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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Douro Boys e suas Quintas - QUINTA DO VALE MEÃO



Última obra da legendária Dona Antónia Adelaide Ferreira, que em 1877, comprou os 270 hectares de terra e construiu a casa da Quinta, começando também com a plantação das vinhas. Atualmente, a Quinta pertence ao seu trisneto Francisco Olazabal, antigo presidente da empresa A.A. Ferreira, a quem costumava vender as uvas todos os anos. Em 1998, Francisco (Vito) Olazabal tornou-se num produtor independente, deixou a empresa Ferreira e começou a desenvolver o seu projeto em conjunto com o seu filho Francisco (Xito) de Olazabal.

Com esse propósito, deu início à renovação dos impressionantes e centenários armazéns, com paredes duplas de granito e bonitos tetos em madeira de castanho, equipando-os também com a mais moderna tecnologia. Todos os trabalhos foram cuidadosamente planeados e executados de maneira a evitar qualquer estrago na arquitetura do edifício. Os antigos lagares de granito foram reativados, mas em versão menor.

As vinhas estão plantadas em 67 hectares, em solos de ardósia, granito e gravilha de aluvião. Esta diversidade de solos é pouco usual na região do Douro e contribui para a complexidade dos seus vinhos. As vinhas estão dividas da em Touriga Nacional (40%), Tinta Roriz (30%), Touriga Francesa (15%), Tinta Amarela (5%), Tinta Barroca (5%) e Tinto Cão (5%).

F. Olazabal & Filhos Lda - Quinta do Vale Meão

5150-501 Vila Nova de Foz Côa
T: +351-279 762 156 F: +351-279 762 207
Email: fjo@quintadovalemeao.pt
www.quintadovalemeao.pt/








segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Douro Boys e suas Quintas - QUINTA DO VALE DONA MARIA



Cristiano van Zeller deixou a Quinta do Noval em 1993, quando ela foi vendida para a AXA Millésime. Em 1995, ele comprou a sua primeira vinha (Quinta de Vale da Mina) e um ano depois, adquiriu a Quinta do Vale Dona Maria, que há mais de 200 anos pertencia à família da sua mulher.

Situada no vale do rio Torto, no coração do Douro, e constituída por 10 hectares de vinha, com Tinta Amarela, Rufete, Tinta barroca, Tinta Roriz, Touriga Francesa, Touriga Nacional, Sousão e muitas outras com mais de 50 anos. Embora precisasse de muito trabalho de renovação e reconstrução, Cristiano van Zeller enxergava grande potencial na Quinta.

Mesmo 1996 não tendo sido um ano excepcional, os Portos e tintos produzidos na Quinta Vale Dona Maria revelaram-se de grande qualidade, com enorme concentração e magníficos taninos. Evoluíram com elegância após maturação em madeira, apresentando harmonia e um final longo. A reação favorável do mercado levou Cristiano a iniciar um plano de investimento para os 15 anos seguintes, a fim de renovar as vinhas e restaurar toda a Quinta, que hoje tem uma área de 21 hectares de vinha (3,5 hectares foram plantados em 2004, 1,5 hectares em 2007 e outros 6 hectares de vinhas velhas foram recentemente comprados).

A Quinta Vale Dona Maria é uma marca de sucesso desde a colheita de 1997. Todos os vinhos tintos são pisados a pé, em lagares com controle de temperatura, sendo a fermentação terminada em cubas de aço inox. Os vinhos, de cor carregada e enorme concentração, são caracterizados por taninos maduros e suaves, com um final muito frutado. Os vinhos envelhecem 12 a 24 meses em barricas de carvalho francês. Eles não são filtrados ou, se o são, muito ligeiramente, antes do engarrafamento.

A jovem enóloga Sandra Tavares da Silva é responsável pela qualidade dos vinhos na Quinta do Vale Dona Maria.

Quinta do Vale Dona Maria

Rua de Gondarém, 1427, 2º Dtº, Ala Norte, 4150-380 Porto
T: +351-22 374 4320

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Douro Boys e suas quintas: QUINTA DO CRASTO





Dirigida pela família Roquette, a Quinta do Crasto é mencionada em documentos que datam de 1615. Constituída por 130 hectares, dos quais 70 são de vinhas tipo “A”, está localizada na margem direita do rio Douro, entre Régua e Pinhão. Na vinícola, a tradição e a modernidade coexistem com sucesso.

Nos patamares antigos da Quinta, as vinhas velhas, de castas variadas, tem até 90 anos de idade. A partir de 1981, vinhas novas foram plantadas em tradicionais patamares e algumas vinhas ao alto, utilizando as principais castas do Douro (Tinta Roriz, Touriga francesa, Tinta barroca, Tinto cão e Touriga francesa). Na adega, os velhos lagares de granito estão equipados com sistemas de controle de temperaturas, cubas em aço inox de pequenas dimensões e prensas pneumáticas.

Jorge Roquette também investiu na constituição de um estoque de vinho do Porto, tendo armazenado durante toda a década de 80 alguns dos seus melhores vinhos, de maneira a cumprir os regulamentos de uma quinta exportadora de Porto.

