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sábado, 6 de dezembro de 2014

Vinhos brasileiros nos Estados Unidos? Sim, nova ação na rede de restaurantes Seasons 52!




Rótulos poderão ser degustados durante seis meses em 42 lojas de 18 estados. País é um dos mercados alvo do projeto setorial de exportação Wines of Brasil


Dois vinhos brasileiros (Miolo Chardonnay e Perini Macaw Tannat) figuram entre os rótulos selecionados para a Flights and Flatbreads, ação da tradicional rede de restaurantes Seasons 52, nos Estados Unidos. Funciona da seguinte forma: o cliente escolhe uma das três categorias (brancos, tintos e aclamados), cada uma com três rótulos, degusta os três vinhos e recebe uma taça cheia daquele que mais gostar. A bebida é acompanhada de um flatbread, espécie de pão chato feito de farinha, água e sal e sem fermento, com seis opções de recheio. Os preços dos combos variam de US$ 15 (categorias com os rótulos brasileiros) a US$ 20.

Os vinhos foram selecionados pelo master sommelier George Miliotes, que trabalha para o Grupo Dardens, proprietário da Seasons 52. A ação prossegue até maio de 2015 em 42 lojas distribuídas em 18 estados norte-americanos. O brand ambassador Daniel Márquez e representantes das duas vinícolas estão visitando os restaurantes para capacitar garçons e bartenders a respeito dos vinhos brasileiros.

“Ele (Miliotes) está muito confiante de que a nova categoria de vinhos brasileiros pode atingir sucesso no mercado americano. A Seasons 52 é uma rede de alto nível, e o consumidor tem muito interesse em conhecer novos vinhos”, avalia Márquez.

Roberta Pedreira, gerente do projeto setorial Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), comemora. “É uma grande conquista para os vinhos brasileiros a entrada em uma rede tão importante. Os dois produtos estão representando o Brasil, e isso faz com que nos sintamos confiantes para continuar em 2015”, salienta.

Além do menu específico do Flights and Flatbreads, o consumidor receberá um cartão com o mapa do Brasil e suas regiões produtoras, além de informações sobre os vinhos aqui elaborados.

Fonte: Ibravin

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Saca-rolhas criado em 1800 se integra a maior coleção do Brasil


Antiguidade foi encontrada em Belém e Ibravin itermediou vinda para Serra gaúcha

A maior coleção de saca-rolhas do Brasil acaba de ganhar uma nova e importante peça. O neurocirurgião bento-gonçalvense Carlos Fasolo adquiriu um abridor inglês fabricado em 1800 conhecido como Eclipse. A peça foi encontrada por um morador de Belém do Pará enterrado no quintal de casa. O cidadão, Pedro Mardock, entrou em contato com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) que indicou o colecionador gaúcho. O antigo dono havia recebido propostas de mandar o saca-rolhas para o exterior, mas viu por bem deixá-lo no país.
            
O saca-rolhas foi achado durante uma obra para a colocação de uma sapata de estruturação da casa de Mardock. “Estava junto com algumas garrafas que aparentam também serem antigas e um fogareiro”, lembra. Sem ter ideia de como os objetos foram parar onde foram encontrados, o paraense só sabe dizer que todo o terreno do quarteirão pertencia ao avô e o pedaço onde está instalada a casa havia sido vendida para o avô da sua esposa, a área permanecendo sempre em família. A descoberta ocorreu no final de agosto deste ano. “Levei a peça para um arqueólogo conhecido e alguns antiquários. Também fiz pesquisas na Internet. Na sequência, resolvi ligar para o Ibravin e logo depois o Fasolo entrou em contato”, narra, Mardock. Supervisor de companhia aérea e acadêmico de Engenharia Ambiental, o descobridor está feliz de alguma forma participar da história da peça.
            
A confirmação da antiguidade do saca-rolhas foi feita pelo colecionador Carlos Fasolo por meio da consulta a catálogos internacionais dedicados exclusivamente aos abridores. Ele encontrou referencias em uma relação italiana e em uma francesa como sendo do final de 1.800, mas sem uma data precisa. Conforme Fasolo, o saca-rolhas vindo de Belém não é a peça que ele pagou mais caro (cerca de R$ 1 mil), mas com certeza é a mais valiosa. “Pela antiguidade da peça e pelo estado de conservação”, argumenta o colecionador, salientando o inusitado de o objeto ter sido encontrado no Pará, região pouco tradicional no consumo de vinho.
            
A coleção de Fasolo tem cerca de 1.450 abridores, sendo que aproximadamente 500 deles são peças antigas. O resto são saca-rolhas recebidos de presente e comprados em viagens. No mais recente passeio pela Itália, o médico adquiriu 32 novas peças.

Fonte: Ibravin

quarta-feira, 21 de março de 2012

Salvaguarda para o Vinho Brasileiro? Como assim???




Pois é meus amigos, muitos de vocês já devem ter ouvido falar sobre este assunto. Demorei um pouco para escrever sobre o mesmo pois queria estudar melhor o que realmente está acontecendo para poder emitir minha opinião com mais embasamento.

Explicando o Estudo de Salvaguarda

Importante começar sobre o que exatamente está acontecendo. No ano passado, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), a Federação das Cooperativas do Vinho (Fecovinho) e o Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (Sindivinho) protocolaram petição para abertura da investigação para aplicação de salvaguarda às importações brasileiras de vinhos.

Desde 1995 esta será a quarta investigação de salvaguarda conduzida Departamento de Defesa Comercial (Decom) da Secex.

O que é uma Salvaguarda? Por definição, Salvaguarda, quando aplicada, tem por objetivo proteger um setor que esteja sofrendo prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave decorrente do aumento das importações, por meio de aumento do imposto de importação ou de restrição quantitativa. O setor, então, implementa um programa de ajuste para voltar a concorrer normalmente com as importações ao final do período estabelecido pela medida.
No momento o que está acontecendo é um estudo para verificar se a Salvaguarda deve ou não ser implementada no setor de Vinho.

