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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Conhece Mendoza? Não?!?! Então você não pode perder esta oportunidade!!!!


É isto mesmo, oportunidade IMPERDÍVEL!

Respeito a meus colegas blogueiros, mas tenho certeza que é senso comum a bagagem e o conhecimento que nosso querido amigo João Filipe Clemente possui. Um apaixonado por vinho há décadas que decidiu também viver do vinho. É blogueiro, sem dúvidas de um dos melhores blogs de nosso país, o Falando de Vinhos e dono de uma charmosa loja na Granja Viana, a Vino & Sapore

O João agora está começando a fazer viagens Enogastronômicas. Isto mesmo! Além de conhecer um lugar maravilhoso como Mendoza, você ainda vai poder usar e abusar do João, uma enciclopédia ambulante quando o assunto é vinho!

Serão 3 dias intensos, com visitas a bodegas famosas, como a Catena Zapata, e a bodegas mais de "garagem" como a Passionate Wines (vinhaços!).

Para saber mais acesse este post no blog do João.

Iin Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ciclos Icono 2010

Hoje falaremos novamente de outro vinho de nossos Hermanos. Este da região de Calchaquies, em Cafayate, Salta, mais ao norte da Argentina. Esta região ganhou sua notoriedade com a produção de excelentes vinhos brancos com a uva Torrontés, mas vem ganhando muito espaço também com excelentes vinhos tintos.

Salta é também um dos Estados argentinos com maior tradição vitivinícola: lá a videira foi introduzida pelos Jesuítas no século XVIII e várias das bodegas datam de princípios do século XIX. Na terra de todas as paisagens, popularmente conhecida como “a linda”, a região vitivinícola localiza-se nas alturas, em um lugar de enorme riqueza natural, histórica e cultural: os Vales Calchaquíes, local da origem das uvas do vinho de hoje. Lá, os vinhedos se estendem por mais de 3.200 hectares entre os departamentos de Cafayate, San Carlos, Angastaco, Molinos e Cachi. Em Cafayate é possível encontrar os mais grossos e antigos troncos arbóreos de videiras, e em Colomé e Payogasta vinhedos jovens imersos em uma paisagem montanhosa de grande altitude.

Além da Torrontés, hoje se destacam também as tintas como Cabernet Sauvignon, Malbec, Tannat, Bonarda, Syrah, Barbera e Tempranillo.

É uma região que vem se especializando, a cada dia, para receber o enoturismo. Com uma oferta de alojamento e gastronomia regional de alta qualidade, permitindo desfrutar do enoturismo em um entorno perfeito!

Nosso vinho é produzido pela Bodega El Esteco, que teve os irmãos David e Salvador Michel, de origem francesa, como fundadores. Em 1892, eles plantaram as primeiras vinhas e construíram a vinícola, que produz vinhos premium, sem participar nos segmentos de vinhos de entrada, lojas de vinho e varejistas de alto nível. Também cultivam uvas orgânicas que são elaboradas na El Transito e, recentemente, lançou a linha CUMA, somente de variedades orgânicas. Dentro da vinícola o Hotel & Spa Patios de Cafayate oferece 32 suítes para quem quer se esbaldar de vinho e sossego.

A garrafa que degustei foi adquirida no Duty Free de Buenos Aires, não me recordo bem o preço, mas foi barato. Aqui no Brasil custa na faixa dos R$80,00.

Vamos então ao que achei do Ciclos Icono:

Visual: A garrafa, como podemos ver nas imagens, é bonita, sem ser do estilo pesadona, e a lua e a estrela em alto relevo chamam a atenção. O Sol procura remeter a região de Salta, super ensolarada, e com excelente amplitude térmica. Na taça o vinho estava jovem, com coloração repleta de reflexos violáceos, escuro e sem deixar transparecer luminosidade.

Olfato: Sedutor, um vinho realmente sedutor e atraente. Harmônico, com destaques para frutas negras (cerejas escuras, toques de cassis), notas de especiarias como pimenta, completando com toques herbáceos e florais. Um vinho complexo e que, pelo nariz, mostra seu potencial para envelhecer. Madeira muito bem integrada ao conjunto.

Paladar: Muito legal ver como que a Malbec, mesmo em um assemblage com a Merlot, possui características distintas ao compararmos a região de Salta com a região de Mendoza. Um vinho elegante, de corpo médio, taninos já bem suaves e arredondados, acidez correta com final refinado e volumoso. Muita fruta em boca. Um vinho muito gostoso.

