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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Desvendando as Serras Gaúchas – Vinícola Almaúnica


Amigos e amigas, é com prazer que retorno a relatar as visitas que tive a oportunidade de fazer às vinícolas das Serras Gaúchas.

A Almaúnica impressiona logo quando chegamos na Vinícola. Uma construção moderna, imponente, que chama a atenção mesmo a longa distância.

O projeto é recente. A Almaúnica foi fundada em 2008 pelos irmãos gêmeos Magda e Márcio Brandelli. Filhos de Laurindo e Doracy, os irmãos montaram uma empresa que alia a tradição familiar na cultura do vinho com propostas inovadoras, embasadas na vontade de elaborar produtos nos quais se expressa todo o amor e carinho pelas videiras e arte de elaborar vinhos com alegria e prazer. E sim, o Laurindo em questão é o mesmo da vinícola Don Laurindo.

Tudo na Almaúnica foi escolhido a dedo, inclusive o posicionamento dos vinhedos. A Vinícola possui hoje 13 hectares, sendo 2,5 já plantados. Seu portfolio conta com três vinhos tintos (Reserva Merlot, Reserva Cabernet Sauvignon e Reserva Syrah), e dois espumantes (Brut, pelo método tradicional, e um Moscatel). Há pouco lançaram também um Merlot que atende aos pré requisitos da DO do Vale dos Vinhedos.



O Márcio é um exemplo de perseverança e sucesso. Tem como objetivo trabalhar o Terroir Brasileiro e sempre trabalhar todo o conjunto do vinho, não só o conteúdo da garrafa. Por algumas vezes em nossa visita ele comentou que a Almaúnica tem que estar preparada, a qualquer momento, para receber desde um turista até um crítico internacional renomado! Ele trabalha para melhorar a qualidade do vinho brasileiro e manter um preço justo para o consumidor final.

Outros vinhos estão sendo preparados com todo carinho e zelo pelo Márcio. Já no tanque está um Pinot Noir que promete! O lançamento do vinho ícone da vinícola já está nos planos do Márcio. O vinho deve se chamar “Alma Única Parte 2” e o objetivo é lança-lo no dia da abertura da Copa do Mundo do Brasil.



A visita é imperdível e traz surpresas a todo o momento. O que mais me deixou impressionado, entretanto, é o projeto como um todo! Aqui realmente houve um projeto! Tudo foi planejado nos mínimos detalhes e os resultados estão aparecendo.

Agora, vc deve estar se perguntando, qual a origem do nome Almaúnica? Aqui vou usar as palavras do Márcio:

“A Almaúnica, como o nome já diz, é única. Trata-se da mistura bem feita entre os valores e culturas tradicionais do vinho, de uma família secular na lida, mas com a modernidade de uma vinícola que nasceu para ser eternamente jovem. Seja em seu prédio, com características de boutique contemporânea de vinhos, seja em seus produtos, de aromas e sabores sempre equilibrados e cheios de vivacidade, a Almaúnica é uma experiência única.”

Chegamos então a parte final de nossa visita, e uma das mais esperadas, que foi a degustação!


Márcio conduzindo nossa degustação

Começamos degustando o Merlot. Muita fruta, um toque de café e especiarias. Uma persistência que impressiona, mesclando potência e elegância.

Na sequência o Márcio nos serviu o Cabernet Sauvignon. Um vinho muito bem equilibrado, também com muita fruta (negras) e trazendo também caramelo e chocolate. Na boca trouxe toda a estrutura da Cabernet Sauvignon com muita elegância e também excelente persistência.

O último tinto servido foi o Syrah que, na época, estava há poucos dias do início de suas vendas. Este matou a pau! Uma excelente complexidade aromática, floral, frutas, com uma tipicidade incrível. Estava com pouquíssimo tempo de garrafa e já se mostrou interessantíssimo. É claro que trouxe uma garrafinha para abrir mais adiante! Rs. Foi o vinho que mais me agradou!

Este careca sou eu degustando o Syrah!
 Os três vinhos se mostrarem com boa complexidade, bom perfil aromático, trazendo também boa dose de mineralidade, tanto na boca como no nariz.

