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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ricominciare Cabernet Franc / Cabernet Sauvignon 2006

Que bom poder voltar a escrever minhas mal traçadas linhas. É realmente um prazer imenso parar um pouco, degustar um belo vinho, escrever minhas impressões sobre ele e ainda poder compartilhar com todos! Tenho trabalhado intensamente, o que é muito bom, mas isto acabou me distanciando um pouco do Enoleigos. É claro que o excesso de trabalho não me afastou do vinho, muito pelo contrário, continuo um eterno apaixonado por esta bebida divina. Quando não escrevo, falo um pouco de minhas impressões no Instagram do ENOLEIGOS.

Hoje vou falar um pouco deste vinho que há tempos me encanta. Ainda tenho algumas garrafas dele em casa, e acompanho a evolução deste vinho na faixa dos R$100,00 que faz frente a muitos vinhos com custo superior. Não falei dele ainda no Blog, somente no Instagram.

Este vinho é produzido pela Bodega de mesmo nome, a Ricominciare, fundada por Jorge Catena irmão mais novo de Nicolás Catena e bisneto de Nicola Catena. Olha, já perdi a conta de quantas vinícolas oriundas da Catena existem na Argentina. Curiosamente todas não usam só o nome mas também produzem belos vinhos, como é o caso deste blend de Cabernet Franc com Cabernet Sauvignon.

A Ricominciare elegeu o Vale do Uco para o cultivo de seus vinhedos, destacando suas virtudes, como altitude, amplitude térmica, composição do solo e pureza de suas águas que contribuem para a personalidade do vinho. Em La Consulta, no Vale do Uco, se encontra a Finca San Vicente, que dá origem aos seus vinhos. 

Me interessei por este vinho pela Cabernet Franc, que contribui com 60% deste caldo. Ocupa aproximadamente 157 000 hectares de plantação no mundo todo, dentre os quais 211,13 ficam na França. O cabernet franc é mais leve que o cabernet sauvignon, possui taninos honestos ou sinceros conferindo firmeza e um corpo violão ao vinho, cor profunda e aromas de frutas tropicais e especiarias. É bastante utilizada para complementar outras uvas em cortes com cabernet sauvignon, tempranillosangiovese e ugni blanc. É uma das seis uvas permitidas nos cortes de Bordeaux, ao lado de cabernet sauvignonmerlot, malbeccarmenère e petit verdot. Também é relevante seu cultivo em regiões de clima tropical, como a Tanzânia e a Indonésia. Existem pequenas áreas de cultivo em países de menor importância enológica, como Paquistão e Turquia e, claro, na Argentina daonde saiu nosso vinho.

Vamos então ao que eu achei deste vinho:

Visual: Bonito rótulo, com uma sutil marca d´água. Daqueles que é bonito e, ao mesmo tempo, simples. A rolha cita a safra porém não traz nenhum dado da Bodega. Por ser um vinho já com 8 anos de vida, já apresenta reflexos em sua coloração que mostra nitidamente seu halo mais com cor de tijolo e com menos brilho. Um vinho não tão denso, deixando passar raios luminosos. Lágrimas finas, lentas e tingindo levemente a taça.

Olfato: Um vinho complexo e ainda muito vivo e expressivo. Percebe-se também leve evolução no nariz. Figo, ameixa seca, uva passa, nítidas notas de especiarias como pimenta, um sutil toque de tabaco e, ao fundo, uma mistura de balsâmico com mentolado. Logo após ser aberto mostrou um pouco de álcool em excesso, que com pouco tempo em taça desaparece. No nariz mostra estar inteiraço.

Paladar:  Um vinho com bom corpo, ataque inicial potente, excelente acidez, taninos ainda bastante presentes, mas já maduros. Sua potência se prolonga, se mostrando um vinho gastronômico e seguramente com ainda 2 a 3 anos de vida pela frente. O retrogosto traz especiarias e novamente o cacau.

O que a vinícola fala do seu vinho:

Origem dos Vinhedos: Propriedade San Vicente, La Consulta, Vale do Uco, Mendoza

Altitude: 900 mts.

Rendimento por hectare: Cabernet Franc 9.000 kg/ha; Cabernet Sauvignon 8.000 kg/há

Vindima: Manual, em caixas de 18 kg. Cabernet Franc (60%) 7 de abril de 2006. Cabernet Sauvignon (40%) 12 de abril de 2006. Cabernet Franc 7 de abril de 2006. Cabernet Sauvignon 12 de abril de 2006.

Fermentação Alcoólica: 26 dias em tanques de aço inoxidável a 28º C Maceração pré-fermentativa durante 72h a 12º C favorecendo a extração de precursores aromáticos.

Fermentação Maloláctica: 100%. Este vinho foi gentilmente filtrado preservando seu notável caráter e personalidade.

