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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Guia Descorchados - O Mais importante da América Latina - Elogia os Espumantes Brasileiros



Principal crítico de vinhos da América Latina avaliou rótulos brasileiros em passagem pela Serra Gaúcha, no Spa do Vinho

O jornalista e crítico de vinhos mais famoso da América Latina, o chileno Patricio Tapia, aprovou os espumantes brasileiros. Em recente passagem pelo Vale dos Vinhedos, Tapia avaliou os rótulos nacionais na encantadora paisagem do Spa do Vinho & Condomínio Vitivinícola. “É provável que os espumantes brasileiros ainda sejam desconhecidos pelo mundo. E isto é uma pena. A paisagem da Serra Gaúcha, exuberante e dramática, esconde alguns dos melhores espumantes da América do Sul. Borbulhas que, em muito pouco tempo, tiveram um avanço impressionante”, observa crítico.

A convite da Inner Editora e Eventos, que entre outras publicações edita a revista Adega, Tapia degustou mais de uma centena de espumantes nacionais para o Guia Descorchados. “A gastronomia, a paisagem e, sobretudo, os espumantes, muito superiores aos vinhos tranquilos, certamente serão um grande aporte à próxima edição do Descorchados que, pela primeira vez, incluirá uma seleção das borbulhas brasileiras”, anuncia Tapia. A publicação circula nos Estados Unidos, Canadá, México, China, Chile, Argentina, Uruguai e Brasil. No Canadá, por exemplo, é referência importante para o monopólio estatal que compra vinhos e espumantes do mundo todo.

publisher da Inner, Christian Burgos, trouxe Tapia à Serra Gaúcha com a intenção de realizar um amplo panorama da indústria brasileira no seu produto mais competitivo: o espumante. “Apresentar as joias da vitivinicultura de nosso país a Patricio Tapia e poder debater o passado, o presente e o futuro dos espumantes brasileiros foi um privilégio. Daquelas coisas que nos perguntamos por que não fizemos antes”, comenta Burgos. “Fico feliz de podermos contribuir para que os espumantes brasileiros ampliem seu reconhecimento e vendas também no exterior”, acrescenta o empresário, salientando que foi uma caminhada sólida e sem fogos de artifício até se chegar a estreia dos espumantes nacionais no Guia Descorchados.

Histórico

Formado em Jornalismo pela Universidade do Chile e diplomado em degustação e enologia na Faculdade de Enologia da Universidade de Bordeaux, Patricio Tapia é hoje o principal crítico de vinhos sul-americanos. Desde 1999, o chileno publica o Guia Descorchados, uma referência do que ocorre na América Latina, avaliando milhares de rótulos do Uruguai, Argentina e Chile. Tapia também escreve e degusta para as revistas Decanter e Wine & Spirits. 

Há quatro anos, Patrício e Inner são sócios na edição em português. Agora, os espumantes brasileiros entrarão definitivamente no radar de Tapia. “Dez anos acompanhando a indústria vitivinícola com a Adega, quatro anos produzindo o Descorchados em português junto com Patricio e quatro anos degustando uma ampla gama de vinhos brasileiros para a publicação do Guia Adega de Vinhos do Brasil nos trouxeram a este momento”, diz Burgos.

Fonte: .DOC Assessoria de Comunicação

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Pizzato Rosé Brut 2013

A Pizzato vem investindo forte em uma nova roupagem não só em seus rótulos, como também em todo o processo, sempre focando no aumento da qualidade dos seus vinhos. Isto vem sendo notado não só informalmente, como também formalmente em diversas degustações de renomadas revistas.

Hoje vou falar do Pizzato Rosé Brut 2013, sim, é um espumante safrado de uma vinícola Brasileira. Muito importante aqui falar um pouco sobre a história da Pizzato. Ainda na itália, a família cultivava vinhas e elaborava vinho em pequenas quantidades. Após a chegada ao Brasil, na década de 1880, após o estabelecimento e a subsistência, o amor e dedicação em trabalhar com uvas e vinhos falou mais alto. Assim, o cultivo de parreirais em maior extensão foi levado adiante. As atividades do imigrante Antonio foram continuadas por um de seus filhos - Giovanni - que, além da ocupação principal relacionada aos vinhedos, continuou produzindo vinho, mas apenas para consumo da família. A maior parte da produção de uvas passou a ser comercializada para vinícolas da região da serra gaúcha.
Seguindo o caminho do ‘Nono Giovanni’, o patriarca da família proprietária da Pizzato Vinhas e Vinhos, o Sr. Plínio Pizzato, sempre um apaixonado pela vitivinicultura, vem produzindo uvas desde a adolescência. Inicialmente a produção se dava em conjunto com o pai, na propriedade localizada em Monte Belo do Sul. A partir do final da década de 1960, passou a ser produzido na atual propriedade, localizada no Vale dos Vinhedos. Também manteve a tradição iniciada pelo Sr. Giovanni de produzir, com uma pequena parcela das uvas, vinhos para consumo próprio, vendendo a maior parte da produção de uvas para vinícolas da região. Em 1998, o antigo sonho do sr. Plínio e família – o de produzir vinhos finos para a comercialização – torna-se realidade a partir de um projeto conjunto com os filhos Flavio, Flávia, Jane e Ivo (in memoriam). Naquele ano, a Pizzato vinhas e vinhos é constituída juridicamente e materialmente, a partir de investimentos familiares. 

