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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Pizzato Legno Chardonnay 2013 - #CBE

Meu último post para a CBE (Confraria Brasileira dos Enoblogs) foi no início deste ano, com o Espumante Marco Luigi Brut 10 anos, relembre. Na ocasião também foi uma tentativa de retorno ao Blog, mas acabei me enrolando e não consegui seguir escrevendo.

Agora o retorno será definitivo. Como diz a música “Eu voltei e agora é pra ficar, pq aqui é que é o meu lugar”!. Escrever sobre vinhos é uma coisa que amo fazer. Não só pelo momento da degustação em si, mas é um momento de reflexão, estudo, aprendizado e magia!

Com este post estou seguindo a risca o ditado “Antes tarde do que nunca”. A escolha para o vinho do mês de Novembro coube a Ju Gonçalves do blog Vou de Vinho. A Ju escolheu o tema “Um vinho branco e brasileiro, sem exigências”. Veja aqui o post da Ju.

Também gosto de vinhos brancos. Veja uma degustação que promovi entre Brancos Brasileiros em 2012, na ocasião confrontamos 23 rótulos Brasucas.

Pelo que vi nos posts dos Confrades, o Legno não foi escolhido por ninguém. A Pizzato com certeza está entre as vinícolas mais conhecidas, e com maior qualidade, quando falamos de Brasil. Toda sua produção conta com vinhedos próprios totalizando 42 hectares distribuídos entre o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves e em Fausto de Castro, munício de Dois Lajeados, na região serrana.

Ah, o vinho faz parte da Denominação de Origem do Vale dos Vinhedos, uma iniciativa muito bacana. Se quiser saber mais sobre esta DO leia este post.

Vamos então ao que achei do Legno Chardonnay:

Visual: A garrafa é do estilo mais pesadona, imponente. A arte do rótulo é muito bonita. No lugar da cápula, o vinho é fechado com uma cera mais dura. É bonito e estiloso, mas confesso que dá trabalho na hora de abrir. Rs. A rolha, como é tradição na Pizzato, é de cortiça e contém o nome do vinho e a safra. Na taça a coloração é palha com reflexos dourados.

Olfato: Boa complexidade, destaque inicial para mel, um toque de amêndoa e baunilha. As notas de fruta remetem para abacaxi e pera. Um vinho de respeito já em sua análise olfativa.

Paladar: Pela análise olfativa eu esperava um vinho mais encorpado, mas ele é mais elegante, com corpo médio e boa acidez. A boca vai crescendo, com muita fruta e toques de especiarias. Um vinho elegante que, mesmo com passagem de 11 meses por madeira, está totalmente equilibrado. É também um vinho gastronômico, iria bem com carnes brancas, queijos mais suaves e até mesmo uma bela salsicha alemã que eu gosto tanto.

O que a Pizzato fala do seu vinho:

OS CHARDONNAY DO VALE DOS VINHEDOS PREZAM PELA DELICADEZA, FRANQUEZA E NITIDEZ DE AROMAS E SABORES. A PASSAGEM POR BARRIS DE CARVALHO (FERMENTAÇÃO ALCOOÓLICA, MALOLÁTICA E AMADURECIMENTO) ESPECIAIS, E DE MANEIRA PARCIMONIOSA, ENRIQUECE O CONJUNTO SEM SOBREPORSE À EXPRESSÃO DO LOCAL DE ORIGEM; ASSIM NASCE O PIZZATO LEGNO CHARDONNAY.

OS BARRIS UTILIZADOS, DENOMINADOS PERLE BLANCHE, SÃO FEITOS COM OS MELHORES CARVALHOS E PASSAM POR UM PROCESSO DE TOSTAGEM LONGO E SUTIL (COM REGULAÇÃO POR AR E UMIDADE).