Terminamos a degustação com um Espumante 100% Chardonnay Brut produzido pelo método tradicional que permaneceu por 12 meses em contato com as leveduras. De cara vimos uma perlage linda e super persistente. No nariz muita fruta e refrescância. Na boca uma cremosidade que agradou.

Parabéns ao Márcio Brandelli pelo excelente projeto e, mais do que isto, pela excelente qualidade que vem conseguindo em tão pouco tempo de vida!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Desvendando as Serras Gaúchas – Marco Luigi Vinhos Finos



Depois de um breve hiato, retorno aos meus relatos sobre as delícias das Serras Gaúchas. Hoje é o dia de falarmos da Marco Luigi Vinhos finos, um dos locais mais lindos que visitei durante minha estada. Mais um destino obrigatório para quem for visitar a região. É tudo lindo, super bem cuidado e encantador. Curta um pouco nos meus Olhares sobre a Marco Luigi.

Na Vinícola Marco Luigi a arte de elaborar vinhos foi passada de geração a geração. Atualmente Victor , filho de Marco Luigi, que com o conhecimento o amor e a tradição herdada de seus antepassados cuida pessoalmente do cultivo das uvas, desde o plantio até a colheita. A elaboração dos vinhos e espumantes Marco Luigi fica por conta de Leonardo (enologo), neto de Marco Luigi e filho de Victor.

A tradição permanece, mas a gestão é marcada pelo profissionalismo e pela busca constante de especialização. Além disso, a vinícola conta com o que há de mais moderno em tecnologia o que contribui para a excelência de seus vinhos e espumantes.

Além de se preocupar com a qualidade de seus produtos, outra prioridade da Marco Luigi é ser uma empresa ecologicamente correta, respeitando o meio ambiente. Para isso faz o aproveitamento da água da chuva (utilizada principalmente na limpeza geral e irrigação) e a utilização dos engaces da uva como adubo orgânico em seus próprios parreirais.

A vinícola possui hoje 64 anos de registro. A plantação é totalmente própria em uma área de 32 hectares, produzindo aproximadamente 120.000 garrafas por ano. Possuem 20 funcionários e este número chega a mais que dobrar durante a época da colheita. A maior venda dos vinhos da Marco Luigi hoje ocorre em lojas especializadas e pela internet.

Enquanto visitávamos a vinícola, fomos apresentados a Cave e, para minha surpresa, a Marco Luigi não só guarda vinhos de safras antigas, como também disponibiliza estes vinhos para a venda. Como, momentos antes, tínhamos degustado um Merlot 1996 na Don Laurindo, perguntamos para a super atenciosa Marcela, senão poderíamos abrit um Merlot da Marco Luigi de uma safra também antiga. Ela, super solícita, disse que poderíamos escolher. A escolha caiu sobre um Merlot 1997 que foi levado para finalizar a degustação.



Na degustação conhecemos a linha tributo, que preza pela refrescância e fruta, sem sofrer passagem em madeira. Todos vinhos muito gostosos, fáceis de beber e de uma relação custo x benefício fora de série! Degustamos o Tributo Merlot 2007 que estava realmente uma delícia, atendendo a linha. Um vinho jovem, refrescante e esbanjando fruta.



Depois da linha Tributo temos as linhas Reserva, Reserva da Família e Grande Reserva. Na linha Reserva degustamos o Cabernet Sauvignon 2008 que leva uma ligeira passagem pela madeira aportando uma complexidade um pouco maior. Um vinho com um bom corpo e estrutura.



Passando para a Reserva de Família, o rótulo degustado foi o Merlot 2006 e foi o que mais gostei! Um vinho macio e aveludado, com excelente estrutura, taninos e acidez. Fruta e madeiras em total equilíbrio com um delicioso final de boca.



Por último, quer dizer, por último dentro do “script” degustamos o Grande Reserva CS 2006, por enquanto o único rótulo desta linha. O vinho é elaborado com uvas Cabernet Sauvignon extremamente maduras com uma produção de uva por pé é de apenas 2 kg! Muita tipicidade e características de um vinho de guarda.



