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terça-feira, 29 de março de 2011

Boas Vinhas Branco DOC 2009 - Série Lusovini e Quinta de La Rosa

Este, já adiantando, belo custo x benefício lançado pela Ravin, é outro que com certeza será um campeão de vendas. No último post de nossa série comentei o Boas Vinhas Tinto DOC 2009, um vinho que se mostrou muito saboroso e um excelente “Best Buy”!

A Região Demarcada do Dão, com uma extensão aproximada de 376.000 hectares, situa-se entre zonas profundamente montanhosas e vales com colinas e declives suaves. Um clima frio e chuvoso no Inverno e quente e seco no Verão aliam-se ao relevo para oferecer condições únicas para a produção de vinhos.

Este vinho é um blend de duas castas quase desconhecidas aqui no Brasil, a Encruzado e a Cercial.

O cultivo da casta Encruzado é praticamente exclusivo da zona do Dão, sendo provavelmente a melhor casta branca plantada na região. É utilizada na produção da maioria dos vinhos brancos através de vinhos de lote ou de vinhos monovarietais. A casta Encruzado tem uma boa produção e é bastante equilibrada em açúcar e acidez. Por outro lado, é muito sensível à podridão e a condições climatéricas desfavoráveis (chuva e vento). Os vinhos compostos por esta casta são muito aromáticos e de sabor acentuado. Apresentam uma longevidade fora do comum, uma vez que podem conservar-se em garrafa durante muitos anos.

A casta Cercial é cultivada em diferentes regiões vitícolas. De acordo com a região pode adotar diferentes grafias e apresentar características ligeiramente diferentes. São conhecidas a Cercial do Douro e do Dão, a Cerceal da Bairrada e a Sercial da Madeira, também denominada de Esgana Cão no Douro. As principais características das variedades da Cercial são a elevada produção e boa acidez. Esta casta produz o famoso vinho generoso Sercial da Madeira, um vinho seco que depois de envelhecer adquire características excepcionais. Os vinhos monovarietais desta casta são geralmente um pouco desequilibrados, por isso é costume lotar a Cercial com outras castas como a Bical, Fernão Pires ou Malvasia Fina. Nestes vinhos, a característica herdada da Cercial são a acidez elevada e os aromas delicados.

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: A garrafa chama a atenção por si só! Boa presença, lindo rótulo e muito estilo. Rolha de cortiça e personalizada. Coloração amarelo claro com alguns reflexos esverdeados.

Olfato: Muito frutado, mostrando certa complexidade. Trouxe bastante fruta cítrica (lima), com toques de maçã e pera. Bela expressão aromática, mostrando-se suave e refrescante. Álcool em harmonia. Me agradou bastante.

Paladar: Totalmente fiel ao exame olfativo. Excelente acidez! Traz boa mineralidade e as frutas envolvem toda a boca. Retrogosto com tendências adocicadas. Final com uma persistência muito agradável.

O que a Boas Quintas fala sobre o seu vinho:

Região: Dão, Portugal

Uvas: Encruzada e Cercial

Vinificação: Após a prensagem das uvas inteiras o mosto é fermentado a 16ºC e fica em garrafa um mês antes de ser lançado ao mercado.

Cor: Amarelo esverdeado brilhante.

Aroma: Destaque para notas cítricas com um toque mineral.

Palato: Vinho fresco, frutado e com bom equilíbrio.

Harmonização: Acompanha entradas, mariscos, peixes, saladas e pratos frios.

Teor Alcoólico: 13%

Até o momento deste post não haviam análises da Wine Advocate nem da WIne Spectator.

Para minha surpresa este branco português conseguiu se mostrar melhor que o tinto! Para a faixa de preço é um branco excepcional que entra para a lista de custo x benefício.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Boas Vinhas DOC Tinto 2009 - Série Lusovini e Quinta de La Rosa

Este é o segundo vinho de nossa deliciosa série sobre os vinhos da Lusovini e da Quinta de La Rosa. Hoje iremos falar sobre um vinho que se mostrou um sucesso de vendas desde que a Ravin começou a importá-lo para o Brasil!

A Sociedade Agrícola Boas Quintas, distribuída pela Lusovini, é um projeto pessoal do enólogo Nuno Cancela de Abreu iniciado em 1991, com o propósito de produzir "Vinho de Quinta" na nobre e renovada Região do Dão.

A filosofia que animou o nascimento desta sociedade, baseou-se na produção de vinhos de alta qualidade, com caráter acentuadamente Português. A Boas Quintas acredita que as melhores castas regionais de que disponhem, quando bem adaptadas às condições ecológicas (clima, solo e práticas culturais) constituem uma das suas maiores valias.

A Sociedade Boas Quintas está sediada na Vila de Mortágua, onde tem a sua pequena adega, paredes meias com a casa da família Cancela de Abreu, que cobre as caves de estágio, frescas e pouco iluminadas.