O que a vinícola fala do seu vinho:

VARIEDAD: 50% Malbec ; 50% Merlot

ORIGEN: Valles Calchaquíes, Argentina

TERRUÑO: Suelos pobres y pedregosos de alta montaña andina, gran amplitud térmica entre el día (cálido) y la noche (fresca). Alta exposición solar con 300 días al año. Clima seco y ventoso con 120mm de lluvia al año y un promedio de 15° C de humedad.

COSECHA: Malbec - última semana de marzo; Merlot - segunda semana de marzo.

DATOS ANALÍTICOS: Alcohol: 14 % Azúcares reductores: 2,94 grs / lt. Acidez Total: 5,95 grs. /lt. PH: 3.60

ELABORACIÓN: Los vinos Ciclos Varietales están orientados a tener una alta fineza y gran complejidad. Este objetivo se prepara desde los viñedos buscando uvas de gran concentración, granos pequeños, plantas equilibradas. La elección del día de cosecha es analizada cuidadosamente y una vez logrado su punto óptimo de madurez, cuidando todos los detalles se recolectan los frutos y comienzan los procesos de elaboración. Utilización de frío desde la llegada de la uva a la Bodega, (intercambiador de vendimia). Fermentaciones pre-fermentativas a 5ºC – Trabajos suaves durante la fermentación alcohólica - utilización de levaduras seleccionadas – temperaturas de fermentación entre 24ºC y 26ºC El 80% del vino es descubado a barricas nuevas y de segundo uso de roble Francés y Americano, donde realiza la fermentación maloláctica, finalizada esta y luego de un trasiego, retorna a las mismas barricas donde reposará y madurará durante 15 meses. El 20% restante se conserva en tanques de acero inoxidable.

Notas de Cata:

Rojo rubí, con tonos violáceos, profundo y fondo negro. Con muy buena intensidade

Aromas intensos y complejos. Se destaca la presencia de aromas a confituras de ciruelas y
leves notas especiadas y cassis. Aparecen la vainilla y el chocolate otorgados por su crianza en barricas de roble. Este aporte es fundamental para acomplejar los finos aromas que se logran durante la maduración del vino en botella. 

Los sabores son muy placenteros. Resaltan los sabores frutados de la uva Malbec conjugados con los especiados del Merlot, pasas de uvas, licor de chocolate. Entrada suave con taninos redondos y aterciopelados. Equilibrado, con una sensación final larga, agradable y untuosa.

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre este vinho:

Curiosamente a safra de 2010 não foi analisada. Destaco então as notas notas obtidas por este vinno. As safras de 2006 a 2008 foram analisadas por Jay Miller, a de 2009 por Neal Martin e a de 2011 por Luis Guitierrez.




Mais um vinho muito gostoso que, por sua faixa de preço, se mostrou até mesmo um belo Custo x Benefício.  O Altimvs, vinho top da vinícola, é excepcional e também recomendo. Não consegui escrever sobre ele ainda, mas com certeza estará entre os próximos posts.

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

domingo, 16 de novembro de 2014

Obra Prima Gran Reserva Familiar Maximus 2008

Sim, sou um fã dos vinhos de nossos Hermanos. A Argentina vem conseguindo fazer grandes vinhos, cada vez mais elegantes, delicados, sem perder sua tipicidade. Este vinho que, desculpem o trocadilho, é realmente uma Obra Prima, é um exemplo vivo disto.

O vinho é produzido pela Familia Cassone, bodega não muito conhecida aqui no Brasil. É recente, foi criada em 1998 por Eduardo Cassone, sua esposa Florencia Ferreira Funes e seus 3 filhos. A bodega fica em Mendoza, mais precisamente em Luján de Cuyo, rodeada pela cordilheira dos andes, a 18 Km ao sul de Mendoza. A região de Luján de Cuyo, como muitos já sabem, é considerada a principal região vitivinícola da Argentina, com um clima, altitude e amplitude térmica muito propícios para a produção da uva.

O Maximus é o vinho ícone da linha “Obra Prima” da Familia Cassone. Nesta linha eles possuem ainda o Rosado, um CS e um Malbec e o Coleccion, este último um vinho também muito bem produzido, mas com maior presença da Malbec (80%) e partes iguais de CS e Merlot. Já o Maximus traz também a Malbec como uva principal, só que com 66%. O assemblage é completado também com partes iguais de outras duas uvas, mas aqui a Syrah e a Cabernet Franc.