O VINHO RESULTANTE APRESENTA TODA A RIQUEZA E PREDICADOS RELACIONADOS À DELICADEZA DOS CHARDONNAY DO VALE DOS VINHEDOS, ENRIQUECIDO PELOS TRAÇOS DE AMADURECIMENTO EM BARRIS DE CARVALHO QUE RESPEITAM A ORIGEM DO VINHO.

PROPOSTA DO PRODUTO: Pureza, frescor, nitidez, franqueza, corpo e complexidade Vinhedos próprios, conduzidos em espaldeiras. Das melhores parcelas da propr. de Sta Lúcia, Vale dos Vinhedos. Lotes limitados, com numeração das garrafas. Complexidade e riqueza, mas respeitando o frescor e a origem. DOVV : Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (2011-atual).

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO: Límpido e brilhante, de coloração amarelo palha dourado. No olfato apresenta aromas intensos de frutas tropicais maduras, abacaxi, manteiga, baunilha, especiarias doces e mel. Na boca, coplexo, equilibrado, com bom frescor, elegante e de boa persistência.

HARMONIZAÇÃO COM PRATOS: Carnes brancas, pescados, mariscos, queijos curados suaves, saladas e vegetais temperados.

SERVIÇO: Para melhor apreciar os pontos fortes deste vinho, sugere-se que a temperatura da bebida esteja entre 9 e 12 ºC.

DADOS DA COLHEITA: 2.800 garrafas de 750 ml, numeradas. Dados Técnicos Álcool (% vol.) : 13 Açúcar residual (g/l) : 1,8 Acidez total (g/l ác.tartárico): 5,7 pH: 3,4 Tempo de barril (meses): 11 meses, 1º, 2º e 3º usos

VINHEDO: Nome: Santa Lúcia, Vale dos Vinhedos Região: Vale dos Vinhedos, Denominação de Origem Localização: 29°10’17.91”S, 51°36’05.59”O, 495 m.a.n.m Arquitetura: Espaldeiras com orientação norte-sul. Guyot Solo: De origem basáltica, franco, com pedregulhos e argiloso Colheita: Totalmente manual, em Janeiro de 2013

ELABORAÇÃO: Desengace, moagem e prensagem em prensa pneumática com leve maceração. Fermentação em barris de carvalho Perle Blanche em baixas temperaturas, com adição de leveduras selecionadas. Fermentação malolática e amadurecimento sobre as borras finas em barris até o engarrafamento.

Não existem análises da Wine Advocate para este vinho. Um dia nossos vinhos chegam até lá! 

É mais um vinho de respeito sendo produzido em nosso país! Pena que sua produção seja tão reduzida, apenas 2.800 garrafas. A que degustei foi a 0985.

Normalmente não sabemos do tema do mês seguinte quando realizamos o post da CBE. Como estou MUITO atrasado, já fiquei sabendo que o tema será Chianti! Vamos entrar nesta viagem para Itália??

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Peruzzo Cabernet Franc 2012

Nunca ouviu falar? Pois é, eu também não conhecia, e olha que conheço muitas pequenas vinícolas de nosso amado país. Conheci este vinho por acaso e, creia, não foi em degustações, feiras ou algo do gênero. Estava trabalhando em uma cidade próxima de Porto Alegre e, por este motivo, viajava para lá todas as semanas. Moro em Jundiaí e meu vôo era por Campinas. A companhia pela qual eu voava utiliza o terminal 2 de Porto Alegre, ou antigo aeroporto para alguns. Neste antigo aeroporto conheci uma pequena loja de vinhos que me encantou. A loja é especializada em Vinhos Brasileiros e também vende alguns produtos da região como Cachaças, Cervejas e Embutidos. O mais incrível é que eles não praticam “preços de aeroporto”!! Possue preços competitivos com as lojas de Porto Alegre e até mesmo em relação ao preço de varejo de algumas vinícolas da região! Se for passar por lá não deixe de visitar e procure pelo Nereu, o dono da loja, mega simpático e conhece muito de vinho Brasuca!