Com o início do processo, as entidades do setor têm 40 dias para apresentar provas que comprovem – ou não – a necessidade de proteger o vinho brasileiro com medidas governamentais contra os importados. Vale lembrar que até agora o governo brasileiro só concedeu salvaguarda para um único produto, o coco ralado.

No pedido de salvaguardas, as vinícolas alegam que a participação dos importados no consumo doméstico de vinhos finos cresceu de 67,1% para 78,7% de 2006 a 2010, estimulada pela redução da demanda nos países desenvolvidos e pela entrada, em alguns casos, de produtos com preços similares aos custos de produção no Brasil. Em 2011, a fatia chegou a 78,8% do mercado, que totalizou 92,2 milhões de litros, conforme a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), uma das signatárias do pedido ao Mdic.

Caso o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) decida impor salvaguardas contra vinhos finos importados, as vinícolas brasileiras se comprometem a ampliar e desconcentrar a produção de uvas viníferas no país, reduzir custos e melhorar a qualidade da bebida nacional. Só na implantação de 3 mil hectares de novos parreirais os aportes chegarão a R$ 219 milhões em oito anos, além de R$ 40 milhões em um programa de marketing para estimular o consumo do vinho nacional.

Meus Comentários

Fico impressionado como muitas vezes o governo Brasileiro continua com esta mentalidade do século passado ao cogitar este tipo de ação.

O Ibravin comenta que a Salvaguarda será apenas por um período no qual o Governo irá investir na melhoria do setor de produção de Vinhos Finos Brasileiros, ou seja, vinhos produzidos com Vitis Vinifera.

O que realmente não consigo entender é o que a Salvaguarda tem com o investimento para melhorar o setor. Porque, por exemplo, ao invés de tentar limitar o número de rótulos de vinhos importados que entram no país e aumentar o imposto dos vinhos importados, o governo não procura reduzir os impostos dos vinhos nacionais, acabar com a Substituição Tributária e criar linhas de crédito específicas para a produção de vinho? Se o objetivo é aumentar o espaço do vinho Brasileiro precisamos melhorar nossa qualidade, aumentar o número de vinhedos, ter mais massa crítica e menos impostos, isso sim!

Será que o governo realmente acha que em 3 ou 5 anos de Salvaguarda nós conseguiremos melhorar a qualidade do vinho Brasileiro? Será?? Queridos leitores, este tempo é praticamente nulo quando estamos falando sobre produção de vinhos! Quem nunca ouviu a célebre frase do Château Mouton Rothschild: “Produzir vinho é relativamente simples, apenas os primeiros 200 anos são difíceis”.

Tenho convicção que esta tal Salvaguarda irá diminuir drasticamente o consumo de vinhos finos no Brasil. Todos sabem que sou um fã convicto de nossos vinhos, estou sempre escrevendo sobre os mesmos, realizando degustações, visitando produtores. Como eu, diversos outros amigos blogueiros que evitarei citar com receio de esquecer de alguém. Mas o fato, infelizmente, é que o Vinho Brasileiro ainda não é bem visto pela população de um modo geral. Estamos engatinhando ainda, temos muito, mas muito o que aprender e evoluir. Se a opção for beber um Brasileiro de R$30,00 ou um Chileno de R$60,00 sabem o que irá acontecer? Fatalmente iremos retroceder e voltar a boa e refrescante cerveja, ou para a saborosa caipirinha. Imaginem então as Cervejas Artesanais hoje em franca expansão.

Amigos, a Indústria Cervejeira deve estar rindo a toa com esta total desunião do segmento vinícola!

Precisamos de massa crítica, precisamos aumentar INCONDICIONALMENTE o consumo do vinho em nosso país. Não interessa, neste momento, se o vinho é nacional ou não. O Ibravin faz excelentes trabalhos de divulgação como o Projeto Imagem, que tive o prazer de participar no ano passado, e o Projeto Comprador. Estamos no caminho certo!!! Diversos especialistas vem se convencendo que a qualidade do Vinho Brasileiro está crescendo a passos largos e impressionando a crítica de todo mundo. Vejam os espumantes da Geisse com a Jacis Robinson. Ou o crescimento das vendas para a Europa que o projeto “Wines of Brasil” tem alcançado.

Como apaixonado pelo vinho, e defensor convicto do Vinho Brasileiro, sou RADICALMENTE CONTRA a Salvaguarda por ter certeza absoluta que isto será absurdamente danoso ao mercado de vinho em nosso país.

Em breve mais notícias sobre esta polêmica!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

terça-feira, 20 de março de 2012

Degustação “Qual o melhor Vinho Branco Brasileiro” ( !! )



Amigos e amigas, cá estou para contar a vocês sobre uma nova iniciativa que conseguimos realizar no dia de ontem, 19 de março de 2012.

Neste dia, na aconchegante loja Vino & Sapore (http://www.vinoesapore.com.br/) do querido amigo amigo João Filipe Clemente, tivemos a oportunidade de provar 23 rótulos de Vinhos Brancos Brasileiros.

Segundo fontes do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), foi a maior degustação já realizada tendo como tema Vinhos Brancos Brasileiros. A seleção dos vinhos foi realizada por mim e pelo Ibravin e procuramos abranger todos os Terroirs que temos aqui no Brasil, exatamente da mesma forma que fizemos na degustação que teve como tema os Tintos Brasileiros.

Abaixo os vinhos que foram degustados:


Foi consenso de todos os degustadores que são vinhos bem feitos, mas que ainda temos muito espaço para evoluir ao nos compararmos com outros países produtores. Importante também citarmos os preços dos vinhos degustados. Tínhamos vinhos desde R$11,00 (Perini Moscato), até um máximo de R$85,00 (Villa Francioni Lote II), com um preço médio de R$39,00 entre as 23 amostras, ou seja, vinhos relativamente baratos se comparados com grandes vinhos brancos do velho mundo, por exemplo.

