se, inclusive, de material premiado pela indústria gráfica. São esses valores agregados que, em conjunto, fazem do Chesini Gran Vin sucesso de crítica.

E, já adianto para vocês, o vinho é realmente muito, mas muito bom! O Gran Vin já ganhou vários prêmios, nacionais e internacionais. Para saber quais foram basta acessar o hotsite dele no endereço http://www.adegachesini.com.br/hotsite_gran_vin.

Após saber da história do vinho é claro que fiquei sedento para poder conhecê-lo e, claro degustá-lo para poder ter minhas próprias impressões. O Ricardo então gentilmente nos presenteou com um exemplar, dos 2.770 produzidos, para que o grupo pudesse degustar.

Seguimos para o jantar com o pessoal do CPEG, fantástico inclusive, e depois, já de volta ao SPA do Vinho, fomos degustar o Gran Vin CS 2005.

Vamos então ao que achei desta gostosa surpresa:

Visual: A garrafa realmente ficou linda! Rótulo elegante e até na rolha eles capricharam. 100% de cortiça e personalizada para o Gran Vin. Ao colocar na taça as surpresas continuam. Mostrou uma coloração bem intensa, cor rubi escura ainda com reflexos violáceos já mostrando certo potencial para envelhecer mais. Gotas colorindo a taça, um lindo visual.

Olfato: A primeira impressão que todos tiveram foi que o vinho é realmente complexo, deliciosamente complexo. Frutas vermelhas em um primeiro plano, senti bastante morango. Seguindo a análise vemos também boa dose de especiarias, com um sutil toque de pimenta e, mais ao final, um detalhe de caramelo mostrando a passagem por carvalho.

Paladar: Um vinho cheio de presença e personalidade. Taninos musculosos, boa acidez, trazendo tudo que mostrou no exame olfativo e mais algumas coisas. Um final longo e muito, mas muito persistente mesmo.

Importante citar que, apesar de ser da safra de 2005, o Gran Vin só foi lançado no mercado em 2008. É um vinhaço, um vinho de guarda, que pode com certeza ser guardado por muitos anos, que o farão muito bem, visto sua excelente estrutura.

Este é um vinho que eu recomendo para todos que gostam de apreciar um vinho de qualidade superior, com personalidade, estrutura, e uma excelente capacidade de envelhecimento.

Você pode adquirir o Gran Vin através da própria Internet. Acesse o hotsite do Gran Vin e clique na opção “Onde encontrar”.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Monte Velho Tinto 2009 - Série Vinhos Herdade do Esporão

Continuando com nossa deliciosa série sobre os vinhos da Herdade do Esporão, chegamos ao Monte Velho Tinto, um verdadeiro campeão de vendas em Portugal, adulto, admirável e respeitável, é um alentejano de corpo e alma, que acompanha todos os momentos. É hoje o vinho mais consumido em nosso país irmão! Veremos que este título não é por acaso.

Um vinho maduro que se mantém fiel aos seus valores originais: consistência, equilíbrio e profundidade.

Monte Velho é o vinho que melhor traduz a tradição Portuguesa, transformada num momento de socialização e prazer.

É vivido. Alentejano de corpo e alma, é muito ligado à terra, às tradições, à família e aos amigos. Sério, confiável, consistente, mais do que um companheiro é um amigo. Está sempre lá, nos bons e nos maus momentos. Respeitado, gosta de momentos calmos em família e também de uma boa e sincera gargalhada.

Com bom gosto, veste-se “casual chique”, estando sempre à altura de qualquer ocasião.

É um vinho ideal para acompanhar refeições tradicionais portuguesas. Cabrito, borrego, um ensopado ou uma caldeirada. Refeições fartas, demoradas, alegres, entre amigos ou em família. Também vai bem ao fim do dia ou início de noite com uma tábua de queijos e patés, ou como bebida de fim de tarde.

