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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Pizzato Rosé Brut 2013

A Pizzato vem investindo forte em uma nova roupagem não só em seus rótulos, como também em todo o processo, sempre focando no aumento da qualidade dos seus vinhos. Isto vem sendo notado não só informalmente, como também formalmente em diversas degustações de renomadas revistas.

Hoje vou falar do Pizzato Rosé Brut 2013, sim, é um espumante safrado de uma vinícola Brasileira. Muito importante aqui falar um pouco sobre a história da Pizzato. Ainda na itália, a família cultivava vinhas e elaborava vinho em pequenas quantidades. Após a chegada ao Brasil, na década de 1880, após o estabelecimento e a subsistência, o amor e dedicação em trabalhar com uvas e vinhos falou mais alto. Assim, o cultivo de parreirais em maior extensão foi levado adiante. As atividades do imigrante Antonio foram continuadas por um de seus filhos - Giovanni - que, além da ocupação principal relacionada aos vinhedos, continuou produzindo vinho, mas apenas para consumo da família. A maior parte da produção de uvas passou a ser comercializada para vinícolas da região da serra gaúcha.
Seguindo o caminho do ‘Nono Giovanni’, o patriarca da família proprietária da Pizzato Vinhas e Vinhos, o Sr. Plínio Pizzato, sempre um apaixonado pela vitivinicultura, vem produzindo uvas desde a adolescência. Inicialmente a produção se dava em conjunto com o pai, na propriedade localizada em Monte Belo do Sul. A partir do final da década de 1960, passou a ser produzido na atual propriedade, localizada no Vale dos Vinhedos. Também manteve a tradição iniciada pelo Sr. Giovanni de produzir, com uma pequena parcela das uvas, vinhos para consumo próprio, vendendo a maior parte da produção de uvas para vinícolas da região. Em 1998, o antigo sonho do sr. Plínio e família – o de produzir vinhos finos para a comercialização – torna-se realidade a partir de um projeto conjunto com os filhos Flavio, Flávia, Jane e Ivo (in memoriam). Naquele ano, a Pizzato vinhas e vinhos é constituída juridicamente e materialmente, a partir de investimentos familiares. 

São 16 anos de vida, e os vinhos já possuem uma qualidade muito boa neste curto período de vida.

Vamos ao que achei deste espumante:

Visual: A garrafa está LINDA! Ficou realmente sensacional. A rolha não é personalizada para a vinícola e não traz nada escrito. Na taça mostra sensualidade. Coloração rosa claro bem atraente. Formou discreta coroa, com perlage bem fina, constante e por toda a taça.

Olfato: Aqui frescor é a palavra chave. Possui sinais sutis de fermento e brioche, provenientes do período de contato com as leveduras, mas as frutas sobressaem. A cor remete a frutas vermelhas, mas no nariz as amarelas são muito mais presentes, em especial damasco. Mais ao fundo um toque de cereja.

Paladar: Na boca também é bem refrescante. Ataque inicial com boa acidez, preenchendo toda a boca. Corpo médio. No palato as frutas vermelhas são mais presentes. É um espumante “guloso”, uso esta expressão para falar de vinhos que a vontade, depois de um gole, é dar outro, e outro, e outro ainda mais em Fortaleza, de frente pro mar, que é aonde estou neste exato momento. Harmonizei com Sushi e ficou muito bacana, mas é um espumante que tranquilamente pode ser bebido na beira da piscina ou praia mesmo sem nenhum alimento.

O que a Pizzato fala sobre seu espumante:

O espumante rosado da Pizzato vem sendo elaborado desde 2007, sempre pelo método tradicional e com colheita designada. Sempre seguiu as regras da indicação de procedência vale dos vinhedos e a partir da colheita 2013 as regras da denominação de origem vale dos vinhedos (DOVV). Elaborado a partir de uvas próprias cultivadas no vinhedo santa lúcia, no vale dos vinhedos. 

PROPOSTA DO PRODUTO: Método Tradicional (champenoise). Pelo menos 9 meses de contato com as borras (sur lies). Dosagem moderada. 1 mês de descanso pós-degorgement (pelo menos). Vinhedos próprios conduzidos em espaldeiras. Das melhores parcelas da propriedade no Vale dos Vinhedos.

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO: De cor rosada, com perlage fina . Aromas de morangos, cerejas, frutas cristalizadas e leve tosta de pão. Frutado na boca, acidez e álcool equilibrados, de bom corpo, seco, refrescante e cremoso. * notas geralmente observadas.

HARMONIZAÇÃO COM PRATOS: Entradas, peixes e frutos do mar, carnes brancas e róseas, sobremesas com pouca doçura.

SERVIÇO: Para melhor apreciar os pontos fortes deste espumante, sugere-se que a temperatura da bebida esteja entre 4 e 7 ºC
.
DADOS DA COLHEITA: Garrafas: 5.000 garrafas, numeradas pela Pizzato e DOVV. Corte do Vinho Base: 85% Pinot Noir / 15% Chardonnay Dados Técnicos Álcool (% vol.): 12 Açúcar final (g/l) : 11 Acidez total (g/l ác.tartárico): 7,2 pH: 3,3 Tempo de borras (meses): 10 e aumentando por conta de degorgement em vários lotes.