Vamos então ao que eu achei deste vinho:

Visual: A garrafa faz o estilo “pesadona”, muito comum no novo mundo. Rótulo bonito, elegante e austero, pena que o da garrafa que degustamos acabou sendo rasgado dentro da adega de um amigo. Na taça, mesmo com 6 anos de vida, não mostrou sinais de evolução. Continua brilhoso, uma mistura de rubi com muito violáceo.

Olfato: Elegância é a palavra chave! Complexo, mas muito, muito elegante, o que surpreende. Confesso que eu esperava um vinho mais direto, mais “porrada”, mas fui surpreendido positivamente. No nariz já despertou também ser um vinho gastronômico. Predominância para frutas vermelhas como framboesa e amora. A madeira, francesa de primeiro uso, aonde o vinho calmamente amadurece por 18 meses, está muito bem integrada. No nariz traz também especiarias (noz moscada e pimenta) e um toque de mentolado.

Paladar: Ataque inicial também elegante e mostrando um corpo médio. Preenche bem a boca, trazendo boa acidez, taninos também muito elegantes e um final longo. O vinho está redondo, pronto para ser bebido. É claro que com certeza sobrevive mais alguns anos, mas não acredito que vá melhorar. É um vinho surpreendente que você precisa experimentar!

O que a Familia Cassone fala sobre seu vinho:

Variedad: 66% Malbec, 17% Cabernet Franc, 17% Syrah.

Viñedos: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.

Cosecha: Manual en cajas plásticas de 18 kgs.

Elaboración: Tradicional con maceración fría en tanque de acero inoxidable.

Crianza: 18 meses en barricas nuevas de roble francés.

Alcohol: 14%.

Temperatura a servir: 18º C

Enologo: Mauricio Lorca / Federico Cassone

Notas de Cata: Obra Prima Maximus es nuestra mayor obra, nuestro más alto vino. Creado sobre la base de un corte de Malbec, Cabernet Franc y Syrah y habiendo sido añejado en barricas nuevas por 18 meses, dio como resultado este vino de muy buen cuerpo y estructura redonda. Presenta un color rojo rubí con suaves tonalidades violáceas; de aromas frutados a moras, grosellas y menta y final aterciopelado con dejos de eucaliptos y pimienta, con muy fino aporte de complejidad aportada por el roble.

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre o vinho:

Pontos: 90

Degustador: Jay S Miller

Maturidade: Beber até 2013

Review:

The 2008 Obra Prima Maximus is a blend of 66% Malbec, 17% Cabernet Franc, and 17% Syrah also aged in new French oak for 18 months. Its personality resembles the Malbec Collecion both aromatically and on the palate, but the wine is a bit leaner, without as much complexity. Nevertheless, this flavorful effort is an outstanding wine that will benefit from another 2-3 years of cellaring. 


Se você ainda acredita que a Argentina não produz vinhos elegantes, acredita que a Malbec em nossos vizinhos só produz vinhos pesados, você precisa provar este vinho. Realmente muito bem produzido. Um vinho caro por aqui, mas que com certeza fará sucesso.

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ricominciare Cabernet Franc / Cabernet Sauvignon 2006

Que bom poder voltar a escrever minhas mal traçadas linhas. É realmente um prazer imenso parar um pouco, degustar um belo vinho, escrever minhas impressões sobre ele e ainda poder compartilhar com todos! Tenho trabalhado intensamente, o que é muito bom, mas isto acabou me distanciando um pouco do Enoleigos. É claro que o excesso de trabalho não me afastou do vinho, muito pelo contrário, continuo um eterno apaixonado por esta bebida divina. Quando não escrevo, falo um pouco de minhas impressões no Instagram do ENOLEIGOS.

Hoje vou falar um pouco deste vinho que há tempos me encanta. Ainda tenho algumas garrafas dele em casa, e acompanho a evolução deste vinho na faixa dos R$100,00 que faz frente a muitos vinhos com custo superior. Não falei dele ainda no Blog, somente no Instagram.

Este vinho é produzido pela Bodega de mesmo nome, a Ricominciare, fundada por Jorge Catena irmão mais novo de Nicolás Catena e bisneto de Nicola Catena. Olha, já perdi a conta de quantas vinícolas oriundas da Catena existem na Argentina. Curiosamente todas não usam só o nome mas também produzem belos vinhos, como é o caso deste blend de Cabernet Franc com Cabernet Sauvignon.

A Ricominciare elegeu o Vale do Uco para o cultivo de seus vinhedos, destacando suas virtudes, como altitude, amplitude térmica, composição do solo e pureza de suas águas que contribuem para a personalidade do vinho. Em La Consulta, no Vale do Uco, se encontra a Finca San Vicente, que dá origem aos seus vinhos. 