São 16 anos de vida, e os vinhos já possuem uma qualidade muito boa neste curto período de vida.

Vamos ao que achei deste espumante:

Visual: A garrafa está LINDA! Ficou realmente sensacional. A rolha não é personalizada para a vinícola e não traz nada escrito. Na taça mostra sensualidade. Coloração rosa claro bem atraente. Formou discreta coroa, com perlage bem fina, constante e por toda a taça.

Olfato: Aqui frescor é a palavra chave. Possui sinais sutis de fermento e brioche, provenientes do período de contato com as leveduras, mas as frutas sobressaem. A cor remete a frutas vermelhas, mas no nariz as amarelas são muito mais presentes, em especial damasco. Mais ao fundo um toque de cereja.

Paladar: Na boca também é bem refrescante. Ataque inicial com boa acidez, preenchendo toda a boca. Corpo médio. No palato as frutas vermelhas são mais presentes. É um espumante “guloso”, uso esta expressão para falar de vinhos que a vontade, depois de um gole, é dar outro, e outro, e outro ainda mais em Fortaleza, de frente pro mar, que é aonde estou neste exato momento. Harmonizei com Sushi e ficou muito bacana, mas é um espumante que tranquilamente pode ser bebido na beira da piscina ou praia mesmo sem nenhum alimento.

O que a Pizzato fala sobre seu espumante:

O espumante rosado da Pizzato vem sendo elaborado desde 2007, sempre pelo método tradicional e com colheita designada. Sempre seguiu as regras da indicação de procedência vale dos vinhedos e a partir da colheita 2013 as regras da denominação de origem vale dos vinhedos (DOVV). Elaborado a partir de uvas próprias cultivadas no vinhedo santa lúcia, no vale dos vinhedos. 

PROPOSTA DO PRODUTO: Método Tradicional (champenoise). Pelo menos 9 meses de contato com as borras (sur lies). Dosagem moderada. 1 mês de descanso pós-degorgement (pelo menos). Vinhedos próprios conduzidos em espaldeiras. Das melhores parcelas da propriedade no Vale dos Vinhedos.

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO: De cor rosada, com perlage fina . Aromas de morangos, cerejas, frutas cristalizadas e leve tosta de pão. Frutado na boca, acidez e álcool equilibrados, de bom corpo, seco, refrescante e cremoso. * notas geralmente observadas.

HARMONIZAÇÃO COM PRATOS: Entradas, peixes e frutos do mar, carnes brancas e róseas, sobremesas com pouca doçura.

SERVIÇO: Para melhor apreciar os pontos fortes deste espumante, sugere-se que a temperatura da bebida esteja entre 4 e 7 ºC
.
DADOS DA COLHEITA: Garrafas: 5.000 garrafas, numeradas pela Pizzato e DOVV. Corte do Vinho Base: 85% Pinot Noir / 15% Chardonnay Dados Técnicos Álcool (% vol.): 12 Açúcar final (g/l) : 11 Acidez total (g/l ác.tartárico): 7,2 pH: 3,3 Tempo de borras (meses): 10 e aumentando por conta de degorgement em vários lotes.

VINHEDO: Nome: Santa Lúcia, Vale dos Vinhedos Região: Vale dos Vinhedos, Denominação de Origem Localização: 29°10’17.91”S, 51°36’05.59”O, 495 m.a.n.m. Arquitetura: Espaldeiras com orientação norte-sul. Guyot. Solo: De origem basáltica, franco, com pedregulhos e argiloso Colheita: Totalmente manual, em Janeiro de 2013

ELABORAÇÃO: As uvas foram submetidas a prensagem direta (os cachos foram prensados inteiros, sem desengace ou moagem). A clarificação foi a frio, posterior trasfega, com separação das borras do mosto a fermentar. A fermentação ocorreu em tanques de aço inoxidável por 17 dias, com temperatura controlada e uso de leveduras selecionadas. Posterior estabilização e filtração.

FORMAÇÃO DE ESPUMA: Em março de 2013 foi feito o assemblage/corte dos vinhos base; adição de leveduras para a 2ª fermentação na garrafa, permanecendo em contato com as borras até o momento do dégorgement.

DÉGORGEMENT: A partir de fevereiro de 2014, com tempos variáveis de contato com as leveduras/borras (sur lies) dependentes do lote de dégorgement.

Fica aqui mais uma sugestão para as festas de final de ano, como também para o verão! E se você encontrar não perca a oportunidade de comprar, lembre que são produzidas somente 5.000 garrafas!


In Vino Veritas!
Gustavo Kauffman (GK)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Don Giovanni Nature – Mais um belo espumante nacional!!

Com o verão e as festas de final de ano chegando, nada melhor do que um belo espumante. Como sabemos o Brasil vem, ano a ano, evoluindo com estes vinhos.

