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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Rubizzo Chianti Colli Senesi 2013 - #CBE

E é chegado o dia de mais um post para a Confraria Brasileira dos Enoblogs! Depois de algum tempo eu consigo postar no dia correto! J.

O tema deste mês foi Chianti, escolhido pelo Confrade Jorge Alonso, do blog Contando Vinhos: "Um Chianti, valendo Classico, Riserva e qualquer sub região e sem limite de preço". Eu optei por um Chianti mais para o dia a dia, mesmo não tendo ocorrido um limite de preço e explico! Acho os Chianti mais “básicos”, sem passagem por madeira, um vinho realmente ideal para acompanhar nosso dia a dia, além de tipicamente serem mais refrescantes, delicados, harmozinando como ninguém com uma massa ou uma pizza mais leve.

Antes de seguirmos falando de nosso vinho, é importante falar um pouco sobre o Chianti. Afinal de contas, o que é este vinho, com qual uva é produzido, em qual região, etc? A região é o mais fácil, afinal com este nome só poderia ser da Itália! É produzido na região da Toscana, predominantemente com a uva Sangiovese e alguns deles são DOCG (Denominazione d'Origine Controlatta e Garantita, como nosso vinho deste post, porém isto não quer dizer lá muita coisa em relação a qualidade, somente a origem do vinho.

O Chianti ainda pode ser “Riserva”, indicando que passou por um período de envelhecimento de no mínimo de 2 anos, antes de ser comercializado, e “Superiore”, com uma graduação alcoólica maior que a versão normal. O vinho que eu escolhi é um Chianti Clássico DOCG e sem nenhuma passagem por madeira.

Como tudo no “Velho Mundo”, existem também lendas e várias histórias sobre este delicioso vinho. Este vinho é uma excelente opção para começar a conhecer um pouco sobre o velho mundo. Um pouco mais pesado no bolso, é verdade, mas vale a experiência e também o prazer.

Vamos então ao que eu achei do vinho:

Visual: Garrafa típica da região, sem aquele peso todo, citando o que para eles é mais importante: É um Chianti, DOCG e, claro, o nome da vinícola. A rolha é de compensado de cortiça. Na taça mostra uma coloração de um vinho bastante jovem, bem violáceo e translúcido.

Olfato: Ressalta sua jovialidade e refrescância. Muita frusca fresca, remetendo a frutas vermelhas do bosque, frutas vermelhas em compota e groselha. Um vinho fresco, franco, direto e sem muita complexidade.

Paladar: Aqui também a refrescância e a  jovialidade é palavra chave. Muita fruta também no palato. Corpo médio, boa acidez com taninos macios. Final com persistência média e gostoso retrogosto. Um vinho que agrada no conjunto.

O que diz a vinícola sobre seu vinho:

Curiosamente no site da vinícola o Rubizzo não aparece como um Chianti DOCG, vejam: http://www.roccadellemacie.com/vini-rossi.php?ids=5. Ele aparece sim como um Toscano IGT.

Acredito que o produto não seja vendido na Itália e seja apenas exportado para o Brasil. O que a vinícola fala sobre o “Rubizzo” vai de encontro as minhas percepções durante a degustação, vejamos:

At the end of the 1970s, Rubizzo was something of a revolution for Chianti drinkers, who were used to wines that based their vigor on a mostly acidic structure, were not suited to aging and were rather pale in color.

Italo wanted a wine with greater aromatic complexity, more smoothness and more coloring substances, but at the same time also an enjoyable drinkability that would make it suitable for any palate and situation.

In a certain sense, Rubizzo was a precursor for a taste that subsequently became very common amongst wineries and wine consumers. It is the wine that has accompanied Rocca delle Macìe throughout its history, changing and evolving in step with the winery. 

Os vinhos da Rocca delle Macìe são importados pela Decanter: http://www.decanter.com.br/rocca-delle-macie-rubizzo-2013-750ml/p00111113

Não existem críticas da Wine Advocate para este vinho.

Um vinho para quebrar paradigmas. Tenho certeza absoluta que se você harmonizar este vinho com uma massa ou pizza mais leve você irá se surpreender positivamente. Ainda temos uma cultura muito ligada a vinhos mais “porrada”, que também tem seu espaço, mas lembre que na gastronomia muitas vezes “menos é mais”, e é isto que destaco principalmente neste vinho.