O Boas Vinhas DOC chegou ao Brasil em 2009 e hoje é um tremendo sucesso, renovando e modernizando a imagem do vinho português.

Vamos então ao que achei deste Tinto:

Visual: Bonita garrafa com um lindo rótulo! Uma garrafa mais pesada, seguindo o estilo do novo mundo. A rolha também é muito bonita, de cortiça e personalizada para a Boas Quintas, com as iniciais BQ. Ao servir vemos uma coloração púrpura não muito escuro, gotas gordas, rápidas, incolores e por toda a taça.

Olfato: Frutado e refrescante. Cereja atacando logo de cara e ameixa mais ao fundo. Um vinho mais elegante e discreto do que os vinhos que estamos acostumados a ver por aqui na América do Sul. Muito gostoso de ser apreciado. Importante destacar que o álcool passa desapercebido.

Paladar: Aqui também as frutas aparecem francamente. Taninos com bom ataque e acidez bem presente. O vinho está ótimo, perfeito, é jovem! Mesmo sendo um vinho pronto, acredito que uns 2 anos em garrafa façam muito bem para ele. Já separei uma garrafa para verificar isto daqui há 2 anos! Final longo e marcante.

O que a Boas Quintas fala do seu vinho:

Vinificação: Depois de colhidas as uvas passam por uma suave maceração e vinificação clássica em tanques de inox.

Cor: Vermelho rubi.

Aroma: Intenso com destaque para frutas vermelhas e toques de cacau.

Palato: Em boca revela um agradável frescor, taninos elegantes e retrogosto delicado.

Harmonização: Excelente para acompanhar carnes vermelhas e queijos de massa mole.

Teor Alcoólico: 13,00 %

Até o momento deste Post não haviam comentários da Wine Spectator, nem da Wine Advocate sobre este vinho.

Um vinho muito saboroso, direto e gostoso de ser bebido. É mais um que entra para nossa seleta lista de “Custo x Benefício”. Com certeza harmonizará bem com carnes magras e grelhadas.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Flor de Nelas Reserva DOC 2008 – Série Lusovini e Quinta de La Rosa

E cá estamos iniciando mais uma deliciosa série. A invasão portuguesa ao Enoleigos está sendo completa!!

Nossa nova série começa com um vinho a Lusovini. A Lusovini é uma empresa jovem, moderna, fundada e gerida por pessoas com fortes ligações a viticultura, enologia e produção, como o respeitado enólogo Carlos Moura e pelo empresário do setor Casimiro Gomes. O objetivo da LusoVini é distribuir grandes marcas portuguesas para todo o mundo. Com uma visão inovadora, a LusoVini tem o propósito de mostrar ao mundo que Portugal tem uma produção expressiva, com muita tecnologia, orientada ao paladar do consumidor, com excelente qualidade a preços justos e cepas que refletem o estilo e tradição deste lindo país.

Este vinho, em especial, vem da região do Dão que, como Jorge Saramago dizia, “Tudo nestas paragens são grandezas”. Uma região aonde a natureza foi particularmente generosa, sentindo-se várias influências desde a majestosa Serra da Estrela, passando pelos numerosos cursos de água de berço granítico até os inúmeros pinhais onde o pinheiro bravo circunda as vinhas protegendo-as de ventos indesejáveis. Terá sido no Dão, na aldeia de Tourigo, que nasceu aquela que é por muitos considerada a rainha das castas tintas portuguesas: A Touriga Nacional.

O vinho Flor de Nelas homenageia o orgulho e tradição que as pessoas de Nelas têm pelo Vinho do Dão. Flor de Nelas foi criado recorrendo a modernas técnicas de vinificação com vista a retirar partido da tipicidade das castas tradicionais desta região vinhateira.

Vamos então ao que eu achei deste vinho do Dão:

Visual: Garrafa bonita, imponente, seguindo mais o estilo velho mundo e trazendo o selo de denominação de origem do Dão. Rolha de compensado de cortiça e não personalizada para a vinícola. A coloração é púrpura escuro ainda com reflexos violáceos nas bordas. Gotas gordas, lentas e por toda a taça.

Olfato: Expressão aromática de média intensidade. Após um tempo de decanter abriu muito o bouquet, ou seja, recomendo deixar respirar por 1 hora! Nos aromas a ameixa se mostrou muito presente. Percebi também notas que remetem ao vinho do porto. Ao fundo percebemos um tostado, oriundo do período que permaneceu na madeira. Mais ao fundo traz também alguns detalhes de especiarias.

Paladar: Um vinho de corpo médio, taninos sutis e delicados, boa presença em boca, boa acidez e um final também de média persistência. Na boca as notas de ameixa se mostram ainda mais!

