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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Marichal Tannat Reserve Collection 2009 - #CBE



A correria anda grande meus amigos! E, como tudo na vida, sempre temos o lado bom e o lado não tão bom. O não tão bom é não conseguir escrever com a periodicidade que gostaria. Mas, mesmo atrasado, aqui estou com o primeiro post do mês de março, o da esperada Confraria Brasileira dos Enoblogs (CBE). Neste  mês a escolha coube ao querido Gil, o fundador da CBE, do excelente blog Vinho para Todos:

Vinho tindo do uruguai, com preço até R$100,00”.

Definitivamente o uruguai tem vinhos deliciosos.

Minha escolha, como podem ter no título deste post, coube a um Tannat que surpreendeu a todos na degustação que organizei e foi intitulada de “Copa América”. Na ocasião tivemos apenas dois representadas uruguaios, e este em especial me surpreendeu. Dos 21 vinhos degustados, o Marichal Reserve ficou na nona posição, surpreendendo por sua qualidade. Vejam mais detalhes da Copa América neste link .

Em 1910 Isabelino Marichal, um descendente de imigrantes das Ilhas Canárias (Espanha), se estabeleceu na região de Etcheverría, iniciando o cultivo das primeiras vinhas da variedade Tannat, que naquela época, era chamada de Harriague.

Em 1938 construiu uma pequena bodega composta de tanques subterrâneos em uma caverna, de modo a possibilitar as melhores condições para amadurecimento dos vinhos.

Por mais de 70 anos a Bodega Marichal une tradição a modernas técnicas de vinificação, produzindo vinhos uruguaios premium em uma localização privilegiada, a 25 km de distância do Atlântico, onde seus vinhedos são contemplados pela brisa marítima.

Hoje na quarta geração, Juan Andrés e Alejandro administram, juntamente com seus pais, essa vinícola que tem o desafio de projetar ao mundo o produto de sua terra e sua filosofia. Juan Andrés Marichal gosta sempre de salientar que para se fazer um grande vinho é preciso ter uvas de elevada qualidade. O processo de vinificação começa no vinhedo com pleno acompanhamento na bodega. Uma pequena jóia no Uruguai com 50 hectares de vinhedos próprios ao sul do país onde se destaca o cultivo das variedades: Tannat, Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Pinot Noir, Chardonnay, Semillón e Sauvignon Blanc.

Vamos ao que eu achei deste vinho:

Visual: Garrafa sem muitos chamarizes mas elegante. Discreto mas bem feito e com bom gosto. Ao servir vemos a jovialidade do vinho. Coloração vermelho mais escuro, ainda com muitos reflexos violáceos.

Olfato: O vinho começou um pouco fechado. Fica a dica de deixá-lo respirar por pelo menos 30 minutos antes de seguir com a degustação. Após este período ele abriu bastante, dando especial destaque aos aromas frutados, muita fruta vermelha com gostosas notas adocicadas. Continuando com a análise percebo também notas de chocolate mais amargo e um toque de especiarias (pimenta seca).

Paladar: Preenche bem a boca, refletindo os aromas percebidos na análise olfativa. Os taninos, para minha surpresa, estão bem domados e macios. Um vinho de estrutura média. Final de boa persistência.

O que a vinícola fala sobre seu vinho:

Variedad: 100% Tannat

Características de la variedad: Tannat es una variedad originaria del sudoeste Francés, Madiran, que en Uruguay encontró excelentes condiciones de terruño para producir vinos de altísima expresión, con taninos a la vez que intensos, de textura amable.

Ubicación de los viñedos: Etchevarría, Canelones, Uruguay, a sólo 25 km del mar.

Suelo: Ondulaciones  franco arcillosas con zonas de calcáreos

Fecha de cosecha: Primera quincena de Marzo.

Tipo de cosecha: Recolección manual, en cajones de 18 kg.

Fermentación Maloláctica: Si.

Proporción de vino flor y prensa: 100% vino gota.

Crianza: 70 % 12 meses en roble francés y americano.