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ciclos Icono 2010

Hoje falaremos novamente de outro vinho de nossos Hermanos. Este da região de Calchaquies, em Cafayate, Salta, mais ao norte da Argentina. Esta região ganhou sua notoriedade com a produção de excelentes vinhos brancos com a uva Torrontés, mas vem ganhando muito espaço também com excelentes vinhos tintos.

Salta é também um dos Estados argentinos com maior tradição vitivinícola: lá a videira foi introduzida pelos Jesuítas no século XVIII e várias das bodegas datam de princípios do século XIX. Na terra de todas as paisagens, popularmente conhecida como “a linda”, a região vitivinícola localiza-se nas alturas, em um lugar de enorme riqueza natural, histórica e cultural: os Vales Calchaquíes, local da origem das uvas do vinho de hoje. Lá, os vinhedos se estendem por mais de 3.200 hectares entre os departamentos de Cafayate, San Carlos, Angastaco, Molinos e Cachi. Em Cafayate é possível encontrar os mais grossos e antigos troncos arbóreos de videiras, e em Colomé e Payogasta vinhedos jovens imersos em uma paisagem montanhosa de grande altitude.

Além da Torrontés, hoje se destacam também as tintas como Cabernet Sauvignon, Malbec, Tannat, Bonarda, Syrah, Barbera e Tempranillo.

É uma região que vem se especializando, a cada dia, para receber o enoturismo. Com uma oferta de alojamento e gastronomia regional de alta qualidade, permitindo desfrutar do enoturismo em um entorno perfeito!

Nosso vinho é produzido pela Bodega El Esteco, que teve os irmãos David e Salvador Michel, de origem francesa, como fundadores. Em 1892, eles plantaram as primeiras vinhas e construíram a vinícola, que produz vinhos premium, sem participar nos segmentos de vinhos de entrada, lojas de vinho e varejistas de alto nível. Também cultivam uvas orgânicas que são elaboradas na El Transito e, recentemente, lançou a linha CUMA, somente de variedades orgânicas. Dentro da vinícola o Hotel & Spa Patios de Cafayate oferece 32 suítes para quem quer se esbaldar de vinho e sossego.

A garrafa que degustei foi adquirida no Duty Free de Buenos Aires, não me recordo bem o preço, mas foi barato. Aqui no Brasil custa na faixa dos R$80,00.

Vamos então ao que achei do Ciclos Icono:

Visual: A garrafa, como podemos ver nas imagens, é bonita, sem ser do estilo pesadona, e a lua e a estrela em alto relevo chamam a atenção. O Sol procura remeter a região de Salta, super ensolarada, e com excelente amplitude térmica. Na taça o vinho estava jovem, com coloração repleta de reflexos violáceos, escuro e sem deixar transparecer luminosidade.

Olfato: Sedutor, um vinho realmente sedutor e atraente. Harmônico, com destaques para frutas negras (cerejas escuras, toques de cassis), notas de especiarias como pimenta, completando com toques herbáceos e florais. Um vinho complexo e que, pelo nariz, mostra seu potencial para envelhecer. Madeira muito bem integrada ao conjunto.

Paladar: Muito legal ver como que a Malbec, mesmo em um assemblage com a Merlot, possui características distintas ao compararmos a região de Salta com a região de Mendoza. Um vinho elegante, de corpo médio, taninos já bem suaves e arredondados, acidez correta com final refinado e volumoso. Muita fruta em boca. Um vinho muito gostoso.

O que a vinícola fala do seu vinho:

VARIEDAD: 50% Malbec ; 50% Merlot

ORIGEN: Valles Calchaquíes, Argentina

TERRUÑO: Suelos pobres y pedregosos de alta montaña andina, gran amplitud térmica entre el día (cálido) y la noche (fresca). Alta exposición solar con 300 días al año. Clima seco y ventoso con 120mm de lluvia al año y un promedio de 15° C de humedad.

COSECHA: Malbec - última semana de marzo; Merlot - segunda semana de marzo.