VINHEDO: Nome: Santa Lúcia, Vale dos Vinhedos Região: Vale dos Vinhedos, Denominação de Origem Localização: 29°10’17.91”S, 51°36’05.59”O, 495 m.a.n.m. Arquitetura: Espaldeiras com orientação norte-sul. Guyot. Solo: De origem basáltica, franco, com pedregulhos e argiloso Colheita: Totalmente manual, em Janeiro de 2013

ELABORAÇÃO: As uvas foram submetidas a prensagem direta (os cachos foram prensados inteiros, sem desengace ou moagem). A clarificação foi a frio, posterior trasfega, com separação das borras do mosto a fermentar. A fermentação ocorreu em tanques de aço inoxidável por 17 dias, com temperatura controlada e uso de leveduras selecionadas. Posterior estabilização e filtração.

FORMAÇÃO DE ESPUMA: Em março de 2013 foi feito o assemblage/corte dos vinhos base; adição de leveduras para a 2ª fermentação na garrafa, permanecendo em contato com as borras até o momento do dégorgement.

DÉGORGEMENT: A partir de fevereiro de 2014, com tempos variáveis de contato com as leveduras/borras (sur lies) dependentes do lote de dégorgement.

Fica aqui mais uma sugestão para as festas de final de ano, como também para o verão! E se você encontrar não perca a oportunidade de comprar, lembre que são produzidas somente 5.000 garrafas!


In Vino Veritas!
Gustavo Kauffman (GK)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Don Giovanni Nature – Mais um belo espumante nacional!!

Com o verão e as festas de final de ano chegando, nada melhor do que um belo espumante. Como sabemos o Brasil vem, ano a ano, evoluindo com estes vinhos.

Hoje falaremos da Don Giovanni e de seu espumante Nature. Qual o motivo de se chamar “Nature”? Muitos sabem, outros não, sempre é bom recordar. Isto na verdade é uma classificação diretamente relacionada ao teor residual de açúcar no espumante. Falei em detalhes sobre isto neste post. O Nature permite de Zero a 3 gramas de açúcar residual por litro de espumante. Veremos adiante que o da Don Giovanni pozzui zero.

Distante 12 km do centro de Bento Gonçalves, no distrito de Pinto Bandeira, em altitude de 720m, a “granja” Don Giovanni, como é chamada pelos seus proprietários, tem uma história de elaboração de vinhos de mais de 40 anos. Antes de ser adquirida pelo casal Ayrton Giovannini e Beatriz Dreher Giovannini, a propriedade pertencia à Dreher S.A., indústria de bebidas estabelecida na região em meados do Século XX, e que pertencia aos avós paternos de Beatriz. A Dreher deixou fortes influências na história econômica e social do município de Bento Gonçalves.

Hoje a quarta geração da Família se dedica a produção de bebidas de alta qualidade. Prova que, por trás da marca Don Giovanni, existe tradição e conhecimento na elaboração de vinhos.

Atualmente, o “terror” da região de vinhos de montanha de Pinto Bandeira está certificado com a Indicação de Procedência de Pinto Bandeira. Para tal, estudos foram realizados pela Embrapa Uva e Vinho e a Universidade de Caxias do Sul (RS) afim de revelar as especificidades técnicas de solo, geologia, clima e relevo. Todas as vinícolas estão localizadas em meio a uma paisagem de topo de montanha, com mata nativa, parreirais se uvas viníferas e edificações construídas na época da Colonização Italiana.

Vamos ao que achei deste espumante:

Visual: Garrafa tradicional com elegante e moderno rótulo já indicando que o espumante permaneceu 24 meses em contato com as leveduras, o que lhe atribui mais complexidade. A Don Giovanni ainda possui um espumante que permanece 36 meses (Série Ouro Brut) e outro com 48 meses (Dona Bita Brut). Na taça o vinho estava jovem, limpo, uma coloração palha bem claro. O espumante não é safrado, mas pela coloração é de uma safra ou safras mais recentes. O perlage é bem fino e intenso, com boa formação de espuma.

Olfato: Primeira impressão é complexidade e jovialidade. Um vinho que mostra potencial gastronômico, sem perder uma cara jovial e refrescante como, por exemplo, beira de piscina. Frutas brancas (abacaxi, melão), um toque de lima da pérsia, agregados com aquele delicioso toque de brioche levemente amanteigado.

Paladar: Mesma primeira impressão do exame olfativo. Refrescante, bom volume, cremoso, boa acidez e estrutura, se mostrando um espumante versátil. Vai muito bem com entradas mas com certeza também encara um salmão mais gorduroso. O seu final mostra mais o lado cítrico e alguma mineralidade.

O que a vinícola fala sobre seu espumante:

Graduação alcoólica: 13% Vol.

Uvas: As uvas que compõem o vinho base são Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%), ambas cultivadas em vinhedos próprios na localidade de Pinto Bandeira pelo sistema de condução em Espaldeira com uma produção média de 2, 8 kg /planta. Os Vinhedos estão situados a altitude superior a 620 m, originando uvas de pronunciada frescura e acidez, condição excelente para elaboração de "vinho base". As uvas foram colhidas nas primeiras horas do dia, evitando as horas quentes, preservando assim os aromas típicos de cada variedade.