Hoje falaremos da Don Giovanni e de seu espumante Nature. Qual o motivo de se chamar “Nature”? Muitos sabem, outros não, sempre é bom recordar. Isto na verdade é uma classificação diretamente relacionada ao teor residual de açúcar no espumante. Falei em detalhes sobre isto neste post. O Nature permite de Zero a 3 gramas de açúcar residual por litro de espumante. Veremos adiante que o da Don Giovanni pozzui zero.

Distante 12 km do centro de Bento Gonçalves, no distrito de Pinto Bandeira, em altitude de 720m, a “granja” Don Giovanni, como é chamada pelos seus proprietários, tem uma história de elaboração de vinhos de mais de 40 anos. Antes de ser adquirida pelo casal Ayrton Giovannini e Beatriz Dreher Giovannini, a propriedade pertencia à Dreher S.A., indústria de bebidas estabelecida na região em meados do Século XX, e que pertencia aos avós paternos de Beatriz. A Dreher deixou fortes influências na história econômica e social do município de Bento Gonçalves.

Hoje a quarta geração da Família se dedica a produção de bebidas de alta qualidade. Prova que, por trás da marca Don Giovanni, existe tradição e conhecimento na elaboração de vinhos.

Atualmente, o “terror” da região de vinhos de montanha de Pinto Bandeira está certificado com a Indicação de Procedência de Pinto Bandeira. Para tal, estudos foram realizados pela Embrapa Uva e Vinho e a Universidade de Caxias do Sul (RS) afim de revelar as especificidades técnicas de solo, geologia, clima e relevo. Todas as vinícolas estão localizadas em meio a uma paisagem de topo de montanha, com mata nativa, parreirais se uvas viníferas e edificações construídas na época da Colonização Italiana.

Vamos ao que achei deste espumante:

Visual: Garrafa tradicional com elegante e moderno rótulo já indicando que o espumante permaneceu 24 meses em contato com as leveduras, o que lhe atribui mais complexidade. A Don Giovanni ainda possui um espumante que permanece 36 meses (Série Ouro Brut) e outro com 48 meses (Dona Bita Brut). Na taça o vinho estava jovem, limpo, uma coloração palha bem claro. O espumante não é safrado, mas pela coloração é de uma safra ou safras mais recentes. O perlage é bem fino e intenso, com boa formação de espuma.

Olfato: Primeira impressão é complexidade e jovialidade. Um vinho que mostra potencial gastronômico, sem perder uma cara jovial e refrescante como, por exemplo, beira de piscina. Frutas brancas (abacaxi, melão), um toque de lima da pérsia, agregados com aquele delicioso toque de brioche levemente amanteigado.

Paladar: Mesma primeira impressão do exame olfativo. Refrescante, bom volume, cremoso, boa acidez e estrutura, se mostrando um espumante versátil. Vai muito bem com entradas mas com certeza também encara um salmão mais gorduroso. O seu final mostra mais o lado cítrico e alguma mineralidade.

O que a vinícola fala sobre seu espumante:

Graduação alcoólica: 13% Vol.

Uvas: As uvas que compõem o vinho base são Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%), ambas cultivadas em vinhedos próprios na localidade de Pinto Bandeira pelo sistema de condução em Espaldeira com uma produção média de 2, 8 kg /planta. Os Vinhedos estão situados a altitude superior a 620 m, originando uvas de pronunciada frescura e acidez, condição excelente para elaboração de "vinho base". As uvas foram colhidas nas primeiras horas do dia, evitando as horas quentes, preservando assim os aromas típicos de cada variedade.

Vinificação: Ambas as variedades foram vinificadas separadamente mediante a adição de leveduras e sob rigoroso controle de temperatura. O Pinot Noir que é uma cepa tinta foi vinificado sem contato com as partes sólidas, originando dessa forma um vinho branco que após foi mesclado junto ao vinho chardonnay compondo assim o assemblage que denominamos de vinho base. Para esse espumante especial foi usado somente o mosto flor extraído de cada variedade em separado. Esse espumante é elaborado pelo processo champenoise onde são adicionadas leveduras selecionadas e a champanhização que leva em média 3 meses, foi realizado em câmaras com temperatura de 12ºC conferindo dessa forma excelente perlage. O envelhecimento onde acontece a autólise se deu em caves climatizadas a 16ºC. O diferencial desse produto é que não adicionamos licor de e expedição no processo de degourge sendo assim classificado como Nature, seja, um espumante obtido pelo processo champenoise onde não foi adicionado nem um tipo de Liqueur de Dosage, foi completado com o próprio espumante apresentando assim menos de uma grama/litro de açúcar.

Notas de degustação: De coloração amarelo palha com nuances douradas e excelente brilho. No olfato é complexo, expressando aromas de envelhecimento como torrefação, mel e toques de frutado com notas de frutas cítricas como abacaxi, maçã, melão e traços de pão tostado, mel, abacaxi maduro e bombom. No paladar apresenta grande volume de boca, refrescante, acidez marcante, realce dos gostos cítricos que se apresentam harmonizados com as notas de envelhecimento. Apresenta um final de boca muito agradável e grande cremosidade que aliado ao frescor torna-o muito elegante e atraente.