DATOS ANALÍTICOS: Alcohol: 14 % Azúcares reductores: 2,94 grs / lt. Acidez Total: 5,95 grs. /lt. PH: 3.60

ELABORACIÓN: Los vinos Ciclos Varietales están orientados a tener una alta fineza y gran complejidad. Este objetivo se prepara desde los viñedos buscando uvas de gran concentración, granos pequeños, plantas equilibradas. La elección del día de cosecha es analizada cuidadosamente y una vez logrado su punto óptimo de madurez, cuidando todos los detalles se recolectan los frutos y comienzan los procesos de elaboración. Utilización de frío desde la llegada de la uva a la Bodega, (intercambiador de vendimia). Fermentaciones pre-fermentativas a 5ºC – Trabajos suaves durante la fermentación alcohólica - utilización de levaduras seleccionadas – temperaturas de fermentación entre 24ºC y 26ºC El 80% del vino es descubado a barricas nuevas y de segundo uso de roble Francés y Americano, donde realiza la fermentación maloláctica, finalizada esta y luego de un trasiego, retorna a las mismas barricas donde reposará y madurará durante 15 meses. El 20% restante se conserva en tanques de acero inoxidable.

Notas de Cata:

Rojo rubí, con tonos violáceos, profundo y fondo negro. Con muy buena intensidade

Aromas intensos y complejos. Se destaca la presencia de aromas a confituras de ciruelas y
leves notas especiadas y cassis. Aparecen la vainilla y el chocolate otorgados por su crianza en barricas de roble. Este aporte es fundamental para acomplejar los finos aromas que se logran durante la maduración del vino en botella. 

Los sabores son muy placenteros. Resaltan los sabores frutados de la uva Malbec conjugados con los especiados del Merlot, pasas de uvas, licor de chocolate. Entrada suave con taninos redondos y aterciopelados. Equilibrado, con una sensación final larga, agradable y untuosa.

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre este vinho:

Curiosamente a safra de 2010 não foi analisada. Destaco então as notas notas obtidas por este vinno. As safras de 2006 a 2008 foram analisadas por Jay Miller, a de 2009 por Neal Martin e a de 2011 por Luis Guitierrez.




Mais um vinho muito gostoso que, por sua faixa de preço, se mostrou até mesmo um belo Custo x Benefício.  O Altimvs, vinho top da vinícola, é excepcional e também recomendo. Não consegui escrever sobre ele ainda, mas com certeza estará entre os próximos posts.

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Cavalleri Pecato Merlot 2005 - Para homenagear Zumbi dos Palmares!!!

Abri este vinho inspirado pelo amigo Gil do blog Vinho Para Todos. Ele abriu um vinho da Miolo, o RAR, também da Safra de 2005, veja o post aqui. Por aqui também temos algumas garrafas deste ano fora de série para a produção de vinhos no Brasil.

Decidi então abrir esta para curtir o feriado em plena quinta-feira para celebrar Zumbi dos Palmares! Viva Zumbi, o grito forte de Palmares, que correu terras, céus e mares, influenciando a abolição! Sim, é um dia para ser comemorado por todos os Brasileiros!

Voltando a falar de nosso vinho, a Adega Cavalleri fica no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves. Quando os primeiros Cavalleri chegaram à região de Bento Gonçalves, no final do século XIX, não imaginavam que sua paixão por vinhos tornaria o sobrenome tão conhecido entre os amantes da bebida. O talento para a vitivinicultura foi transmitido de pai para filho, culminando no surgimento de uma vinícola especializada na arte de elaborar bons vinhos e espumantes.

Com produção reduzida e de alta qualidade, a Adega Cavalleri é uma empresa familiar instalada no coração do Vale dos Vinhedos. Desde sua fundação, em 1987, os membros da família coordenam pessoalmente todos os processos da elaboração, desde o manejo dos vinhedos à rotulagem manual das garrafas. O mix reduzido de produtos colabora para que os vinhos atinjam excelência, destacando-se pela personalidade marcante.

Vamos então ao que eu achei do nosso Merlot:

Visual: O rótulo ainda estava novo. Para ser sincero não lembro quando adquiri esta garrafa, mas o vinho aparenta ter sido rotulado mais recentemente. A rolha, de cortiça e personalizada, estava perfeita! Na taça começam as surpresas. Na coloração até é possível identificar sinais de evolução, mas de forma ainda bastante sutil, sutil mesmo! O vinho nesta faixa de preço, com 9 anos de idade, normalmente apresentaria sinais de evolução evidentes já em sua cor. Coloração rubi ainda com muito violáceo. Lágrimas gordas, rápidas e tingindo levemente a taça.

