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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Herdade do Esporão Verdelho 2009, a FICHA TÉCNICA do Vinho do Mês da #CBE


Como comentei no no post "Herdade do Esporão Verdelho 2009 (Monocastas) – O 20º Vinho do Enoleigos na #CBE!", no momento em que escrevia eu não havia conseguido as notas técnicas deste vinho, informação que, sempre que possível, eu também disponibilizo em meus posts.

Contatei a Qualimpor, importadora exclusiva dos vinhos da Herdade do Esporão para o Brasil e eles gentilmente me enviaram esta informação que compartilho com todos.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

Herdade do Esporão Verdelho 2009 - Ficha Técnica




ADEGA: Herdade do Esporão

CASTAS: Verdelho

COLHEITA: 2009

REGIÃO: Alentejo 

PAÍS DE ORIGEM: Portugal

CERTIFICAÇÃO: Regional

ENÓLOGO: David Baverstock / Sandra Alves




NOTAS DE PROVA

Visual: Aspecto cristalino, cor citrina esverdeada. 

Olfactivo: Aroma intenso e complexo, com notas citrinas e tropicais, sugerindo manga e maracujá. 

Gustativo: Paladar fresco e equilibrado, elegante e harmonioso. 

Acompanhamento: Óptimo aperitivo, acompanha desde Ceviche variados até carnes brancas grelhadas, passando pelos legumes da dieta mediterrânica, oferecendo um intenso exotismo à refeição. 

Temperatura de Consumo: 10 – 12ºC.

Quantidade Produzida: 15.000 litros.

VITICULTURA

Geologia do Solo: Natureza granítica / xistosa, estrutura franco-argilosa. 

Condução: Cordão bilateral. 

Idade das Vinhas: 7 anos. 

Produção Média: 35 hl/ha.

VINIFICAÇÃO

Refrigeração das uvas, escolha manual dos cachos, prensagem dos cachos inteiros, decantação estática do mosto, fermentação com temperaturas controladas em cubas de inox, centrifugação, estabilização e filtração.

ANÁLISES

Álcool: 14% 

Acidez Total: 6,5 gr/l 

Acidez Volátil: 0,35 gr/l 

SO2 Total: 114,0 mg/l

pH: 3,18 

Extracto Seco: 20,28 gr/l 

Açúcar Redutor: 2,3 gr/l 

SO2 Livre: 39,0 mg/l

Herdade do Esporão Verdelho 2009 (Monocastas) – O 20º Vinho do Enoleigos na #CBE!


Hora de começar mais um mês e, como sempre, começamos homenageando a tradicional, e deliciosa, Confraria Brasileira dos Enoblogs. Esta já é a 65ª edição, é tempo pacas! O responsável pela escolha do tema neste mês foi o confrade Luiz Cola, do blog Vinhos e mais Vinhos. O tema que o Cola escolheu foi o seguinte:

Vinho branco, Português e de até R$150,00”.

Enquanto escrevia este post fui conferir há quantos meses eu participo da CBE, já que parece que foi ontem que tive minha primeira participação. Tomei um susto ao ver que este é o 20º post para a Confraria. Desde que eu entrei, em 04/2010, consegui estar presente em todos os meses, mesmo que com um pequeno atraso uma vez ou outra. Como recordar é viver, meu primeiro vinho na CBE foi também um vinho branco, só que chileno, foi o Canepa Reserva Privada.

E você? Já participa de alguma Confraria? Não?!?! Pois não sabe o que está perdendo! Sempre temos muito o que aprender, mesmo que seja, como a CBE, uma confraria virtual. Vale repetir o que já comentei em um outro post, ou seja, a origem das Confrarias!

Na Idade Média elas reuniam religiosos em torno de práticas místicas e proteção social. Possuíam sempre um símbolo ou escudo, um santo como devoção comum e princípios compartilhados em grupo, acima de qualquer questão pessoal. Sempre tiveram um sentido agregador, por vezes desafiando normas estabelecidas por suas religiões de origem.

No Brasil imperial congregavam negros e brancos e, não raro, administravam fundos para compra de cartas de alforria. Na Europa, essas entidades fazem parte da história de um continente que procurava proteção contra suas próprias práticas predatórias e desumanas, resgatando valores e crenças derrubados com os muros dos feudos.