O vinho eu comprei na loja Sommelier Vinhos em Porto Alegre que, por sinal, recomendo a visita. Na ocasião paguei R$45,00 em uma promoção. O preço do vinho hoje está em R$55,00 e, acredite, ele vale mais!

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Salton ganha medalha de ouro no concurso La Mujer Elige 2014


O espumante rosé Salton Poética recebeu a premiação máxima do concurso, realizado em Mendoza
A Salton, líder na comercialização de espumantes e frisantes no mercado nacional, conquistou medalha de ouro com o espumante Salton Poética na 18ª edição do Concurso Internacional de Vinos y Licores La Mujer Elige 2014, realizado na cidade de Mendoza, na Argentina. O concurso internacional, que tem o júri composto apenas por mulheres, reuniu 44 das melhores especialistas e formadoras de opinião, que avaliaram 505 amostras de nove países. O espumante rosé foi a única amostra enviada pela vinícola.
Para o presidente Daniel Salton, a conquista dessa medalha ratifica a excelência dos produtos. “Elaboramos espumantes de grande qualidade e, este ano, fizemos aprimoramentos nos sabores de alguns produtos. É gratificante receber essa distinção. É um atestado que o novo sabor, referência de sofisticação e com delicada coloração rosada e aromas frutados, ganhou um agradável paladar leve e delicado e sensibilizou um público tão exigente quanto esse”, completa Salton.
Sobre a Vinícola Salton
A Vinícola Salton é reconhecida como uma das principais do Brasil. Possui uma unidade no distrito de Tuiuty, em Bento Gonçalves/RS, referência na elaboração de espumantes e frisantes no mercado nacional e responsável por alguns dos vinhos mais premiados do País. A outra unidade está localizada em Jarinu/SP e é uma planta piloto para desenvolvimento de novos produtos e aplicação de novas tecnologias – projeto que contempla a elaboração de produtos na categoria hard e soft drinks. Centenária e familiar, a empresa espera receber para este ano 90 mil turistas no seu complexo turístico. Mais informações sobre a empresa no site www.salton.com.br e no perfil do Facebook https://www.facebook.com/SaltonHarmoniza.
Os espumantes Brasileiros cada vez mais surpreendendo mundo afora! Parabéns a Salton!
In Vino Veritas!
GK

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Dunamis Brut 2012

Tive a honra de conhecer a história da Dunamis desde o seu início quando lançaram apenas 2 rótulos, o Cor e o Ser. Você pode recordar um pouco e ler os posts sobre o Dunamis Cor 2008 e também sobre o Dunamis Ser 2010.

De lá para cá a história continua sendo de muito sucesso. Com seu visual sempre jovem, alegre e com total foco no consumidor final, lançaram o conceito do “Vinho Descomplicado”, que podem ser apreciados a qualquer momento, esta é a proposta da Vinícola.

Com pouco mais de 3 anos de existência, cresceu bastante e hoje conta com 2 linhas. A linha Elementos possui os vinhos mais frescos, 2 espumantes produzidos pelo método Charmat, o Cor e o Ser que já falei por aqui e um rosé, o Tom. Já a linha Movimento possui rótulos mais complexos e também gastronômicos. Nela estão os espumantes produzidos pelo método tradicional (Brut e Extra Brut), o nada comum Merlot Branco, além dos demais Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir e Sauvignon Blanc. Não por acaso deixei para citar por último o Pinot Grigio que gosto bastante.

Os espumantes Dunamis Brut e Dunamis Extra Brut são rótulos Blanc de Blancs Chardonnay: vinhos compostos inteiramente a partir de uvas brancas, diferente do que acontece em parte da produção nacional, com espumantes produzidos geralmente com a branca Chardonnay e a tinta Pinot Noir.

Além de serem ‘brancos de brancas’, os champenoise da Dunamis trazem a força de seu terroir em Cotiporã, na Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul. “Identificamos a aptidão do nosso vinhedo para a produção das uvas chardonnay, que têm suas características varietais expostas ao máximo”, explica Thiago Salvadori Peterle, enólogo da vinícola.

As particularidades do terroir de Cotiporã aliadas ao conhecimento da equipe enológica daDunamis garantiram espumantes de identidade, com delicadeza e volume.

Vamos então ao que mais interessa, o vinho:

Visual: Garrafa bonita e também discreta, com um estilo que foge o tradicional, mais bojuda em baixo. A rolha traz o nome da vinícola. Logo ao extrair a rolha percebe-se que a pressão está excelente. Na taça formou bonita coroa, com uma perlage fina e constante. Cor amarelho palha.

Olfato: Estilo um pouco mais complexo, mas sem deixar de lado o frescor. Aromas integrados, mostrando em uma primeira camada frutas. Identifiquei maçã e damasco. Um pouco mais ao fundo percebemos leve floral integrado a toques de brioche amanteigado.