Como sempre tivemos boas surpresas, típicas de uma degustação as cegas. Os primeiros três lugares ficaram com vinhos da uva Chardonnay e todos com passagem por madeira e já conhecidos por muitos. A quarta e quinta colocações foram gratas surpresas.

Vejamos a lista dos 10 primeiros colocados:


Parabéns aos primeiros colocados! Vejam que tivemos representantes de diversos Terroirs, o que mostra que estamos no caminho certo!

Não posso terminar sem agradecer aos queridos amigos João Filipe, Carlos Marques, Maurício Tagliari, Didu Russo, André Rossi, Felipe Zboril, Evandro Silva, Vanessa Sobral, Emílio Santoru e Eduardo Milan que estiveram presentes comigo nesta deliciosa experiência.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ibravin lança campanha para o Carnaval de Porto Alegre


Com o objetivo de democratizar o consumo de vinho no Brasil, nove empresas reunidas pelo Instituto Brasileiro do Vinho apoiam a defesa do título da escola de samba Estado Maior da Restinga.


“Seja original. Beba vinho brasileiro no Carnaval.” Este é o conceito da campanha criada pela agência Escala para o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) utilizar nos órgãos de comunicação de Porto Alegre e da Serra Gaúcha a partir desta sexta-feira (3). “Carnaval é para sair da rotina, inclusive na hora de beber” é a frase que completa a ideia da ação dos Vinhos do Brasil no Carnaval deste ano de Porto Alegre. A escola campeã do ano passado, a Estado Maior da Restinga, defenderá o título com o samba-enredo “Da mitologia à realidade, a Tinga de Taça na Mão! Vinhos do Brasil, sinônimo de qualidade, saúde, prazer e prosperidade!”.

Nove empresas aderiram ao Projeto Carnaval do Ibravin, via Lei de Incentivo à Cultura (LIC). Aurora, Canção, Cooperativa São João, Dunamis, Famiglia Valduga (Domno e Casa Valduga) Fante, Miolo Wine Group, Perini e Salton farão parte de todas as ações do Ibravin no Carnaval de Porto Alegre. “Além da exposição da história e da situação atual do vinho brasileiro em horário nobre na televisão aberta, programamos ações de divulgação no sambódromo, que deve receber 10 mil pessoas por noite”, afirma o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. Vários carrinhos tipo picolé personalizados realizarão a venda de taças de espumante e vinho frisante ao valor de R$ 3,00 para o público do sambódromo. O desfile ocorre no dia 18 de fevereiro, no Complexo Cultural de Porto Seco, às 23h.

O diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani, destaca que a democratização do consumo de vinho no Brasil pode ser ajudada por esta grande festa popular que é o Carnaval. “Estamos unindo duas coisas históricas, a produção de vinho e o Carnaval, para realizarmos uma grande festa”, salienta Paviani. “Estamos propondo uma mudança de atitude, o consumo de espumante e vinho em uma festa tradicionalmente ligada à cerveja”, observa. A mudança de cultura começou na comunidade da Tinga, que no lançamento do samba-enredo serviu macarronada regada a vinho. “Estamos conseguindo algo inédito: substituir a cerveja pelo espumante e o vinho nos barracões da escola de samba”, comemora Bertolini. 

Homenagem
 
“Faz bem pra alma e pro coração. Deixa o meu samba te embriagar. Um sentimento sem moderação. Eu sou Restinga”. Este é o refrão do samba-enredo da Tinga em homenagem aos “Vinhos do Brasil”, que terá sua história contada por cinco carros alegóricos e 21 alas. “O samba da Tinga sobre os Vinhos do Brasil é o maior alta astral. O refrão é fácil, grava direto na cabeça e no coração”, comenta Bertolini. “Vamos em busca do bicampeonato com um dos melhores sambas já feitos pela escola”, anuncia o presidente da Tinga, Róbson Dias, o popular “Preto”.

Duas alas em especial serão formadas por cerca de 100 moradores dos Caminhos de Pedra de Bento Gonçalves. O grupo das danças folclóricas da localidade estará vestido com os trajes de gala utilizados por italianos e ainda com a roupa dos imigrantes ao chegarem em Bento. Os moradores já participaram de um ensaio na sede da escola de samba, em Porto Alegre. Agora, os ensaios semanais têm sido realizados nos Caminhos de Pedra. 

Estratégia

O tema Vinhos do Brasil como samba-enredo da Restinga em Porto Alegre faz parte do Projeto Carnaval do Ibravin. “Começamos pela nossa casa, o Rio Grande do Sul, para depois fazer o mesmo em escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro no Carnaval de 2013”, comenta Bertolini. “Aí estaremos às vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil, o que ajudará muito na divulgação dos vinhos brasileiros”, explica. 

Confira o samba-enredo escrito pelos compositores André Diniz e Wander Pires.

Da mitologia à realidade, a Tinga de Taça na Mão! Vinhos do Brasil, sinônimo de qualidade, saúde, prazer e prosperidade!

Mania de erguer a taça
É o cisne
O meu orgulho e meu maior prazer
Tingiu sua história de amor e de raça
Brindando vitórias, o povo se abraça
Em linda comunhão
É festa, luta em louvação
É o vinho, mitologia, caminho, filho de Zeus
Divinos cachos, passos, Baco em taças de ouro
Fez da sagrada cultura, o néctar da humanidade
Transbordou o velho mundo
E foi ganhando brasilidade
No Sul foi se espalhar, missões a consagrar
Se apaixonou por essa terra, subiu a Serra
E tanta qualidade fez brotar
Mãos imigrantes nutriram o sonho
Brotou alegria
Ramos florescem saber à altura
No gelo, há jóia madura
Pelo velho Chico, um jovem sabor
Meu Rio Grande projetou
Passado, presente, valor sem igual
Heranças do tempo colonial
Festa da Uva, a nostalgia de Caminhos de Pedra
Por velhos trilhos da Maria Fumaça
Simbolizando, a história me espera
Tem cheiro de história no ar
Exala o sabor que me chama
É hora de comemorar
Tinga, teu povo te ama!
Faz bem pra alma e pro coração
Deixa meu samba te embriagar
Um sentimento sem moderação
Eu sou restinga".