Assim aconteceu com os pedreiros das grandes catedrais francesas que mantinham técnicas secretas de construção, preservavam e assistiam as famílias de seus pares. Com as próprias ferramentas como símbolos, fundaram a Maçonaria.

As confrarias são essas organizações que lutam pela identidade de um grupo, produzindo, preservando e difundindo conhecimento. O mundo do vinho se apropriou desse tipo de estrutura para fazer valer o que tem de melhor: sua capacidade de reunir e agregar. Do Velho para o Novo Mundo, elas funcionam como pára-raios de qualidade e tradição, contra a banalização e a futilidade que, por vezes, tentam tomar conta do mercado.

O primeiro passo para degustar vinhos é escolher um grupo. Vale selecionar pessoas que estejam no mesmo estágio que você. Deste modo todos poderão descobrir juntos o prazer dos vinhos, compartilhando idéias e impressões. O mesmo grupo, uma vez harmônico, pode evoluir, publicar suas opiniões na internet e trocar informações com outras turmas e confrarias.

Vamos voltar ao nosso vinho!!

Acredito que não preciso mais falar sobre a Herdade do Esporão, uma das vinícolas de maior qualidade em Portugal. Temos diversos rótulos da Herdade do Esporão já comentados aqui no Enoleigos. Você pode conferir todos eles em nossa “Série Vinhos Herdadedo Esporão”.

A Verdelho é uma cepa mais utlizada em vinhos da Ilha da Madeira. Em Portugal a uva também se desenvolve no vale do rio Douro, onde é confundido com o "Gouveio" e é muito utilizada na fabricação de vinho do porto branco. Já em vinhos tranquilos, a região que mais de destaca na produção da Verdelho é o Alentejo.

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: A Esporão tem um trabalho visual de tirar o chapéu! A linha monocastas traz sempre a primeira letra da cepa em seu rótulo. Rolha de cortiça personalizada para a vinícola. Coloração amarelo claro com pequenos reflexos mais fortes.

Olfato:  Essencialmente frutado, com fortes traços cítricos e notas também de frutas tropicais como maracujá e manga. Analisando um pouco mais percebo também notas de mamão papaia. Um vinho bastante agradável e, ao menos no exame olfativo, que passa refrescância.

Paladar: Preenche bem a boca, se confirmando um vinho bem refrescante. As frutas aqui também continuam presentes e traz boa acidez. Volume médio. Traz também alguma mineralidade e com um final de boca comprido, persistente e delicioso. 

A ficha técnica deste vinho não está disponível no site da Herdade do Esporão. Solicitei a importadora no Brasil e, assim que receber, divulgarei para todos.

O que diz a Wine Spectator sobre este vinho:

Pontos: 89

Review

This shows fine concentration and focus to the lush flavors of Golden Delicious apple, peach and apricot, accented by plenty of spicy notes. Crisp, creamy finish. Drink now through 2014. 1,600 cases made. –KM

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre este vinho:

OBS: Não existe resenha sobre a safra de 2009. As informações abaixo se referem a safra de 2010.

Degustador: Mark Squires
Pontos: 88
Maturidade: Beber entre 2011 e 2013

Review:

The 2010 Verdelho "V" is quite green and exquisitely fresh, chock full of juicy fruit and nice acidity. Not everyone will love the herbaceous qualities, but no doubt this is intended to be this way, invigorating and refreshing, with a succulent finish that leaves your mouth watering. I tend to think these can hold a bit, but without question its best feature is its freshness. You will make the most of what it has to offer if you drink it at its young-and-fresh best. It will be at peak this summer. Of the winery's monovarietal offerings reviewed this issue, my pick would be this white rather than any of the reds, and it comes in at quite a nice price. Drink now-2013. 

This iconic Southern Portuguese winery has a lot of new labels this year, which generally look pretty good. The labels for the Reserva and Private Selection, of course, feature art by Portuguese artists - see all the back labels for details. The monovarietal wines now come with just a big letter or two on the front - like "S" for Syrah or "V" for Verdelho. The details are on the label in smaller print.