Paladar: Ataque inicial também mais frutado, mostrando boa estrutura. Os aromas aqui se integram e, uma vez mais, vejo o equilíbrio entre complexidade e frescor. O espumante demonstra ser também versátil para a gastronomia. Boa acidez, retrogosto frutado e final longo.

O que a Dunamis fala sobre seu espumante?

“Os champenoise normalmente são muito complexos e com notas de frutas sobremaduras; optamos por manter a jovialidade presente em nossos vinhos, com a estrutura e aromas específicos de um vinho elaborado pelo método tradicional. A diferença é que o nosso champenoise é mais delicado e, por isso, mais instigante”, finaliza o enólogo Vinícius Bortolini Cercato.

Espumante com 18 meses de contato com as leveduras. Apresenta cor amarelo-palha com reflexos esverdeados e perlage fina e persistente. Seu aroma, que mistura maçã verde, damascos e notas florais, é fino e elegante. Traz frescor cítrico equilibrado e cremosidade intensa.

É isto aí meus amigos. Mais uma opção beeeeem interessante para o calor que estamos vivendo!

In Vino Veritas!


GK

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Marco Luigi Brut 10 anos - #CBE


Ano novo, vida nova e, pq não, vinho idoso? Rssss. Hoje orgulhosamente volto a escrever para a CBE, a Confraria Brasileira dos Enoblogs. Já foram muitos vinhos degustados para esta confraria e nada melhor do que começar o ano com um post para a mesma. Todos os meses um Enoblogueiro é o responsável pela escolha do tema. A escolha deste mês coube a Ale Esteves Macedo do blog Dama doVinho e segue abaixo:

o próximo post para 1/1/2014 poderia ser sobre champagne, cava, Prosecco, Franciacorta, qualquer espumante para brindar o novo ano. Mas, de preferência, que esse espumante seja fotografado em algum lugar especial onde você passará o ano novo. O meu já vai ser no novo país!

Minha escolha foi de um sensacional espumante Brasileiro. Um verdadeiro Tesouro com apenas 1.500 garrafas elaboradas. A Marco Luigi é uma charmosa vinícola de Bento Gonçalves. Recomendo fortemente a visita. No post “Desvendandoas Serras Gaúchas – Marco Luigi Vinhos Finos” você conhecerá um pouco mais sobre ela.

Escolhi este espumante pq é raro encontrar um exemplar que permaneceu 10 anos, isso mesmo, 10 ANOS em contato com as leveduras. A Marco Luigi produziu um Nature (zero à 3 gramas de açúcar por litro) e o vinho que escrevo, um Brut (6,1 a 15 gramas de açúcar por litro).

Vamos então ao que achei do vinho:

Visual: A garrafa traz um certo ar de história mas, particularmente, não gostei muito do rótulo. A rolha é de cortiça e personalizada para a Marco Luigi. Ao servir na taça começamos a ser brindados por deliciosas impressões. A evolução dos quase 12 anos é claramente percebida pela sua tonalidade amarelo quase ouro. Mesmo após os 12 aninhos forma uma belíssima coroa, mantendo uma perlage muito fina, constante e por toda a taça.

Olfato: Bem expressivo e complexo. 10 anos em contato com as leveduras realmente não é para qualquer um e traz camadas e mais camadas. A primeira impressão é que tudo está muito bem integrado, frutas e a evolução devido ao contato com as leveduras se integram. Até as frutas aqui são mais complexas, destaque para damasco. Sigo identificando frutas secas como nozes, brioche, fermento e um toque de amanteigado.

Paladar: A boca repete sua complexidade, com uma diversidade de sabores, assim como no olfato. Acidez correta. Perlage também explode no palato. Estrutura e corpo bem presentes. Retrogosto de frutas secas. Final longo, sem nenhum amargor, e muito saboroso, que me remeteu até a figo. Extremamente gastronômico.

O que a Marco Luigi fala sobre o seu espumante:

Este espumante foi elaborado através do metodo Champenoise (fermentação na garrafa) com uvas Chardonnay, Pinot Noir provenientes de um vinhedo minuciosamente planejado na encosta Norte de um terreno com ótima inclinação, pedregoso e de média idade, com raízes profundas que absorvem somente os melhores nutrientes para as uvas. O espumante foi cuidadosamente guardado em contato com as leveduras por um período de 10 anos nas caves de terra da vinícola, este período de repouso resultou em um espumante de perlage extremamente fina, numerosa, persistente e de aromas inigualáveis.

Região do Vinhedo: Vale dos Vinhedos

Variedade: Chardonnay, Pinot Noir.

Colheita: A colheita é feita de forma manual. As uvas são acondicionadas em caixas de 20kg e imediatamente transportadas até a vinícola, onde é feito o desengace. A colheita foi realizada no final de janeiro, onde a uva apresentou estágio avançado de maturação e melhor concentração de açúcar.

Desengace: As uvas são desengaçadas em prensa especial onde acontece a liberação do suco sem a trituração da casca.

Decantação: Após a retirada da casca o mosto é decantado a frio.

Primeira Fermentação (vinho base): O mosto é fermentado com controle rigoroso de temperatura em tanques de aço inox por aproximadamente 50 dias.

