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domingo, 9 de maio de 2010

Vinecol Chardonnay Orgânico 2007

A garrafa chamou a atenção pelo preço (R$16,00) bem como ser muito bem diagramada e se tratar de um vinho orgânico, experiência ainda não vivida por mim. Comprei para acompanhar os quitutes com origem no mar que sempre comemos na semana santa.

A Bodega Vincecol começou seu projeto no ano de 2000, com o objetivo de fazer uma bodega orientada a vinhos orgânicos de alta qualidade para exportação. A bodega e o vinhedo estão situados em La Paz, na parte leste de Mendoza, colado na reserva de Ñacuñan, cheia de recursos naturais ideais para o cultivo orgânico.

Vale dizer que um vinho é considerado orgânico quando desde a produção da uva, até a elaboração do vinho, o processo está baseado em um conjunto de técnicas que não permite a utilização de produtos com origem na indústria química.

Os vinhos “Vinecol Orgânico” são os vinhos de entrada da Bodega. Na argentina são produzidas os seguintes rótulos: Cabernet Sauvignon, Malbec, Bonarda / Tempranillo, Tempranillo, Cabernet Rosé, Torrontés, Chardonnay, Chenin / Sauvignon Blanc, CS OAK Reserve e Malbec OAK Reserve.

O apelo gráfico das garrafas é muito bonito e mais uma vez recomendo uma visita ao site da Bodega. Uma vez apresentadas bodega e vinho, vamos as minhas impressões:

Visual: Rolha artificial. Da cor da cortiça, mas artificial. Como já comentei, belíssima garrafa! Na taça se mostrou amarelo ouro, uma bela tonalidade, aparentando mais encorpado que outros Chardonnay.

Olfato: Não agradou. Trouxe um cheiro de banana verde e, mesmo assim, de forma discreta. O álcool também aparece de forma discreta, o que é bom.

Paladar: Melhor que o Olfato, mas também decepcionou. Acidez presente, mas é um vinho que aporta pouco aroma. O que agradou um pouco foi o retrogosto que trouxe damasco ao palato. Ao bebericar mais uns golinhos, trouxe também um pouco de maçã no início. Final médio que também agradou.

O que diz a vinícola:

Elaboración: selección en mesa de control de calidad, desrasponado y molienda regulada, conducción en presencia de frío con bombas peristálticas, maceración clásica en tanques de acero inoxidable, con remontajes diarios, descube por cata, prensado neumático.

Nota de cata: Vino de franco color amarillo y notas doradas, con aromas atractivos y cambiantes, que al principio recuerdan a frutos tropicales y luego flores de bienestar como azahar y jazmín; en la boca sorprenden el cuerpo y paso
elegantes, con detalles cítricos y frutales. Cierra persistente y agradable.

Temperatura de servicio entre 7 a 10 °C.

De forma geral o vinho não agradou e vai entrar na lista de vinhos que não comprarei mais. Pelo preço que se encontra, pode ser uma boa utilizá-lo na culinária.

Nota 2!!!

(GK)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Panul Chardonnay Reserva 2008

Dezembro, verão, calor, natal chegando e, um belo dia, eu estava no Sams Clube e, como sempre, fui namorar a sessão de vinhos para ver se encontrava alguma promoção. Estava com maior atenção para os brancos, já que temos o hábito de fazer peixes e frutos do mar na noite de natal, fugindo dos pratos tradicionais que são mais pesados para esta época do ano. De repente vejo uma garrafa bem bonita, belo rótulo, um vinho chileno, chardonnay, reserva (tinham também o Varietal), por módicos R$14,80! Há pouco tempo estivemos no Chile e eu provei belíssimos vinhos da Errazuriz, e este vinho era produzido pela Errazuriz Ovalle. Comprei 3 ou 4 garrafas e, é claro, tive que provar para não fazer feio no Natal.

Chegando em casa, fui pesquisar um pouco mais sobre o vinho. Minha primeira surpresa foi saber que a Errazuriz que eu havia conhecido no Chile, não tem nenhuma relação com esta Errazuriz Ovalle. Um outro ponto estranho é que esta linha “Reserva” não existe no site da vinícola chilena. A linha varietal está toda lá, mas a Reserva não.

A linha de vinhos é importada com exclusividade pelo Wall Mart para o Brasil e o nome Panul significa “abraço” e tem origem na linguagem dos Mapuche, antigos povos habitantes do país. A linha possui 5 varietais tintos (Malbec, Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon e Carmenére) e 2 brancos (Chardonnay e Sauvignon Blanc).

A degustação que descreverei foi feita com meu querido irmão André e antes do Natal.

Visual

AK – Rolha com a “velha mania” de nome do rótulo e bodega. Feita de cortiça de boa qualidade. Visual de palha clara, com gotas espaçadas.

GK – Pelo preço do vinho pensei em encontrar uma rolha sintética. Ter me deparado com uma rolha de cortiça foi uma surpresa. Na taça se mostra palha com notas espaçadas.

Após bebermos o vinho, meu irmão, que nitidamente não aprovou o mesmo, escreveu o seguinte: “- Duvide, ou pelo menos tenha cuidado com rótulos bonitos em vinhos muito baratos.”.

Aroma

AK – Damasco, melão, frutas amarelas. Nariz fraco, quase insensível. Chardonnay ilegítimo.

GK – Vou ser obrigado a discordar de meu irmão. Hehe. Minhas sensações foram as mesmas e, apesar de não tão intenso, é um vinho frutado. O aroma das frutas amarelas é muito gostoso, mas poderia ser mais intenso e incorpado.

Paladar

AK – Parece uma caipirinha de melão, com excesso de álcool. Pouco persistente.

GK – O álcool incomoda um pouco, mas achei o final interessante, gostoso e, realmente pouco persistente. Acidez presente e em harmonia. Fica agradável na boca.

Não houve harmonização.

O que diz o rótulo, uma vez que não encontramos o vinho no site da vinícola:

Nas suaves colinas do vale Marchigue, influenciadas por um clima singular, são cultivados os vinhedos da família Errazuriz Ovalle. O microclima desta área partilha dias ensolarados de elevada luminosidade com noites frias, em conseqüência da proximidade do Oceano Pacífico. O solo de baixa fertilidade produz um rendimento limitado, mas altamente concentrado de robustos cachos de uva. Somente os cachos especialmente selecionados, da mais alta qualidade e de limitado rendimento são escolhidos para a preparação deste Chardonnay Reserva. Com notas brilhantes verdes amarelas. Este vinho goza de uma complexidade de aromas: bananas maduras, palma mel, pêssegos e melões; todas as combina com perfeita harmonia com a acidez equilibrada e açúcares. Elegante, com sabor frutado e final prolongado.

Vendo este texto tá explicado o pq eu me animei tanto ao comprar este vinho! O que não faz o marketing.

Pela faixa de preço se mostrou um vinho interessante, mas, como devem ter percebido, desistimos de serví-lo no natal e partimos para rótulos mais, digamos, apetitosos. Cheguei a usar este Chardonnay para marinar um Pernil de Cordeiro que ficou sensacional.

Vai levar uma nota 2.
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