Definitivamente um vinho que agradou bastante e que passará novamente por aqui. E que venha a próxima CBE!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A História da Herdade do Esporão


 
A Herdade do Esporão localiza-se em pleno coração Alentejano, mais exatamente em Reguengos de Monsaraz, distrito de Évora.

Situa-se a 180kms a sul de Lisboa e foi adquirida pela Finagra (Sociedade Industrial e Agrícola S.A.) em 1973, com o principal objetivo de produzir vinhos de grande qualidade.

Em 1975, a Herdade é intervencionada pelo Estado e só em 1979 é devolvida, permitindo à Finagra prosseguir com a plantação de vinhas, esta era a primeira etapa do seu ambicioso projeto. A moderna adega é construída em 1987, cumpre-se uma nova etapa.

Em 1989 é lançado o primeiro vinho Esporão sendo considerado um dos melhores vinhos portugueses e três anos mais tarde em 1992 são lançados os vinhos Monte Velho.

Em 1995, depois dos vinhos já estarem entre os melhores de Portugal, novos investimentos são efetuados: planta-se uma nova área de vinho, renova-se a existente, instala-se um sistema de rega gota-a-gota em toda a vinha e constrói-se uma barragem com 100ha de área submersa.

A compra da Herdade dos Perdigões com 190ha de vinha, a construção da Casa do Enoturismo, a expansão da adega e a criação de um moderno lagar para a produção dos Azeites Virgens Herdade do Esporão são as mais recentes apostas de uma empresa dinâmica no desenvolvimento da Herdade, cujas raízes remontam ao Império Romano.

Cronologia

1973 – Com aquisição da Herdade do Esporão Joaquim Bandeiras e José Roquette constituem a Finagra e dão inicio ao projecto vitivinícola.

1974 – A Herdade do Esporão é nacionalizada.

1984 – Após 10 anos de pouca atividade a Herdade do Esporão é devolvida à Finagra.

1984 – 1986 – A Finagra produz uva e vende à Adega Cooperativa de Reguengos.

1987– Construção da primeira adega na Herdade do Esporão com o objetivo de produzir e comercializar grandes vinhos.

1992 – José Roquette lança uma oferta pública de aquisição sobre a totalidade do capital da sociedade e torna-se no seu único acionista. Inicia-se um novo ciclo de desenvolvimento na história da empresa.

1992 Até hoje – renovação da vinha existente, plantação de novas áreas de vinha.

1995 – Compra da Herdade dos Perdigões 200ha de vinha de grande qualidade.

1996 – Construção de uma barragem de 120ha no Esporão com capacidade para 4.000.000m3 de água.

1997 – Aquisição do SPAZA (lagar do Azeite) – início do projeto “Azeites Virgens Herdade do Esporão”. Instalação de rega gota-a-gota na totalidade da área de vinha. Construção de um edifício para Enoturismo.

1999 – Construção de dois armazéns de produto acabado e uma adega de lagares.

2000 – Ampliação da adega de vinhos tintos.

2002 – Construção de uma adega exclusivamente para vinhos brancos.

2003 – Novo aumento da capacidade de fermentação de vinhos tintos. Reabilitação da Torre do Esporão.

2004 – Quebra do contrato de distribuição com a Allied Domecs. Aquisição de uma nova linha de enchimento com capacidade.

2005 – Compra de 30% da distribuidora de vinhos e Spirits Prime Drinks.

2006 – Construção de um novo armazém de produto acabado com 5.000m2.

História do Vinho

A História do Vinho em Portugal vai para além da fundação da nacionalidade. Considera-se que a vinha foi plantada pela primeira vez na Península Ibérica mais propriamente no Vale do Tejo e no Vale do Sado cerca de 2000 A.C. pelos Tartessos. Os Fenícios introduziram novas castas de uvas e tomaram conta do comércio do vinho dos tartessos cerca do século X A.C. Os gregos instalaram-se na Península Ibérica no Século VI A.C. os Celtas introduziram novas castas de uvas na Península Ibérica.

Os Romenos chegaram à Península Ibérica cerca do século II A.C. e contribuíram para a modernização da cultura da vinha.

Com a queda do Império Romano, o vinho continuou a ser produzido pelas civilizações que se seguiram.