Potencial de guarda: 12 años desde el año de cosecha.

Color: rojo profundo, con reflejos violáceo  típicos del Tannat.

Nariz: Presenta notas de frutas rojas maduras,  con mermelada de ciruelas. Los aromas terciarios de tostado chocolate están perfectamente integrados.

Paladar: La entrada en boca es amable,  se desarrolla con un buen volumen en boca en donde  aparece nuevamente la fruta roja madura con una leve nota mineral que lo equilibra perfectamente. Los taninos están bien presentes pero son redondos y carnosos.

Temperatura de Servicio: 17-19ºC


Ainda não existem análises da Wine Spectator nem da Wine Advocate sobre este vinho.

Um vinhaço uruguaio para sua faixa de preço. Realmente uma bela surpresa que entra também pra lista de custo x benefício.

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Vieja Parcela Catamayor Reserva de la Familia Cabernet Franc 2006


Este vinho foi comprado no duty free do Uruguai quando estava voltando de uma viagem a Santiago. Achei interessante conhecer um pouco a Cabernet Franc em solos uruguaios.

Foi em 1927 quando Don Santos Etcheverry fundou a Bodega Castillo Viejo, no Uruguai. No início, a atividade foi menor e as uvas compradas de produtores nas proximidades.  Em 1963 seu filho, Horace, assumiu a empresa e começou um período de crescimento significativo baseado na compra de uma propriedade de 150 hectares na região de Villa Rodríguez, no departamento de San Jose. Eles cultivaram 90 hectares de vinhedos em diferentes variedades para a produção de vinhos de mesa. Em paralelo, iniciou o desenvolvimento da expansão vinícola e negócios em todo o país. Em 1982 a administração da empresa foi deixada para a 3 ª geração de Etcheverry, composta por Edgardo, Ana e Alejandro, que estão atualmente no comando da empresa.Nesta década começou-se a detectar uma mudança no marketing global da região e termos como globalização começaram a ser importantes! Por esta razão, a vinícola decidiu tomar uma mudança significativa na sua produção e comercialização de seus produtos. Esta mudança resultou no velho mundo, viajar para a França especificamente para desenvolver uma nova estratégia no cultivo da videira.

Em 1986 começou a se notar uma significativa conversão de vinhedos na região de San Jose, com a inclusão de plantas vitis  vinifera seleção clonal e livre de vírus (Chardonnay, Sauvignon, Merlot, Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc). A Bodega Castillo Viejo participou destas mudanças e introduziu um sistema de liderança muito moderno e inovador para a época.Um sistema que permite maximizar a ventilação e exposição solar das uvas, obtendo assim uma excelente maturação. Hoje podem dizer com que a conversão das vinhas surtiram os resultados esperados em mais de duas décadas de melhoria contínua das mesmas. Em 1990 começou a reabilitação da vinícola para produzir vinhos de alta qualidade. Entre 1990 e 1992, passou uma fase de preparação e treinamento de todos os funcionários, alinhando a organização para o cumprimento de normas de qualidade nunca antes alcançado na adega.

Em 1993 começou o grande desafio: a criação da linha de vinhos finos da Bodegas Castillo Viejo, marca Catamayor, com base em variedades Chardonnay, Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Tannat. Entre 1993 e 1996 foi uma era de conhecimento do vinho uruguaio e descoberta para o mercado internacional. Foi também o momento em que descobriu-se um grande potencial para o Uruguai e, finalmente, para Bodegas Castillo Viejo.

A partir de então, com profissionalismo, entusiasmo e dedicação, ocorre uma melhoria contínua dos processos e produtos que estão agora nos principais mercados em todo o mundo. Vinhos que ganharam reconhecimento internacional através de inúmeros prêmios de classe mundial, mas principalmente através da aceitação de consumidores mais exigentes, um fato que os coloca nos últimos anos como o maior exportador de vinho vinhos finos do Uruguai.

Vendo a história da Castillo Viejo fico pensando que o Brasil vem passando por esta mudança de alguns anos para cá. Se hoje já temos uma excelente qualidade em nossos vinhos, imaginem o que ocorrerá daqui a alguns anos.