Me interessei por este vinho pela Cabernet Franc, que contribui com 60% deste caldo. Ocupa aproximadamente 157 000 hectares de plantação no mundo todo, dentre os quais 211,13 ficam na França. O cabernet franc é mais leve que o cabernet sauvignon, possui taninos honestos ou sinceros conferindo firmeza e um corpo violão ao vinho, cor profunda e aromas de frutas tropicais e especiarias. É bastante utilizada para complementar outras uvas em cortes com cabernet sauvignon, tempranillosangiovese e ugni blanc. É uma das seis uvas permitidas nos cortes de Bordeaux, ao lado de cabernet sauvignonmerlot, malbeccarmenère e petit verdot. Também é relevante seu cultivo em regiões de clima tropical, como a Tanzânia e a Indonésia. Existem pequenas áreas de cultivo em países de menor importância enológica, como Paquistão e Turquia e, claro, na Argentina daonde saiu nosso vinho.

Vamos então ao que eu achei deste vinho:

Visual: Bonito rótulo, com uma sutil marca d´água. Daqueles que é bonito e, ao mesmo tempo, simples. A rolha cita a safra porém não traz nenhum dado da Bodega. Por ser um vinho já com 8 anos de vida, já apresenta reflexos em sua coloração que mostra nitidamente seu halo mais com cor de tijolo e com menos brilho. Um vinho não tão denso, deixando passar raios luminosos. Lágrimas finas, lentas e tingindo levemente a taça.

Olfato: Um vinho complexo e ainda muito vivo e expressivo. Percebe-se também leve evolução no nariz. Figo, ameixa seca, uva passa, nítidas notas de especiarias como pimenta, um sutil toque de tabaco e, ao fundo, uma mistura de balsâmico com mentolado. Logo após ser aberto mostrou um pouco de álcool em excesso, que com pouco tempo em taça desaparece. No nariz mostra estar inteiraço.

Paladar:  Um vinho com bom corpo, ataque inicial potente, excelente acidez, taninos ainda bastante presentes, mas já maduros. Sua potência se prolonga, se mostrando um vinho gastronômico e seguramente com ainda 2 a 3 anos de vida pela frente. O retrogosto traz especiarias e novamente o cacau.

O que a vinícola fala do seu vinho:

Origem dos Vinhedos: Propriedade San Vicente, La Consulta, Vale do Uco, Mendoza

Altitude: 900 mts.

Rendimento por hectare: Cabernet Franc 9.000 kg/ha; Cabernet Sauvignon 8.000 kg/há

Vindima: Manual, em caixas de 18 kg. Cabernet Franc (60%) 7 de abril de 2006. Cabernet Sauvignon (40%) 12 de abril de 2006. Cabernet Franc 7 de abril de 2006. Cabernet Sauvignon 12 de abril de 2006.

Fermentação Alcoólica: 26 dias em tanques de aço inoxidável a 28º C Maceração pré-fermentativa durante 72h a 12º C favorecendo a extração de precursores aromáticos.

Fermentação Maloláctica: 100%. Este vinho foi gentilmente filtrado preservando seu notável caráter e personalidade.

Álcool: 14º 

Acidez total: 5,13

Envasado: na vinícola em 21 de outubro de 2007.

Produção: 7.140 garrafas

Para poder apreciar plenamente as características deste vinho, recomendamos servi-lo a 16º C.  Buscamos vinhos com história e tradição.

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre o vinho:

Pontos: 88

Degustador: Jay S Miller

Maturidade: 2009 - 2015

Review:

The 2006 Cabernet Franc & Cabernet Sauvignon is a bit lighter in color, less dense on the palate, but a bit more elegant. It offers up attractive spice box and black fruit aromas and flavors, plenty of juicy fruit, good balance, and a fruit-filled finish. It, too, can be enjoyed over the next 6 years. 


É isto aí meus amigos. Um vinhaço que continua me encantando. Me restam 3 garrafas por aqui, daqui há 12 meses abro outra. Quem tiver pode abrir sem susto, o vinho está pronto, em seu apogeu e realmente delicioso. Sugestão é deixar respirar por 30 minutos. O meu permaneceu por este período na taça enquanto eu escrevia o post e abriu bastante.

Volto em breve!!

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

“Can´t We Be Friends” Dolcissimo by Onium?

Hoje mesmo, há pouco, falei sobre o primeiro vinho que recebi da Wines of Argentina para a promoção “Vinho e Música”, relembre.

Além do Lagarde Blanc de Noir, recebi também uma garrafa do Dolcissimo by Onium.