Álcool: 14º 

Acidez total: 5,13

Envasado: na vinícola em 21 de outubro de 2007.

Produção: 7.140 garrafas

Para poder apreciar plenamente as características deste vinho, recomendamos servi-lo a 16º C.  Buscamos vinhos com história e tradição.

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre o vinho:

Pontos: 88

Degustador: Jay S Miller

Maturidade: 2009 - 2015

Review:

The 2006 Cabernet Franc & Cabernet Sauvignon is a bit lighter in color, less dense on the palate, but a bit more elegant. It offers up attractive spice box and black fruit aromas and flavors, plenty of juicy fruit, good balance, and a fruit-filled finish. It, too, can be enjoyed over the next 6 years. 


É isto aí meus amigos. Um vinhaço que continua me encantando. Me restam 3 garrafas por aqui, daqui há 12 meses abro outra. Quem tiver pode abrir sem susto, o vinho está pronto, em seu apogeu e realmente delicioso. Sugestão é deixar respirar por 30 minutos. O meu permaneceu por este período na taça enquanto eu escrevia o post e abriu bastante.

Volto em breve!!

In Vino Veritas!


Gustavo Kauffman (GK)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Vinho e nossos Momentos Inesquecíveis – Chesini Gran Vin CS 2005 – O tema da #CBE deste mês




Amigos e amigas, é com muito prazer que volto a escrever minhas “mal traçadas linhas” neste momento mensal sempre cheio de belíssimos posts dos confrades blogueiros que participam da CBE (Confraria Brasileira dos Enoblogs).

Neste mês eu tive o privilégio de escolher o tema. Parece que foi ontem que comecei a participar da CBE e esta já é a terceira vez que escolho o tema, o tempo voa! Como andei saboreando alguns vinhos de sobremesa alemães simplesmente divinos, pensei inicialmente em falar sobre vinhos “Botritizados”, mas, como bem disse meu amigo Alexandre Frias, não é um tema do gosto de todos! Resolvi então inovar e trazer aspectos de nossas vidas pessoais para o tema deste mês, vejam minha escolha:

"Neste mês eu gostaria de diversificar e trazer a tona variáveis tão ou mais importantes que o vinho em si! Falemos de nossa lembrança, pessoas, lugares e momentos. O tema deste mês é falar de um vinho que tenha marcado muito você! Férias inesquecíveis, o nascimento de um filho, bodas, casamento, não importa, descreva, degustando novamente ou não, suas percepções sobre o vinho degustado neste momento tão especial!"

Aproveito e dou uma sugestão a todos que estão lendo meu post. Lembra daquele vinho delicioso que você tomou naquela viagem a França ou Espanha ou Buenos Aires? Não interessa o país! Pegue este mesmo vinho e abra a mesma garrafa, da mesma safra, num dia comum, sem toda a magia do momento que envolvia sua viagem. É claro que tecnicamente o vinho é o mesmo! Mas nada, acredite, nada irá reproduzir a magia de um momento e foi exatamente isto que eu quis trazer a tona com o tema deste mês.

Minha escolha? Bom, meu momento especial na verdade foi o meu primeiro grande encontro com o Vinho Brasileiro. Em 2011 tive a oportunidade de participar do Projeto Imagem, realizado pelo IBRAVIN, e fui conhecer diversas vinícolas nas Serras Gaúchas. Vocês poderão ler diversos posts e relatos meus desta e de outras viagens que fiz para lá depois. Confesso que ainda tinha certo pré conceito e me faltava ainda muito a conhecer sobre o vinho produzido em nosso país.

Em um dos dias da visita o tema era Espumante e Garibaldi. Neste dia tive o prazer de conhecer pessoalmente o sensacional Adolfo Lona, e conhecer também a CPEG, Cooperativa dos Produtores de Espumante de Garibaldi. Mas o que Garibaldi e os Espumantes tem em relação com o vinho que escolhi? Foi no dia que conheci o Ricardo Chesini, participante do CPEG, mas que tinha realizado um sonho de produzir um vinho premium. A proposta da Chesini era chegar a um verdadeiro exemplar dos melhores vinhos do mundo. Para tal, foram empregados investimentos na adaptação e manuseio do vinhedo, irrigação controlada e colheita cautelosa. Depois de lapidado na vinícola, foram engarrafadas 2.770 garrafas numeradas deste vinho, importadas da França especialmente para o Gran Vin. Ao design, que emoldura com altivez a bebida, se junta o rótulo desenvolvido com exclusividade, que lhe confere visual único. Trata-se, inclusive, de material premiado pela indústria gráfica. São esses valores agregados que, em conjunto, fazem do Chesini Gran Vin sucesso de crítica.