Olfato: Totalmente vivo e mostrando seus aromas com exuberância. Muita fruta vermelha, framboesa, amora e morango em compota. Toques florais. Um pouco de mineralidade. No nariz traz a tipicidade do Vale dos Vinhedos. O álcool está um pouco acima do que deveria. Mesmo sendo de 2005, deixar respirar por 30 minutos é uma excelente pedida. Fechando a análise olfativa, o vinho traz também notas de baunilha e especiarias, oriundas de passagem por madeira. Como a ficha técnica desta safra não está disponível no site, não posso precisar em qual madeira e por quanto tempo, mas com certeza possui passagem por carvalho. Enquanto escrevia este post, recebi a ficha técnica da vinícola e realmente o vinho passa por madeira, veja mais abaixo. No nariz o vinho ainda está novo!

Paladar: Mais austero do que no nariz, acidez correta, taninos presentes, vivos e finos. Aqui mostra também algum sinal de evolução no retrogosto com frutas secas. Corpo médio. Final persistente. Sem sombra de dúvida um vinho gastronômico e que facilmente chegaria aos seus 10 anos de vida totalmente inteiro!

O que a vinícola fala do seu vinho:

Vinho encorpado, elaborado com uvas supermaturadas, de cor vermelho rubi intenso com traços violáceos, aromas de amora, framboesa, especiarias e baunilha; retrogosto persistente. Seu amadurecimento foi feito em uma mescla de barricas francesas e americanas. Envelhecimento de 08 meses nas caves.

O vinho não é mega complexo, mas é um vinho de qualidade, com estrutura, gastronômico e longevo. Este tipo de experiência é sempre muito prazerosa. Tentei, mas não consegui, encontrar este vinho a venda. No site da Vinícola existe um Merlot comemorativo aos 25 anos da mesma, mas da Safra de 2010. Este é vendido a R$180,00 (caixa com 6 garrafas). A Safra de 2005 foi superior a de 2010, mas fiquei curioso para provar este vinho mais novo pois já deve estar pronto ou quase pronto para ser consumido. As garrafas são numeradas. A que abri foi a 03136.

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Arboleda Merlot 2008

O Arboleda é um vinho que já há algum tempo vem fazendo fama no Brasil. Entrou em algumas cartas de restaurantes renomados e, em teoria, entrega bastante pro preço que possui (aproximados R$85,00).

A Arboleda, projeto pessoal Eduardo Chadwick no Vale do Aconcágua, nasceu em 1999 como um tributo a árvores nativas do Chile que foram preservados nas vinhas de manejo sustentável. Trabalhar com respeito ao meio ambiente e em harmonia com a natureza, a compreensão do terroir, um equipe apaixonada, e a visão de excelência, são os pilares dos vinhos produzidos pela Arboleda.

O Valle do Aconcágua foi o local escolhido para Arboleda, que fica a 100 km ao norte de Santiago, capital do Chile. Os ventos frios que sopram no litoral do Oceano Pacífico em direção à Cordilheira dos Andes, junto com um clima mediterrânico permitem que as uvas amadureçam lentamente, intensificando os sabores e concentração dos seus vinhos. Os ventos começam na costa do Pacífico, passam pela vinha Chilhué perto do mar, continuando até o Aconcágua, e sopram através do vinhedo Las Vertientes, moderando as temperaturas das uvas, até chegar aos pés de um impressionante Monte, o Aconcágua, o pico mais alto da Cordilheira dos Andes.

Vamos então ao que eu achei do Arboleda Merlot:

Visual: Garrafa bastante elegante e não pesa tanto como algumas garrafas do Chile. Rolha em cortiça e personalizada para a bodega. Na taça já perdeu um pouco do violáceo forte mas ainda não mostra nenhum sinal alaranjado no halo. As lágrimas são gordas, relativamente rápidas e tingem a taça.

Olfato: Intensa expressão aromática com boa dose de complexidade. Nas frutas um mix de frutas negras com vermelhas. Consegui identificar cereja, framboesa e ameixa. O exame olfativo traz também uma dose de café e tabaco integrados com um caramelo tostado. Ao fundo, para fechar com chave de ouro, vem um leve toque mentolado.