Vinificação: Ambas as variedades foram vinificadas separadamente mediante a adição de leveduras e sob rigoroso controle de temperatura. O Pinot Noir que é uma cepa tinta foi vinificado sem contato com as partes sólidas, originando dessa forma um vinho branco que após foi mesclado junto ao vinho chardonnay compondo assim o assemblage que denominamos de vinho base. Para esse espumante especial foi usado somente o mosto flor extraído de cada variedade em separado. Esse espumante é elaborado pelo processo champenoise onde são adicionadas leveduras selecionadas e a champanhização que leva em média 3 meses, foi realizado em câmaras com temperatura de 12ºC conferindo dessa forma excelente perlage. O envelhecimento onde acontece a autólise se deu em caves climatizadas a 16ºC. O diferencial desse produto é que não adicionamos licor de e expedição no processo de degourge sendo assim classificado como Nature, seja, um espumante obtido pelo processo champenoise onde não foi adicionado nem um tipo de Liqueur de Dosage, foi completado com o próprio espumante apresentando assim menos de uma grama/litro de açúcar.

Notas de degustação: De coloração amarelo palha com nuances douradas e excelente brilho. No olfato é complexo, expressando aromas de envelhecimento como torrefação, mel e toques de frutado com notas de frutas cítricas como abacaxi, maçã, melão e traços de pão tostado, mel, abacaxi maduro e bombom. No paladar apresenta grande volume de boca, refrescante, acidez marcante, realce dos gostos cítricos que se apresentam harmonizados com as notas de envelhecimento. Apresenta um final de boca muito agradável e grande cremosidade que aliado ao frescor torna-o muito elegante e atraente.

O vinho eu comprei na loja Sommelier Vinhos em Porto Alegre que, por sinal, recomendo a visita. Na ocasião paguei R$45,00 em uma promoção. O preço do vinho hoje está em R$55,00 e, acredite, ele vale mais!

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Pizzato Legno Chardonnay 2013 - #CBE

Meu último post para a CBE (Confraria Brasileira dos Enoblogs) foi no início deste ano, com o Espumante Marco Luigi Brut 10 anos, relembre. Na ocasião também foi uma tentativa de retorno ao Blog, mas acabei me enrolando e não consegui seguir escrevendo.

Agora o retorno será definitivo. Como diz a música “Eu voltei e agora é pra ficar, pq aqui é que é o meu lugar”!. Escrever sobre vinhos é uma coisa que amo fazer. Não só pelo momento da degustação em si, mas é um momento de reflexão, estudo, aprendizado e magia!

Com este post estou seguindo a risca o ditado “Antes tarde do que nunca”. A escolha para o vinho do mês de Novembro coube a Ju Gonçalves do blog Vou de Vinho. A Ju escolheu o tema “Um vinho branco e brasileiro, sem exigências”. Veja aqui o post da Ju.

Também gosto de vinhos brancos. Veja uma degustação que promovi entre Brancos Brasileiros em 2012, na ocasião confrontamos 23 rótulos Brasucas.

Pelo que vi nos posts dos Confrades, o Legno não foi escolhido por ninguém. A Pizzato com certeza está entre as vinícolas mais conhecidas, e com maior qualidade, quando falamos de Brasil. Toda sua produção conta com vinhedos próprios totalizando 42 hectares distribuídos entre o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves e em Fausto de Castro, munício de Dois Lajeados, na região serrana.

Ah, o vinho faz parte da Denominação de Origem do Vale dos Vinhedos, uma iniciativa muito bacana. Se quiser saber mais sobre esta DO leia este post.

Vamos então ao que achei do Legno Chardonnay:

Visual: A garrafa é do estilo mais pesadona, imponente. A arte do rótulo é muito bonita. No lugar da cápula, o vinho é fechado com uma cera mais dura. É bonito e estiloso, mas confesso que dá trabalho na hora de abrir. Rs. A rolha, como é tradição na Pizzato, é de cortiça e contém o nome do vinho e a safra. Na taça a coloração é palha com reflexos dourados.

Olfato: Boa complexidade, destaque inicial para mel, um toque de amêndoa e baunilha. As notas de fruta remetem para abacaxi e pera. Um vinho de respeito já em sua análise olfativa.

Paladar: Pela análise olfativa eu esperava um vinho mais encorpado, mas ele é mais elegante, com corpo médio e boa acidez. A boca vai crescendo, com muita fruta e toques de especiarias. Um vinho elegante que, mesmo com passagem de 11 meses por madeira, está totalmente equilibrado. É também um vinho gastronômico, iria bem com carnes brancas, queijos mais suaves e até mesmo uma bela salsicha alemã que eu gosto tanto.

O que a Pizzato fala do seu vinho:

OS CHARDONNAY DO VALE DOS VINHEDOS PREZAM PELA DELICADEZA, FRANQUEZA E NITIDEZ DE AROMAS E SABORES. A PASSAGEM POR BARRIS DE CARVALHO (FERMENTAÇÃO ALCOOÓLICA, MALOLÁTICA E AMADURECIMENTO) ESPECIAIS, E DE MANEIRA PARCIMONIOSA, ENRIQUECE O CONJUNTO SEM SOBREPORSE À EXPRESSÃO DO LOCAL DE ORIGEM; ASSIM NASCE O PIZZATO LEGNO CHARDONNAY.