Você deve estar se perguntando: E o Merlot 1997, como estava? Pois, mais uma vez, e no mesmo dia, tive outra surpresa! O vinho estava excelente e com 14 anos de vida! O Brasil já é uma realidade na produção de vinhos de excelente qualidade. Prove você mesmo e confira!

É isso meus amigos. Além da Marco Luigi ser uma das vinícolas mais bonitas que conheci, os vinhos produzidos por ela são de excelente qualidade e, acredite, imperdíveis!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desvendando as Serras Gaúchas – Vinhos Don Laurindo


A Don Laurindo foi a primeira vinícola que visitamos no nosso segundo dia nas Serras Gaúchas. Fomos recebidos pelo simpático Ademir Bradelli, o principal responsável pela vinícola. O nome “Laurindo” vem do pai do Ademir que também tivemos o prazer de conhecer pessoalmente!

Don Laurindo e Ademir Brandelli

Tudo começou em 1887 quando, procedente de Zévio, pequeno povoado na povíncia de Verona, norte da Itália, chega a Bento Gonçalves Marcelino Brandelli. Como todos os imigrantes, no início, sobreviveu dedicando-se à agricultura rudimentar da época e simultaneamente, iniciou o plantio de videiras, cujo vinho se destinava ao consumo da família. Em 1946, Cezar, filho de Marcelino, com sua família, adquiriram trinta hectares de terra na localidade Oito da Graciema, onde se consolidaram na podução de uvas e vinhos, muito apreciados pelos vizinhos e amigos. Esta tradição e a arte foram transmitidas de pai para filho. Laurindo, filho de Cezar, esmerou seus conhecimentos, passando a produzir e a elaborar vinhos finos de castas nobres, com a ajuda dos filhos Ademir, Adelar, Alfonso e Márcio. Em 1991, Laurindo reuniu os filhos e com eles, resolveu institucionalizar a venda de seus vinhos, criando a VINHOS DON LAURINDO LTDA, empresa constituída unicamente com membros da família. Unindo-se tradição, arte e técnica, através da produção própria e seleção das uvas, obtém-se excelentes resultados na elaboração dos vinhos. Os vinhos são elaborados para o consumo da família e o excedente, comercializado. Dentro desta filosofia, conseguimos degustar e apreciar vinhos com garantia de qualidade e de sabores exclusivos.

A Don Laurindo possui hoje 15 hectares de uvas plantadas, 100% destes em espaldeira. A produção atual é de 120.000 garrafas por ano. A primeira safra vinificada por eles foi a de 1991, e em 1995 foram os pioneiros no Brasil a vinificar um vinho de Tannat.

Os vinhedos em espaldeira

Muitas mudanças qualitativas bem acontecendo e a maior delas nos vinhedos. Antigamente o que valia mais era a o peso, ou seja, a quantidade e não a qualidade das uvas. Hoje utilizam tecnologia de ponta nos vinhedos, com foco total em qualidade, no crescimento calcado na qualidade dos produtos. A preocupação com a qualidade está também no processo produtivo. Um exemplo disto é o tempo entre a colheita e a pisa que é de no máximo 1 hora evitando, desta forma, possíveis oxidações em uvas que tenham se ferido durante a colheita.

Outra curiosidade é a venda dos produtos que ocorre em sua maior parte via Internet (60%) e diretamente na vinícola (20%). São vendas “boca a boca”, não existindo investimento em publicidade. A maior preocupação da Don Laurindo está na produção e não na comercialização.

A vinícola é um ponto de parada imperdível para quem irá visitar o Vale dos Vinhedos. As caves são muito bonitas, assim como a sala aonde Ademir guarda seus tesouros, praticamente todas as safras já vinificadas pela Don Laurindo estão ali.

Algumas das relíquias

Após conhecer a vinícola e sua bela história, chegamos a melhor parte da visita, a degustação!

Começamos com um espumante produzido pelo método tradicional feito com Malvásia de Cândia que surpreendeu pelos seus toques herbáceos. Trouxe também bastante fruta e uma perlage fina e persistente. Bastante diferente e interessante.