Paladar: Um vinho com corpo intenso e forte ataque inicial na boca. Este ataque traz boa dose de fruta madura e envolve toda a boca. Os taninos estão presentes, mas são gostosos e mais suavez. Um vinho bastante gastronômico com boa dose de acidez. Já o álcool, que aqui está em 14,5%, se integra perfeitamente ao restante do vinho.

O que diz a Vinícola sobre seu Vinho:

Não consegui encontrar a ficha técnica do Merlot no site da Arboleda (www.arboledawines.com). Transcrevo aqui as notas do site da Expand, importadora dos vinhos da Arboleda para o Brasil:

País: Chile

Região: Vale do Aconcágua

Produtor: Viña Seña

Uva: Merlot

Safra: 2008

Graduação Alcoólica (%): 14.5%

Temperatura de Serviço (°C): 16 á 18

Sobre a Vinícola: O projeto de Chadwick com a Arboleda foi conceituá-lo como uma linha boutique de vinhos finos, que provém de um único vinhedo do Vale do Aconcágua. Os elementos fundamentais que o produtor usou para atingir seus objetivos foram o terroir característico, a cuidadosa seleção das uvas e uma equipe apaixonada pelo que faz.

Vinificação: Maceração a frio 10Cº. A fermentação foi realizada em
temperaturas entre 24 ° e 28 ° C, com três overs vezes por dia para entre 0,5 e 1,5 o volume do tanque de acordo com o nível desejado de extração. Tempo de maceração total variou de 15 a 30 dias dependendo do desenvolvimento individual dos lotes. Todos foram envelhecidos por 12 meses em barricas de carvalho 47% novas, dos quais 92% franceses e 8% americano.

Harmonização: Ideal acompanhamento com carnes vermelhas assadas, caça, risoto ao funghi e queijos envelhecidos

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, diz sobre este vinho:

Pontos: 87
Degustador: Jay Miller
Maturidade: N/A

Review:

Deep purple, black currant and mocha aromas, layered, underlying structure, balanced.

Esta Safra ainda não foi avaliada pela Wine Spectator.

Um ponto curioso: O vinho é vendido a USD19,00 nos Estados Unidos e chega a R$85,00 por aqui.

O vinho agradou bastante, um típico exemplar chileno. Uma ressalva é que em sua faixa de preço existe também muita coisa boa para ser provada!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Cornellana Merlot Reserve 2008 - Notas Técnicas

Quando criei o Post do Cornellana Estate Grown Reserve Merlot 2008, não encontrei quase nenhuma citação na Internet sobre este vinho. Consegui descobrir a vinícola que o produz, no caso a chilena La Rosa. Tentei então um contato por email (pr@larosa.cl) que foi um sucesso. O email enviado solicitou maiores informações sobre o rótulo, vejam a resposta:

Dear Gustavo:

That’s right, Viña La Rosa produce the Cornellana range of wines, but for this moment in our official web site (www.larosa.cl) we only promote the Viña La Rosa range.

Attached is the technical sheet of the Cornellana Merlot Estate Grown 2008.

If you need anything else please let us know, we’ll be glad to help you.

Best regards,

Viña La Rosa


Como prometi no Post do vinho que traria as informações técnicas caso as conseguisse, cá estou!

WINE DETAILS

Alcohol: 14,3% vol.
Total SO2: 69 mg/l
Free SO2: 32 mg/l
pH: 3.69
Total acidity: 3,36 g/l H2SO4
Volatile acidity: 0.63 g/l C2H4O2
Residual sugar: 2,1 g/l

GRAPE VARIETIES

85% Merlot;
15% Carmenère (Estate grown) from the Rapel Region.


VITICULTURE

Nature of Soil: Alluvial with a mixture of sand and gravel
Planted surface of the particular species: 197,2 ha.
Yield: 8-10 tons/ha
Type of harvesting: By machine
Date of harvest: Third week of March

The Merlot clone planted at Viña La Rosa is unknown but is possibly an old Viña La Rosa clone from the Peumo area. Vines were planted on their own roots in 1960 and are irrigated by furrow and drip. Region of origin: Cachapoal Valley, Rapel Region, Chile.