O Peruzzo CF foi indicação do Nereu para um dia em que meu vôo atrasou 3 horas... Eu não tinha jantado, pedi uma massa e fui conversar com o Nereu. Vi que era de uma vinícola na campanha (Bagé) e que o enólogo era ninguém mais, ninguém menos, que o Mestre Adolfo Lona pai, por exemplo, do Espumante Orus (http://www.enoleigos.com.br/2012/01/adolfo-lona-orus-pas-dose-rose-cbe.html) que me deixou de queixo caído. Pra completar o vinhos custava, no aeroporto, 35 reais a garrafa inteira. Não tive saída, até pq gosto muito da Cabernet Franc. O que seguiu depois foi minha surpresa por este vinho de excelente custo x benefício!

A Vinícola Peruzzo é muito recente. As primeiras videiras foram plantadas em 2003, provenientes de mudas importadas de renomados viveiristas da França, Itália e Portugal. A vinícola foi inaugurada em 2008 em um processo de elaboração que incorpora modernas tecnologias. Sua cave localizada no subsolo da cantina, garante que os espumantes e vinhos amadureçam sob temperaturas constantes próximas dos 18 a 20ºC.

Seu projeto teve início no mesmo ano de  2003, com a implantação dos vinhedos em 16 hectares da propriedade localizada em Bagé/RS. Partindo do princípio que a maior parte do sucesso de um grande vinho pode ser atribuídos a qualidade e diferenciação da uva produzida, temos um cuidado muito rigoroso para garantir uvas com maturação adequada, boa sanidade e segurança alimentar. Na contramão da lógica da agricultura que quanto maior a produtividade melhor o resultado final, no caso dos vinhos Peruzzo a redução da produtividade, limitando a 2,5Kg. por planta é extremamente positiva e reflete na excelência de qualidade dos vinhos e espumantes elaborados.

Os vinhedos são conduzidos no sistema de espaldeira, o que aumenta a exposição solar, melhora a aeração no vinhedo e reduz a produtividade por planta. As técnicas de poda, desbrote, desfolhe e colheita são feitas de forma manual garantindo assim maior cuidado e eficácia no processo. Preocupado em garantir uvas e consequentemente vinhos sem resíduos de agrotóxicos e contaminantes biológicos a Vinicola Peruzzo implantou as Boas Práticas Agrícolas nos vinhedos e instalações para assim controlar e reduzir todos os riscos envolvidos. 
É minha gente! Vinhos de excelente qualidade sendo produzidos em pouquíssimo tempo!!!

Vamos então ao que achei deste belo vinho:

Visual: Rótulo austero e bonito o que, diga-se de passagem, falta a muita vinícola Brasileira. Precisamos ter mais cuidado com a apresentação de nossos vinhos! Rolha de cortiça personalizada para a bodega. No exame visual, violáceo intenso, com brilho, bem vivo, escuro porém deixando transpassar um pouco de luminosidade. Lágrimas médias, lentas e sem tingir a taça.

Olfato: Jovem, fresco e muito frutado, mostrando frutas vermelhas e frutas secas como tamarindo e figo. Ao fundo um sutil toque mais apimentado. É um vinho mais descontraído, mas que também traz uma pequena dose de complexidade o que instiga e pede para ser bebido logo!

Paladar: Na boca o primeiro ataque também remete a um vinho fresco, frutado, com um pouco menos de complexidade do que no nariz. Corpo médio, acidez excelente, taninos presentes mas muito sutis e delicados e um final que me surpreendeu. Vinhos nesta faixa de preço costumam ser mais ligeiros, e aqui o final foi de médio para longo. No palato o destaque vai todos para as frutas com uma pitada mais “picante” no retrogosto.