OS BARRIS UTILIZADOS, DENOMINADOS PERLE BLANCHE, SÃO FEITOS COM OS MELHORES CARVALHOS E PASSAM POR UM PROCESSO DE TOSTAGEM LONGO E SUTIL (COM REGULAÇÃO POR AR E UMIDADE).

O VINHO RESULTANTE APRESENTA TODA A RIQUEZA E PREDICADOS RELACIONADOS À DELICADEZA DOS CHARDONNAY DO VALE DOS VINHEDOS, ENRIQUECIDO PELOS TRAÇOS DE AMADURECIMENTO EM BARRIS DE CARVALHO QUE RESPEITAM A ORIGEM DO VINHO.

PROPOSTA DO PRODUTO: Pureza, frescor, nitidez, franqueza, corpo e complexidade Vinhedos próprios, conduzidos em espaldeiras. Das melhores parcelas da propr. de Sta Lúcia, Vale dos Vinhedos. Lotes limitados, com numeração das garrafas. Complexidade e riqueza, mas respeitando o frescor e a origem. DOVV : Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (2011-atual).

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO: Límpido e brilhante, de coloração amarelo palha dourado. No olfato apresenta aromas intensos de frutas tropicais maduras, abacaxi, manteiga, baunilha, especiarias doces e mel. Na boca, coplexo, equilibrado, com bom frescor, elegante e de boa persistência.

HARMONIZAÇÃO COM PRATOS: Carnes brancas, pescados, mariscos, queijos curados suaves, saladas e vegetais temperados.

SERVIÇO: Para melhor apreciar os pontos fortes deste vinho, sugere-se que a temperatura da bebida esteja entre 9 e 12 ºC.

DADOS DA COLHEITA: 2.800 garrafas de 750 ml, numeradas. Dados Técnicos Álcool (% vol.) : 13 Açúcar residual (g/l) : 1,8 Acidez total (g/l ác.tartárico): 5,7 pH: 3,4 Tempo de barril (meses): 11 meses, 1º, 2º e 3º usos

VINHEDO: Nome: Santa Lúcia, Vale dos Vinhedos Região: Vale dos Vinhedos, Denominação de Origem Localização: 29°10’17.91”S, 51°36’05.59”O, 495 m.a.n.m Arquitetura: Espaldeiras com orientação norte-sul. Guyot Solo: De origem basáltica, franco, com pedregulhos e argiloso Colheita: Totalmente manual, em Janeiro de 2013

ELABORAÇÃO: Desengace, moagem e prensagem em prensa pneumática com leve maceração. Fermentação em barris de carvalho Perle Blanche em baixas temperaturas, com adição de leveduras selecionadas. Fermentação malolática e amadurecimento sobre as borras finas em barris até o engarrafamento.

Não existem análises da Wine Advocate para este vinho. Um dia nossos vinhos chegam até lá! 

É mais um vinho de respeito sendo produzido em nosso país! Pena que sua produção seja tão reduzida, apenas 2.800 garrafas. A que degustei foi a 0985.

Normalmente não sabemos do tema do mês seguinte quando realizamos o post da CBE. Como estou MUITO atrasado, já fiquei sabendo que o tema será Chianti! Vamos entrar nesta viagem para Itália??

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Dunamis Brut 2012

Tive a honra de conhecer a história da Dunamis desde o seu início quando lançaram apenas 2 rótulos, o Cor e o Ser. Você pode recordar um pouco e ler os posts sobre o Dunamis Cor 2008 e também sobre o Dunamis Ser 2010.

De lá para cá a história continua sendo de muito sucesso. Com seu visual sempre jovem, alegre e com total foco no consumidor final, lançaram o conceito do “Vinho Descomplicado”, que podem ser apreciados a qualquer momento, esta é a proposta da Vinícola.

Com pouco mais de 3 anos de existência, cresceu bastante e hoje conta com 2 linhas. A linha Elementos possui os vinhos mais frescos, 2 espumantes produzidos pelo método Charmat, o Cor e o Ser que já falei por aqui e um rosé, o Tom. Já a linha Movimento possui rótulos mais complexos e também gastronômicos. Nela estão os espumantes produzidos pelo método tradicional (Brut e Extra Brut), o nada comum Merlot Branco, além dos demais Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir e Sauvignon Blanc. Não por acaso deixei para citar por último o Pinot Grigio que gosto bastante.

Os espumantes Dunamis Brut e Dunamis Extra Brut são rótulos Blanc de Blancs Chardonnay: vinhos compostos inteiramente a partir de uvas brancas, diferente do que acontece em parte da produção nacional, com espumantes produzidos geralmente com a branca Chardonnay e a tinta Pinot Noir.

Além de serem ‘brancos de brancas’, os champenoise da Dunamis trazem a força de seu terroir em Cotiporã, na Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul. “Identificamos a aptidão do nosso vinhedo para a produção das uvas chardonnay, que têm suas características varietais expostas ao máximo”, explica Thiago Salvadori Peterle, enólogo da vinícola.

As particularidades do terroir de Cotiporã aliadas ao conhecimento da equipe enológica daDunamis garantiram espumantes de identidade, com delicadeza e volume.

Vamos então ao que mais interessa, o vinho:

Visual: Garrafa bonita e também discreta, com um estilo que foge o tradicional, mais bojuda em baixo. A rolha traz o nome da vinícola. Logo ao extrair a rolha percebe-se que a pressão está excelente. Na taça formou bonita coroa, com uma perlage fina e constante. Cor amarelho palha.