Sim, eu já falei dese vinho aqui, mas para mim esta viagem e, como marco da mesma, o Chesini Gran Vin, foram um marco e tanto no meu encontro com o Vinho Brasileiro. Meu post inicial sobre o Gran Vin foi em Maio de 2011, pouco mais de 1 ano atrás. Irei acompanhar este vinho pelo menos pelos próximos 10 anos e, claro, compartilhar com todos vocês a evolução deste grande vinho Brasileiro!

E como será que foi meu encontro com o Chesini Gran Vin desta vez? Leia abaixo!!

Visual: Mesmo com seus 7 aninhos de vida o vinho continua sem sinais evidentes de envelhecimento em sua cor. Ainda vivo e brilhante. Analisando o halo conseguimos perceber sinais sutis de sua idade. Lágrimas finas, de velocidade mediana e tingindo a taça.

Olfato: Desta vez não decantei o vinho como já fiz em experiências anteriores. Ainda fechado o que, em conjunto com seu visual, mostram que este vinho ainda vai longe. Vale uma nota. Há uns 6 ou 7 meses atrás eu abri uma garrafa deste vinho e deixei ele decantando por quase 4 horas e, ao final da experiência, o vinho estava sensacional. A complexidade no olfato mais uma vez me surpreende, principalmente se considerarmos a faixa de preço deste vinho. Frutas negras e vermelhas mas com as negras mais em evidência. Com tempo em taça foi abrindo outras camadas. Compotas, especiarias, um toque de tabaco tudo isto harmonizando com a madeira muito bem integrada.

Paladar: Minha primeira atenção foi em relação aos taninos e a acidez que continuam bastante presentes me dando agora a certeza que este vinho evoluirá muito bem pelo menos nos próximos 5 anosl Corpo médio, remetendo mais a um vinho do velho mundo do que aos nossos queridos argentinos e chilenos. Os aromas que senti no nariz se mostram na boca também em camadas e com um final que, mais um vez, me surpreendeu por sua persistência.

Vinhaço! Realmente um vinhaço que me agrada pacas.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Bella Quinta Cabernet Sauvignon Reserva 2005

E cá está mais um vinho Brasileiro que, confesso, até então eu não tinha conhecido. Ganhei este vinho do meu amigo João Felipe, autor do excelente blog Falando de Vinhos, dono da sensacional loja Vino & Sapore e, além disto tudo, confrade da confraria Saca Rolha!

Vindo do João, com certeza eu teria algo bastante interessante para degustar. Resolvi então abrir esta surpresa tendo como pano de fundo o show do Jamiroquai no Rock in Rio. Já que não pude estar por lá, pelo menos me divirto de casa!

A Vinícola Bella Quinta está situada em São Roque, interior de São Paulo. A década de 1920 marca o inicio da família na produção de vinhos na cidade de São Roque interior paulista. Inicialmente produzindo vinhos de mesa da variedade Niágara e Isabel.

A vindima de 2005 em Flores da Cunha Rio Grande do Sul marca o início da produção dos vinhos Bella Quinta.

Uma pequena parcela das uvas colhidas, selecionada de forma criteriosa, é vinificada segundo processos que misturam tradição e tecnologia, de modo a transmitir para cada garrafa toda a sabedoria da mãe natureza.

Vamos ao que achei deste Cabernet Sauvignon Brasileiro:

Visual: A garrafa é discreta, mas elegante e com bonitos traços. A rolha é de compensado de cortiça e não é personalizada para a bodega. Coloração rubi bastante escuro já mostrando um leve halo alaranjado mostrando sinais de evolução. Lágrimas gordas, rápidas e transparentes.

Olfato: Quem me acompanha sabe que gosto de falar a primeira impressão que o vinho me trouxe. Aqui foi a surpresa de encontrar uma complexidade nada comum para vinhos nesta faixa de preço. As frutas não são tão destacadas e se apresentam em frutas vermelhas (amora). Traz um eucalipto bastante presente. Continuando percebemos especiarias, um sutil toque de chocolate e o tostado da carvalho muito bem integrado.

Paladar: Ataque inicial médio e super elegante. Taninos com boa concentração, mas já maduros e finos. Corpo médio e com uma estrutura muito boa. Acidez presente mas não tão intensa. A complexidade na boca também surpreende, bem como a sua persistência. O final traz uma pequenina ponta de amargor.