O que a vinícola fala do seu Cabernet Franc:

Descrição: A vinícola Peruzzo se propôs a recuperar a variedade Cabernet Franc, introduzida no Brasil nos anos 70 e posteriormente abandonada, acreditando em toda sua capacidade de adaptação ao terroir da Campanha Gaúcha e sua potencialidade para elaborar vinhos tintos frescos, ligeiros, amáveis e envolventes. E essas características constituem o maior atributo deste vinho Cabernet Franc Peruzzo, saboroso e fácil de beber. A cor é vermelha rubi de boa intensidade, brilhante, seus aromas são refinados, intensos, lembram frutas frescas e o sabor é agradável, intenso e marcante. Esse vinho não passou por processo de filtragem visando manter seus atributos, portanto, pode conter depósitos no fundo da garrafa. 

Safra: 2012.

Temperatura para servir: 16 a 18oC.

Álcool: 13,9%.

Cepas: 100% Cabernet Franc.

Envelhecimento: Não passa por envelhecimento em barricas de carvalho.
  
É o Brasil produzindo vinhos de excelente qualidade por um preço competitivo. Muito bom ver isto. Um excelente custo x benefício, o que é fundamental para o consumo regular do vinho como alimento. A cultura do vinho precisa ser disseminada em nosso país. Nada melhor do que vinhos com qualidade e excelente faixa de preço para corroborar com isto! Como sempre, e este é outro problema que enfrentamos com os vinhos Brasucas, não é fácil de ser encontrado. Esta é a notícia ruim. A boa é que o site da vinícola vende o vinho diretamente para você!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Qual o melhor vinho Brasileiro – A opinião individual de cada degustador

Degustações as cegas são realmente sempre repletas de surpresas. Em nossa degustação que elegeu o Don Laurindo Tannat 10 anos como o melhor vinho Brasileiro não foi diferente!

Como comentei quando divulguei o resultado, o primeiro fato que nos chamou a atenção foi que os três primeiros colocados são de diferentes regiões do Brasil, vejam:

1º Lugar: Bento Gonçalves – RS (Don Laurindo Tannat 10 anos);

2º Lugar: São Joaquim – SC (Villa Francioni Tinto);

3º Lugar: Vale do São Francisco – NE (Paralelo 8).

Uma segunda curiosidade, e também muito interessante, é que o Campeão da Degustação não foi, individualmente falando, o melhor vinho de nenhum dos degustadores, mas sim o que teve a melhor média de todas as notas!

Começo hoje uma série de posts que trará as impressões pessoais de quase todos os degustadores sobre o vinho que cada um elegeu como melhor.

Vejam qual foi o melhor vinho na opinião de cada participante:

 
Foram 7 vinhos distintos!!!

No dia da degustação colhemos as impressões dos degustadores sobre o vinho que, na opinião de cada um, foi o melhor do painel. A partir de amanhã começo a publicar estas resenhas.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman


terça-feira, 20 de setembro de 2011

RESULTADO DA DEGUSTAÇÃO - "Qual o melhor vinho Brasileiro?"

Amigos e Amigas,

Como eu imaginava a degustação foi sensacional e cheia de surpresas! A primeira delas foi a inclusão de um novo rótulo no painel, totalizando assim 19 vinhos degustados. O vinho em questão foi o Tannat da Cordilheira de Santana que veio representar um outro terroir gaúcho, a região de Santana do Livramento.

O painel final ficou da seguinte forma (ordem das amostras degustadas):



Como eu também iria participar da degustação, eu não pude cuidar da ordem dos vinhos. A ordem dos vinhos ficou a cargo do Sommelier da Pizzaria Speranza, o Teixeira, que também cuidou com esmero do serviço dos vinhos para todos.

Importante ressaltar alguns pontos:

x Os vinhos do painel foram todos 100% Brasileiros e com um preço máximo para o consumidor final de R$200,00;

x As notas seguiram o padrão de competições internacionais, ou seja, de 50 a 100;

x Todos os vinhos foram servidos aproximadamente 1 hora antes da degustação, tempo este em que puderam “respirar”.