O Merlot DO também me chamou bastante a atenção. Os detalhes virão em breve em post específico, mas o Vale dos Vinhedos hoje possui uma DO (Denominação de Origem) e, neste primeiro ano, a Don Laurindo produziu um Merlot específico para ser certificado pela DO. Muita fruta e tipicidade. Um vinho memorável!

Merlot DO Reserva 2009

Não poderia deixar de falar do Tannat da pioneira desta cepa no Vale. Provamos o Tannat 10 Anos Safra 2005, lançado para homenagear os 10 anos da variedade Tannat no Brasil. Um vinho bastante complexo e com potencial de guarda.

Para terminar falo do meu favorito. O Gran Reserva Safra 2002, produzido com 80% de Tanna e 20% de Ancelota, um vinhaço que, por sinal, é o favorito do Ademir. Muita fruta vermelha, especiarias, excelente corpo e estrutura.

Gran Reserva 2002, delicioso!

A turma estava animada com a qualidade que estávamos encontrando quando então o Ademir disse a todos que poderíamos escolher uma garrafa da sala aonde guarda a história da Don Laurindo. Ah, a sala é protegida por uma grade fechada a cadeado!!! Rs. O vinho escolhido foi um Merlot de 1996, isso mesmo, 1996, 15 anos! Iria ser minha primeira experiência com um vinho brasileiro tão antigo. Adivinhem o que aconteceu? O vinho estava PERFEITO. Claro que era um vinho evoluído, com muitos aromas terciários, coloração já atijolada típica de vinhos mais antigos, mas o vinho ainda possuía taninos, acidez e até um pouco de fruta. Não se esqueçam que a primeira safra vinificada por eles foi em 1991, ou seja, esta foi a sexta safra, sem tanta preocupação qualitativa nos vinhedos, e o resultado foi um vinhaço, com excelente potencial de guarda. Ficou na mente de todos a expectativa de provar um vinho produzido atualmente daqui há 15 anos.

Vejam a cor do Merlot 1996!

Na saída fomos presentados com uma garrafa do Merlot DO 2009 que guardarei cuidadosamente por mais alguns anos em minha adega.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Desvendando as Serras Gaúchas – Dunamis Vinhos e Vinhedos



Ainda no primeiro dia de nossa visita as Serras Gaúchas, antes do jantar passamos no IBRAVIN para conhecer um pouco mais da história deste órgão e também para conhecer o projeto da Dunamis Vinhos e Vinhedos. Alguns de vocês podem estar se perguntando: “-Mas porque não visitar diretamente a vinícola?”. A resposta é simples, a Dunamis não fica na região de Bento Gonçalves e sim na Campanha, no município de Don Pedrito.

Quem me acompanha aqui no Enoleigos já tinha ouvido falar do lançamento da Dunamis. Além de noticiar, comentei os 2 primeiros vinhos, o Cor 2008 e o Ser 2010.
A apresentação da vinícola foi conduzida pelo Julio Cesar Kuns, CEO da Dunamis. O Julio hoje também é o presidente da associação dos vinhos da Campanha.

Podemos resumir o principal objetivo da Dunamis ao produzir seus vinhos com duas palavras: “Pensamento Verde”. O processo produtivo já utiliza o mínimo possível de produtos químicos, auxiliado pelo sistema "Thermal Pest Control”, que permite grande redução de aplicação de defensivos, melhorando significativamente a qualidade da uva, fazendo com que o produto final apresente mais atributos em sua essência. O pensamento verde visa sempre o repeito ao meio ambiente, aos consumidores e, claro, às futuras gerações.

Ecologicamente correto, este sistema é utilizado em regiões vitícolas renomadas, com uvas de melhor qualidade e sem resíduos químicos.

Pesquisas de variedades são feitas constantemente, assim, podemos afirmar o respaldo científico e a autonomia do material para que, no futuro, a otimização dos nossos produtos seja sempre certificada por nossos especialistas.

A Dunamis possui hoje 15 hectares de vinhas próprias na região da Campanha e 10 hectares na serra. Os vinhedos da Serra serão destinados a produção de espumantes e os vinhos finos continuarão utilizando as cepas da campanha. Falando em Campanha, uma excelente notícia! A Safra de 2011 foi a melhor da década e promete trazer vinhos de excepcional qualidade.