Com a fundação de Portugal, o vinho tornou-se no produto mais exportado. Um grande aumento das exportações de vinho começou a segunda metade do século XIV. Nos séculos XV e XVI com as descobertas portuguesas, as caravelas carregavam sempre vinho. Com o Tratado de Nethwen em 1703 abrindo o comércio entre Portugal e Inglaterra, estabelecendo condições especiais para a penetração do vinho português na Inglaterra, as exportações de vinho, tiveram um considerável aumento. Em 1756 o Vinho do Porto era já tão famoso que no sentido de regular o comércio e a produção da região foi criada a primeira região demarcada do mundo a região produtora do Vinho do Porto a região do Alto Douro. No século XIX a praga da filoxera dinamizou largas áreas de vinhas portuguesas. Nos finais do século XIX a produção de vinho começou uma lenta recuperação. No princípio do século XX várias regiões vinícolas foram demarcadas e em 1986 as regiões vinícolas foram redefinidas e as novas foram criadas depois da adesão portuguesa à União Europeia.

Vinhos da Herdade do Esporão

O Enoleigos teve o prazer de provar diversos rótulos desta fantástica vinícola. Confira na Série sobre os Vinhos da Herdade do Esporão! Ainda

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Esporão Reserva Branco 2009

Sexta-feira santa, decidi fazer um camarãozinho e, para acompanhar, nada melhor do que este delicioso vinho da Esporão, já conhecido por muitos aqui no Brasil.

Este retorno da Série do Esporão pede também desculpas de minha parte! Os eventos do mês passado, bem como do início de Maio/2011, foram de um volume absurdo, me deixando completamente sem tempo. Retorno agora as Séries Portuguesas!

Ao falar do Esporão Reserva, entramos nos vinhos ícones da Herdade do Esporão. Vinhos mais conhecidos aqui no Brasil, com esplendoroso cuidado desde a criação do seu rótulo. Os rótulos, por sinal, foram um espetáculo a parte, me deixando realmente fascinado.

Para Portugal, um país pertencente ao “velho mundo”, os vinhos da Esporão são relativamente recentes. Somente em 1987 foi lançado o primeiro vinho Esporão, sendo considerado um dos melhores vinhos portugueses. Ganhador de diversos prémios e com distinções internacionais, este vinho é uma das grandes referências a nível mundial e nacional.

A Herdade do Esporão possuí um Terroir singular, onde a intensidade solar alentejana temperada pela brisa húmida do Atlântico, bem como os solos vulcânicos e xistosos resultam em vinhos de eleição.

Este vinho também traz o código AVIN no contra-rótulo que é o AVIN1834388288502.

Vamos então ao que eu achei deste vinho:

Visual: A garrafa é um show a parte. Esta nova linha da Esporão, como já falei anteriormente aqui no Enoleigos, possui arte assinada pela Joana Vasconcelos. São imagens lindíssimas, que valorizam por demais a garrafa. Ao abrir, como de costume, me deparei com uma rolha 100% de cortiça e personalizada para a Esporão. Na taça mostrou colocação amarelo palha com pequeninas nuances douradas.

Olfato: Elegante, mostrando balanço entre complexidade e refrescância. Nas frutas destaque para as frutas cítricas. Traz também notas de frutas brancas, maçã em especial, um pouco de floral e bem ao fundo nuances de tosta, mostrando sua passagem pela madeira mesmo sem sabermos por quanto tempo.

Paladar: Um show! O ataque das frutas na boca é delicioso. Acidez super presente, tornando este vinho um acompanhamento perfeito para peixes ou até mesmo carnes brancas grelhadas. Textura sedosa, tornando mais prazeroso o ato da degustação. Bom corpo e estrutura. Um vinho intenso e refrescante ao mesmo tempo. Final longo e persistente.

O que diz a Herdade do Esporão sobre seu vinho:

Castas: Antão Vaz / Arinto / Roupeiro

Região: Alentejo

Visual: Aspecto cristalino, cor palha.

Olfactivo: Aromas tropicais com notas citrinas envoltos na subtileza da madeira de carvalho.

Gustativo: Vinho intenso, encorpado e complexo, com final longo e fresco.

Temperatura de Consumo: 10 – 12 ºC.