O site da vinícola ainda está em construção. Consegui algumas informações técnicas deste vinho no site Vinhos de São Roque que seguem abaixo:

Colheita das uvas: 18/03/2005

Maceração: 10 dias em tanque de aço, com controle de temperatura

Fermentação Malotática: Finalizada em 17/04/2005

Estabilização Tartárica: Natural

Maturação: Barricas de Carvalho Americano por 8 meses

Teor Alcoolico: 13,27% vol


É minha gente, mais um vinho Brasuca que surpreende!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pascual Toso Reserva CS 2007 – Las Barrancas Vineyards

Mais um domingão que eu decidi ir para a cozinha. Desta vez não estava querendo ter muito trabalho. Dei uma olhada no freezer e montei o menu. Teríamos Costela de Cordeiro Assada e Picanha de Sol frita na manteiga de garrafa. Para acompanhar arroz branco e uma farofa de ovo e bacon, também feita com uma dose de manteiga de garrafa. Light?? Nem um pouco! Hehe. Mas, sem sombra de dúvidas, delicioso! O trabalho foi mínimo pq a costela já veio temperada, só dei um “tapa” e a picanha de sol foi comprada já no ponto certo do sal.

Decidido o cardápio, lá fui eu escolher o vinho. Não iria abrir uma garrafa muito elaborada, isto eu já tinha decidido. Foi quando me deparei com este CS que estava na Adega. Já tinha provado o Malbec desta linha e gostado muito. A Cabernet Sauvignon seria uma boa opção para a comida um pouco mais gordurosa, além de ser uma uva que minha esposa costuma gostar.

Escolha feita deixei o menino respirando no decanter por pouco mais de meia hora, enquanto aguardava a costela ficar pronta, escrivia estas mal traçadas linhas para compartilhar com vocês.

A história das Bodegas Toso na Argentina tem bastante tempo! Quando, em meados de 1880, Pascual Toso partiu para a Argentina a partir de sua cidade natal, Canale d'Alba, no Piemonte, na Itália, não poderia imaginar que se tornaria o fundador de uma adega, que é atualmente uma das mais antigas e mais prestigiadas na Argentina.

Ao chegar na Argentina se estabeleceu em Mendoza. Como tinha sido intimamente envolvido no desenvolvimento do vinho com sua família no Piemonte, imediatamente viu o futuro promissor da região para a produção de vinhos e decidiu usar sua experiência. Assim, em 1890, Pascual Toso estabeleceu sua primeira adega em San Jose, Guaymallén.

No início do século XX, decidiu expandir seus negócios e adquiriu vinhas em Maipu. Em sua fazenda em Barrancas, construiu outra vinícola, "Las Barrancas", dedicada à produção e cultivo das melhores uvas. Em 2001, Paul Hobbs, um dos maiores consultores em vinho do mundo, foi contratado para aumentar a qualidade dos vinhos Premium. Desde então ele vem trabalhando com o enólogo da vinícola, Rolando Luppino, no desenvolvimento de vinhos premium premium e super.

Sem dúvida uma história de sucesso e, acreditem, de muita qualidade!

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: Garrafa muito bonita, mas que não é muito divulgada aqui no Brasil. Não verifiquei os detalhes dos números, mas acredito que o volume importado não seja tão grande. Rolha de cortiça, bem trabalhada, com lote e tudo mais. Na taça mostrou coloração de cereja não tão opaca, deixando passar um pouco de luz. Gotas finas, rápidas e meio desconexas.

Olfato: Essencialmente frutado. Frutas negras maduras. Álcool perceptível mas não chega a incomodar. Percebo também um toque de pimenta seca, baunilha e um sutil, mas bem sutil, aroma de café.

Paladar: Fiel ao olfato. Muito bem equilibrado na boca. Taninos presentes mas não tão densos. A percepção não é de um vinho muito seco, talvez pelo teor do álcool, visto que o açúcar residual é bem baixo (2.3g/l). As frutas aqui explodem em sabores maduros intensos. No retrogosto vemos caramelo e o final é longo, bem persistente e saboroso.

O que a Pascual Toso fala sobre seu vinho:

Variedad: 100% Cabernet Sauvignon

Viñedo: Barrancas, Maipú, Mendoza

Sistema de Conducción: Espaldero

Sistema de Riego: Riego por goteo

Caracteristicas del Suelo: Franco - Pedregoso

Rendimiento por Hectarea: 70 quintal/ha

Vinificación: Producido con uvas de nuestra Finca de Barrancas, Maipú. Esta zona es considerada en Mendoza, una de las mejores para la obtención de vinos de alta gama, debido a las excelentes condiciones de clima y suelo que proporcionan uvas de gran expresión varietal. El manejo del viñedo es cuidadosamente llevado a cabo para obtener uvas em su mayor potencial, las que son cosechadas manualmente y selecionadas minuciosamente antes de su despalillado, para luego incorporarse apropiadamente al proceso productivo. La maceración en frío se mantiene a 8°C por 48 horas. Luego se siembra con levaduras seleccionadas para la realización de la fermentación alcohólica durante de 15 a 20 días a 26°C. Este vino es madurado en barrica durante 12 meses: 80% barrica de roble americano y 20% de roble francés. Antes de ser embotellado se filtra y luego de 4 meses sale a la venta. Fecha