Decantação do Vinho Base: Após a fermentação alcoólica, o vinho base é submetido a um tratamento de frio a -3ºC para a decantação completa de sais tartáricos.

Engarrafamento: Depois de decantado, o vinho base é engarrafado com uma pequena quantidade de açúcar, que irão fermentar para proporcionar a espuma e a pressão.
Fermentação na Garrafa (2ª fermentação): A fermentação foi realizada em caves subterrâneas de terra natural com a terra por 10 anos.

Remauge (pupitres): Para decantar os resíduos da fermentação, as garrafas são colocadas em pupitres na forma de pirâmide, onde são girados manualmente ¼ de volta todos os dias, por um período de aproximadamente 3 meses, para que os resíduos cheguem até o gargalo.

Degorgement: Após a decantação nos pupitres, o gargalo é congelado em máquina especial (manualmente). É retirada a tampa da garrafa e saem os resíduos decorrentes da fermentação. Imediatamente é colocado o Licor de expedição (6 gramas por litro) a rolha de cortiça natural e a gaiola. Após 6 meses de estabilização, as garrafas são liberadas.

Produção: foram elaboradas 1.500 garrafas safradas

Graduação Alcoólica: 12% vol.

Com tempo em taça o espumante mostra outras camadas. Demonstra mais presença. Não é um espumante barato mas, ao mesmo tempo, por tudo que proporciona, é um belíssimo custo x benefício! Gostaria de vê-lo degustado às cegas com alguns milésimes franceses.

Aproveito o primeiro post do ano para desejar um Excelente 2014 para todos. 

In Vino Veritas!

GK

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Salton Évidence Brut

Particularmente sou fã de espumantes em qualquer época do ano. Existem os mais leves e refrescantes, bom para comemorações e beira de piscina, os um pouco mais complexos e gastronômicos, super versáteis em suas harmonizações e até mesmo as grandes lendas, que chegam a ser verdadeiras jóias.

Quem me acompanha sabe que sou, cada vez mais, um admirador dos vinhos que já estamos produzindo no Brasil, com especial atenção aos espumantes e tintos. Neste final de ano vou escrever um pouco sobre espumantes Brasucas que eu gosto muito e, dentro do possível, que sigam uma faixa de preço acessível a todos, procurando manter um teto de R$50,00.

Para começar nada melhor do que falarmos de um espumante da Salton, uma das maiores referências nas vinícolas Brasileiras, e referência na produção de espumantes.

A história da Salton começa na Itália, em 1878, quando Antonio Domenico Salton partiu da cidade de Cison di Valmarino, na região do Vêneto, à procura de oportunidades melhores no Brasil. Ele se instalou na colônia italiana de Vila Isabel, onde fica a cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

A empresa foi formalmente constituída em 1910, quando os irmãos Paulo, Ângelo, João, José, Cézar, Luiz e Antônio deram cunho empresarial aos negócios do pai, o imigrante Antonio Domenico Salton, que vinificava informalmente, como a maioria dos imigrantes italiano. Os irmãos passaram a se dedicar à cultura de uvas e à elaboração de vinhos, espumantes e vermutes, com a denominação "Paulo Salton & Irmãos", no centro de Bento Gonçalves.

Um século depois, a Salton é reconhecida como uma das principais vinícolas do país. Na extensa lista de conquistas destes maios de 100 anos de história comemora o fato de ser familiar e 100% brasileira. Com a terceira geração à frente da empresa, tanto na Unidade em Bento Gonçalves quanto em São Paulo, revela em seus quadros a quarta geração Salton, que promete o mesmo empenho e dedicação com que a empresa foi comandada até agora.


 A Salton categorizou seus produtos em linhas de produto. O espumante Evidência se encontra na categoria “Adega”, aonde também estão os famosos Talento, Desejo e Virtude.

Vamos então ao que achei deste espumante:

Visual: O rótulo não me agrada muito. Tem espaço para melhorar. Garrafa bem selada, mostrando o selo da vinícola na “grade”, e rolha personalizada para a Salton, um gigante quando falamos de espumante! Na taça mostrou coloração já com tonalidades de evolução. Amarelo ouro. Perlage persistente e fina.

Olfato: No nariz também traz notas mais evoluídas. Não é uma explosão de aromas, traz tudo de forma mais sutil e integrada. Brioche, manteiga, fermento, baunilha (provenientes da madeira) e frutas brancas, que percebi mais presentes na pera e maçã. Amêndoas ao fundo.

Paladar: Ao entrar no palato a perlage explode na boca que também comprova os sinais de evolução. 20 % do mosto é fermentado em barricas francesas e, posteriormente, o vinho fica 12 meses na garrafa em contato com as leveduras. Seria bacana se a Salton o transformasse em um “Miléssime”, ou seja, um espumante safrado! Excelente acidez e corpo. Na minha opinião se mostrou mais um espumante gastronômico do que um espumante de festa, refrescante.

O que a Salton fala sobre seu vinho?