Como comentei em meu outro post, cada vinho tem sua própria melodia e gênero musical. Existem músicas que te fazem raciocinar melhor, outras te relaxam, te animam, harmonizam o ambiente. Músicas são utilizadas em templos religiosos para auxiliar na concentração, vide exemplo da música gregoriana e de diversos mantras budistas. A música sempre irá agir diretamente em nossos sentidos, sejam eles quais forem.

O Dolcissimo é um vinho que não estou muito acostumado a degustar mas que, em contrapartida, tenho certeza que poderá fazer muito sucesso entre aqueles que estão começando no mundo do vinho ou que estão procurando um vinho versátil para receber amigos.

É um vinho de cor dourada com tons esverdeados feito somente com a uva Semillión. No olfato traz aromas herbáceos e frutas brancas como, por exemplo, pera e, mais ao fundo, toques cítricos. Na boca tem corpo médio, clara percepção de damasco, dulçor perceptível e acidez um pouco abaixo do que contraporia com o teor residual de açúcar. Não acredito que isto seja um defeito e sim a proposta do vinho que, como o próprio rótulo diz, é um “Vinho Branco de Mesa Suave Fino”.

Um vinho fácil de ser bebido, que acredito irá agradar a todos. Não proporia uma harmonização gastronômica específica para ele. É um vinho para ser bebido batendo papo com os amigos.

Da mesma forma é a bela música “Can´t We Be Friends”, interpretada por dois de meus ídolos do Jazz, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong. A música também é informar, descontraída, não prende a atenção, perfeita para um Happy Hour e boa conversa com amigos num final de tarde.

Vale, uma vez mais, agradecer a Wines of Argentina, pela iniciativa nesta promoção. Ainda não li os posts de meus amigos blogueiros mas, tenho certeza, muito material super interessante deve ter sido produzido.

Viva o vinho argentino e viva a música!!

In Vino Veritas!

GK

Chega de Saudade!!!! Com Lagarde Blanc de Noir...

Pouco tempo atrás anunciei aqui no Enoleigos uma promoção que a Wines of Argentina anunciou durante o Winebar. Relembre.

O desafio era harmonizar 2 vinhos que recebemos com músicas de uma playlist criada pelo músico, enófilo e blogueiro Maurício Tagliari. Um dos vinhos que recebi foi o Lagarde Blanc de Noir, da Bodega Lagarde.

Será que vinho harmoniza com música? Com este concurso eu tive a certeza que sim! Cada vinho tem sua própria melodia e gênero musical. Existem músicas que te fazem raciocinar melhor, outras te relaxam, te animam, harmonizam o ambiente. Músicas são utilizadas em templos religiosos para auxiliar na concentração, vide exemplo da música gregoriana e de diversos mantras budistas. A música sempre irá agir diretamente em nossos sentidos, sejam eles quais forem.

Durante o Winebar alguns amigos blogueiros comentaram que a harmonização do vinho com a música seria subjetiva. Fiz diversos laboratórios por aqui e, fica meu testemunho, minha conclusão é que não existe subjetividade. É claro que, como na harmonização gastronômica, existem várias alternativas possíveis, mas dentro de certos limites. Será que alguém tentaria harmonizar uma truta grelhada, leve, com pouquíssima gordura, com um vinho potente, complexo, tânico e com boa estrutura? Tenho certeza que todos aqui concordam que o vinho simplesmente “passaria por cima” do peixe, e exatamente isto acontece com a música. Na minha opinião não seria possível lançar um CD do tipo “Músicas para escutar bebendo um vinho”. Uma música que harmonizou, por exemplo, com o rosé que falo neste artigo, com certeza não harmonizaria com um potente Malbecl!

O vinho, assim como a música, age diretamente em nossos sentidos. Quando degustamos, nos desligamos de tudo, focando nosso olfato, paladar e memória para desvendar os segredos, camadas e nuances do vinho a nossa frente. Se uma música é capaz de levar monges a elevados níveis de concentração espiritual, imagine o que não pode fazer no momento de nossa degustação, ou simplesmente em nosso momento de descontração enquanto bebericamos este rosé!

A harmonização de música com vinhos pode parecer uma surpresa para nós mas, acreditem se quiser, já existem sites especializados no assunto. Um deles, e bem interessante, é o “Wine and Music” que vai bem a fundo no assunto.