Embotellado: 2009-07-14

Alcohol: 13.5 %

Azucar Residual: 2.30 g/l

Acidez Total: 5.60 g/l

Ph: 3.6

O que a Wine Spectator fala sobre este vinho:

Pontos: 88

Review:

Polished and inviting, with mocha, melted licorice, date bread, plum and raspberry flavors that glide through the full-bodied finish. Drink now through 2010. 15,000 cases made. –JM

O que a Wine Advocate, de Robert Parker, fala sobre o vinho:

Degustador: Jay Miller

Pontos: 86

Review:

The 2007 Cabernet Sauvignon Reserva is a bit more serious with greater aromatic complexity, more density, and enough structure to evolve for 2-3 years. However, the fruit is slightly austere and hardly worth the $8 premium over the regular cuvee.


 

Mais um exemplar argentino que me encantou e recomendo.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon 2009 - #CBE

Mais um mês se inicia e, é claro, mais uma edição da Confraria Brasileira dos Enoblogs (CBE) vai ao ar! A escolha deste mês coube ao confrade Cristiano Orlandi, do excelente blog Vivendo Vinhos. O Cristino sugeriu o seguinte tema:

"Um vinho de até R$ 40,00 que possa ser encontrado em grandes redes de supermercados. Pode ser branco, tinto, rosé, o que for..."

Como, por incrível que pareça, eu ainda não tinha falado sobre este verdadeiro campeão de vendas, optei pelo Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon e, atualmente, a safra que está sendo vendida é a de 2009. A linha Casillero, por sinal, só começou a ser comentada por aqui. Falei do Shiraz 2008 que, na minha opinião, é o melhor deles e comentei também o lançamento Reserva Privada, um corte de CS e Syrah.

Muitos iniciantes deste inebriante mundo de baco, para não errar, acabam optando por um “Cabernet Sauvignon Chileno”. É um fenômeno entre o mercado Brasileiro que continua a todo vapor. O Casillero del Diablo foi um dos primeiros que chegaram por aqui. Aliando sua qualidade, faixa de preço e o sensacional marketing da Concha y Toro, conseguimos explicar o porquê do seu sucesso.

Uma curiosidade sobre este vinho é o volume que é produzido. No ano de 2007, por exemplo, a CyT produziu 1.000.000 de garrafas só do Cabernet Sauvignon! Já no ano de 2008, o número aumentou para impressionantes 1.311.111. Não consegui a informação sobre o volume produzido na safra de 2009. Para vocês terem uma idéia do que é isto, a maio parte das pequenas vinícolas Brasileiras produzem em torno de 10.000 garrafas ano de cada um dos seus vinhos, isto quando chega a tanto! Esta produção superior a um milhão de garrafas ao ano de um único rótulo torna ainda maior o desafio de manter um padrão de qualidade em cada uma das garrafas produzidas.

Vamos então ao que eu achei deste Best Seller:

Visual: Conseguimos ver a garrafa de longe na prateleira. Um marketing digno de tirarmos o chapéu! Rolha de cortiça personalizada para a linha. Coloração vermelho bem intenso, quase negro, com bastante reflexos violáceos mostrando toda a sua juventude.

Olfato: Intenso, encorpado, com uma expressão aromática muito forte. Muitas frutas vermelhas e um toque de cassis. Traz também chocolate, café e baunilha, todos bem evidentes e fáceis de serem identificados. Não tem nada de sutileza aqui, mas agrada.

Paladar: De cara percebi uma intensidade menor do que aparentou na análise olfativa. Apesar de ser um vinho 2009, já está redondo, se mostrando um vinho para ser bebido bem jovem. Taninos delicados e uma boa acidez. O maior ataque na boca provém das frutas vermelhas, trazendo um leve toque de café tostado ao final. Retrogosto puxando pro adocicado e um final de persistência média.

O que a Concha y Toro fala do seu vinho:

É a cepa mais famosa do Casillero del Diablo. Sua colheita de 2005 foi premiada por Decanter como a melhor do planeta. Dono de intensos aromas de cerejas, ameixas e toques de baunilha e tostado. Entre os tintos, é o que possui mais corpo, sendo elegante e ideal para acompanhar carnes como um corte de rês com molho de pimenta.