Assemblage de 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir. Vinho proveniente de mosto flor extraído em prensas pneumáticas, e fermentado à baixa temperatura com fermentos selecionados. 20% deste mosto foi fermentado e mantido com suas leveduras em barricas de carvalho francês por um período de 6 meses.

Os vinhos foram elaborados separadamente e assim conservados. Antes da toma da espuma foi realizado o corte observando-se seu aroma, estrutura para o envelhecimento e harmonia do sabor. 

Toma de Espuma: Refermentado na garrafa (Método Champenoise) a uma temperatura de 10°C e permanência com suas leveduras (lisis) por um período de 12 meses.


Características do Salton Évidence Brut: Cor amarelo palha com reflexos dourados. Aroma de pão torrado, delicadas fragrâncias de fermentos, frutas cítricas, maçãs, flores do campo e baunilha. Sabor elegante, harmônico, cremoso, de bom corpo, aveludado com notas de mel de acácia e feno maduro.

Acompanhamentos: Como aperitivo, frutos do mar, mariscos, aves trufadas.


Definitivamente achei um espumante muito interessante para sua faixa de preço. Na loja virtual da Salton sai por R$50,00. Eu paguei R$38,00 em uma loja virtual.

Aguardem que vem mais por aí!

In Vino Veritas!

GK


segunda-feira, 12 de março de 2012

Casa Leoni Moscatel Demi-Sec #CBE




Amigos e amigas, na verdade este deveria ter sido meu post do dia 01/03. O corre corre do dia a dia não me permitiu, infelizmente, colocar meu post na data correta.

O tema este mês coube ao confrade Cláudio Werneck, do excelente blog Le Vin au Blog, e foi muito interessante, veja:

"Quanto mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor."Quanto mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor.Quando mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor!”.

Sensacional o tema, não?

Alguns dias antes da sugestão do tema, eu tive a oportunidade de provar um espumante Moscatel que é produzido pelo método tradicional, o chamado “champenoise”. Os espumantes Moscatel são, em sua grande maioria, produzidos pelo método Asti. O método Asti é o usado para a produção de espumantes doces, na Itália. O nome vem de uma região demarcada (DOC) na Itália, onde é produzido com uva Moscato. Consiste de uma única fermentação em grandes recipientes, que é interrompida quando se atinge de 7% a 10% de álcool, deixando açúcares residuais da ordem de 80 gramas por litro (10 vezes mais que um espumante Brut). Confesso que eu nunca encontrei um espumante Moscatel produzido pelo método tradicional. Você pode estar se perguntando no que consiste este tal método tradicional. Diferente do ASTI, o método tradicional possui duas fermentações. O método tradicional consiste na realização da segunda fermentação do espumante na própria garrafa.Na primeira fermentação (alcoólica) o processo ocorre como em um vinho normal,  em tanques, resultando em um vinho de alta acidez e baixo teor alcoólico. Em seguida o vinho é engarrafado com o licor de tiragem, uma mistura do vinho-base com leveduras selecionadas e açúcar para servir de alimento para estas leveduras, que darão início à segunda fermentação. O vinho então passa pela segunda fermentação na garrafa que gera um aumento no teor alcoólico e a formação de CO2.

Em teoria, um espumante moscatel produzido pelo método tradicional, deveria ter um teor alcóolico maior e um teor de açúcar menor, que foi exatamente o que encontrei neste espumante produzido em Jundiaí pela Casa Leoni.

Vamos então ao que achei deste espumante “curioso”:

Visual: A garrafa é em simples, com um rótulo que deixa, e muito, a desejar. O trabalho visual não é nada bom. Ao tirar a cápsula percebo que não possui rolha de cortiça, e sim aquelas rolhas de plástico. As surpresas começam ao colocar na taça. A perlage é surpreendemente persistente, de tamanho pequeno a médio e formando uma bonita coroa mesmo em baixas temperaturas. Coloração amarelho palha.

Olfato: Aroma típico da moscatel mas sem trazer tanto doce, o que me agradou. Um pouco de floral e mel completam a análise.

Paladar: A mesma perlage que surpreendeu no visual surpreende também ao explodir na boca.

Foi uma experiência interessante. A moscato é uma uva muito aromática e refrescante e o fato deste espumante não ter um teor de açúcar tão alto me agradou bastante.

É minha gente, o mundo do vinho é um aprendizado constante!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Espumante Casa Pisani Brut Rosé

Continuando com meus posts sobre espumantes nacionais, desta vez vamos para as Serras Catarinenses, com a Casa Pisani.

Este é o segundo vinho da Pisani que falamos por aqui, o primeiro foi o Cabernet Sauvignon / Merlot 2009, confira.

A Casa Pisani adotou como missão surpreender e oferecer aos consumidores mais exigentes vinhos e espumantes da mais alta qualidade, resultado da combinação de dois ingredientes especiais: a matéria prima originária de um privilegiado terroir brasileiro e a paixão dos fundadores pelo vinho que se traduz em processos de absoluto cuidado em cada detalhe da produção.

A vinícola é recente e este foi um dos 2 rótulos iniciais lançados no mercado Brasileiro. Hoje o portfolio aumentou e, assim que tiver a oportunidade, vou provar os demais.