The vineyard is on vertical shoot positioned trellis. The fruiting zone is about 0.8–1.0 m above the ground, and shoots are trained vertically upward. The shoots are held in place by four foliage wires, in pairs. Shoot thinning is carried out in spring to reduce water shoots. This is quickest to do when shoots are only about 15 cm. The goal is to about 15 shoots/m. Shoot trimming typically is carried out after flowering and may need to be repeated during the rest of the season. Shoots are normally trimmed 1.0–1.2 m in length. Vines are either cane or spur pruned. Leaf removal is carried out 2–4 weeks before veraison, to improve fruit composition.

VINTAGE CONDITIONS

The 2008 vintage was marked by an atypical season: the coldest and driest winter of the last 40 years. Late bud-breaking and flowering, in addition to low availability of water due to a dry winter, resulted in a shorter vegetative growth period. In general, this process led to moderate vigor and transparent canopies; two aspects related with good quality in grapes. As a result, red wines show great fruit intensity, a good tannic level, displaying a good balance between ripeness and liveliness, good acidity along with round and silky tannins, and a juicy sensation on the mouth.

WINEMAKING PRACTICES

The grapes were picked with a typical analysis at harvest of pH< 3.6, acidity 5.5–6.0 g/l (as tartaric acid), and 23.5°–24.0° Brix. The grapes were destemmed and crushed and the stems discarded. The must was pumped to a fermentation vessel and tartaric acid added (0.5-1.0 g/l), with a small quantity of sulfur dioxide (50 milligrams per liter), followed by a selected yeast culture (EC 1118). During fermentation, the open pump over method was used. The must fermented at 27°C for seven days.

Pressing took place when the required amounts of color, flavor and tannin had been extracted; the pressed wine was kept separate. Malolactic fermentation occurred naturally. The 50% of the wine were matured in French oak medium toast barrels for nine months.

TASTING NOTES

A smooth red with an intense purple colour, it has a ripe fruit aroma and lots of soft berry and plum flavours, enhanced by oaky notes.

FOOD RECOMMENDATIONS

Serve this wine at room temperature (16-18ºC). Enjoy it on its own, or pair it with a wide range of savory dishes especially pork and duck, soft cheeses, chicken, casseroles, or pasta with tomato-based sauces.

E então? É ou não é completa? Não sei se foi pq me enviaram por email, mas foi das notas mais completas que já consegui, falando até sobre a safra do vinho!!

Espero que tenham gostado!

In Vino Veritas!

(GK)

domingo, 18 de julho de 2010

Cornellana Estate Grown Reserve Merlot 2008

Estava eu e minha filhota de 12 anos comprando algumas coisinhas no Pão de Açúcar. Como de costume fui dar uma volta na bela adega que eles tem no Tatuapé e me deparei com este rótulo. Apesar de não conhecer o vinho, achei a garrafa interessante, o vinho é Chileno, estava por R$21,00 e acabei levando o dito cujo.

Semanas depois eu e minha esposa fomos descansar um pouco em Ubatuba e eu acabei levando esta e uma outra garrafa para a praia, visto que na época que fomos a noite sempre faz um friozinho. Este vinho foi aberto para acompanhar uma bela picanha uruguaia que fiz na brasa.

A marca Cornellana é uma das marcas produzidas pela Viña La Rosa e, analisando melhor a garrafa, o vinho é importado pelo próprio Pão de Açúcar (CBD). O curioso é que no site deles não consta absolutamente nada sobre este vinho. Enviei um email solicitando maiores informações, vamos ver se me respondem com as notas técnicas.

A Viña La Rosa foi fundada em 1824 por Francisco Ignacio Ossa e Mercado, nas margens do vale do rio Cachapoal no VI Região del Libertador General Bernardo O'Higgins, tornando-se um dos mais antigos vinhedos no Chile.

Assim que eu conseguir outras informações sobre este vinho vou atualizar este post com as mesmas Outro ponto curioso é que não encontrei também nenhuma informação em sites e nos blogs de meus confrades. Vamos lá então ao que achei deste vinho:

Visual: Garrafa, como falei anterioremente, bacana que me chamou a atenção. Ao abri-la, me deparei com uma rolha de compensado de cortiça sem nenhum dizer! Na taça trouxe coloração violeta não tão escuro, com lindos reflexos, gotas lentas e esparças.