Vinificação: Desengace, choque térmico, maceração pelicular, prensagem, decantação de mostos, fermentação com temperaturas controladas em cubas de inox e em barricas novas de carvalho americano e francês, com estágio sobre as borras finas.

A Wine Spectator e a Wine Advocate ainda não falaram sobre esta safra do Esporão Reserva.

Vinhaço! Gostei demais, recomendo, e a harmonização ficou um show!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

quinta-feira, 17 de março de 2011

Vinha da Defesa Tinto 2008 – Séries Vinhos Herdade do Esporão

Chegamos hoje ao último vinho da linha “Vinha da Defesa”. O objetivo da linha é ser um vinho moderno, para quem quer descobrir novos sabores e gosta de viver a vida intensamente.

Com um sabor surpreendente e sempre na moda, pode ser apreciado tanto nas mais badaladas festas e baladas quanto em um final de tarde, no encontro com seus amigos.

O consumidor do Vinha da Defesa normalmente é um adulto contemporâneo, citadino e alinhado com as tendências. Gosta de se divertir, vai a festas, sai à noite e sabe estar em qualquer lugar. É atraente, elegante e gosta de fazer rir na ocasião adequada. Gosta de protagonismo e assume-o. É adepto do smart buy, isto é, sabe que não é apenas o que é caro que é bom.

A linha foi lançada em 1992 e desde então ganhando cada vez mais força.

Para acompanhar a qualidade superior do Vinha da Defesa, o Esporão tem realizado diversas atualizações e inovações no seu código visual, ao longo dos vários anos. Desde 2003, Vinha da Defesa tem assumido um dinamismo maior no seu lettering e a imagem foi alterada com a serigrafia na garrafa. Quem quiser ler mais detalhes sobre a nova imagem da Vinha da Defesa pode ler o post sobre o Vinha da Defesa Branco.

Vamos então às minhas impressões sobre este vinho:

Visual: A garrafa, como falamos, segue uma nova tendência. A garrafa escura ficou mais sóbria, sem perder a juventude e a alegria. Rolha, é claro, de cortiça e personalizada para a Herdade do Esporão. Na taça vemos uma bela coloração ameixa escuro, com algum reflexo violáceo. Gotas médias, várias velocidades e por toda a taça.

Olfato: Expressão aromática singular e de boa intensidade. Aporta complexidade e elegência. Notas claras de ameixa, couro e violeta em perfeito equilíbrio. Ao fundo um toque de especiaria encerra o bouquet.

Paladar: Elegante e muito gostoso. Os taninos estão redondos e macios. No palato a ameixa e a violeta saltam no primeiro plano e as especiarias ficam mais para o final. Corpo médio e final longo. Está perfeito para consumo imediato, mas, com certeza pode evoluir um pouco mais nos próximos 2 ou 3 anos. Interessante deixar no mínimo 1 hora decantando.

O que a Esporão fala sobre seu vinho:

Adega: Herdade do Esporão

Região: Alentejo

Certificação: Vinho Regional Alentejano

Ano de Colheita: 2008

Castas: Touriga Nacional / Syrah

Enólogo: David Baverstock / Luís Patrão

Visual: Aspecto límpido, cor rubi intenso.

Olfactivo: Aroma fresco e rico em violetas conferido pelo Touriga Nacional, delicadamente envolvidas nos frutos vermelhos e nas notas tostadas do carvalho Francês.

Gustativo: O paladar combina o corpo denso típico de Syrah com a textura sedosa da Touriga Nacional.

Acompanhamento Gastronómico: Acompanha desde empadão de carne, cannelonis, lasagna até carnes na brasa, sendo também um excelente parceiro para ouvir musica e conversar com os amigos.

Temperatura de Consumo: 16-18ºC.

Vinificação: Colheita em separado de cada casta, desengace, esmagamento, fermentação alcoólica com temperaturas controladas em cubas de inox (22ºC a 25ºC), prensagem, seguindo-se a fermentação maloláctica em cuba de inox. Parte do lote estagiou em cubas de inox e a outra parte madeira de carvalho francês durante 6 meses. Após o engarrafamento seguiram-se mais 6 meses de estágio em garrafa.