E o nosso vinho? O Lagarde Blanc de Noir? Primeiro uma curiosidade. Apesar de ser um “Blanc de Noir”, na verdade, como citei anteriormente, é um vinho rosé. Produzido através de um blend de 50% de Malbec e 50% de Pinot Noir. Um vinho delicado, refrescante, com muitas frutas vermelhas no nariz e um elegante toque floral, remetendo para rosas o que, em conjunto com sua coloração, deixa também este vinho mais elegante e romântico. Na boca é sedoso, com bom volume e, principalmente, muito refrescante, o que combina demais com o clima que estamos tendo no Brasil.

A refrescância do vinho, como comentei, me trouxe ao Brasil, seu clima romântico me remeteu a um clima que lembramos da pessoa amada mas sem tristeza, querendo ela do nosso lado, compartilhando daquele momento, do vinho e das sensações que o vinho e a música estão me proporcionando. É fácil explicar. Além da música ter ressaltado demais todas as características do Lagarde Blanc de Noir, eu fiquei 3 meses trabalhando em Fortaleza, vendo pouco minha família e, além de ser um cara romântico como meus amigos blogueiros comentaram durante o Wine Bar, eu também estava carente e querendo demais estar em casa ao lado do meu amor.

João Gilberto e sua interpretação fantástica para esta linda música Chega de Saudade, deixaram o vinho ainda mais romântico, ressaltando a sensação de frutas vermelhas, alongando seu final em boca, e, por outro lado, trazendo mais amor e sentimento aquele momento que se tornou único.

“Há menos peixinhos a nadar no mar, do que os beijinhos que eu darei na sua boca...”

Não poderia terminar este post de outra forma que não agradecendo a Wines of Argentina pela experiência fantástica.

A partir de agora, além de escolher o prato, entrou para a minha lista de prioridades criar uma playlist que harmonize com os vinhos e cardápio que serão servidos. Pensem nisto!!

In Vino Veritas!

GK

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Wines of Argentina: Vinho e Música


Queridos amigos e amigas, ontem tivemos uma surpresa fora de série partindo da Wines of Argentina.

A princípio teríamos mais um Wine Bar o que, por si só, já seria fantástico. Nossas degustações virtuais são sempre deliciosas e cheias de aprendizado. Durante o Wine Bar, ficamos sabendo que, na verdade, estávamos assistindo apenas o início de uma ação realizada pela Wines of Argentina.

Aproximadamente 30 Blogueiros receberam duas garrafas de vinhos argentinos. O desafio é harmonizar os vinhos recebidos com uma das músicas de uma Play List criada pelo Maurício Tagliari. O Maurício, além de blogueiro e amante de vinhos, é também um músico de mão cheia e produtor musical.

O prêmio? Os 3 blogueiros que se fizerem a melhor harmonização ganharão uma viagem para conhecer, in loco, vinícolas Argentinas. O Enoleigos está participando desta iniciativa.

Estou me divertindo com tantas músicas sensacionais e já rascunhando meu texto.

Aguardem que em breve teremos mais notícias.

Parabéns a Wines of Argentina pela idéia sensacional!!!!

In Vino Veritas!

GK

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A Volta do ENOLEIGOS no MALBEC WORLD DAY 2013 ( !!! )



Amigos e Amigas,

Quantas saudades, mas estou de volta e agora com força total.

Não poderia ter dia melhor para meu retorno do que o início da comemoração internacional deste vinho que tanto amo! Desde que comecei a me aprofundar neste fascinante mundo de baco a Malbec me encanta. 

Dia 17 de abril é o Dia Internacional da Malbec! Para comemorar teremos diversos eventos, dentre eles um WINE BAR especial hoje às 21:00hs aonde iremos degustar três rótulos, todos Malbec é claro.

Para festejar O sEu dIa, o malbec SAI ÀS RUAS

Além da realização de 70 eventos que serão levados a cabo em 60 cidades de 45 países do mundo para honrar a cepa insigne da Argentina, a Wines of Argentina prevê realizar intervenções artísticas em cidades ícone do mundo, famosas por sua arte urbana: Nova York, São Paulo, Londres, Xangai e Mendoza.

Nesta oportunidade os festejos chave serão realizados em Nova York, São Paulo, Londres, Xangai e Mendoza.

No Brasil as festas terão um tempo ainda maior, englobando diversos canais de comunicação e o envolvimento de jornalistas, blogueiros, formadores de opinião e consumidores.

As ações começam no dia 10 de abril e contam com transmissões ao vivo, programas de webtv, missões no Instagram, envolvimento de blogueiros na divulgação dos vinhos Malbec, além de mídia nos canais especializados.