Saiba mais


Estado Maior da Restinga

- Fundação: 20 de março de 1977
- Cores: verde, vermelha e branca
- Símbolo: cisne branco
- Bairro: Restinga
- Presidente: Robson Dias (Preto)
- Carnavalesco: Paulo Jorge
- Intérprete oficial: Wander Pires
- Diretor de bateria: Mestre Guto
- Mestre-sala e porta-bandeira: Chula e Priscila
- Enredo: A Restinga Multirracial Celebra a África de Mandela na Festa do Carnaval

Do povo


A Estado Maior da Restinga, fundada em 1977, a conta com a força de sua comunidade, onde vivem quase 200 mil pessoas na Zona Sul de Porto Alegre. Um dos destaques é a bateria, formada quase que totalmente por moradores do bairro. O orgulho de fazer parte da escola é demonstrado pelo grito de guerra mais conhecido do Carnaval porto-alegrense: “Tinga, teu povo te ama!”

Fonte: OAJ Comunicação & Marketing

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Livramento sedia abertura da colheita de uva na Campanha Gaúcha



Projeção indica uma safra de 10 milhões de quilos de uva nas 17 vinícolas da região, cerca de 20% superior à safra de 2011 na área.

Nesta quinta-feira (2 de fevereiro), às 16h, ocorrerá a Abertura Oficial da Colheita da Uva Safra 2012 na Campanha Gaúcha. O evento será realizado nos vinhedos de Luis Pedro Escosteguy, em Santana do Livramento, e contará com a presença do secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, do vice-presidente do Conselho Delibarativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Eduardo Piaia, do coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, do diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani, e demais autoridades locais e regionais. 

A expectativa é que as 17 vinícolas em funcionamento na região colham uma safra de 10 milhões de quilos de uva, cerca de 20% superior à safra de 2011 na área. A informação é do presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, Afrânio Moraes Filho. Conforme ele, a produção deve gerar aproximadamente 7 milhões de litros de vinho. 


“Na prática, a colheita começou há seis dias e causou uma grande surpresa. Essa é a melhor safra de uvas colhidas na região desde 2005, e o clima no Estado foi o fator fundamental para isso”, afirma Afrânio. Ele aponta que desde as horas de frio, no inverno, que foram suficientes para o período de dormência da uva, até a maturação da fruta durante a atual estiagem, que contribui para que as uvas apresentem agora um grau de açúcar elevado, foram elementos importantes e favoráveis que contribuíram para que a safra atual pudesse ser qualificada como excepcional. 

O Ibravin projeta uma colheita entre 560 e 600 milhões de quilos de uva no Rio Grande do Sul este ano. A safra passada foi a maior da história, com 707,2 milhões de quilos de uvas. “Tradicionalmente, a Campanha Gaúcha tem safras estáveis. Mas este ano teremos uma matéria-prima de excelente qualidade, que vai gerar vinhos de primeira classe”, observa Paviani.



Fonte: OAJ Comunicação & Marketing

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ibravin apresenta balanço do biênio 2010/2011 hoje!



O grande destaque da coletiva será a apresentação dos resultados do Grupo Técnico de Planejamento Tributário do setor vitivinícola brasileiro.

O Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) apresenta, nesta segunda-feira (23), às 14h, o balanço dos dois anos de gestão (2010/2011) do presidente do Conselho Deliberativo, Júlio Fante. O grande destaque da coletiva, que será realizada na sede do Ibravin, na Alameda Fenavinho, 481, em Bento Gonçalves (RS), será a apresentação dos resultados do Grupo Técnico de Planejamento Tributário do setor vitivinícola brasileiro, criado em agosto de 2010 dentro das cinco metas estabelecidas por Júlio Fante ao tomar posse como presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin. “Depois de muitos estudos, chegamos a conclusão de que a situação é mais grave do que nós pensávamos”, adianta Fante. “Vamos mostrar as razões do vinho brasileiro ter hoje a fama de ser caro”, revela.

Conforme Fante, o objetivo do GT é “dar maior competitividade ao setor vitivinícola brasileiro por meio do aperfeiçoamento do sistema tributário nacional”. “Fizemos ampla radiografia da estrutura tributária brasileira incidente sobre a cadeia produtiva da uva e do vinho”, afirma. “É um assunto muito complexo, que envolve várias questões. Temos estados que isentam os produtores, outros que dão incentivo a toda indústria e ainda alguns que privilegiam a importação”, observa Fante, acrescentando que irá relatar, na coletiva, o planejamento estratégico de ações formatado após o diagnóstico. “O vinho, reconhecido com um complemento alimentar saudável para as pessoas, possui hoje uma carga tributária igual ou superior a produtos considerados supérfluos. Isso precisa mudar”, argumenta Fante. “É inadmissível que o vinho esteja no topo da lista de produtos que contém mais impostos em seu preço final”.


O GT contou com a participação das seguintes entidades: Ibravin (Júlio Fante, que também representa a Agavi, Carlos Raimundo Paviani e Kelly Lissandra Bruch); Uvibra (Henrique Benedetti e Danilo Cavagni); ABE (Dario Crespi e Christian Bernardi). Os representantes do Conselho Consultivo do Ibravin, Railson Vieira Loures e Luiz Antonio Passarin, também integram o grupo. 

O novo presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Alceu Dalle Molle, também estará presente na coletiva e falará sobre os seus projetos para o biênio 2012/2013. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Espumantes brasileiros e suco 100% uva brilham no Fashion Rio



Cooperativa Vinícola Garibaldi, Kranz, Dunamis, Domno e Peterlongo foram reunidas pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) para participarem do evento pela terceira vez consecutiva. A novidade é a presença do suco 100% uva, com as empresas Galiotto, Casa de Madeira, Irmãos Molon, Nova Aliança e Garibaldi. 