Vamos então ao que achei deste vinho:

Visual: Garrafa simples mas bonita. Na safra de 2006 mudaram o visual. Rolha de cortiça com selo da bodega. Coloração roxo escuro com reflexos violáceos. Gotas gordas e lentas.

Olfato: Intenso e muito aromático. Além das frutas, aqui aparecendo como frutas vermelhas (morango com maior destaque), percebi também de forma muito evidente aromas minerais. Em um segundo plano vem alguns toques vegetais e, bem ao fundo, um leve toque de baunilha. Uma combinação bem interessante e que agradou.

Paladar: Entrada suave e discreta. Vai abrindo e se mostrando aos poucos. As frutas aparecem com forte evidência. Destaque também para alguma coisa refrescante como eucalipto. Os taninos estão presentes com elegância. Mostrou textura sedosa na boca. O retrogosto lembra algo adocicado e o final é longo e persistente.

Não consegui encontrar as notas técnicas deste vinho em específico no site da vinícola. Também não existem resenhas da Wine Advocate nem da Wine Spectator.

O vinho agradou bastante! É o Uruguai mostrando a força do seu terroir!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Juan Andrés Marichal apresenta os vinhos da Bodega Marichal


Em almoço harmonizado organizado pela importadora Ravin, enólogo destaca as variedades das uvas Tannat, Pinot Noir e Chardonnay

A Bodega Marichal, conhecida pela sua tradição de mais de 70 anos e modernas técnicas de vinificação na produção de vinhos uruguaios premium, chega ao Brasil representada, com exclusividade, pela importadora Ravin.

Comandada atualmente pela quarta geração, Juan Andrés Marichal e Alejandro Marichal administram, juntamente com seus pais, essa vinícola que tem o desafio de projetar ao mundo o produto da sua terra e filosofia.

Juan Andrés Marichal desembarca no Brasil para apresentar a singularidade dos vinhos de sua bodega em almoço especial. Segundo ele, para se produzir um grande vinho é preciso ter uvas de elevada qualidade. Na Marichal, o processo de vinificação começa no vinhedo com pleno acompanhamento de toda bodega que tem localização privilegiada, está a 25km de distância do Atlântico, onde seus vinhedos são contemplados pela brisa marítima.

Os vinhedos próprios ao sul do país destacam o cultivo das variedades das uvas Tannat, Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Pinot Noir, Chardonnay, Semillón e Sauvignon Blanc.

No encontro os destaques ficam para os vinhos:

x Marichal Reserve Collection Tannat 2009: 100% Tannat
x Marichal Reserve Collection Pinot Noir – Tannat 2008: 70% Pinot Noir e 30% Tannat
x Marichal Reserve Collection Pinot Noir Blanc de Noir – Chardonnay 2010: 60% Pinot Noir e 40% Chardonnay
x Marichal Grand Reserve Tannat 2005: 100% Tannat

Sobre a Vinícola

Em 1910, Isabelino Marichal, um descendente de imigrantes das Ilhas Canárias, na Espanha, se estabeleceu na região de Etchevarría, iniciando o cultivo das primeiras vinhas da variedade Tannat, que naquela época era chamada de Harriague. Em 1938 construiu uma pequena bodega composta de tanques subterrâneos em uma caverna, de modo a possibilitar as melhores condições para amadurecimento dos vinhos. Hoje é conhecida mundialmente.

Sobre a Ravin

Comandada por Rogério D´avila e Alberto Porto Alegre, experientes profissionais que há 20 anos carregam know how trabalhando como executivos de grandes corporações do segmento de bebidas, a Ravin se tornou realidade após ambos unirem suas bagagens profissionais ao espírito empreendedor.