O que a Wine Spectator fala sobre o Vinha da Defesa Tinto:

Pontos: 88

Review:

A crisp, rich red, offering a powerful meaty note behind the intense dark plum, cherry and berry flavors. Plenty of brick and chocolate touches mark the muscular finish. Drink now through 2014. 1,000 cases imported. –KM

Até o momento deste Post não havia uma crítica na Wine Advocate, de Robert Parker.

Um vinho com um corte que eu nunca havia experimentado anteriormente. Traz a delicadeza e o floral da Touriga Nacional com a densidade da Syrah. Interessante citar que o corte vem sendo alterado. Na safra de 2007, por exemplo, além da Touriga Nacional e da Syrah o vinho levava também a Aragonês. Um vinho português moderno que, através de um corte inovador, resultou em um produto final muito interessante. São as constantes surpresas do velho mundo!

Todos os vinhos da Herdade do Esporão podem ser encontrados em lojas especializadas ou ou então diretamente pela importadora exclusiva, a Qualimpor. Vocês poderão também seguir a Qualimpor em suas redes sociais conforme abaixo:


Semana que vem, na quarta-feira, nossa série continua, não perca!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Vinha da Defesa Rosé 2008 – Série Vinhos Herdade do Esporão

Hoje é dia de falar de mais uma deliciosa surpresa. O segundo vinho que falamos da Vinha da Defesa. Quem nos acompanha teve a oportunidade de ler na semana passada sobre o Vinha da Defesa Branco 2008. Hoje falaremos do Rosé e, na semana que vem, será a vez do Tinto.

A Herdade do Esporão integra o Projeto Beba Com Cabeça, cujo objetivo é esclarecer as principais questões relacionadas com o álcool de forma clara e transparente. A campanha Beba Com Cabeça procura acabar com as dúvidas, dar a conhecer os efeitos do álcool, quais as atitudes corretas e chamar a atenção para as consequências de determinados comportamentos.

A Herdade do Esporão aderiu também, em parceria com a ANEBE, à campanha 100% COOL DRIVER. 100% COOL foi a expressão escolhida para nomear todos os que em cada noite decidem tomar a seu cargo a responsabilidade de fazer com que os outros elementos do grupo cheguem a casa em segurança. 100% COOL é o condutor designado com 0% de álcool.

O site do projeto Beba com Cabeça é o http://www.bebacomcabeca.pt/.

Mais uma bela surpresa desta incrível empresa, não?

Reparem que em uma das fotos que coloquei neste post estou usando um termômetro para verificar a temperatura do vinho! Frescura? Negativo!! Entenda melhor como a relação Temperatura x Vinho é tão importante.

Vamos então ao que achei deste belo rosé:

Visual: Garrafa com nova identidade visual na Vinha da Defesa. Se quiser saber mais sobre isto leia o artigo sobre o Vinha da Defesa Branco. Rolha em cortiça e personalizada para a Herdade do Esporão. Na taça exibe uma sensacional coloração rosa avermelhado cheio de vida! Lágrimas passam a sensação se untosidade.

Olfato: Leve, jovial e refrescante. Muita fruta vermelha, em especial cereja e groselha. Sutil toque adocicado ao fundo. Traz também floral, mas não consegui identificar qual a flor.

Paladar: Fresco, vivo e com boa intensidade. Bom corpo e excelente acidez. No final o gosto que permanece, e com bela intensidade, é o de frutas vermelhas maduras. Um vinho sedoso e guloso, não deixando muito espaço entre um gole e outro.

O que a Herdade do Esporão fala sobre o seu vinho:

De cor rosada muito viva, apresenta um sabor frutado e equilibrado, com aroma intenso a amoras e cerejas. Acompanhando comidas asiáticas provoca uma mescla de sabores incomparável.

Castas: Syrah / Aragonês

Visual: Cor rosada muito viva.

Olfactivo: Aroma intenso a amoras e cerejas.

Gustativo: Apresenta um sabor frutado e equilibrado, com um paladar persistente e fresco.

Acompanhamento: Acompanha desde comidas asiáticas até aos típicos enchidos, passando por ser um óptimo aperitivo, sendo capaz de provocar uma mescla de sabores e sensações incomparáveis.