O Cor 2008 teve suas vendas esgotadas e o Cor 2009 já está disponível para vendas e logo traremos os detalhes desta nova safra.




Durante o Jantar, realizado no delicioso restaurante Canta Maria, pudemos harmonizar o Ser 2010, o Cor 2008 e o Cor 2009 o que só ajudou a constatar minha primeira impressão sobre os vinhos.

É isto aí minha gente, o Brasil já é uma realidade! Abra, deguste e se surpreenda!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Desvendando as Serras Gaúchas – Vinícola Don Guerino



Depois de mostrar um pouco os belíssimos locais que visitamos durante nossa visita às Serras Gaúchas no Projeto Imagem, hoje começo a escrever com mais detalhes tudo que vivi e descobri durante minha estada por lá.

O primeiro dia de visita já foi cheio de deliciosas novidades. Depois de desembarcarmos em Porto Alegre, seguimos em direção às Serras Gaúchas. A Don Guerino fica no município de Alto Feliz, 92Km de Porto Alegre e a 48Km de Bento Gonçalves. Saímos de Porto Alegre e fomos diretamente visitar esta bela e moderna vinícola.



A origem da vinícola é Italiana. Valentino e Giudita Motter e seus 4 filhos desembarcaram no Brasil no dia 17 de janeiro de 1880, sempre tendo como objetivo a produção de vinhos. Esse amor pelo cultivo da uva e elaboração dos vinhos foi passando de geração em geração. Guerino Motter, neto de Valentino, juntamente com a esposa e seus nove filhos, vinificavam no porão de sua casa toda a produçaõ de uva e comercializavam, para uma cooperativa. Em 1979 fundou a vinícola Casa Motter. Atualmente os proprietários Roque e Osvaldo Motter, filhos de Guerino, o reverenciam, denominando a linha de vinhos Finos como Don Guerino, pelo seu grande incentivo, trabalho e amor a Vitivinicultura.

A Don Guerino produz hoje 250.000 litros de vinho por ano, volume este dividido 50% para tintos e 50% para brancos e espumantes. A produção atual está em 25% da capacidade produtiva total. 95% das uvas utilizadas são de produção própria!

O local é bonito demais como todos já puderam ver nas fotos que coloquei com meus Olhares da Vinícola Don Guerino. Além de bonito tudo é também muito aconchegante, sensação esta que se torna mais forte, pois fomos recebidos por toda a família. Para vocês terem uma idéia no almoço foi servido um delicioso leitão que foi produzido pelo vizinho, temperado pelo pai da família Osvaldo e cozido pela Dona Salete que também foi a responsável por todos os outros pratos servidos durante nosso almoço.



Os vinhos também já começaram causando uma excelente impressão. Adorei o Espumante Chardonnay Brut, muito fresco e aromático, trazendo uma sensação de sedosidade e cremosidade na boca.

Nos tintos os que mais gostei foram o Reserva Tannat, o Gran Reserva Ancellotta e o Reserva Merlot.

O Tannat Reserva 2009 mostrou bastante corpo e estrutura, frutas negras e taninos menos duros do que eu imaginei.

Ancellotta Gran Reserva 2007, uva que vem ganhando bastante espaço no terroir das Serras Gaúchas, foi uma surpresa e tanto. Mostrou uma boa complexidade, bastante fruta vermelha, taninos mais duros e belíssima acidez. Um vinho que já está perfeito e que, com certeza, vai melhorar ainda mais com uns anos na garrafa. A safra que provamos foi a de 2007.

Para terminar, o Merlot Reserva 2008, uva que já é o carro chefe dentre os vinhos da Serra Gaúcha. O vinhos mostrou excelente tipicidade, elegância e muita fruta. Sem sombra de dúvidas um vinho muito equilibrado e versátil.

Se, por um acaso, você for para Bento Gonçalves e seu avião pousar em Porto Alegre, a Don Guerino é uma parada obrigatória.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

Olhares da Vinícola Perini





















Sempre lembrando que basta clicas nas fotos para visualizá-las em tamanho maior.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)
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