Vocês devem estar se perguntando o porque de tantas surpresas! Eu explico!! Os três primeiros colocados foram de regiões distintas do Brasil, respectivamente Bento Gonçalves, Santa Catarina e Vale do São Francisco! Isto sem falar que o quarto colocado foi o vinho mais barato do painel.

Degustações as cegas são sempre cheia de surpresas!

O grande vencedor da noite:

Don Laurindo Tannat 10 Anos 2005

 Em segundo lugar:

Villa Francioni Tinto 2005

 Em terceiro lugar:

Rio Sol Paralelo 8 Premium 2007

Um outro ponto interessante é que nosso campeão, o Don Laurindo Tannat 10 anos, não foi o campeão individual de nenhum dos degustadores, mas foi o vinho com a melhor nota média.

Abaixo a pontuação completa dos 19 vinhos de nosso painel.



Aguarde que durante a semana trarei mais detalhes sobre a degustação.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

É HOJE! Degustação : "Qual o melhor vinho Brasileiro?"

Amigos e amigas,

Hoje a noite teremos a esperada degustação para eleger o melhor vinho Brasileiro.

Os vinhos Brasileiros vêm, dia após dia, provando sua qualidade. Muitos produtores, entretanto, não têm seus produtos devidamente reconhecidos por diversos motivos como, por exemplo: Baixa produção, dificuldade na distribuição e, não podemos esquecer, pré-conceito de muitos em relação aos vinhos Brasileiros.

Quem quiser acompanhar em tempo real basta procurar no Twitter e no Instagram pelo hashtag #vinhosdobrasil . Transmitirei o máximo possível de informação direto do evento.

Amanhã publicarei aqui no blog a lista completa com a pontuação dos vinhos. O painel será composto de 18 vinhos, utilizaremos a pontuação de 50 a 100 pontos, e desconsideraremos a menor e a maior nota.

Veja a lista completa dos vinhos que serão degustados:




Clique na imagem para visualizar em tamanho maior.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Desvendando as Serras Gaúchas – Vinícola Almaúnica


Amigos e amigas, é com prazer que retorno a relatar as visitas que tive a oportunidade de fazer às vinícolas das Serras Gaúchas.

A Almaúnica impressiona logo quando chegamos na Vinícola. Uma construção moderna, imponente, que chama a atenção mesmo a longa distância.

O projeto é recente. A Almaúnica foi fundada em 2008 pelos irmãos gêmeos Magda e Márcio Brandelli. Filhos de Laurindo e Doracy, os irmãos montaram uma empresa que alia a tradição familiar na cultura do vinho com propostas inovadoras, embasadas na vontade de elaborar produtos nos quais se expressa todo o amor e carinho pelas videiras e arte de elaborar vinhos com alegria e prazer. E sim, o Laurindo em questão é o mesmo da vinícola Don Laurindo.

Tudo na Almaúnica foi escolhido a dedo, inclusive o posicionamento dos vinhedos. A Vinícola possui hoje 13 hectares, sendo 2,5 já plantados. Seu portfolio conta com três vinhos tintos (Reserva Merlot, Reserva Cabernet Sauvignon e Reserva Syrah), e dois espumantes (Brut, pelo método tradicional, e um Moscatel). Há pouco lançaram também um Merlot que atende aos pré requisitos da DO do Vale dos Vinhedos.



O Márcio é um exemplo de perseverança e sucesso. Tem como objetivo trabalhar o Terroir Brasileiro e sempre trabalhar todo o conjunto do vinho, não só o conteúdo da garrafa. Por algumas vezes em nossa visita ele comentou que a Almaúnica tem que estar preparada, a qualquer momento, para receber desde um turista até um crítico internacional renomado! Ele trabalha para melhorar a qualidade do vinho brasileiro e manter um preço justo para o consumidor final.