Origem: Vale Central

Colheita: 2009

Solo: Encosta de colinas, lombadas e vales de ribeiras

Guarda: 70% guardado em pequenas barricas de carvalho americano por 8 meses

Cor: Vermelho rubi intenso e profundo

Aroma: Esplêndidas e cativantes notas de cerejas, groselhas e ameixas pretas, com uma madeira que aporta toques sutis de tostado

Sabor: Um corpo médio de taninos sedosos e firmes, um vinho elegante de taninos sedosos de um longo e persistente final

Acompanha: Carnes vermelhas, pratos condimentados e queijos maduros como o Gruyère

O que a Wine Spectator diz sobre o Casillero CS:

Não existem ainda notas sobre a safra de 2009. Colo abaixo as informações sobre a safra de 2008:

Pontos: 85

Review:

Focused and forward, offering a velvety edge to the medium-weight mint, currant and black cherry fruit, with a lightly toasted finish. Drink now. 1311111 cases made. –JM

Nâo existem notas da Wine Advocate, de Robert Parker, sobre o vinho.

Um vinho redondo, sem falhas, mostrando que não fez, e faz, sucesso à toa! É um vinho direto, do estilo pancadão, não traz muita complexidade, mas é muito agradável, se mostrando realmente um excelente custo x benefício.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Miguel Escorihuela Gascon Cabernet Sauvignon Pequeñas Producciones 2004

A história e o espírito inovador da Escorihuela se iniciam em 1880, quando don Miguel Escorihuela Gascón chegou à Argentina, com apenas 19 anos. Em 1884, fundou a Bodegas Escorihuela Gascón. Durante o século XX, a Escorihuela se transformou em uma das mais reconhecidas vinícolas argentinas. Na década de 40, elaborou o primeiro vinho 100% Malbec.

Em 1993, Nicolas Catena e um grupo de investidores adquirem a Escorihuela. Depois da tradição do aventureiro don Miguel Escorihuela Gascón, Nicolas e seus sócios transformaram a Escorihuela em uma Meca da experimentação com comida e vinho. A Escorihuela é o refúgio do 1884 Restaurante, um dos melhores da Argentina, criado pelo famoso chef Francis Mallmann para enaltecer a gastronomia local. Recentemente um incêndio destruiu parcialmente a vinícola.


Vamos então ao que eu achei deste belo exemplar Argentino:

Visual: Garrafa imponente, mantendo a linha que peso e tamanho demonstram qualidade. Rolha de cortiça e personalizada para a bodega. Não traz nenhuma informação no contra rótulo. Coloração vermelho intenso, puxando pro roxo. Lágrimas rápidas por toda a taça.

Olfato: Elegância e potência magicamente combinadas. Um argentino moderno e muito bem produzido. Nas notas trouxe frutas negras mais adocicadas, baunilha, café torrado e recém moído e um delicioso toque de chocolate amargo. Impressionou pela complexidade e potência dos aromas.

Paladar: Mais uma surpresa pois demonstrou uma elegância e uma maciez que eu não imaginava. É um vinho intenso, de corpo intenso, mas macio e gostoso de beber. Os taninos estão bem presentes só que já um pouco amaciados. Acidez também marcando presença. O retrogosto traz as notas adocicadas, na forma de frutas em compota com chocolate meio amargo, uma delícia. Importante citar que o vinho respirou por uma hora e meia!

O que a Escorihuela fala do seu vinho:

Não encontrei a ficha técnica de 2004. Estou inserindo aqui a da safra de 2000.

Variedad: 90% Cabernet Sauvignon, 10% Malbec.

Viñedos: Finca Escorihuela Gascón, Agrelo, 950 msnm.
Fecha de Cosecha: Cabernet Sauvignon segunda semana de abril, Malbec primera semana de abril.

Rendimientos: 90 qq/ha.

Azúcares en la Cosecha: 24.5 Brix.

Fermentación: 100% Acero inoxidable. 100% Maloláctica.

Añejamiento: 12 meses en barril.

Barricas: 80% roble francés y 20% roble americano

Alcohol Final: 13,8 en volumen.

Acidez Total: 6 g/l en tartárico.

Ph: 3.63

Um vinho com personalidade que me agradou e muito. Nota-se facilmente como que foi produzido com cuidado, zelo e amor. O nome “Pequenas Producciones” não é por acaso. Um vinho que com certeza fará sucesso em seu evento. No Brasil é vendido pela Grand Cru.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Chesini Gran Vin CS – Um intruso na Vertical do Don Melchor!



Pois é meus amigos, o mundo do vinho nos traz surpresas incríveis!

Logo quando eu soube que teríamos uma Vertical do Don Melchor, tive uma idéia e tentei coloca-la em prática. Quem me acompanha sabe das visitas que tive a oportunidade de fazer as Serras Gaúchas, visitas estas que continuo relatando aqui no Enoleigos, e sabe também que, dentre muitas surpresas, gostei muito do Chesini Gran Vin CS 2005.

Falei em detalhes do Gran Vin neste post.