Cada baga da uva é selecionada manualmente. As uvas são cultivadas em parreiral de localização privilegiada na Serra do Marari, no Estado de Santa Catarina, a 1200 metros de altitude, com condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das melhores variedades européias para a produção de vinhos e espumantes finos.

Vamos então ao que achei deste do Espumante Casa Pisani Brut Rosé:

Visual: Bela garrafa, com destaque para o apelo festivo. Rolha de cortiça. Ao servir na taça mostrou uma coloração rosa claro, quase salmão, formando bela coroa. A perlage é fina, constante e bastante persistente.

Olfato: Muito refrescante remetendo a frutas vermelhas, um sutil toque de banana madura. Praticamente não foi possível perceber os traços do contato com a levedura, o que deixa o espumante mais leve e refrescante, porém sem muita complexidade.

Paladar: Perlage ainda muito viva também na boca, explodindo no primeiro contato com o palato. Também na boca ressalto sua refrescância e seu caráter extremamente frutado. Sua textura é sedosa o que, particularmente, me agrada muito. O vinho em boca é bastante seco. Final de boa persistência.

O que a Casa Pisani fala sobre seu espumante:

Das frias encostas em Santa Catarina vem esta pequena declaração de amor ao vinho.

Elaborado exclusivamente com uvas tintas cuidadosamente selecionadas, apresenta coloração rosa claro e perlagem fina, abundante e persistente. O aroma é refrescante, com toques florais e de frutas vermelhas e na boca apresenta frescor com retrogosto leve e agradável.

Harmonização: Ótimo casamento com peixes e frutos do mar. Perfeito para os dias de calor à beira da praia e para celebrar momentos especiais. Esperamos que você tenha tanto prazer bebendo quanto nós tivemos ao fazê-lo.

Deve ser consumido à temperatura entre 6 e 8ºC

Graduação alcoólica: 11,5% vol


Em linhas gerais mais um excelente produto genuinamente Brasileiro. Um espumante leve, fresco, para ser degustado sem complicações, a qualquer momento, temperatura e lugar! A Pisani, sem sombra de dúvidas, está no caminho certo e mostrou um belo custo x benefício com seu espumante de lançamento.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Espumante Sozo Imagination Brut 2009

Como ainda estamos em Janeiro, com um calor de derreter qualquer um, nada melhor do que falar sobre espumantes e principalmente sobre as jóias que já são produzidas aqui em nosso país.

Hoje é a vez da vinícola Sozo, situada em Vacaria / RS, um local belíssimo que vem produzindo belos vinhos na altitude gaúcha (mil metros de altitude). Estive em Vacaria em Julho de 2011 e você pode ver algumas fotos do local neste post.

A proposta de uma pequena adega familiar para produzir vinhos finos tem raízes históricas e se projeta em desafio para o futuro, participando do novo mercado com a diversidade de terroir, castas, tecnologias e a arte do enólogo para surpreender os consumidores.

José Sozo, bisneto de italianos que chegaram ao Brasil em 1878 e de três gerações que aqui sobreviveram da uva e do vinho, assina a marca da família com paixão e qualidade.

As uvas são todas cultivadas em Vacaria, mas a vinificação fica por conta da Embrapa.

Vamos então ao que achei do Espumante Sozo Imagination Brut:

Visual: Garrafa lindíssima, no estilo que acho a mais elegante que, por si só, já é um diferencial. O rótulo também está muito bem trabalhado. Achei a rolha um pouco curta demais. Na taça tem uma excelente perlage. Bem fina, abundante, aparecendo na taça toda e muito persistente. Na coloração mostra um palha com reflexos amarelos, demonstrando certa evolução e curiosamente alguns reflexos também róseos. Talvez a vinificação da Pinot tenha tido algum contato com a casca.

Olfato: Boa complexidade, mas não explode em aromas. Um aroma de pão e fermento, um leve toque de tostado e notas sutis de frutas brancas. Consegui identificar melão e abacaxi.

Paladar: A perlage também explode muito bem no palato, envolvendo toda a extensão da língua. Traz a complexidade também em boca que, aliada a acidez deste espumante, o deixa bem gastronômico. Boa cremosidade e final de persistência média.


O que a Sozo fala sobre seu espumante:

País: Brasil
Região: Campos de Cima da Serra
Produtor: Vinícola Sozo
Tipo: Branco
Safra: 2009
Composição: 60% Pinot Noir e 40% Chardonnay
Volume: 750 ml
Grad. Alcoólica: 12,5% Vol
Temp. de Serviço: Entre 7 e 9ºC
Combinações: Acompanha pescados e carnes brancas, em happy-hour, comemorações e na eleição de suas preferências.

Notas: De coloração clara, límpida e leve tonalidade cobre, perlage fino e intenso com permanência longa na taça, realçando aromas finos e delicados de pão tostado e frutas secas. Em boca é elegante, cremoso, com acidez firme e um final longo de frutas secas.


É, sem sombra de dúvidas, mais um belo exemplar dos espumantes Brasileiros. Acredito que ainda possa melhorar em sua complexidade de aromas.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)
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