Outros vinhos estão sendo preparados com todo carinho e zelo pelo Márcio. Já no tanque está um Pinot Noir que promete! O lançamento do vinho ícone da vinícola já está nos planos do Márcio. O vinho deve se chamar “Alma Única Parte 2” e o objetivo é lança-lo no dia da abertura da Copa do Mundo do Brasil.



A visita é imperdível e traz surpresas a todo o momento. O que mais me deixou impressionado, entretanto, é o projeto como um todo! Aqui realmente houve um projeto! Tudo foi planejado nos mínimos detalhes e os resultados estão aparecendo.

Agora, vc deve estar se perguntando, qual a origem do nome Almaúnica? Aqui vou usar as palavras do Márcio:

“A Almaúnica, como o nome já diz, é única. Trata-se da mistura bem feita entre os valores e culturas tradicionais do vinho, de uma família secular na lida, mas com a modernidade de uma vinícola que nasceu para ser eternamente jovem. Seja em seu prédio, com características de boutique contemporânea de vinhos, seja em seus produtos, de aromas e sabores sempre equilibrados e cheios de vivacidade, a Almaúnica é uma experiência única.”

Chegamos então a parte final de nossa visita, e uma das mais esperadas, que foi a degustação!


Márcio conduzindo nossa degustação

Começamos degustando o Merlot. Muita fruta, um toque de café e especiarias. Uma persistência que impressiona, mesclando potência e elegância.

Na sequência o Márcio nos serviu o Cabernet Sauvignon. Um vinho muito bem equilibrado, também com muita fruta (negras) e trazendo também caramelo e chocolate. Na boca trouxe toda a estrutura da Cabernet Sauvignon com muita elegância e também excelente persistência.

O último tinto servido foi o Syrah que, na época, estava há poucos dias do início de suas vendas. Este matou a pau! Uma excelente complexidade aromática, floral, frutas, com uma tipicidade incrível. Estava com pouquíssimo tempo de garrafa e já se mostrou interessantíssimo. É claro que trouxe uma garrafinha para abrir mais adiante! Rs. Foi o vinho que mais me agradou!

Este careca sou eu degustando o Syrah!
 Os três vinhos se mostrarem com boa complexidade, bom perfil aromático, trazendo também boa dose de mineralidade, tanto na boca como no nariz.

Terminamos a degustação com um Espumante 100% Chardonnay Brut produzido pelo método tradicional que permaneceu por 12 meses em contato com as leveduras. De cara vimos uma perlage linda e super persistente. No nariz muita fruta e refrescância. Na boca uma cremosidade que agradou.

Parabéns ao Márcio Brandelli pelo excelente projeto e, mais do que isto, pela excelente qualidade que vem conseguindo em tão pouco tempo de vida!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)


terça-feira, 26 de julho de 2011

Os primeiros 10 anos de um sonho


Família Larentis comemora década de vinícola apostando na produção limitada de vinhos. Aniversário será comemorado com evento e lançamento de nova marca

A vida da Família Larentis no Vale dos Vinhedos é simples, mas prazerosa. O trabalho praticamente é o mesmo todos os dias, mudando conforme as estações do ano. Afinal, é a terra que determina qual será a próxima tarefa. Mas se tem uma coisa que nunca muda é o amor e a dedicação ao vinho, sentimentos que acompanham a família por gerações e que ajudaram a conquistar os primeiros 10 anos da Vinhos Larentis.