Temperatura de Consumo: 10 – 12ºC.

Quantidade Produzida: 100.000 litros.

Vinificação: Aragonês e Syrah vinificados em “Blanc Noir”. Desengace, choque térmico, maceração pelicular, prensagem, fermentação em cubas de inox com temperaturas controladas, centrifugação, estabilização e filtração.

O que a Wine Advocate, de RP, fala sobre este rosé:

Não houve comentários sobre a safra de 2008. O que transcrevo fala da safra de 2007:

Pontos: 88
Degustador: Mark Squires
Maturidade: Beber entre 2008 e 2009.

Review:

There were 12,000 cases produced of the 2007 ROSE VINHA DA DEFESA, an enjoyable blend of Aragones (Tempranillo) and Trincadeira. It is dry, but very fruity, with raspberry nuances that turn to cherry with some air. It has refreshing crispness on the finish, cutting the somewhat obvious fruity notes—there’s perhaps a touch of cherry Kool-Aid here--and giving the wine a sunnier demeanor. Its mid-palate is elegant and it is quite pleasing, if a bit short and easy. There is nothing profound here, but it should be a crowd pleaser. The younger and the fresher this is, the better it will show. Drink now-2009.

This old stalwart in Alentejo provides some of the best buys in Portugal. Its current lineup is notable for the number of fine values, even with the continuing problems with exchange rates (many of these prices may have been set before the recent resurgence of the dollar). Sometimes, the big question here is simply why you should bother to trade up to their more expensive wines.

O que a Wine Spectator fala sobre o Defesa Rosé 2008:

Pontos: 84

Review:

This has a solid core of melon and strawberry flavors that are fresh and juicy. The finish is spicy. Drink now. 12,000 cases made. –KM

Um excelente rosé, dos melhores que já provei, perdendo para poucos. Um vinho que traduz no copo todas as características desta linha. Vale dizer que gostei mais do rosé do que do branco.

Todos os vinhos da Herdade do Esporão podem ser encontrados em lojas especializadas ou ou então diretamente pela importadora exclusiva, a Qualimpor. Vocês poderão também seguir a Qualimpor em suas redes sociais conforme abaixo:


Não perca o Defesa Tinto na próxima semana!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Vinha da Defesa Branco 2008 - Série Vinhos Herdade do Esporão

Hoje é dia de mais um vinho da deliciosa série sobre a Herdade do Esporão. Começaremos a falar dos vinhos da Vinha da Defesa.

Lançada em 1992, a marca Vinha da Defesa tem vindo a assumir cada vez mais força.

Para acompanhar a qualidade superior do Vinha da Defesa, o Esporão tem realizado diversas atualizações e inovações no seu código visual, ao longo dos vários anos.

Desde 2003, Vinha da Defesa tem assumido um dinamismo maior no seu lettering e a imagem foi alterada com a serigrafia na garrafa.

A Vinha da Defesa apresenta-se com um novo packaging, mais atraente e elegante, satisfazendo os consumidores que procuram as últimas tendências e desejam experimentar novas sensações.

A nova imagem da linha "Vinha da Defesa" nasce da exploração das potencialidades do processo de impressão permeográfico aplicado ao vidro. As finas linhas que circundam integralmente o corpo cilíndrico da garrafa acolhem a nova designação "Vinha da Defesa" assim como, o ano de colheita e as castas constituintes do vinho engarrafado. Este território visual, gerado pela textura das linhas, acolhe no contra-rótulo toda a informação complementar, com os blocos de texto a surgir numa composição dinâmica, mas sempre diferente, variando a sua posição consoante o produto. Esta perspectiva unifica estrategicamente o packaging, possibilitando uma identidade diferenciada entre os produtos da gama, não só pela utilização da cor como pela variação dos elementos tipográficos. O efeito visual das linhas vai-se alterando enquanto o vinho vai descendo na garrafa, suscitando uma leitura e uma curiosidade acrescida face à embalagem.