Aroma: Super frutado com realce para frutas vermelhas tenras, prontas para serem comidas. As frutas que mais se destacam são as amoras. Fiquei apreensivo pelo álcool, que estava a 14,5% e eu não tinha um decanter. Mesmo assim o álcool se mostrou praticamente imperceptível. O aroma trouxe também nuances de madeira, mesmo eu não tendo conseguido descobrir quanto tempo o vinho ficou em barricas.

Paladar: Delicado, taninos presentes e bem incorporados. As frutas se suavizam no palato e a madeira se mostra mais presente. Percebi também caramelo. Acidez no ponto certo. Um vinho simples, mas correto e redondo. Na boca o álcool também se mostrou bem suave. Agradou pacas e vai me fazer comprar uma garrafa do Gran Reserva.

Vou falar pra vocês que pelo preço que eu paguei eu me surpreendi e muito. Mais um belo custo benefício pra todos e que vai receber uma nota 3.5!

In Vino Veritas!

(GK)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Santa Helena Selección del Directório (Gran Reserva) Merlot 2007

Quarta-feira, friozinho em São Paulo e meu Mengão iria passar por mais uma prova de fogo na Libertadores. O último jogo, contra o mesmo time, foi em Santiago, terra deste belo vinho, e meu time do coração perdeu. Com a chuva torrencial que caiu no Rio de Janeiro, o jogo foi adiado para amanhã, às 16:00hs. Como neste horário eu estarei trabalhando, abri este belo exemplar chileno hoje para comemorar, de forma antecipada, o jogo de amanhã!

Irei, aos poucos, comentar toda a linha Selección del Directório por aqui. Já temos posts do imediatamente superior a linha Selección, que é o Vernus, no caso aqui o Vernus Blend, e do Chardonnay desta linha. A linha Selección del Directório chega ao Brasil importada pela Interfood nas cepas tintas Cabernet Sauvignon, Shiraz, Carmenére, Pinot Noir e o que iremos comentar, a Merlot. Já nas cepas brancas temos o Late Harvest, a Chardonnay e a Sauvignon Blanc.

Cabe aqui uma outra curiosidade: A Santa Helena foi eleita como a primeira marca em vendas nas categorias de vinho tinto e vinho branco importados, pelas cadeias de supermercados no Brasil, segundo um estudo feito e publicado pela revista Supermercado Moderno na última edição, que corresponde ao seu Anuário Top Five 2009.

Esta distinção ganha mais relevância, pois no ano passado esta mesma pesquisa, realizada entre os principais vendedores varejistas brasileiros, apresentou o mesmo resultado para Santa Helena: nº 1 em tintos e brancos.

Desta vez não decantei o vinho. Abri a garrafa e servi diretamente na taça. Vamos ao que achei deste vinho:

Visual: Garrafa clássica, redesenhada depois da chegada do novo Enólogo e do reposicionamento da marca da Santa Helena no mercado. Rolha de cortiça com o nome da vinícola. Na taça mostrou coloração vermelho rubi com tons violáceos. Gotas lentas e esparças.

Aroma: Primeira impressão deliciosa. Um bouquet frutado intenso que traz muito prazer ao sentí-lo. No nariz senti o álcool bem equilibrado, frutas negras e vanilla. A vanilla traz alguma coisa de queimado no final.

Paladar: Vinho bem encorpado, sedoso, com taninos presentes e suaves. A fruta que mais me chamou atenção na boca foi jaboticaba com um leve toque de amora. Um vinho muito gostoso trazendo com maestria as características da Merlot Chilena. Retrogosto presente e doce, com lembranças ao chocolate. Final longo e muito agradável.

O que diz a vinícola:

Cepa: 100% Merlot.

Colheita: Meados de abril.

Região: Vale de Colchagua.

Vinifacação: As uvas são colhidas a mão, a última semana de março. Uma vez prensadas, são mantidas durante cinco dias a 12°C sem fermentação. A fermentação é feita a 26° C durante 10 dias, utilizando fermentos selecionados. Depois o vinho é mantido em contacto com o bagaço durante 10 dias, a seguir é transferido para barris para a fermentação maloláctica, onde permanece um ano em barris de carvalho francês. Antes de ser engarrafado, o vinho experimenta uma mínima filtração e é armazenado em garrafas por seis meses antes de sua comercialização.