Quem conhece o Don Melchor sabe que se trata de um dos Cabernet Sauvignon mais famosos não só no Chile como no mundo. Será que seria muita pretensão da minha parte incluir o Gran Vin no meio de 6 safras desta verdadeira lenda chilena? Perguntei então a um dos diretores da Chesini, o Ricardo, o que ele acharia que poderia acontecer. Vejam a resposta do Ricardo:

Pois olha, Gustavo, conheço o Don Melchor nas letras frias da crítica especializada e mídia, pois não tive o prazer de degustar nenhuma safra, ainda.

Conheço a qualidade do nosso Gran Vin, pelas degustações já realizadas, tanto com profissionais ou com leigos, e também pelas premiações já conquistadas em concursos internacionais. Acompanhei todo o processo, desde o trabalho de grupo para a disciplina da pós-graduação, até esse momento escrevendo estas singelas linhas para o amigo. Porém, pela minha percepção, não sei... talvez seria atrevimento de nossa parte pensar em estar ao lado deste ícone da produção chilena, ainda mais oriundo de uma vinícola com tanta tradição na elaboração de grandes vinhos como no caso da Concha Y Toro...

Sinceramente não sei o que te dizer.

Mas de qualquer forma agradeço imensamente a atenção que estás dando ao nosso vinho!

Grande abraço,
Ricardo
Adega Chesini.

Definitivamente eu precisava colocar isto em prática. O que mais queria era que a Vertical fosse no formato “as cegas”, ou seja, seriam servidas 7 taças a cada degustador e cada um deveria dizer sua ordem de preferência. Poderíamos até fazer uma brincadeira aonde cada um iria tentar adivinhar qual era a “surpresa”, no caso o Gran Vin, e qua a safra de cada uma das taças que estavam sendo degustadas.

Infelizmente este não foi o formato da vertical que, como podemos ver no post da Vertical, foi realizada em pares, do primeiro até o último ano.

Os vinhos preferidos foram divulgados no post de quem levou a melhor na degustação.

Ao término da degustação das 6 safras, nós sugerimos uma brincadeira. O Gran Vin, deveria estar decantando há uns 30 minutos, foi servido diretamente do Decanter sem que ninguém soubesse qual o vinho que estava ali dentro, só foi falado aos participantes que se tratava de um Cabernet Sauvignon!

Confesso que não tinha muitas expectativas ao degustar o Gran Vin, mas, ao começar a degustação, sentindo seus aromas e depois seguir com o palato, fui surpreendido! Não posso dizer que o vinho era melhor do que as 6 safras que havíamos tomado, mas também não era pior, o Gran Vin “aguentou o tranco” e brigou lado a lado com o Melchor. Ele acabou até sendo um pouco prejudicado pq não decantamos o tempo que seria necessário, como foi feito com as safras de 2005 e 2006 do Don Melchor.

Depois que todos degustaram o vinho e, em grande parte, concordaram que o vinho diante de nós mantinha o nível do Don Melchor, com uma ou outra diferença é claro, revelamos que se tratava de um vinho genuinamente Brasileiro e produzido nas Serras Gaúchas.

A pergunta que fica para uma próxima oportunidade é: E se o Gran Vin tivesse sido servido as cegas com as outras 6 safras de Melchor, o que aconteceria?

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vertical Don Melchor – Quem levou a melhor?



Na semana passada falei da sensacional noite que tivemos ao ter o imenso de prazer em poder provar 6 safras desta lenda chilena.

Como comentei, as safras degustadas foram as de 1999, 2000, 2002, 2004, 2005 e 2006. Historicamente, as safras de 99 e 05 foram as melhores dos últimos anos para o Chile.

Os vinhos foram servidos aos pares, 1999 e 2000, 2002 e 2004, 2005 e 2006. Os vinhos são bem homogêneos, todos, sem exceção, sensacionais, mas é claro que com algumas sutis diferenças entre cada safra.

Interessante comentar que o Don Melchor é um Cabernet Sauvignon que, em algumas safras, leva uma sutil parcela de Cabernet Franc, sendo raro o ano em que isto não ocorre.

Nos primeiros vinhos que foram servidos, os de 1999 e 2000, fiquei com o de 99. Já trazia uma coloração com sinais de atijolado, mostrando um pouco de sua idade. O nariz ainda estava super vivo, mostrando também aromas terciários. Vivíssimo também no palato, com taninos macios e presentes.

Na segunda dobradinha, 2002 e 2004, fiquei com o de 2004. Um vinho com taninos mais musculosos, o que me agrada, mostrando mais estrutura e corpo que o de 2002.

Na última rodada, incluindo 2005 e 2006, a escolha mais difícil! Os dois super, mas super vivos, tanto que foram decantados por aproximadamente uma hora. Vinhaços, mas fiquei com o 2005.

Analisando, posteriormente, os vinhos em conjunto, meus três primeiros, na ordem, foram as safras de 1999, 2005 e 2002.