Olfato: Estilo um pouco mais complexo, mas sem deixar de lado o frescor. Aromas integrados, mostrando em uma primeira camada frutas. Identifiquei maçã e damasco. Um pouco mais ao fundo percebemos leve floral integrado a toques de brioche amanteigado.

Paladar: Ataque inicial também mais frutado, mostrando boa estrutura. Os aromas aqui se integram e, uma vez mais, vejo o equilíbrio entre complexidade e frescor. O espumante demonstra ser também versátil para a gastronomia. Boa acidez, retrogosto frutado e final longo.

O que a Dunamis fala sobre seu espumante?

“Os champenoise normalmente são muito complexos e com notas de frutas sobremaduras; optamos por manter a jovialidade presente em nossos vinhos, com a estrutura e aromas específicos de um vinho elaborado pelo método tradicional. A diferença é que o nosso champenoise é mais delicado e, por isso, mais instigante”, finaliza o enólogo Vinícius Bortolini Cercato.

Espumante com 18 meses de contato com as leveduras. Apresenta cor amarelo-palha com reflexos esverdeados e perlage fina e persistente. Seu aroma, que mistura maçã verde, damascos e notas florais, é fino e elegante. Traz frescor cítrico equilibrado e cremosidade intensa.

É isto aí meus amigos. Mais uma opção beeeeem interessante para o calor que estamos vivendo!

In Vino Veritas!


GK

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Robert Mondavi Private Selection Chardonnay 2008


Já fazia tempo que eu estava querendo abrir esta garrafa. Sábado, tempo gostoso, calor mas não aquele calor inusuportável, perfeito para um bom chardonnay no almoço e foi o que fiz!

O Mondavi é “o cara” quando o assunto são os vinhos dos Estados Unidos. Um verdadeiro poeta em tudo que faz. Uma das frases célebres dele é a “A meal without wine, is like a day without sunshine!”.

Robert Mondavi acredita que o caminho para uma vida mais graciosa conduz, através da apreciação do vinho, arte, alimentos e. Ele acreditava que o Napa Valley poderia ser o centro para esse estilo de vida, produzindo vinhos que pertencia na empresa dos grandes vinhos do mundo, e os vinhos que pertencia à mesa da família.

Criado em uma família tradicional italiana, Robert Mondavi entendeu que o compartilhar um bom vinho e boa comida com a família e amigos é um dos grandes prazeres da vida. Ele viu o potencial do então desconhecido Napa Valley para ser uma região vinícola eminente e centro cultural para a sua visão.

Em 1966, encorajado pelo entusiasmo sem limites, ele construiu o primeiro grande complexo vinícola no vale desde a proibição do consumo de álcool nos Estados Unidos: Robert Mondavi Winery. Desde então sua vinícola tem recebido milhares de convidados para compartilhar o amor de Robert de vinho, arte e alimentos

Através da inovação vinificação incansável, um olho intransigente de qualidade e fé inabalável nos vinhedos da Califórnia, Robert Mondavi percebeu que sua visão de criar uma coleção dos vinhos mais reconhecidos e mais amadas do mundo. Mais importante, ele percebeu que sua visão de Napa Valley como o centro do vinho em todo o mundo e da cultura de alimentos que enriqueceu a vida de milhões.

Podemos dizer, sem medo de errra, que Robert Mondavi foi o principal responsável pela revolução vinícola que ocorreu nos Estados Unidos. Só temos que agradecer a ele!

E a Chardonnay? A uva branca de maior prestígio no mundo! Leia mais sobre ela no artigo “Série Uvas – A Branca Chardonnay.

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: A garrafa é simples mas o rótulo é bem interessante com o recorte na parte superior. Rolha de material artificial, personalizada para a vinícola e com uma frase do Robert Mondavi. Na taça já mostra evolução em sua cor amarelo dourado.

Olfato: No nariz não é tão aberto mas exibe uma pequena complexidade. Nas frutas destaque para abacaxi, pêssego e pêra. Boa dose de amanteigado e um pouco de baunilha proveniente de sua passagem pelo carvalho. Ao fundo uma pequena pitada de pimenta.

Paladar: O ataque inicial na boca é bem mais intenso do que no nariz trazendo também mais complexidade ao palato. Excelente acidez e um final bastante persistente.

O que Robert Mondavi fala sobre seu Chardonnay:

Our Central Coast Chardonnay grapes enjoyed an extended period maturing on the vine, resulting in fruit with impressively concentrated flavors and richness.

BLEND PERCENTAGE: 100% Chardonnay

APPELLATION: 100% Central Coast, including 75% Monterey County

ALCOHOL: 13,5%

O link para as notas técnicas não estava funcionando.

A Wine Spectator e a Wine Advocate ainda não comentaram a linha Private Selecion da Robert Mondavi.

Acompanhou um raviole recheado com queijo brie ao molho de camarões, alho poró, tomate cereja e cream cheese. Harmonizou muito bem, valorizando e muito os sabores do prazo que, por sua vez, enriqueceu a experiência de degustar este vinho.