Monte Velho apresenta-se com uma nova identidade visual, com uma imagem simplificada, capaz de melhor corresponder aos desafios que se apresentam à marca, e que passam por se manter um símbolo de qualidade e de confiança.

A alteração da imagem da Herdade do Esporão ofereceu a oportunidade ideal para reduzir a comunicação dos rótulos de Monte Velho ao essencial: Marca, Vinho Regional do Alentejo e origem - Herdade do Esporão.

Uma curiosidade: O rótulo do Monte Velho traz um código para o Google! Isso mesmo. O código é o AVIN7608038256432 e, para meu espanto, ao digitá-lo no Google, realmente aparecem várias páginas com referência ao vinho. É uma espécie de código único para o vinho. Pesquisando um pouco descobri que o site que indexa os vinhos mundo afora é o http://wines.avin.cc/. São milhares de vinhos indexados. Existem até 86 vinhos Brasileiros!

Vamos então ao que eu achei deste ícone de Portugal:

Visual: Garrafa tradicional, com novo design, assim como toda a linha da Herdade do Esporão. Ficou mais jovem. Rolha 100% de cortiça, como bom vinho português. Ao servir mostrou uma coloração cor de sangue escuro, com algum reflexo violáceo nas bordas. Gotas médias, rápidas e por toda a taça.

Olfato: Pela faixa de preço impressiona pela complexidade. Frutas negras e especiaria em um primeiro plano. Aroma muito intenso, marcando presença. Ao fundo completa com um tostado oriundo do estágio em madeira. Ao fundo, bem ao fundo trouxe um pouco de café.

Paladar: O palato é mais sereno que o olfato, mais tranquilo. Corpo médio, taninos suavez, acidez equilibrada. Na boca as frutas atacam logo de cara com bastante ameixa, o tostado compõe o sabor e um leve toque de pimenta completa o todo. Retrogosto trazendo fruta em compota. Final persistente.

O que a Herdade do Esporão fala sobre seu Campeão:

Região: Alentejo

Certificação: Vinho Regional Alentejano

Ano de Colheita: 2009

Castas: Aragonês / Trincadeira / Castelão

Enólogo: David Baverstock / Luís Patrão

Visual: Aspecto límpido, cor rubi intenso.

Olfato: Aroma de frutos vermelhos maduros, suavemente envolvidos em notas de madeira de carvalho americano, mostrando alguma complexidade.

Paladar: Sabor rico em fruta madura, com alguma profundidade e estrutura suave de taninos.

Harmonização: Acompanha desde pastas até carnes frias e curadas e peixe de churrasco, passando por pratos de pato assado e queijos cremosos e suaves, tornando mais fácil a escolha do vinho para aumentar o prazer da refeição.

Vinificação: Desengace, esmagamento, fermentação alcoólica em cuba de inox com temperatura controlada, prensagem, fermentação maloláctica, estágio de 6 meses em cuba de inox e em madeira de carvalho americano.

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre o Monte Velho.

A safra de 2009 ainda não foi avaliada, mesmo assim achei interessante trazer os comentários sobre a safra de 2007.

Pontos: 85
Degustador: Mark Squires
Maturidade: Beber entre 2008 e 2010.

Review:

The 2007 MONTE VELHO Tinto is another bargain from this brand. Despite 500,000 cases being made, it is nicely wrought, with easygoing charm, elegance, good flavors, and just enough structure to seem like real wine. Drink it young for best results. Drink now-2010.





O que a Wine Spectator diz sobre o Monte Velho

A Safra de 2009 também não foi avaliada pela Wine Spectator, mas a de 2008 sim, então vamos falar desta.

Pontos: 83

Review: Medium-bodied, with red berry and plum flavors and a short finish. Drink now. 500,000 cases made. –KM

O vinho me agradou bastante. Um dos melhores, senão o melhor custo x benefício que já apareceu aqui no Enoleigos. Se você nunca experimentou um vinho Português, é a sua chance de começar e por um preço justo!