Todos, sem exceção – pais, filhos, netos e irmãos -, emprestaram seu tempo e suas habilidades para criar uma vinícola com jeito familiar. Quem visita a Vinhos Larentis tem a experiência de conhecer na prática um dia de trabalho de uma família que mora no Vale dos Vinhedos e vive da elaboração de vinhos. Larri, Celso e o patriarca Cilo Larentis são os responsáveis pelo cultivo e colheita das uvas, além da elaboração dos vinhos, sempre acompanhados pelo enólogo Alderico Sassi. Eles sempre estão no entorno da vinícola e nos finais de semana auxiliam no atendimento aos turistas. Olivar é o responsável administrativo da cantina e o sobrinho André, que também é enólogo, é quem cuida da área comercial. A organização interna fica a cargo da matriarca da família, Romilda Larentis. É ela que tem o poder de manter todos unidos em torno das tradições, além de trabalhar na rotulagem e expedição. Mas é com Vera e Rejane que os visitantes se encantam. Afinal, são elas que fazem a recepção, visita guiada e degustação.

Todos vivem no Villaggio Larentis, o maior legado da família. Uma área nobre no Vale dos Vinhedos com 18 hectares, cultivada por vinhedos de variedades superiores como Cabernet Sauvignon, Marselan, Merlot, Pinotage, Ancellotta e a branca Chardonnay. A cultura é latente, com a preservação de costumes como o dialeto vêneto e a tradicional polenta nas refeições. Os cuidados são diários. E a recepção é sempre calorosa.

Peculiar, pitoresca e muito simpática, a Vinhos Larentis está 10 anos mais madura. Sem deixar de lado a autenticidade que vem conquistando apreciadores de todo o país, a vinícola dá mais um passo num sonho plantado ainda em 2001. Mantendo a filosofia inicial de elaborar vinhos finos com qualidade superior em pequenos lotes, a empresa comemora sua primeira década com um novo sabor que, além de diversificar sua linha de produtos, também lança uma nova marca no mercado. A novidade será apresentada no coquetel de aniversário, que será oferecido para convidados no dia 27 de julho na própria vinícola.

Com uma capacidade fabril de 100 mil litros a vinícola produz atualmente 80.000 litros por ano. Hoje com uma linha composta pelos vinhos Reserva Especial (Ancellotta, Merlot, Cabernet Sauvignon e Marselan), pelos Varietais Nobres (Pinotage, Merlot, Cabernet Sauvignon e Chardonnay), pelos Espumantes (Brut e Moscatel), pelo Bag-in-box Vigna D’Oro (tinto e branco seco) e pelo Vigna D’Oro (tinto e branco suave), a Vinhos Larentis aposta no controle da qualidade em todo o processo.

Os vinhos e espumantes Larentis podem ser adquiridos no próprio varejo da empresa ou através do site www.larentis.com.br. O principal canal é a venda direta ao consumidor. Entretanto, a vinícola está desenvolvendo ações para distribuir os produtos em casas especializadas e restaurantes, principalmente do RS e SP. Com excelente custo-benefício os produtos caíram no gosto dos brasileiros.

Um pouco de história

A família Larentis, emigrada dos Alpes (Itália) em 1876, chegou ao Brasil e estabeleceu-se na Linha Leopoldina, atual Vale dos Vinhedos, onde três gerações consolidaram a vocação pela vitivinicultura sempre presente na família. No ano de 2001 a produção artesanal foi convertida em uma moderna vinícola, um sonho que sempre acompanhou a família.

Com uma estrutura de tanques de aço inox, barris de carvalho norte-americano e equipamentos de última geração, a Vinhos Larentis começa, então, a elaborar vinhos finos com produção limitada. Já no início, a qualidade é evidenciada e a vinícola começa a ostentar em seus vinhos o Selo de Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos, uma garantia de origem com qualidade do Vale dos Vinhedos.

A primeira safra em 2001 já possibilitou a elaboração dos primeiros vinhos orgulhosamente apresentados aos apreciadores e enófilos de todo o país com a marca Larentis. Com vinhedos próprios cultivados em sistema espaldeira, a empresa se dedica ao manejo adequado, a elaboração de cada produto e ao atendimento diferenciado, cuidados que passam integralmente pelas mãos da família. Estar no Vale dos Vinhedos é mais um diferencial da Larentis, que aposta no enoturismo para conquistar mais apreciadores da bebida.
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