Um vinhoaço! Gostei bastante. A Safra 2010 está a venda na Wine por R$110,00. Achei este preço caro. O degustado veio no ClubeW e saiu na faixa de R$50,00.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Michel Bouzereau & Fils Puligny Montrachet 1er Cru Le Cailleret 2006 #CBE

A Confraria Brasileira dos Enoblogs deste mês foi escolha do Confrade Edgard, do blog Vivinhos. A escolha dele foi “Borgonha, com boa relação Custo x Benefício”.

A tarefa de encontrar um vinho da região de Borgonha com boa relação custo x benefício realmente é um desafio e tanto! Para quem não sabe, Borgonha, ao lado de Bordeaux, é uma das regiões mais famosas no mundo vitinícola.

Borgonha fica a apenas 200 km da Torre Eiffel, em Paris. Marcada pelas parreiras que produzem um dos melhores vinhos do mundo, a Borgonha é um resumo da história do país. Castelos antigos, com o Vougeot, construído no século XI pelos monges de Cister, e a exemplo do Kloster Erbach do Rheingau alemão,mas é também o vinho grande safra um dos maiores tintos de Borgonha comprova a região marcada pela nobreza, pelos castelos de sonhos e pelas vindimas.

Entre as muitas particularidades da Borgonha, devemos assinalar o grande fracionamento das propriedades à diversidade de solos próximos, influindo sobre as características dos vinhos.

As denominações de Côtes exprimem encosta, lado, a mais restrita de Clos, significa sítio, cercado fechado.

A Pinot Noir,é sua arma secreta, a tropa de elite, cuja viticultura foi aperfeiçoada ao longo dos séculos por monges de várias ordens, em especial os beneditinos. A contribuição da Igreja Católica para a difusão do vinho no seu rito de consagração.Enquanto a bordalesa (de Bordeaux) Cabernet Sauvignon e a Syrah, a grande uva do Vallée Du Rhône, foram emuladas com sucesso em várias partes do mundo, a expressão borgonhesa da Pinot Noir continua inimitável, apesar dos avanços conseguidos por Neozelandeses, conforme nossa matéria aqui já descrita, e americanos do Oregon e California. A uva branca Chardonnay é a que reina em meio da tinta.

A maioria dos borgonheses vive da vinicultura, há vários séculos. Não há uma só cidade da região que não tenha quilômetros e quilômetros de caves subterrâneas, algumas com quase mil anos. Praticamente todas ficam abertas ao público em degustação.

O vinho que escolhi na verdade foi um presente que ganhei. O vinho foi comprado na França e, portanto, a preço de lá, o que acabou o tornando uma boa relação custo x benefício. Os vinhos da Borgonha são divinos, mas, principalmente para nós aqui no Brasil, o custo dos mesmos acaba sendo muito elevado!

Puligny-Montrachet é uma comuna francesa na região administrativa da Borgonha, no departamento Côte-d'Or. Estende-se por uma área de 7,28 km², com 466 habitantes, segundo os censos de 1999, com uma densidade 64 hab/km².

A única casta branca que pode ser cultivada na Borgonha é a Chardonnay que, por sinal, nasceu por lá! Seus vinhos estão entre os melhores do mundo. Cada sub-região apresenta características particulares: Montrachet (intensos, longevos, apaixonantes), Puligny-Montrachet (estruturado, saboroso e fresco), Chassagne-Montrachet (mais noturno), Meursault (amanteigado e frutas secas), Corton-Charlemagne (mais mineral).

Le Cailleret é uma prestigiada Premier Cru site vinha em Puligny-Montrachet , um vinho branco de produção principal do município de Côte de Beaune . O sítio está localizado no sopé do scrubby Mont-Rachet colina que dá nome à aldeia.

O Le Cailleret nome é uma referência ao carácter particularmente duros dos solos em todo o site, e é comumente usado em toda a Borgonha, nomeadamente em vinhas premier cru em Meursault ( Les Caillerets ) e Chassagne-Montrachet Les Caillerets vinha Premier Cru.

Le Cailleret é efetivamente uma continuação da Grand Cru sites Chevalier-Montrachet e Le Montrachet imediatamente a sul da mesma, mas por razões de classificação técnica continua a ser um Premier Cru, em vez de ser elevado ao status de Grand Cru. É frequentemente considerado como o mais fino de-Montrachet Premier Cru sites Puligny. Os vinhos do Le Cailleret site estão autorizados a ostentar a Premier Cru em seus rótulos, e pode acrescentar o nome vinha imediatamente após o nome comuna no título denominação.

Puligny-Montrachet Premier Cru vinhos são aqueles realizados sob condições mais rigorosas do Puligny-Montrachet denominação leis, a partir de uvas cultivadas em vinhedos reconhecidos oficialmente Premier Cru. O título abrange os vinhos brancos feitos de Chardonnay e tintos feitos de Pinot Noir , apesar de os vinhos tintos são apenas uma fração minúscula da denominação de saída. É-Montrachet de alta qualidade Puligny Premier Cru e Grand Cru vinhos brancos que são responsáveis pela denominação de fama e reputação estelar.

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: A garrafa fala por si só. Rótulo tradicional do velho mundo e, claro, rola 100% em cortiça. Ao servir vemos uma coloração dourado claro, com gotas finas, muito lentas e constantes por toda a taça.

Olfato: Realmente um delicioso Chardonnay do velho mundo, totalmente diferente com o que estamos habituados principalmente no Chile e na Argentina. Aromas cítricos, minerais, florais muita amêndoa. Complexo, delicioso e fascinante!