Veja a programação completa abaixo:

Dia 10/04
Transmissão ao Vivo Winebar
Horário: 21h
Tema: Diversidade de Mendoza Malbec
Vinhos: Sottano Malbec Reserva de Familia, Lagarde Primeras Viñas e Andeluna Altitud.
www.malbecworldday.com.br

Dia 11/04
Desafio ao Vinho especial Malbec World Day
Horário: 12h as 13h
Tema: Malbec combina com tudo?
Vinhos: Don, Sottano, Lagarde Primeras Viñas
www.tvgeracaoz.com.br

Dia 17/10
Transmissão ao Vivo Winebar
Horário: 21h
Tema: Diversidade do Malbec
www.malbecworldday.com.br

Dia 18/04
Desafio ao Vinho especial Malbec World Day
Horário: 12h as 13h
Tema: Malbec é tudo igual?
Vinhos:
www.tvgeracaoz.com.br

In Vino Veritas!

GK


segunda-feira, 25 de junho de 2012

La Celia Elite Malbec Tannat 2006


Queridos amigos e amigas, depois de um longo e tenebroso inverno, justamente no início do inverno de 2012, cá estou de volta a escrever sobre este assunto delicioso e fascinante que são os vinhos.

Não que tenha deixado de provar e me deliciar com deliciosos caldos, mas os tempos passados foram por demais atribulados, além de uns outros problemas que me impediram de aqui estar com vocês.

Pedi para o meu filho de três aninhos escolher, aleatoriamente, uma garrafa na adega para que eu abrisse e, em tempo real, escrevesse sobre a mesma que, em poucos minutos, estará no Blog! A escolhida foi este La Celia.

A Finca la Celia nasceu no ano de 1882. A linha elite está acima da linha Reserva, são chamados “super blends”, tendo sempre como base a uva Malbec, e foram lançados como uma homenagem a versatilidade que a Malbec mostrou em solo argentino. Lançados com Malbec / Petit Verdot, Malbec / Cabernet Franc e este que estamos provando Malbec / Tannat.

Vamos ao que achei deste vinho:

Visual: Bonita garrafa, com rótulo igualmente elegante, como predomina também o restante da linha. Rolha de cortiça. Ainda possui traços violáceos, mesmo com os 6 aninhos de vida, mas já começa a mostrar traços de evolução. Lágrimas finas, lentas, tingindo levemente a taça e por toda a taça.

Olfato: Elegante, com boa base aromática predominantemente frutada, bom toque de complexidade, mas sem explodir. Frutas vermelhas (morango e amora), baunilha e caramelo, finaliza com toques de chocolate e especiarias.

Paladar: Ataque mais sutil que no exame olfativo. Taninos presentes, mas já completamente domados e de granularidade de excelente qualidade. Acidez ainda bastante presente. Na boca, além das  notas percebidas no exame olfativo, trouxe tambén notas de café. Final de boa persistência.

O que a Vinícola fala sobre seu vinho:

60% Malbec / 40% Tannat

Colheita manual em pequenas caixas em busca do ponto ótimo de maturidade.

Estagiou em barricas de carvalho francês e americano de primeiro uso por 12 meses.

Coloração vermelho intenso e brilhante. Aromas únicos, uma reminiscência de doces de frutas vermelhas e especiarias como pimenta preta, combinadas com as notas do seu envelhecimento de carvalho. No paladar, taninos maduros dão força e estrutura. É um vinho de grande personalidade.

Recomendamos decantação de 40 minutos antes de servir.

O que diz a Wine Advocate, de Robert Parker, sobre o vinho:

Pontos: 85

Degustador: Jay Miller

Maturidade: Beber entre 2009 e 2014

Review:

The 2006 Elite Malbec (60%)-Tannat (40%) spent 12 months in French and American oak. Dark ruby-colored, it displays a nose of cedar, spice box, black cherry, and blackberry. Easy-going on the palate with plenty of spicy black fruit, this straightforward effort can be enjoyed over the next 5 years.


Até o momento deste post não haviam degustações publicadas pela Wine Spectator.

Um vinho bem agradável, fácil de beber, com certa dose de complexidade e sem tanta potência com é comum nos vinhos argentinos. Não é um vinho espetacular, longe disso, mas é um vinho bem interessante pra sua faixa de preço.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rutini Cabernet Malbec 2006


Já fazia algum tempo que eu estava namorando esta garrafa em minha adega que por lá repousava há pelo menos 3 anos. Um clássico argentino que, em conjunto com Catena, Zuccardi, Susana Balbo, Cobos e pouquíssimas outras bodegas, representam os grandes vinhos Argentinos.