Os espumantes e o suco 100% uva estão na moda. Cinco vinícolas brasileiras, reunidas pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), estão presentes no Fashion Rio Inverno 2012, que foi aberto nesta terça-feira (10) e segue até este sábado (14). O casting das vinícolas verde-amarelas que fazem a sua terceira participação consecutiva na passarela do maior evento de moda do Rio de Janeiro, no Píer Mauá, está formado pelas vinícolas Garibaldi, Kranz, Dunamis, Domno e Peterlongo. Os espumantes destas empresas estão sendo oferecidos no lounge da Abest (Associação Brasileira de Estilistas) e da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções).

A novidade deste ano é a inclusão do suco de 100% uva no Fashion Rio. “O suco de uva integral, sem adição de água nem açúcar, tem tudo a ver com saúde e beleza”, afirma o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. As empresas que estão fornecendo o suco de uva são Galiotto, Casa de Madeira, Irmãos Molon, Nova Aliança e Cooperativa Vinícola Garibaldi. Bertolini lembra que tanto os espumantes como o suco de uva são sucessos de venda no Brasil. “Os consumidores reconhecem a qualidade do espumante brasileiro e estão cada vez mais descobrindo os benefícios e o sabor diferenciado do suco de uva 100% uva”, destaca. O suco de uva deve fechar 2010 com cerca de 30% de incremento nas vendas e os espumantes de 10%. 

A degustação dos melhores espumantes e suco 100% uva são realizadas em um local de aproximadamente 130 m², que recebe diariamente cerca de 250 pessoas, entre estilistas, jornalistas, formadores de opinião e convidados vip das associações organizadoras. Cada vinícola é responsável por abastecer o lounge com um de seus espumantes durante um dia, de forma exclusiva. A mesma regra vale para o suco. No folder entregue sobre os produtos e as empresas, o Ibravin aproveita para explicar a diferença entre os diversos tipos de suco de uva disponíveis no mercado. O suco integral tem 100% da fruta, sem adição de água ou açúcar. O néctar tem até 30% de fruta (uva), é diluído em água e adoçado. A bebida ou refresco de uva possui de 8% a 30% de fruta ou polpa, é diluído em água e pode ser adoçado. E o suco desidratado tem 1% da fruta, pois é obtido pela desidratação do suco integral. 

Esta é a quinta ação consecutiva do Ibravin no universo da moda desde o ano passado. Em 2010, o Ibravin colocou os espumantes de quatro vinícolas no São Paulo Fashion Week, que ocorreu de 8 a 14 de junho. E no ano passado as borbulhas verde-amarelas já estiveram brilhando no Fashion Week São Paulo, de 28 de janeiro a 2 de fevereiro) e no Fashion Rio, de 11 a 15 de janeiro. Na próxima semana, de 19 a 24 de janeiro, espumantes e suco 100% uva estarão novamente presentes no São Paulo Fashion Week. “Nossa estreia no Fashion Rio Outono/Inverno 2011, que ocorreu em janeiro de 2010, foi um sucesso, tanto que fomos convidados pela Abest e pela Abit para retornar ainda no ano passado e agora com o acréscimo do suco de uva”, comemora Bertolini.

Fonte: OAJ Comunicação & Marketing

sábado, 14 de janeiro de 2012

Ibravin anuncia vinícolas destaques de 2011

Projetos Wines of Brasil e Vinhos do Brasil divulgam balanço do ano premiando com o troféu Saca-rolhas as empresas de maior destaque de 2011.


O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) divulgou as vinícolas destaques do ano, escolhidas por meio de votação das empresas participantes dos projetos de promoção no mercado interno (Vinhos do Brasil) e por desempenho no mercado externo (Wines of Brasil, realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). A entrega do troféu Saca-rolhas foi feita nesta terça-feira (6) à noite, na vinícola Lovara, em Bento Gonçalves (RS), tendo como atração principal o Grupo Show da escola de samba Estado Maior da Restinga, que escolheu como samba-enredo os Vinhos do Brasil para o Carnaval de 2012 de Porto Alegre.

A gerente de Promoção Comercial do Wob, Andreia Gentilini Milan, disse que a exportação das empresas associadas ao projeto deve somar US$ 3 milhões este ano, com 31 destinos diferentes. Ao todo, 15 vinícolas exportaram vinhos, espumantes e suco de uva este ano, com duas estreias: Basso e Don Giovanni. Miolo, Salton, Basso e Lidio Carraro foram os grandes destaques do ano, por desempenho, entre as 37 vinícolas participantes do projeto de exportação de vinhos finos engarrafados do Brasil.

A Miolo ganhou, pelo terceiro ano consecutivo, na categoria maior valor exportado e maior número de países, obtendo um crescimento de 38,5% nas vendas de vinhos e espumantes para 31 países. O maior crescimento nas vendas ao exterior foi obtido pela Salton, com acréscimo de 221% nos seus resultados de 2011, na comparação com 2010. A Lidio Carraro foi a vinícola que mais participou das ações realizadas pelo Wines of Brasil este ano, repetindo desempenho do ano passado, estando presente em 20 eventos no exterior. O destaque no Projeto Primeira Exportação (PPE) foi Basso Vinhos e Espumantes. “A primeira venda ao exterior a gente nunca esquece”, brincou Andreia Gentilini Milan. O profissional destaque do ano foi Elisa Walker, da Casa Valduga, que, pela primeira vez, foi eleita nesta categoria.