Palato: Fico praticamente sem palavras para descrever o quão fascinante é este vinho. Sedoso e untoso, trazendo uma intensidade e complexidade muito difíceis de serem encontradas. Acidez perfeita, um vinho que ainda envelhece bastante na garrafa e, apesar de parecer impossível, pode ficar ainda melhor.

Não consegui encontrar a ficha técnica deste vinho nem o site da Michel Bouzereau.

Também não existem degustações pela Wine Spectator ou pela Wine Advocate.

Sem sombra de dúvidas foi, senão o melhor, um dos melhores brancos que já experimentei em toda minha vida. E o primeiro que irá levar nota máxima por aqui.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

La Baume Chardonnay 2009 – O vinho de garrafa PET!!!

Lembram do vinho da garrafa PET que meu pai me deu em Agosto? Pois é, há umas semanas atrás eu finalmente abri o dito cujo.

O vinho é servido na Air France, classe econômica. Vem em uma garrafa PET (isso mesmo!) de 187ml. O vinho pertence a um grande, e recente, grupo francês, o Les Grands Chais de France ou Grupo CFG.

O grupo foi fundado em 1979, e rapidamente se tornou um dos principais comerciantes mundiais de vinhos franceses.

O grupo GCF está presente e ativo nos vinhedos franceses, com principal respeito pela tradição e know-how regional. Hoje, o grupo tornou-se o produtor privado líder na França.

Localizado no Petersbach, no coração do parque natural Vosges du Nord, a sede do grupo desfruta de uma posição logística privilegiada no centro da Europa.

O grupo GCF emprega mais de 1.400 pessoas em 16 empresas.

O volume de negócios anual em 2007 foi de € 680.000.000, dos quais 70% vieram de exportações.

A La Baume é apenas uma das empresa do grupo CFG e está localizada próximo a Béziers, no Sul da França, ao lado do Mediterrâneo, na região do Languedoc-Roussillon. É uma casa bi-secular, estabelecida pela Família Prat, e que pertence ao grupo Les Grands Chais de France (LGCF), este último, detentor de 17% de toda a produção de vinhos franceses, comercializando fenômenos de venda como os exemplares das marcas J.P.Chenet e Baron D’Arignac, entre outros.

Este La Baume Chardonnay, assim como outros vinhos da Herdade, é extraído dos cerca de 30 hectares de vinhas plantadas pela La Baume em terras próprias (50% da propriedade) e de outros 350 hectares de outros produtores da região.

É no Languedoc-Roussillon que se concentra também, atualmente, a maior área de vinhedos do mundo, com o cultivo de 300 mil hectares.

Três enólogos conduzem os vinhedos da La Baume, contanto, na época das vindimas, com apoio de uma equipe internacional. O modelo de produção prioriza o frescor dos vinhos, com vinificação e descanso em tanques de inox com temperatura controlada.

São elaboradas anualmente cerca de 60 mil garrafas deste La Baume Chardonnay, de acordo com gerente de exportação da vinícola, Walter Cramer. O vinho está pronto para consumo, devendo ser bebido, no máximo, em três anos.

Vamos então ao que achei deste Chardonnay:

Visual: A primeira coisa que chama, e muito a atenção, é o vinho vir em uma garrafa PET! Ao servir mostrou na taça uma coloração palha bem claro, gotas finas, lentas e abundantes. A garrafa é um charme!

Olfato: Frutado e refrescante. Álcool totalmente imperceptível mesmo a 13,5%. As frutas aqui são amarelas e maduras, com um leve toque de limão siciliano. Melão e nêspera se destacam. Não mostra muita complexidade mas é muito agradável.

Paladar: Gostoso, fácil de beber, mas não diz ao que veio! As frutas aparecem, mas bem mais sutilmente do que no exame olfativo. O final é curto e traz uma leve ponta de amargor.

O que a vinícola diz sobre seu vinho:

Não encontrei as notas técnicas no site da vinícola. Vou transcrever alguns comentários do importador para o Brasil, a La Pastina:

Para melhor entender a proposta de um vinho, é preciso antes compreender quais foram as intenções do enólogo responsável pela obra no momento da elaboração, avisa o sommelier da importadora La Pastina, Maurício Leme. “E a proposta do La Baume Chardonnay é o frescor”, resume.

Assim, ele destaca o frescor “extremamente agradável” do olfato e paladar deste exemplar. “É um Chardonnay dotado do frescor e da delicadeza da Sauvignon Blanc”, comenta.

No exame olfativo, destacou a presença de aromas cítricos, sobressaindo limão siciliano e um pouco de abacaxi não maduro. “Também tem o interessantíssimo cheiro de pedra branca molhada, de fundo de rio”, aponta.

Reforçou, logo depois, o caráter refrescante no exame gustativo, com a confirmação de sabores frutados e seu equilíbrio com acidez e álcool. “É um vinho bastante ácido, embora não pareça, exatamente por estar integrado com o frescor e álcool”, ressalta.

A untuosidade é de média para baixa, segundo o especialista, compondo adequadamente ao conjunto do exemplar. “Tem também a persistência média no retrogosto, com um leve toque doce, muito interessante”, analisa, ao recomendar o serviço em temperatura de 8ºC a 10ºC para a preservação das características jovens do exemplar. “A harmonização com queijo de cabra é muito feliz”, acrescenta.