O que a vinícola fala sobre seu vinho:

Vinificação: Fermentação com suave maceração e controle de temperatura entre 24º e 26º C. Amadurecimento em barricas de carvalho francês por 6 meses e em garrafa por mais 3 meses.

Uvas: Tinta Roriz, Alfrocheiro e Touriga Nacional

Cor: Vermelho rubi intenso com nuances granada.

Aroma: Aroma intenso de frutas vermelhas, ameixa madura e toques de cacau.

Palato: Característico do Dão, taninos macios, delicado, agradável e longo.

Harmonização: Boa combinação com carnes vermelhas, massas e queijos.

Teor Alcoólico: 13,00 %

Este vinho ainda não foi comentado pela Wine Advocate nem pela Wine Spectator.

Um vinho simples, direto, muito bem feito e excelente para o dia a dia! Uma excelente opção também para beber em dias um pouco mais quentes. Fiquei curioso em prova-lo com um bacalhau e arroz de brócolis! Uma nova roupagem para os vinhos de Portugal que agradou.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Invasão Portuguesa Continua – Nova Série com os Vinhos da Lusovini e da Quinta de La Rosa

Seguindo com a invasão Portuguesa ao Enoleigos, vamos trazer duas outras vinícolas Portuguesas degustando três rótulos de cada.


A primeira é a LusoVini, uma empresa jovem, moderna, fundada e gerida por pessoas com fortes ligações a viticultura, enologia e produção, como o respeitado enólogo Carlos Moura e pelo empresário do setor Casimiro Gomes. O objetivo da LusoVini é distribuir grandes marcas portuguesas para todo o mundo. Com uma visão inovadora, a LusoVini tem o propósito de mostrar ao mundo que Portugal tem uma produção expressiva, com muita tecnologia, orientada ao paladar do consumidor, com excelente qualidade a preços justos e cepas que refletem o estilo e tradição deste lindo país.

Também distribuídos pela LusoVini, vamos falar de dois vinhos da Sociedade Agrícola Boas Quintas, um projeto pessoal do enólogo Nuno Cancela de Abreu iniciado em 1991, com o propósito de produzir "Vinho de Quinta" na nobre e renovada região do Dão. Com uma filosofia de produzir vinhos de alta qualidade, com caráter acentuadamente português, a SABQ acredita que as castas regionais quando bem adaptadas às condições ecológicas (clima, solo e práticas culturais) constituem uma das maiores valias. O Boas Vinhas DOC chegou ao Brasil em 2009 e hoje é um tremendo sucesso, renovando e modernizando a imagem do vinho português.

Continuando com a série iremos comentar três vinhos da Quinta de La Rosa. A Quinta de La Rosa situada à margem direita do rio Douro, foi comprada e oferecida como presente de batismo à Claire Feueheerd (avó de Sophia) em 1906. Atualmente a Quinta é dirigida por Sophia e Tim Bergqvist. Pai e filha contam com a preciosa ajuda do enólogo Jorge Moreira nos negócios da vinícola, que se encontra na posse da família há mais de 100 anos.

Jorge Moreira foi eleito em 2009 como o Enólogo do Ano pela Revista dos Vinhos (uma versão da inglesa Decanter em Portugal) e seus vinhos Quinta de La Rosa Reserva 2007 e Dou Rosa Branco 2008 como os melhores do Douro.

A Quinta de La Rosa produz pequenas quantidades de vinho do Porto e do Douro de alta qualidade e ao contrário da maioria dos produtores do vinho do Porto, tudo é feito na quinta, desde a colheita ao engarrafamento, beirando sempre a perfeição.

Os vinhos da Nova Série serão:

x Flor de Nelas Reserva Tinto 2008;
x Boas Vinhas DOC Branco 2009;
x Boas Vinhas DOC Tinto 2009;
x Quinta de La Rosa DOU Branco 2007;
x Quinta de La Rosa DOC Tinto 2008;
x Quinta de La Rosa Porto LBV 2006.

Os vinhos da LusoVini e da Quinta de La Rosa são importados com exclusividade pela Ravin. Comandada por Rogério D´avila e Alberto Porto Alegre, experientes profissionais que há 20 anos carregam know how trabalhando como executivos de grandes corporações do segmento de bebidas, a Ravin se tornou realidade após ambos unirem suas bagagens profissionais ao espírito empreendedor.

Com capacidade de atendimento em todo o território nacional, a jovem importadora e distribuidora de vinhos de São Paulo trabalha com responsabilidade construindo parcerias honestas com produtores e clientes de forma prazerosa e descontraída, oferecendo sempre serviços de qualidade e bom custo-benefício. Atenta ao mercado de forma diferenciada, a importadora atende todas as demandas e tendências do segmento garantindo a melhor experiência no mundo do vinho.

Deu água na boca não?? Os vinhos da nova série irão ao ar sempre às sextas-feiras, com inicio nesta semana, dia 04 de março de 2011.

Conto com a participação de todos!!!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)
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