Pelo projeto Vinhos do Brasil, as empresas destaques do ano foram Casa Valduga (pela recepção aos jornalistas dos Projetos Imagem realizados este ano; a escolha foi feita entre os jornalistas participantes), Don Laurindo (empresa de pequeno porte), Domno do Brasil (empresa de médio porte) e Miolo (empresa de grande porte). O profissional destaque de 2011 no mercado interno foi Miguel Carraro Neto, da Cooperativa Vinícola Garibaldi. Uma nova categoria foi criada este ano: o conselheiro com maior participação nas reuniões do Conselho Deliberativo do Ibravin em 2011. E o escolhido foi Eumar Viapiana, representando a Agavi (Associação Gaúcha de Vinicultores), que esteve presente em todos os encontros.

Balanço

O presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Júlio Fante, disse que o ano foi especial para as vinícolas brasileiras. “Este vai ser um ano bastante positivo para o vinho brasileiro, com recuperação de mercado e maior organização setorial”, afirmou. “O trabalho desenvolvido pelas empresas em busca de uma qualificação crescente tem sido exemplar”, disse. “O melhor do ano é chegarmos ao seu encerramento convictos de que o setor vitivinícola está mais forte e unido”.

“Este ano consolidamos a imagem do vinho brasileiro, conforme um posicionamento único para os mercados interno e externo voltado aos consumidores”, comentou Andreia Gentilini Milan. O gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini, salientou o sucesso alcançado pelo Instituto no aumento da percepção de qualidade sobre a categoria de vinhos brasileiros, o que refletirá no aumento de pelo menos 10% na venda de produtos verde-amarelos.

Ações realizadas

Entre os números anunciados estão a participação de 63 vinícolas em 11 feiras no Brasil e no mundo, com a prospecção de quase R$ 15 milhões em negócios. No ano passado, 60 vinícolas participaram de nove feiras no Brasil e no mundo, prospectando R$ 12 milhões em negócios. Ainda foram realizados 95 eventos em três estados do Brasil e em 10 países pelo mundo. Em 2010, foram feitos 65 eventos em três estados e em países. Durante o ano, foram trazidos pelos Projetos Imagem Nacional e Internacional 115 jornalistas (ante 86 em 2010) de sete países e cinco estados brasileiros. O Ibravin ainda trouxe 96 sommeliers brasileiros de 18 estados e um sommelier internacional. “Este ano, 212 profissionais conheceram as vinícolas do Brasil na Serra Gaúcha”, falou Bertolini.

O Ibravin ainda realizou três edições do Circuito Brasileiro de Degustação, com a presença de 25 empresas e 1.700 participantes em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Também foram realizados dois projetos compradores, com o supermercado Zona Sul, do Rio de Janeiro, envolvendo 29 empresas, e com 20 sommeliers e distribuidores do Rio de Janeiro e de São Paulo, com a presença de 20 vinícolas. O projeto Wines of Brasil ainda promoveu um Projeto Comprador Internacional, com empresários da Bélgica, França e Alemanha.

O Projeto Escola Vinhos do Brasil, destinado a treinar garçons, sommeliers e maitres da Serra Gaúcha, já promoveu 25 treinamentos em 20 restaurantes de cinco municípios da Serra Gaúcha, com 80 profissionais atendidos. O Ibravin igualmente esteve presente em 81 degustações e 24 eventos, sempre promovendo os vinhos brasileiros. Quatro workshops de qualificação foram realizados no ano.

Este ano, o Ibravin entrou definitivamente nas redes sociais, alcançando 174 mil visualizações e 609 fãs no perfil Vinhos do Brasil no facebook e 71,7 mil visualizações e 251 fãs no perfil Wines of Brasil, de abril a novembro. No twitter foram disparadas 1050 mensagens pelo Vinhos do Brasil, que conquistou 4.823 seguidores. No Wines of Brasil foram disparadas 574 mensagens, com 337 seguidores. O maior número de acessos veio de São Paulo e Porto Alegre.

Veja os destaques de 2011:

Vinhos do Brasil

1) Destaque do Projeto Imagem 2011: Casa Valduga
2) Destaque Empresa de Pequeno Porte 2011: Don Laurindo
3) Destaque Empresa de Médio Porte 2011: Domno do Brasil
4) Destaque Empresa de Grande Porte 2011: Miolo
5) Profissional destaque de 2011: Miguel Carraro Neto (Cooperativa Vinícola Garibaldi)
6) Conselheiro com maior participação nas reuniões do Conselho Deliberativo do Ibravin em 2011: Eumar Viapiana

Wines of Brasil

1) Maior valor exportado e maior número de países em 2011: Miolo, que exportou para 21 países, obtendo um crescimento de 38,5%
2) Maior crescimento em exportação em 2011: Salton, com 221,35%.
3) Maior participação em ações do projeto em 2011: Lidio Carraro, com participação em 20 ações.
4) Destaque PPE (Projeto Primeira Exportação): Basso Vinhos e Espumantes
5) Profissional Destaque 2011: Elisa Walker (Casa Valduga)

Fonte: OAJ Comunicação & Marketing


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Vinhos brasileiros são indicados e pontuados pela primeira vez na revista Wine Enthusiast

Oito rótulos de três vinícolas (Miolo, Pizzato e Lidio Carraro) foram destacados na edição de dezembro da publicação norte-americana.



A revista Wine Enthusiast, uma das mais conceituadas publicações sobre vinhos dos Estados Unidos e do mundo, indicou, pela primeira vez, oito vinhos brasileiros na sua última edição, de 15 de dezembro. Três vinícolas gaúchas tiveram rótulos pontuados de forma inédita pela revista – Miolo (5 vinhos), Pizzato (2) e Lidio Carraro (1). Foram citados os vinhos Miolo Sesmarias safra 2008, Quinta do Seival Castas Portuguesas safra 2004, Miolo Terroir safra 2005. Lidio Carraro Quorum safra 2006, Pizzato Concentus safra 2005, Pizzato DNA 99 safra 2005, Miolo Merlot safra 2005 – indicado como “Best Buy” (melhor compra), e Miolo Lote 43 safra 2004. “Tudo que é pela primeira vez tem um sabor especial. E a indicação de oito vinhos brasileiros pela Wine Enthusiast tem gosto de vitória”, afirma a gerente de Promoção Comercial do Wines of Brasil, Andreia Gentilini Milan. “E o melhor, temos certeza de que é só o começo”.