Todos os vinhos da Herdade do Esporão podem ser encontrados em lojas especializadas ou ou então diretamente pela importadora exclusiva, a Qualimpor. Vocês poderão também seguir a Qualimpor em suas redes sociais conforme abaixo:

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Até semana que vem!!
In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Espumante Casa Valduga Arte Brut 2008

Era uma sexta-feira e, como o calor estava grande, optei por abrir este, já adiantando, excelente espumante da Casa Valduga.

No final do século 19, a família Valduga chega ao Brasil, vinda da cidade de Rovereto, na Itália, em 1875, e logo cultivaram os primeiros parreirais em meio ao Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul.

Três gerações depois, os investimentos em qualidade e tecnologia cresceram e os prêmios multiplicaram-se pelo mundo. A marca que leva o nome da família transformou-se em símbolo de padrão de excelência.

Hoje, a vinícola é comandada pelos irmãos Erielso, Juarez e João Valduga, que continuam a transmitir a paixão pelo vinho a seus descendentes.

A Casa Valduga dedica especial atenção à elaboração dos espumantes e foi uma das primeiras vinícolas brasileiras a dominar e desenvolver o método champenoise de vinificação. Hoje possui a maior adega de espumantes da América Latina e investe em produtos com padrão de excelência já reconhecidos internacionalmente. Os tintos de guarda amadurecem em barris de carvalho franceses e americanos e no final do período passam para a cave apropriada, adquirindo um fino bouquet. Já os brancos repousam em tanques de aço inox durante curto período, para que mantenham os seus aromas primários e possam ser consumidos ainda jovens. A Casa Valduga também construiu o primeiro Complexo Enoturístico do Brasil e hoje é uma das maiores atrações do Vale dos Vinhedos, no município de Bento Gonçalves, a 120 quilômetros de Porto Alegre. Ao lado da Vinícola, instalou restaurantes e aconchegantes pousadas, com vista para os parreirais. Um lugar cercado de montanhas, a 671 metros de altitude e que guarda o encanto da cultura do vinho.

Vamos então ao que achei deste espumante:

Visual: Os espumantes da Casa Valduga são de uma elegância ímpar! O cuidado vai até na cápsula que envolve a rolha. A rolha também é muito bonita e personalizada. Ao servir mais uma grata surpresa. Perlage fina, muito abundante e persistente, fazendo uma bonita espuma na taça. Coloração amarelo palha.

Olfato: Delicado, passando certa complexidade, refrescância e muita fruta. Frutas brancas em primeiro plano, identificando-se facilmente maçã e pêra. Mais ao fundo notas de pão e um leve toque cítrico.

Paladar: Primeiro ataque da perlage na boca traz o refrescante sabor das frutas em abundância. Textura aveludada e super agradável. O Brut faz juz ao nome aqui. O espumante é bastante seco o que, particularmente, me agrada bastante. O retrogosto possui uma pequena ponta de amargor que passa rapidamente. A persistência é outro ponto super positivo. O vinho permanece no palato por muito tempo.

O que a Valduga fala sobre seu belo espumante:

Vindima: 2008

Variedade: Chardonnay | Pinot Noir

Terroir: Vale dos Vinhedos

Colheita: Manual e seletiva.

Visão: Coloração amarelo palha, límpido e brilhante, com perlage fino e persistente.

Olfato: Aroma elegante e nítido, com notas de frutas frescas e tropicais.

Paladar: Apresenta acidez equilibrada, de amplo corpo, fresco e persistente com boa
cremosidade.

Consumo: 04º a 06ºC

Harmonização: Peixes, carnes brancas, molhos leves, risotos, queijos cremosos.

Mais uma grata surpresa que os espumantes brasileiros me proporcionam. Uma delícia e também um excelente custo x benefício, entrando para o clube destes vinhos!

E não deixem de visitar o site da Casa Valduga. É dos mais completos que já vi!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)


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