A escolha de todos ficou da seguinte forma:

1) 1999
2) 2002
3) 2005
4) 2004
5) 2006
6) 2000

Interessante também citar a pontuação de três importantes revistas que são: Wine Spectator, Wine Advocate e Wine Enthusiastic. Fiz uma média entre as três notas para ter um ranking também aqui, vejam:



Confesso que fiquei com uma vontade grande de fazer novamente esta vertical só que, desta vez, as cegas! Será que o resultado seria o mesmo?

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Don Melchor – A Vertical desta Lenda Chilena



Ontem eu tive o grande prazer de participar da vertical desta verdadeira lenda do Chile.

Para quem ainda não sabe Don Melchor na verdade é o nome do fundador da Concha y Toro. O nome completo é “Don Melchor Concha y Toro” e a fundação se deu no ano de 1883.

Trouxe da França vinhas selecionadas e um enólogo. Pouco mais de 100 anos depois, em 1987, a empresa começou a produzir um vinho muito especial, feito com todo o esmero para se tornar ícone da marca. Uma justa homenagem ao seu fundador. Nascia assim o Don Melchor, responsável por fazer o mundo ver com outros olhos o potencial enológico do Chile. Depois dele a indústria vinícola da América do Sul não seria a mesma.

Interessante ressaltar que o nome “Don Melchor” foi dado em homenagem ao fundador desta excelente vinícola chilena.

O cuidado extremo elaboração garante a ótima reputação deste vinho que conquistou os EUA e a Europa a partir do começo da década de 90. “Usamos apenas as uvas colhidas manualmente de um vinhedo especial, aos pés da Cordilheira dos Andes, no Vale do Alto Maipo, próximo a Santiago. Uma zona privilegiada para se fazer vinho, com boa insolação e calor durante o dia e frio à noite”, diz o enólogo Enrique Tirado. São 114 hectares. Em apenas sete está plantada a Cabernet Franc, que não entra todos os anos no produto final. Todo resto é de Cabernet Sauvignon, a cepa dos grandes chilenos – sempre predominante neste vinho, com proporção superior a 90%, às vezes 100%, embora seja raro. A área é repartida em sete grandes parcelas, que por sua vez são subdivididas em outras menores. Cada pedacinho de terra produz uvas com características diferentes. “Um lugar dá corpo, outro aporta maciez. De algumas parreiras extraímos fruta, de outras, uma boa acidez”, conta.

Com esta complexa matéria-prima em mãos, a próxima etapa é quase um quebra-cabeça que revela o cuidado na elaboração do Don Melchor. “Fazemos vinhos separadamente com uvas de cada área. Depois levamos as amostras para a França e lá decidimos qual mistura faremos. Da última vez levamos 130 vinhos diferentes para chegarmos à proporção ideal”, lembra Enrique Tirado.

Definida a mescla, o trabalho agora é novamente no Chile, na vinícola. O vinho é misturado e então colocado em barricas de carvalho francês. Em contato com a madeira descansa por entre 12 e 14 meses. Só então é engarrafado. Antes de chegar às prateleiras ainda repousa por mais um ano na cave. Assim, entre a colheita e a chegada ao mercado, se vão mais de três anos.

Nossa vertical incluiu os anos de 1999, 2000, 2002, 2004, 2005 e 2006. A degustação foi organizada pelo Jeriel (http://www.blogdojeriel.com.br/) e pelo João Clemente (falandodevinhos.wordpress.com/). Os dois conhecem muito! O local escolhido foi a Vino & Sapore (www.vinoesapore.com.br/), loja criada pelo João que merece a visita de todos.
 
Jeriel e João abrindo as garrafas

 
A degustação começou com o delicioso espumante Valmarino & Churchill. Um espumante de pequena produção, somente 1250 por ano, passa quatro meses de barricas francesas de primeiro uso, e traz uma perlage e um colar belíssimos! Vc encontra este espumante na Vino & Sapore, ligue pro João antes que acabe!

Depois começamos a degustar o Don Melchor em pares. Primeiro servimos as safras de 1999 e 2000, seguindo com as de 2002 e 2004 e finalizamos com as de 2005 e 2006 que ficaram decantando por aproximadamente 1 hora.

Jeriel explicando a história desta lenda

Logo após a vertical do Don Melchor fiz uma brincadeira com todos. Servi um vinho as cegas, ou seja, ninguém sabia o que estava bebendo. Disse apenas que se tratava de um vinho 100% Cabernet Sauvignon.

Para terminar o João brindou a todos com o delicioso porto Graham´s LBV 2003 que foi harmonizado com divinas balas de chocolate.

Uma delícia!

Qual foi a safra preferida por todos durante a vertical? E o vinho “misterioso”, como se saiu? E qual era este vinho misterioso? Todos os detalhes nos próximos dias aqui no Enoleigos.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman
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