A previsão de Andreia tem sentido. Isso porque a editora executiva da Wine Enthusiast, Susan Kostrzewa, virá conhecer as vinícolas brasileiras em fevereiro, durante o Carnaval, a convite do Wines of Brasil, projeto de exportação do vinho brasileiro fino engarrafado realizado em parceria pelo (Instituto Brasileiro do Vinho) e pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Susan Kostrzewa já trabalhou no New York Times, Wine Country Living, Marin Magazin e já publicou quatro livros sobre vinho. “Será mais uma oportunidade de um jornalista da revista conhecer em detalhes as vinícolas e os nossos rótulos”, destaca Andreia.

Se esta foi a primeira vez que a Wine Enthusiast indicou e pontuou os vinhos do Brasil, não foi a estreia da nossa produção vitivinícola na revista. Adam Strum, fundador, presidente e editor da Wine Enthusiast, escreveu sobre os vinhos brasileiros em sua coluna de novembro do ano passado. “O Brasil pode ser o próximo país emergente da América do Sul a causar um impacto nos EUA e mercados globais, seguindo os passos dos seus vizinhos mais consagrados, a Argentina e o Chile”, apontou ele, na época.

“Chile, Argentina e agora Brasil” foi o título da sua coluna da edição de novembro da Wine Enthusiast, com o subtítulo: “Algumas das melhores expressões do método Champenoise fora da França podem ser encontradas nas regiões vinícolas do sul do Brasil. Surpreso?” O artigo foi a primeira publicação sobre os vinhos brasileiros na revista, resultado da visita inaugural do seu publisher Adam Strum ao Brasil, a convite do projeto Wines of Brasil.

O entusiasta do vinho descreveu toda a emoção que sentiu ao visitar as vinícolas brasileiras. “Passear de carro ao redor de Bento Gonçalves é o mesmo que fazer uma excursão na região de Toscana. Colinas ondulantes dão lugar a paisagens espetaculares, a região rural é mágica. E os vinhedos contêm magia também; os produtores de vinho aqui estão fazendo excelentes Merlot e Cabernet Franc e espumantes excepcionais”, escreveu.

Entre as vinícolas, destaque para Aurora, Casa Valduga, Geisse, Lidio Carraro, Miolo e Pizzato. A Geisse foi descrita como “o melhor produtor de espumantes da região”. “Situada no sul de Bento Gonçalves, seus vinhedos encontram-se em altitudes muito elevadas, onde as colinas são uma reminiscência da Toscana, mas com muito mais frio. Tanto o Brut, como o Natural e o Rosé da Cave Geisse pontuariam na casa dos 90 no cartão de pontuação de qualquer crítico.”

Na sua coluna, Strum elogiou ainda os vinhos tintos da Miolo, destacando que são vendidos na faixa de US$ 30 a US$ 50, enquanto vinhos de qualidade comparável da Argentina e do Chile custam entre US$ 50 e US$ $100.

Presente na Master Class sobre os vinhos brasileiros realizada dia 29 de setembro, em Nova Iorque, Strum leu a sua coluna de viva voz para Andreia, que registrou em um vídeo postado no Youtube, no link http://www.youtube.com/watch?v=g1btfCLVoz8.

Veja a íntegra do artigo em português:

Chile, Argentina e agora Brasil

Algumas das melhores expressões do método Champenoise fora da França podem ser encontradas nas regiões vinícolas do sul do Brasil. Surpreso?

Brasil. O nome evoca todos os tipos de associações, desde a exuberante floresta tropical até a praia, o carnaval e cruzeiros exóticos no Amazonas. Agora adicione esta palavra: vinho. O Brasil pode ser o próximo país emergente da América do Sul a causar um impacto nos EUA e mercados globais, seguindo os passos dos seus vizinhos mais consagrados, a Argentina e o Chile.

Essa nova região vitivinícola excitante, centralizada em torno da cidade de Bento Gonçalves, possui um grande número de vinhedos que são comemorados no Brasil, mas são pouco conhecidos lá fora, mas isso deve mudar conforme hotéis do nível do esplêndido Hotel Spa do Vinho Caudalie são abertos para acolher os visitantes. Passear de carro ao redor de Bento Gonçalves é o mesmo que fazer uma excursão na região de Toscana. Colinas ondulantes dão lugar a paisagens espetaculares, a região rural é mágica. E os vinhedos contêm magia também; os produtores de vinho aqui estão fazendo excelentes Merlot e Cabernet Franc e espumantes excepcionais.

Os vinhos não são amplamente distribuídos nos EUA ainda, mas em breve fique atento aos Merlots achocolatados, intensos e frutados da Pizzato, o Cabernet Franc com sabor licoroso da Casa Valduga, bem como cortes de Tannat, Cabernet Franc e Malbec, que podem competir com os melhores vinhos de seus vizinhos. O Miolo Wine Group contratou o consultor Michel Rolland, que tem aproveitado suas modernas instalações para produzir vinhos e espumantes excepcionais, incluindo cortes de Meritage Bordeaux que são vendidos na faixa de $30 - $50, sendo que vinhos de qualidade comparável na Argentina e Chile custam entre $50 - $100. Lídio Carraro oferece o Quorum, um corte de Merlot, Tannat e Cabernet Franc que proporciona grande variedade de sabores de menta e groselha preta, e o Singular, um exemplar excelente de Nebbiolo, que fornece características maravilhosas de Piemonte.