Desde 2009 a Ravin traz para o Brasil marcas de renome mundial. Com capacidade de atendimento em todo o território nacional, a jovem importadora e distribuidora de vinhos de São Paulo trabalha com responsabilidade construindo parcerias honestas com produtores e clientes de forma prazerosa e descontraída, oferecendo sempre serviços de qualidade e bom custo-benefício. Atenta ao mercado de forma diferenciada, a importadora atende todas as demandas e tendências do segmento garantindo a melhor experiência no mundo do vinho.

Entre os destaques da Família Ravin está o “Gordo”, um consultor muito especial que orienta todos os clientes nas melhores escolhas de vinhos para cada ocasião de forma simples e objetiva. Além de faro apurado, as dicas do Gordo estão disponíveis no Facebook “Gordo Ravin”, onde é possível acompanhar dicas e sugestões da melhor experiência no mundo do vinho.

O Enoleigos estará neste evento especial e trará todas as novidades para vocês!

In Vino Veritas!

Gustavo Kauffman (GK)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Catamayor – Reserva de La Familia – Tannat – 2005

Esta foi a segunda garrafa que abrimos no churrasco que fizemos no dia 24/01/2010. Comprei este rótulo quando estive no Chile com minha esposa. Na época (11/09), fomos de Pluna, empresa aérea uruguaia, e tanto na ida, quanto na volta, fizemos escala em Montevidéu. Nunca havia tomado um vinho tannat e tive minha primeira experiência no free shop de Montevidéu onde eles estavam servindo este e outros rótulos de outras uvas. Achei um belo vinho e, quando estávamos retornando ao Brasil, aproveitei para comprar 4 garrafas deste Tannat e 2 garrafas de um Cabernet Franc, também da Castillo Viejo, que em breve comentaremos por aqui.

Cor: O rótulo diz que é um tom quase negro, afirmação com a qual eu não concordo. Tons violeta, mas não tão intensos. Na taça, sem a incidência de luz, escurece um pouco mais. Lágrimas bem espaçadas e finas, chegando a ter uns 5 cm entre uma e outra.

Aroma: Álcool aparece levemente. Começa com vanila, abre para frutas vermelhas, em especial cereja e alguns aromas mais sutis que não consegui identificar.

Paladar: Entrada suave. Por ser um Tannat, me surpreendeu ter um tanino não tão duro, beirando a suavidade, não chega a ser doce, puxa um pouco, mas não como eu estava esperando. Bem estruturado com final longo. Se compararmos com o Malbec que degustamos no mesmo dia, os taninos estão muito mais presentes, só que em harmonia. Apesar de ter um teor alcoólico relativamente baixo pros dias de hoje (12,5), o final dele traz a lembrança do álcool com um pouco de acidez. Não chega a ser muito fora, mas poderia estar melhor equilibrado. O vinho já é de uma safra 2005 e não sei se comportaria envelhecer muito mais em garrafa.

Harmonização: Churrasco. No dia comemos picanha, fraldinha, carré e pernil de cordeiro e costela bovina. Todas carnes mais gordurosas, e o vinho casou perfeitamente, limpando muito bem a boca nas carnes mais gordurosas.

O que a vinícola fala:

Pasaje por barricas nuevas y primer uso, 20% americano y 80% francés. Tiempo: 10 meses. Tiempo en botella: 6 meses.

Color: Rojo púrpura oscura con violáceos.

Aroma: Nítidos y francos aromas a frutos rojos en mermelada, (cereza,guindas, ciruelas), frutas secas, (higos, uvas, orejones), sobreun fondo muy sutil a tinta china.

Boca: Potente, carnoso, muy sabroso, firme esqueleto. Presencia deun tanino noble y firme que seguirá fundiéndose en eltiempo.

Um belo vinho, que traz boas lembranças e que será bebido novamente. Só acho o preço que ele chega aqui no Brasil um pouco caro. Paguei a bagatela de USD11,00 no Uruguai, sendo que ao levar quatro, um saiu de graça!! No Brasil não encontramos por menos de R$70,00, salvo em alguma promoção.

Não tenho ainda muita base para comparar este Tannat com outros, vou dar minha nota pela impressão geral que tive do vinho. Nota 3.

(GK)
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