Notas de degustação: Vermelho Rubi Profundo. No nariz, aromas de fruta vermelha madura combinam com geléia, chocolate e baunilha. No paladar, doces taninos, aromas de amoras silvestres e framboesas se misturam com toques especiados e tostados. Boa persistência final.

Depois de um tempo na taça o aroma abre mais, trazendo um tostado mais intenso, lembrando caramelo queimado e com chocolate no final, o que sugere fortemente a deixa o vinho pelo menos 1 hora respirando antes de degustá-lo. Com certeza farei isto na próxima garrafa. Mesmo depois de beber quase toda a garrafa, o vinho permanece perfeito e com todas as suas características.

Vai levar um 4.

(GK)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Santa Carolina Reserva Merlot 2006

Minha esposa tirou férias e eu, infelizmente, não pude deixar de trabalhar. Aproveitei então este período para fazer uma espécie de imersão no vinho, para treinar mais meus sentidos. Já li diversas entrevistas em que Enólogos sugerem que você prove um vinho a cada dia, variando as uvas e os países, para treinar. Não existe forma melhor para treinar nossos sentidos do que degustar. A escolha do vinho acaba variando com o clima, o prato escolhido, seu estado de espírito, e por aí vai.

Hoje, dia 11/03/2010, optei por abrir outro Reserva da Vinícola Santa Carolina, desta vez um Merlot. Curiosamente é o primeiro Merlot que abro em casa. Já bebi outros rótulos em restaurantes, provei um da vinícola Casablanca quando estive no Chile, mas sacar a rolha de uma garrafa Merlot é a primeira vez.

Uma curiosidade: Este e outros vinhos da linha Reserva da Santa Carolina são vendidos como monovarietais. Em 1995 o Chile estabeleceu por lei que 75% do vinho deve ser da variedade e do exato local que aparecem no rótulo, permitindo que apenas 25% possa variar a essas especificações. Não há nenhuma exigência particular a respeito da produção de vinhos de reserva, mas todos os vinhos que indicam a designação Reserva, Gran Reserva ou Reserva Especial indiquem o lugar de origem. O rótulo não traz esta informação, mas o site da Santa Carolina mostra que este Merlot não é 100% monovarietal, já que apenas 85% das uvas utilizadas é Merlot tornando-o, na prática, um assemblage.

Como este Merlot tem um alto teor alcoólico (14,5GL) e é de 2006, achei interessante decantá-lo o que fiz por aproximados 40 minutos. Vamos então as minhas percepções deste rótulo:

Visual: Uma cor rubi linda bem forte. Chora bastante, trazendo muitas gotas.

Aroma: Pensei que o álcool estaria mais presente, foi a primeira surpresa boa, já que estava integrado. Trouxe frutas vermelhas, com um toque de anis e canela. Um vinho bastante aromático.

Paladar: Início discreto, abrindo para as frutas vermelhas, talvez cereja, não consegui identificar com precisão. Os taninos impressionam por serem muito macios, praticamente doces. O álcool praticamente some sendo um vinho muito fácil de beber: “desce redondo”. Não é muito potente, tem pouco retrogosto, mas o final é bastante persistente.

O que a vinícola diz:

Composición: 85% Merlot - 10% Carmenere - 5% Syrah

Apelación: Valle de Colchagua

Tiempo en Barrica: 9 meses

Notas del Enólogo: La cosecha 2006 de Merlot Reserva posee un color rojo a violeta profundo. Posee aromas a frutos rojos y negros como cerezas e higos, junto a notas a café tostado y chocolate. Es un vino de gran cuerpo e intensidad medianamente grande. Tiene muy buen balance entre sus notas frutales y los componentes de la madera, presentando cierto grado de complejidad que se desarrollará en botella. Resulta ideal como acompañamiento de platos de pastas con salsas, carnes blancas y carnes rojas con salsas suaves. Servir a una temperatura de 18° C.

Um vinho que me surpreendeu positivamente. Harmonizei com cordeiro ao molho de geléia de uva e geléia de tomate que meu irmão trouxe da argentina. Uma delícia.

Com certeza abrirei outros Merlot por aqui.

Nota 3

(GK)

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