Em 1994, o enólogo australiano Dominic Morris começou a trabalhar com a família Roquettte na vinificação de vinhos tintos. No mesmo ano, a Quinta do Crasto produziu, na nova adega, o seu primeiro tinto, que era constituído por 80% de Tinta Roriz e 20% de Touriga francesa.

Atualmente, Tomás Roquette é o responsável pela gestão da Quinta e pela produção de Vinho do Porto e Miguel Roquette atende pelas vendas e marketing.

Quinta do Crasto, S.A

Gouvinhas, 5060-063 Sabrosa
T: +351-254 920 020. F: +351-254 920 788.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Douro Boys e suas quintas - NIEPOORT: QUINTA DE NÁPOLES E QUINTA DO CARRIL





Fundada em 1842, a empresa de Vinho do Porto Niepoort só adquiriu suas primeiras vinhas em 1987, quando Dirk Niepoort se juntou ao seu pai Rolf no comando dos negócios. Até esta época, a Niepoort era uma tradicional firma de Porto: comprava os vinhos de lavradores do Douro, os envelhecia, loteava e então os comercializava a partir de suas caves em Vila Nova de Gaia.

Para controlar a qualidade dos vinhos desde o princípio, Dirk van der Niepoort comprou a Quinta de Nápoles, no Cima Corgo, na margem esquerda do rio Têdo, com referências que datam ao ano de 1496. Um ano depois, a Niepoort adquiriu a Quinta do Carril, situada na outra margem do rio Têdo.

As duas propriedades foram negligenciadas durante anos e não havia provas evidentes que tinham o “terroir” ideal para a produção de um grande vinho. Inicialmente, a família Niepoort investiu na reestruturação e cultivo das vinhas. Replantaram 15 hectares e mativeram outros 10 de vinhas velhas, que atualmente têm mais de 60 anos.

Como complemento aos primeiros Portos provenientes de uvas próprias, Dirk começou a produzir vinhos de mesa. Em 1990, vinificou pela primeira vez um tinto, a que chamou Robustus. Com poderosos taninos e acentuada acidez, muitas provas o consideraram “imbebível”. O vinho não foi lançado no mercado e só 10 anos mais tarde foi redescoberto com entusiasmo.

Dirk vinificou o Redoma tinto a partir de uvas colhidas em 1991. O Redoma branco foi lançado em 1995, seguido por um rosé com o mesmo nome em 1999, ano em que também chegou ao mercado o primeiro Batuta, que rapidamente se transformou em um vinho de culto em Portugal.

Sem qualquer formação na área da enologia, Dirk faz seus vinhos com sensibilidade e experiência. Com o “Charme”, em fase de experimentação desde 2000, ele tomou como referência a Borgonha, sua região vinícola favorita. Sendo um vinho que tecnicamente parece impossível vinificar é, hoje em dia, um dos vinhos mais procurados de Portugal. Com o “Vertente”, a Niepoort lançou um vinho que combina a severidade majestosa do Douro com a frescura de um vinho pronto a beber.

Niepoort Vinhos

Rua Cândido dos Reis, 670, 4400-071 Vila Nova de Gaia
T: +351 22 338 9114. F: +351 22 332 0209.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Douro Boys e suas quintas - A QUINTA DO VALLADO



As primeiras referências à Quinta do Vallado datam de 1716. A propriedade foi vendida em 1818 para António Bernardo Ferreira, tio e sogro da futura Dona Antónia Adelaide Ferreira (1811-1896). Ficando viúva muito cedo, ela demonstrou enorme talento e entusiasmo na gestão das suas propriedades e se transformou em uma das personalidades mais importantes da história da região do Douro.

Há seis gerações, a Quinta – situada ao longo das margens do rio Corgo, próxima à foz com o rio Douro – é gerida pela família Ferreira, estando hoje no comando Guilherme Álvares Ribeiro, seu filho João e o sobrinho Francisco Ferreira.

Em 1995, a Quinta passou a vinificar suas próprias uvas e comercializar os vinhos produzidos. Com o apoio do professor Nuno Magalhães, as vinhas foram reestruturadas e o jovem Francisco Olazabal, proprietário da Quinta Vale Meão e familiar de Dona Antónia, se tornou o responsável pela enologia da propriedade.

Uma nova adega foi construída em 1997. As uvas são movidas por gravidade, sem uso de bombas. A fermentação e armazenamento do vinho são feitos em cubas de aço inox e a temperatura dos mostos é controlada por um sistema automático, assim como as remontagens dos mostos durante a fermentação.

Hoje, a Quinta do Vallado possui uma área com 67 hectares, destes, 50 hectares são de vinhas novas e 17 hectares das melhores parcelas de vinhas velhas preservadas. Um simpático hotel rural foi inaugurado em 2004 na casa principal.

Quinta do Vallado

Vilharinho dos Freires, 5050 Peso da Régua
T: +351-254 323 147. F: +351-254 324 326 -
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