Eu tinha certeza que este vinho aguentaria alguns bons outros anos na adega, mas, a vontade de prová-lo e, claro, compartilhar esta experiência com vocês, foi maior. Para acompanhar preparei uma costela de cordeiro assada que marinou por 12 horas no tempero aonde a base era Vinho, é claro!

Em 1885, Philip Rutini, fiel à linhagem italiana de sua família construiu uma adega que ele chamou de "La Rural". Nesse mesmo ano, com a chegada da estrada de ferro na província, o transporte de vinho foi tremendamente facilitado dando uma grande força para a indústria. Ao mesmo tempo, Philip foi pioneiro na implementação de vinhas no Vale do Uco e inovador no desenvolvimento de processos e técnicas que permitiram a adega ter um forte crescimento ao longo de sua história. 

Hoje, a Bodega La Rural é um dos mais importantes produtores de vinhos de alta qualidade da Argentina no mundo. Na década de 90, a vinícola foi completamente renovada em sua tecnologia, incorporando esta tecnologia sem perder seu próprio design e concepção do século XIX. Esta combinação única de tradição e  modernidade se reflete em cada um de seus cantos. O impressionante museu do vinho é uma jóia arquitetônica que preserva mais de 4.500 peças originais que atestam o ciclo produtivo do vinho nacional, através das décadas .

Unindo uma abordagem produtiva constante ao desejo ancestral de combinar visão inovadora e evolução, os vinhos da La Rural são reconhecidos como uma marca de sucesso nos dias de hoje. O principal objetivo é criar produtos da mais alta qualidade e em âmbito internacional. Os rótulos são exportados para mais de 30 países, comercializado mais de 1.200.000 caixas por ano. Os vinhos têm competido em todo o mundo, ganhando vários prêmios, como também excelentes resenhas nas revistas especializadas como a The Wine Spectator e The Wine Advocate. 

Vamos ao que achei deste vinho:

Visual: Clássica garrafa da Rutini, já conhecida de todos que apreciam os belos vinhos de nossos hermanos Argentinos. Rolha de cortiça personalizada para a Rutini. Na taça, apesar doa quase 6 aninhos de vida, não percebemos nenhuma evolução. Continua um vermelho rubi intenso, muito escuro, repleto de reflexos violáceos em sua bora. Lágrimas finas, relativamente rápidas e tingindo levemente a taça.

Olfato: Importante ressaltar que decantei o vinho por pouco mais que 1 hora. O vinho se mostra elegante e com boa complexidade e tipicidade. Não existe nenhuma nota que se destaque em relação as demais, o que agrada e desafia. Frutas vermelhas, em especial amora. Especiarias também presentes. Consegui identificar notas de pimenta e, mais ao fundo, canela. Curiosamente observo também um gostoso aroma de violeta. Em total harmonia com o restante do conjunto, finalizo identificando chocolate ao leite e uma pequena presença de eucalipto.

Paladar: Marca presença no palato, preenchendo toda a boca com boa intensidade. Taninos já bem macios, finos, mas bem presentes. Acidez ainda muito boa, o que mostra ainda a juventude do vinho. Apesar de intenso é um vinho de corpo médio que, também na boca, mostra total equilíbrio. No retrogosto destaque para as frutas vermelhas. Final muito persistente e bastante seco.

O que a Rutini fala do seu vinho:

Variedad: 50% Cabernet Sauvignon ; 50% Malbec.


Viñedo: Coquimbito (Maipú), La Consulta (Valle de Uco).


Cosecha: manual.


Crianza en barril: 12 meses.


Tipo de roble: 50% francés, nuevo; 50% americano, nuevo.


Alcohol: 13,5%.

Notas de cata: rojo rubí profundo. El dúo de cepas de origen bordelés da como resultado un tinto armonioso y equilibrado: la Cabernet Sauvignon entrega su carácter corpóreo y pleno y la Malbec matiza de suaves y dulces taninos el assemblage, realzando una combinación única de aromas y sabor frutados.

Maridaje: carnes rojas salseadas, cazuela de legumbres, platos criollos.


Existem vários vinhos da Rutini comentados pela Wine Spectator e pela Wine Advocate mas, curiosamente, este rótulo em específico ainda não foi.

Não é a toa que tem a fama que tem. Um vinho que é um dos representantes do Terroir Mendoncino. Traz também forte características gastronômicas, com certeza um amigo de uma boa parrija que harmonizou com maestria com minha costela de cordeiro.

Os vinhos da Rutini no Brasil são importados pela Zahil.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)
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