Mas o grande lance é o espumante. Moët et Chandon tem suas próprias instalações aqui para produzir um espumante Chandon brasileiro de uvas Pinot Noir e Chardonnay em toda sua glória frutada e tostada. Na faixa de preço de $10 a $15 dólares há muito para escolher. O espumante Chardonnay da Aurora (juntamente com seus vinhos Cabernet Franc, Carmenère e Cabernet Sauvingnon) oferece ótima qualidade pelo seu preço abaixo de $10. A Casa Valduga produz Malbec Rosé agradável, tanto o vinho quanto o espumante. Mas o melhor produtor de espumantes da região, sem dúvida nenhuma, é Cave Geisse. Situada no sul de Bento Gonçalves, seus vinhedos encontram-se em altitudes muito elevadas, onde as colinas são uma reminiscência da Toscana, mas com muito mais frio. Tando o Brut, como o Natural e o Rosé da Cave Geisse pontuariam na casa dos 90 no cartão de pontuação de qualquer crítico.

O Brasil é prova de que a América do Sul é um continente passando por mudanças substanciais, mas há mais. O Chile é tradicionalmente considerado machista, mas como relata Michael Schachner em seu artigo sobre mulheres vitivinicultoras do Chile (página 60), durante a última década, as mulheres tomaram o centro do palco como influentes produtoras de vinho.
No entanto, outro país preso à tradição que está passando por rápidas mudanças é Portugal - mais especificamente o Douro. Enquanto as vendas de Vinho do Porto têm diminuído na última década - não devido a qualquer falta de qualidade, certamente, mas principalmente por uma mudança no estilo de vida e moda - os vitivinicultores do Douro tem redirecionado suas ótimas habilidades para elaboração de vinhos de mesa. Na história que começa na página 76, o Editor europeu Roger Voss desenterra preciosidades para você comprar hoje.

O mundo do vinho está cheio de surpresas e prazeres inesperados no copo. Por exemplo, os apreciadores de vinho com certo nível de experiência que pensam que conhecem Pinot Grigio podem se surpreender com o relatório global sobre o Pinot Grigio / Pinot Gris, que começa na página 67. Há alguns vinhos notáveis, elegantes e distintos sendo produzido. É um guia excelente para um vinho que as pessoas clamam.

E se você está procurando por preciosidades vinícolas de qualidade e com bom preço, tenho certeza que a história da capa já chamou sua atenção. Uma de nossas características mais populares todos os anos é nossa seleção dos Top 100 Best Buys (página 42) - vinhos que têm alta qualidade em relação ao seu preço. Você vai encontrar uma grande variedade de vinhos que obtiveram 90 pontos ou mais, cujo preço de varejo é de $15 ou menos. É o artigo certo para levar com você quando fizer o estoque de vinhos para a diversão durante suas férias.

Nos próximos anos, esperamos que os vinhos do Brasil assuma seu lugar entre muitos outros em tais listas, incluindo as nossa listas Cellar Selections e Enthusiast 100 que vão aparecer nas próximas edições. Nosso editor que cobre a América do Sul, Michael Schachner, apresentará reportagens sobre o Brasil e comentará sobre seus vinhos em futuras edições. Estamos felizes em chamar sua atenção para as surpresas, os valores e a qualidade.

Saúde!


Fonte: OAJ Comunicação & Marketing

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Novo preço mínimo da uva tem acordo histórico entre indústria e produtores para premiar a qualidade

Reajuste de 10% será pago a uvas que alcançarem um grau mínimo de qualidade, medido pelo índice de açúcar.



Um acordo histórico. Indústria e produtores de uva chegaram a um consenso sobre o novo preço mínimo da uva industrial da safra 2011/2012. “O acordo beneficia a qualidade da matéria-primeira”, afirma o presidente da Câmara Setorial da Viticultura, Vinhos e Derivados, Arnaldo Passarin, que conduziu os encontros entre as lideranças das vinícolas, cooperativas e dos viticultores.

Os valores enviados para aprovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Agronegócios (Mapa) e da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) contemplam um reajuste de cerca de 10% - a inflação do ano mais 3,5% de ganho real. Assim, a uva industrial (isabel) passaria de 0,52/kg para de R$ 0,57/kg. Para receber o reajuste, o viticultor deve entregar uma uva igual ou acima de 15 Graus Babo (que representa a quantidade de açúcar, em peso, existente em 100g de mosto). Se a uva tiver 14 Graus Babo, o reajuste a ser pago será de R$ 0,49/kg para R$ 0,54 – os mesmos 10% de aumento aproximadamente. Acima dos 15 Graus Babo segue a regra dos cerca de 10% de acréscimo. De 13 Graus Babo para abaixo, não haverá reajuste no preço mínimo da uva.

Para as uvas viníferas, o reajuste será definido pelo governo federal, com o compromisso de valorizar a qualidade da uva. Para receber mais, o viticultor deve entregar uvas brancas acima de 17 Graus Babo e para as tintas com no mínimo 18 Graus Babo. Os valores acordados pelo setor vitivinícola brasileiro ainda devem ser aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e publicados no Diário Oficial da União (DOU) para serem válidos.

Repercussão

“O acordo foi um avanço, principalmente por trazer como vantagem a valorização da qualidade da uva”, comenta o coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Flores da Cunha e Nova Pádua.

“Só teremos melhores vinhos, espumantes e suco de uva se tivermos uma matéria-prima de maior qualidade. É isso que o setor está procurando por meio de várias iniciativas”, destaca o presidente da Agavi (Associação Gaúcha dos Vinicultores), Elmar Viapiana.

Saiba mais

O grau glucométrico da uva é medido em escala de graus Babo, que representa a quantidade de açúcar, em peso, existente em 100 g de mosto (caldo da uva), ou em escala de graus Brix, que representa o teor de sólidos solúveis totais na amostra (%/volume de mosto), 90% dos quais são açúcares. Esta medida pode ser feita diretamente no vinhedo, com a ajuda de um equipamento de bolso chamado refratômetro. (Fonte: Embrapa Uva e Vinho, pesquisadores Celito Crivellaro Guerra e Mauro Celso Zanus)

Fonte: OAJ Comunicação & Marketing


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