Até o momento deste post não haviam análises pela Wine Advocate nem pela Wine Spectator.

Em linhas gerais, como eu imaginava, é um vinho simples, que beberia novamente, mas que não compraria. O charme aqui é a garrafa e não o vinho. Ah, importante dizer que o vinho não tinha gosto de plástico!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Zuccardi Q Chardonnay 2008

Este meu final de mês não está nada fácil! Uma correria danada e a cabeça sempre me lembrando do Enoleigos, que me dá tanto prazer em escrever e atualizar. Finalmente consegui um tempinho e cá estou de volta.

O vinho de hoje é o Penúltimo da “Série Zuccardi”. Na semana que vem vamos finalizar esta série com chave de ouro, não perca! Traremos o Q Cabernet Sauvignon e o delicioso Zeta!

Você que está lendo esta resenha hoje, não pode deixar de conhecer também os outros vinhos da Série Q que já passaram por aqui. Dois vinhaços, o Q Tempranillo e o Q Malbec.

Já falamos um pouco sobre a história da Zuccardi mas vale a pena repetir um pouco. Em 1963, Alberto Zuccardi comprou um pedaço de terra improdutiva em Maipú, na província de Mendonza, para testar um sistema de irrigação. A coisa deu tão certo que, cinco anos depois, em 1968, o engenheiro já tinha aberto sua própria adega.

Mas como ele conseguiu regar as uvas num lugar onde quase não chove? Simples. Localizada aos pés da Cordilheira dos Andes, Mendoza é cortada por rios que, na primavera, são abastecidos pelo degelo das montanhas. Aproveitando os recursos que a natureza lhe deu, o engenheiro Zuccardi criou um mecanismo para canalizar parte desse gelo derretido até suas vinhas, armazenando tudo em pipas subterrâneas. Hoje, toda a água usada na irrigação das parreiras vem dos Andes. Além da propriedade em Maipú, a vinícola conta com outras três, que também ficam na região de Mendoza - Santa Rosa, Vista Flores e Altamira.

A Chardonnay é conhecida como a Rainha das Uvas Brancas, produzindo vinhos deliciosos. Para conhecer mais sobre a história e características desta cepa, leia a “Série Uvas – A Branca Chardonnay”.

Vamos então ao que eu achei deste delicioso vinho:

Visual: Garrafa elegantérrima, seguindo as demais da linha Q. O comentário de que a Zuccardi produz vinhos “do novo mundo com aparência do velho mundo” é perfeito! A Coloração é amarelo dourado claro e bastante brilhante.

Olfato: Frutado, refrescante, complexo e jovem. Frutas cítricas e melão me chamaram mais a atenção. Muito perceptível também são as notas de mel e, mais ao fundo, o toque de baunilha mostrando o período que permaneceu em madeira.

Paladar: Sedoso demais na boca, tendo uma entrada majestosa. A sedosidade permanece até o final de uma forma sensacional. Acidez também da forma que eu gosto. Na boca as frutas amarelas se mostram mais presentes. Final longo e muito saboroso.

O que diz a Wine Advocate, de Robert Parker, sobre este vinho:

A safra de 2008 não foi ainda analisada por eles, mas achei interessante colocar os comentários sobre a safra de 2006.

Pontos: 89
Degustador: Jay Miller
Maturidade: Beber até 2010

Review:

The 2006 Q Chardonnay which was barrel-fermented in French oak and aged sur-lie for 6 months. Light gold in color with a slight green tint, it presents aromas of smoke, butterscotch, pear, and apple. Medium-bodied, on the palate some tropical flavors emerge buttressed by crisp acidity and excellent concentration. The finish is lengthy and fruit-filled. This first-class Chardonnay can be enjoyed over the next 2-3 years.

All of Zuccardi's Q Series wines are very good values.

Familia Zuccardi is a family owned winery started in 1963 when they planted the first vineyard in Maipu, then a desert region, followed in 1973 by a second vineyard in Santa Rosa, another desert. Familia Zuccardi has also been a pioneer in the introduction of non-indigenous varieties into Argentina. These are bottled under the Textual label.

Até o momento deste post a Wine Spectator não tinha avaliado este vinho.

O que diz a Zuccardi sobre o seu Q Chardonnay:

Vinificação: As uvas colhidas manualmente passaram por maceração a frio e depois fermentação em barris de carvalho francês novo por 6 meses.

Cor: Amarelo brilhante com reflexos esverdeados.

Aroma: Aroma delicado de frutas brancas como pera e maçã com notas de flores brancas como jasmin e rosas e toques de baunilha, caramelo e coco.

Palato: Num primeiro momento é fresco e vibrante e depois percebe-se o corpo, untuosidade e intensidade. Muito equilibrado com final longo e delicado.

Harmonização: Ideal com salada verde com lascas de bacalhau ou haddock, carnes brancas grelhadas ou em molho leve. Queijos como o Brie, o Coulommiers e o Camembert. Teor Alcoólico: 13,50 %

Um vinho muito, mas muito gostoso. Sabe aquele seu amigo ou amiga que dizem não gostar de vinhos brancos? Pois é, quero ver se continuam dizendo isto depois de provar este vinho!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman
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