Vocês podem perceber nas fotos que utilizei um balde promocional da própria Vinha da Defesa e aproveito para fazer um comentário sobre o correto serviço dos vinhos brancos. Muitos restaurantes servem os vinhos brancos, ou espumantes, em baldes que contém apenas gelo. Isto é um erro pois o gelo não fica em total contato com a garrafa. O correto é sempre gelar o vinho em um balde com gelo e água fria e cobrir o máximo possível a garrafa, para que a troca de temperatura seja uniforme. Este é, sem dúvida, o melhor método para gelar uma garrafa de vinho.

Vamos então às minhas impressões sobre este belo vinho branco português:

Visual: A garrafa é muito interessante e se destaca. Como falamos anteriormente, o rótulo na verdade é uma litografia e não papel. Passa uma tendência de modernidade. A rolha é de cortiça e personalizada para a Herdade do Esporão. Na taça trouxe uma coloração amarelo claro já com alguns reflexos dourados. Lágrimas finas, rápidas e espaças.

Olfato: Passa juventude, bastante fruta e refrescância. As frutas remetem para as amarelas (pêssego e melão), com um gostoso toque cítrico mais ao fundo, formando um bouquet delicado e gostoso. Não mostra complexidade, mas agrada.

Paladar: Super fiel à análise olfativa. Ataque inicial trazendo muita fruta. Um corpo médio. O retrogosto também é bastante frutado só que traz mais adocicado ao palato. Acidez agradou. O final é médio e suave. O álcool passa completamente desapercebido.

O que a Herdade do Esporão fala sobre o seu vinho?

Região: Alentejo

Certificação: Vinho Regional Alentejano

Ano de Colheita: 2008

Castas: Arinto / Roupeiro / Antão Vaz

Enólogo: David Baverstock / Sandra Alves

Visual: Aspecto límpido, cristalino.

Olfactivo: Aroma muito fresco, fino, perfumado de limas e frutos tropicais.

Gustativo: Apresenta um sabor rico e elegante, muito frutado e equilibrado.

Acompanhamento Gastronómico: Acompanha desde saladas compostas até peixes grelhados e sopas de peixe mediterrânicas, passando pelas pastas e raclettes, sendo capaz de harmonizar uma agradável e descontraída refeição.

Temperatura de Consumo: 10-12ºC.

Controlo Analítico: Álcool – 13,5%; Acidez Total – 7,19 gr/l; Acidez Volátil – 0,41 gr/l; pH – 3,24; Extracto Seco – 19,84 gr/l

Vinificação: Desengace, choque térmico, maceração pelicular, prensagem, decantação de mostos, fermentação com temperaturas controladas em cubas de inox, centrifugação, estabilização e filtração.

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre este vinho:

A Safra de 2008 não foi comentada ainda, transcrevo aqui a análise para a Safra de 2007.

Pontos: 87
Degustador: Mark Squires
Maturidade: Beber entre 2009 e 2010

Review:

The 2007 VINHA DA DEFESA BRANCO is in this brand name’s tradition, a crisp wine that is usually available (21,000 cases produced, 500 imported) and provides value for the money, although exchange rate fluctuations have had some impact. It is basically the same wine as the Reserva, a blend of Arinto, Roupeiro and Antao Vaz, a familiar trio of white grapes in Alentejo, but whereas the Reserva has an oaky overlay, this is bright and pure, aged in stainless steel, and intended to be a bit on the grassy side. It seems less herbaceous this year than in prior recent vintages, but it is pungent, with a juicy, mouthwatering finish. My experience is that this becomes rounder and softer in six to twelve months, but you may like the exuberance of the wine young better. Drink now-2010.

O que a Wine Spectator fala sobre o Vinha da Defesa Branco 2008:

Pontos: 86

Review:

A bright white, with a fruit basket of zesty flavors, including apple, peach, glazed lemon and mango, followed by a lightly spiced finish. Drink now. 21,000 cases made. –KM

Um vinho direto, sem tanta complexidade, mas muito gostoso. Uma excelente opção para o dia a dia, principalmente em dias de muito calor. É mais um vinho branco que deve ser servido para aquelas pessoas que insistem em dizer que não gostam de vinhos brancos.

Todos os vinhos da Herdade do Esporão podem ser encontrados em lojas especializadas ou ou então diretamente pela importadora exclusiva, a Qualimpor. Vocês poderão também seguir a Qualimpor em suas redes sociais conforme abaixo:

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In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman
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